31.3.07

Algumas coisas que eu acho intoleráveis, e que passam por normais entre 99% da população:


- em 500 pessoas que passam, 495 (velhos, novos, altos, baixos, pretos ou brancos) têm um ar estupidificado; não cogitam, em absoluto, nada além do que se lhes depara na montra seguinte, sorvendo ar mecanicamente enquanto fecham os sentidos aos mugidos irracionais da restante manada

- num cartaz com 10 filmes, 9 são uma perfeita merda: a vacuidade, o imediatismo, e a mediocridade tomam lugares de honra servindo a horda babante à medida que esta vagueia em busca de mais uma dose de anestesia - quem clamar por estímulos mais elevados é votado ao ostracismo e apodado de fascista (está na moda)

- pedir 2 euros, num espaço de uso diurno e à pinha de criancinhas deseducadas, por um copo com 40cl de água, 20cl de "pepsi" e 5cl de gelo que é vendido como 75cl de "cola light"

- o sono da razão produz monstros, mas o rebanho quer é "ser livre"

- em 25 pais que passam com os filhos pela mão, 24 não repara que os putos ali vão; desses 24, mais ou menos 16 não dizem nada de jeito, 4 não se distinguem dos filhos e 3 parecem ter saído da Polónia no tempo em que proliferavam partidos políticos do calibre do Partido dos Possuidores de Videogravadores

- são cobrados 4 euros por duas horas de estacionamento, mas a entidade gestora não se responsabiliza por danos nas viaturas

- entre cerca de doze mil pessoas que afluem a um centro comercial movidas por algo mais do que a necessidade, de facto, de comprar um artigo que ali se venda, umas boas onze mil, novecentas e noventa viverão a mesma rotina paquidérmica nos próximos vinte anos, passando à próxima geração este culto reles, rasca e imbecil de irresponsabilidade
.

30.3.07

"Os graves problemas da OTA

1. A Ota não tem qualidade de espaço aéreo por incapacidade de assegurar evoluções seguras e eficazes dos aviões num raio de 50 km , devido à orografia eriçada de montes e colinas altas a N, W e S a curta distância. Muito próximo, a 2 Km o Monte Redondo (212m) e a uma dezena de km apenas, ergue-se a Serra de Montejunto ( 666 m) . Este incumprimento coloca problemas à segurança dos voos.

O Governo é a entidade responsável perante a comunidade aeronáutica internacional da Segurança Aérea dos aeroportos, pelo que não deveria fazer a apologia de localizações inseguras.

2. A orografia e a hidrografia do terreno limitaram o perímetro do aeroporto a um espaço exíguo, ocupado por um leito de cheias, impedem a sua futura expansão, critério básico para aprovação de uma localização aeroportuária, e obrigaram ainda a rodar 20 graus a orientação das pistas para N-NE desalinhando-as perante os ventos predominantes de NW (orientação da antiga pista militar da F. Aérea).

Estas limitações foram a razão principal para NAER exigir às consultoras um estudo para as duas localizações (Ota e Rio Frio) apenas para 2 pistas afastadas de 1700m, distância mínima exigível. Esta não isenção desfavorece as potencialidades que Rio Frio oferecia.

3. A orografia envolvente ao aeroporto impede em uma das pistas aterragens em Categoria III (CAT III ), que todos os grandes aeroportos comerciais desejam, já que implica com as aterragens em condições climáticas adversas como nevoeiros com tecto abaixo de 30 m (120 feet) e RVR - Visibilidade Horizontal da Pista inferior a 550m , perdendo-se a independência de operacionalidade das pistas.

Esta limitação, diminuindo o nº de movimentos, implica roturas frequentes no desempenho operacional do aeroporto, afectando as partidas, com atrasos e cancelamentos, e originando desvios nas chegadas, altamente penalizadoras às companhias que o operam que tenderão por isso a evitá-lo.

4. As condições meteorológicas locais não foram estudadas por se não ter instalado uma estação meteorológica. Conhece-se porém, historicamente, que a zona da Ota é conhecida por ser invadida frequentemente por nevoeiros mais ou menos intensos, sobretudo no Inverno, devido à sua localização entre os rios da Ota e Alenquer e da sua proximidade com o vale do rio Tejo. Estas condições pedem a certificação do aeroporto em CAT III B, para este ter uma melhor operacionalidade em H 24.

5. Os avultados investimentos, estimados no seu final, sem as derrapagens, em 5000 milhões de euros, necessários a uma obra de tão grande envergadura e para a qual a Europa só irá contribuir com 180 milhões de euros, exigem um estudo custo - benefício aprofundado. Como a localização decidida não é compatível com os pontos 1. e 2. anteriores, cuja exigência de cumprimento devia ser mandatória, irá ser um dispêndio de capitais com nula rentabilidade .

O aeroporto de Atenas terá custado, a preços de 2006, 3700 milhões de euros. Admitindo uma inflação de 3% a Ota iria custar em 2017 exactamente 5300 milhões. Se considerarmos ainda que a infra estruturação (preparação de consolidação do terreno e terraplanagem) necessária na Ota irá originar fortes derrapagens, ainda se estará a ser muito optimista.

6. Se considerarmos a taxa de crescimento prevista para o período 2000/2035 de 3,6 % da consultora Parsons, o aeroporto da Ota a partir da sua data de inauguração prevista para 2017 terá uma vida útil de apenas 16 a 20 anos. (Ver attach acima). Ora Rio Frio possui capacidade para expandir-se para 6 ou mais pistas. Longa vida útil !

Um aeroporto deve ser projectado para um século sempre que possível.

7. A Portela hoje permite-se receber todo o tipo de aviões e garante uma capacidade de 40 movimentos/hora (aterragens + descolagens) enquanto que a Ota só terá capacidade para 44 a 72 movimentos, devido às suas condições orográficas desfavoráveis que afectam particularmente a pista W (Oeste).

8. Condicionou-se o traçado da nova rede de AV (Alta Velocidade) e VE (Velocidade Elevada) à localização da Ota. Daqui resultou uma má opção, porque a Ota não consegue coexistir com a nova rede de A. V. nem com o triângulo portuário. Este é um profundo erro estratégico. (Ver mapa de Portugal)

9. Projecta-se construir o aeroporto sem saber como efectuar as suas ligações ferroviárias com a nova linha de A.V. de bitola europeia Lisboa - Badajoz – Madrid e com a futura linha Lisboa - Porto já que ainda se não sabe como esta linha de A. V. ( TGV ) vai entrar em Lisboa, à falta de espaço – canal.

10. A Ota é uma escolha errada do ponto vista da logística, pois fica longe dos portos marítimos do triângulo portuário Lisboa - Setúbal - Sines e não se coordena (coexiste) com a restante rede de infra-estruturas rodoviária e ferroviária existente e futura.A consolidação dos terrenos movediços por colunas de brita , (além do seu baixo coeficiente sísmico de 1,02 para um necessário 1,5) impede a construção de uma estação terminal ferroviária para o shuttle e logicamente muito menos para o TGV.

11. Para construir o aeroporto vai ser necessário executar escavações de 50 milhões de metros cúbicos, o que corresponde ao volume de um paralelepípedo com uma base igual à área de um ha de um estádio de futebol e altura de 5000 metros. São necessários ainda 30 milhões de m3 para aterros. Só a movimentação das terras é colossal. Para tentar diminuir a movimentação das terras e escavações prevê-se que as duas pistas fiquem a cotas desfasadas (a do lado W será mais alta em relação à que será construída sobre o leito do rio Ota).

Fora do perímetro do aeroporto, a Nordeste da pista Este, terá ainda de se proceder à escavação e remoção de 3,5 milhões de m3 de terra de uma colina que interfere com as aterragens, de modo a obter-se o necessário OCH ( Obstacle Clearance Hight).

Na semana passada foi colocada no site da NAER o Relatório de Terraplanagem de Dez 2004 da Parsons , de leitura obrigatória . Colossal a obra de engenharia necessária à consolidação dos terrenos e respectivos custos, de mais 120 milhões de contos antigos relativamente a Rio Frio.

Ao exigir 235 617 colunas de brita para sustentar a pista Leste e as instalações criaremos UM AEROPORTO PALAFITA !

12. A Ota é pois um caso raro de um aeroporto construído sobre um leito de cheias sendo parte das instalações e pistas assentes na ribeira de Alvarinho e toda a pista Leste largamente implantada no vale do rio Ota, de terrenos argilosos com o firme «Bed Rock» a -20 m. Se a pista ficar à cota +20 m são exigíveis aterros de altura de um prédio de 7 pisos assentes sobre colunas de brita (ou outra alternativa) de 20 m para consolidar os lodos .

Este extra, explicará as futuras derrapagens e os 5000 milhões finais estimados para a construção, serão muito conservadores.

(Notar que o aeroporto Sá Carneiro já derrapou 10 X e a remodelação actual da via férrea do Norte derrapou já 23 X, com o inicial previsto 75,8 milhões (1990) para os actuais 1780 milhões de euros!!!!) .

NOTA: O concessionário será obrigado , face aos custos de construção, a criar taxas aeroportuárias altíssimas afastando as companhias de Low Cost e deste modo afectando gravemente o turismo nacional , uma das nossas poucas fontes de riqueza.

13. Por razões de geotecnia e topografia muito desfavoráveis atrás descritas, a construção do aeroporto na Ota será, estima-se, duas vezes mais onerosa do que numa região plana como Rio Frio. Este aumento vai implicar que as taxas aeroportuárias cobradas sejam mais elevadas para recuperar o investimento inicial, o que tornará o aeroporto pouco competitivo e poderá levar à morte da TAP de um modo idêntico ao acontecido com a Olimpic Airways grega no seu novo aeroporto em Atenas.

14. O argumento invocado, segundo o qual o projecto tem que avançar desde já para aproveitar os fundos comunitários (sabe-se hoje que são apenas 180 milhões de euros), não tem sentido, pois o aumento dos gastos, devido à localização em causa e o tempo previsto para a preparação do terreno (3 anos) é muito superior ao que iria ocorrer comparativamente a uma região planáltica como a de Rio Frio (sem problemas de segurança aérea e com muito melhores condições meteorológicas).

15. Não existem hoje ligações rodoviárias e ferroviárias a Lisboa com capacidade de servir um aeroporto que na inauguração (2017) prevê 17 milhões de passageiros e 16 anos depois 30 milhões/ano.

Não existem dados, nem foram contabilizados os custos de uma nova e necessária auto-estrada por saturação já actual da A1. Também por saturação da via férrea do Norte é necessário, por falta de espaço canal, construir 40 km de túneis e viadutos com um custo estimado de mais de 1000 milhões de euros. Todos estes extras terão de ser suportados pelo Estado.

Pelo contrário RIO FRIO irá beneficiar da TTT e da linha de TGV entre Lisboa-Badajoz-Madrid para fazer passar o shuttle a custo zero e beneficia ainda directamente da auto-estrada pela ponte Vasco da Gama ainda longe da saturação para se ligar por rodovia, também a custo zero, ao centro de Lisboa .

16. Ao concessionar a privados a exploração do Novo Aeroporto, estes irão exigir contrapartidas que garantam o seu investimento, isto é privatização da Ana em Lisboa (única rentável) e os terrenos do actual aeroporto da Portela.

De igual modo o prazo da concessão (não repugnou ao Min. Mário Lino aceitar até 90 anos, conforme entrevista pública televisiva) pode colocar ao futuro Governo na altura em exercício e com o novo aeroporto já saturado, graves problemas perante as garantias do contrato de concessão obtidas pelo concessionário.

17. Na escolha da localização do novo aeroporto deu-se absoluta prioridade a razões ambientais em detrimento da navegação aérea, da sua Segurança e da fiabilidade do aeroporto em estar operacional H 24. Se os critérios ambientais fossem os prioritários, então a melhor opção seria manter a Portela e nada construir.

18. Como a vida útil do aeroporto na OTA fica limitada por incapacidade de expansão, dentro de 10 ou 20 anos, estaremos de novo a estudar a construção de um novo e definitivo aeroporto, agora sim, em Rio Frio, se não for o caso de estar agora o actual ainda espaço livre, já coberto por urbanizações.

Por pretextos ambientais iremos assistir, no futuro, a uma segunda Grande Agressão Ambiental!!!

Mário Ribeiro, Eng.º"

(Via Small Brother)

22.3.07

Declaração

Eu de barba branca a tiracolo
rodeado de fumo por todos os lados vadios
menos pelo lado do mar
com um incêndio à ilharga
e dois artelhos clandestinos
eu salvo miraculosamente para te amar e curar
e esperar o teu regresso glacial e escarlate
que escrevo poemas desde que um rato
me entrou prós pulmões e só por causa disso
eu que disse: há um cancro no mapa universal
e engenheiros, geógrafos, doutores se apressaram a negá-Ia
eu da cintura pra cima de alcatrão e terror
e do umbigo pra baixo de quiosque chinês
eu não espero piedade obrigado

-António José Forte
Wherein [art thou] good, but to taste sack and drink it? Wherein neat and cleanly, but to carve a capon and eat it? Wherein cunning, but in craft? Wherein crafty but in villainy? Wherein villainous, but in all things? Wherein worthy but in nothing?

19.3.07

Na Terra dos papa-vidas

Hoje tive que explicar à minha Mãe, que trabalhou uma vida inteira sem questionar por aí além aquilo que lhe ia sendo exigido - numa profissão medianamente qualificada, porque é que a partir deste mês o Estado a ROUBA em cinquenta euros em cada recibo da reforma.

E expliquei da seguinte forma:

- porque a maioria dos portugueses são uma cambada de índios cobardes, sujos, acomodados e inconsequentes mais ralados com o próprio umbigo e habituados a um estilo de vida mais próprio das Honduras ou da Colômbia do que aquilo que lá em casa se construiu

- porque a medíocre, anafada e gelatinosa classe política, desde o 25 de Abril, atira areia para os olhos da ralé dizendo que é preciso apertar o cinto, mas esbanja milhões de euros em obras inúteis, carros de luxo, aviões de combate, e reformas de Creso - e no entanto, a ralé vai votar, ou fica em casa a coçar a micose passivamente

- porque de entre os governos vampirescos, o de José Sócrates acresce um dado novo à equação: é totalitário, prepotente e raso, tão raso de ideias, de valores e de objectividade

- porque este Estado vende medo, e vende-o granjeando o apoio servil e cego de uma nova PIDE, uma PIDE popular, uma PIDE dos pobres de espírito, dos crédulos e dos que nada conseguem fazer com a sua mente além de fomentar a bitola da voz do dono, orientada sempre para um norte volúvel para o qual virados, babando, vencem o défice de auto-estima que lhes foi incutido desde crianças

- porque no dia em que as águias levantarem vôo, não vai sobrar um rato para contar como é que foi.

Ou como escreveu Pedro Arroja,


"Estes países não possuem opinião pública. Eles aderiram à UE porque os governantes lhes disseram que era bom aderir à UE. Eles aderiram ao euro porque os governantes lhes disseram que era bom aderir ao euro. Mas os governantes, nestas coisas, tendem a dizer apenas as coisas boas. É certo que as más - isto é a disciplina necessária para manter a adesão ao euro e à UE - essas, os cidadãos nem estavam interessados em as ouvir. Se algumas houvesse, na altura logo se veria, e os governantes que as resolvessem.
É claro que estes países, com Portugal à frente de todos, estão agora a ter aquilo que merecem. E nem sabem o que os espera - na realidade, a tragédia das populações destes países é que nunca sabem aquilo que os espera - porque eles sempre estiveram habituados a que viesse alguém de cima dizer-lhes aquilo que os espera."

18.3.07

Na mesa azeite, alhos e pão. Tinto. Pimenta, risos, sol.

O meu bisavô paterno.materno era afinal contrabandista. O meu avô materno também. Old habits die hard, e ainda assim é reconfortante reforçar este desejo com o cimento inabalável da genética.

Quero ser um contrabandista acoitado nas matas sinceras dos mortos de ardor.
G :)


VAGABONDS
(Sullivan) 1987

We follow the taillights out of the city
Moving in a river of red
As the colours fade away from the dusky sunset
We roll for the darkness ahead

We are old, we are young, we are in this together
Vagabonds and children, prisoners forever
With pulses a-raging and eyes full of wonder
Kicking out behind us again

Night-time City Beat the radio is calling
The lost and lonely in vain
Out here we are running for the wide open spaces
The road-smell after the rain


We are old, we are young, we are in this together
Vagabonds and children, prisoners forever
With pulses a-raging and eyes full of wonder
Kicking out behind us again

And watching as a boy alone at the quayside
The ships loading cargo in the night
Their names all calling to faraway places
The years go past, the miles go by
And still this childhood romance will not die

15.3.07

Soube hoje, ainda, que no Irão obscurantista há quem uive pela estreia de "300", possivelmente o melhor filme dos últimos meses. E que ao uivar, escancare a mandíbula dizendo que o retrato dos persas que ali se faz é depreciativo e subvaloriza as qualidades da sua civilização. A mesma que, passadas estas centenas de anos sobre Thermopylae, ainda se encontra rigorosamente no mesmo estado de evolução no qual se encontrava à data, e que se sem dúvida teria feito o mesmo de toda e qualquer terra livre que tivesse apanhado pela frente caso de Esparta não tivessem saído, naquele dia, os 300 homens do Rei Leónidas.



GRANDES CABRÕES, JÁ SE ESTAVA MESMO A VER!!!

Aborto após 10 semanas deixa de ser punido


O anteprojecto da primeira lei de política criminal, que vigorará entre Setembro de 2007 e 2009, prevê como alternativa à prisão a aplicação da suspensão provisória do processo no caso do aborto praticado após as dez semanas.


Segundo o documento, considera-se “indispensável reforçar a aplicação dos institutos de diversão e de consenso”, entre os quais se encontram a suspensão provisória do processo, no caso dos crimes puníveis até três anos de prisão, como é o caso da interrupção voluntária da gravidez quando realizada após as dez semanas, ou seja, após o período em que o aborto deixa de ser crime, na sequência da vitória do ‘sim’ no referendo de 11 de Fevereiro.

“Também o aborto com consentimento da mulher grávida, fora das situações de não punibilidade legalmente previstas, é objecto destas orientações, tendo em conta que a prisão efectiva não possui um efeito ressocializador”, lê-se no anteprojecto da Lei sobre Política Criminal, que estabelece prioridades e orientações em matéria de prevenção e investigação criminal.

Além do aborto praticado após as dez semanas e, logo, punível pelo Código Penal, também são alvo destas orientações os crimes pouco graves contra a liberdade, contra a liberdade sexual, contra a honra e as ofensas à integridade física simples.

Para a presidente da Federação Portuguesa Pela Vida, Isilda Pegado, esta proposta “abre a porta para a liberalização do aborto até aos nove meses”. E acrescenta: “O fantasma das prisões foi mais uma mentira eleitoral.”

Fonte do Ministério da Justiça disse ao CM que “é prematuro proceder a um debate público antes de concluído o processo de audições” dos conselhos superiores e operadores judiciários: “Só depois de concluídas as audições a proposta será aprovada pelo Conselho de Ministros e remetida à Assembleia da República.”

14.3.07

The Tide Rises, the Tide Falls

The tide rises, the tide falls,
The twilight darkens, the curlew calls;
Along the sea-sands damp and brown
The traveller hastens toward the town,
And the tide rises, the tide falls.

Darkness settles on roofs and walls,
But the sea, the sea in darkness calls;
The little waves, with their soft, white hands,
Efface the footprints in the sands,
And the tide rises, the tide falls.

The morning breaks; the steeds in their stalls
Stamp and neigh, as the hostler calls;
The day returns, but nevermore
Returns the traveller to the shore,
And the tide rises, the tide falls.

- Henry Wadsworth Longfellow
"Only one faith on Earth may be more messianic than Islam: multiculturalism. Without it — without its fanatics who believe all civilizations are the same — the engine that projects Islam into the unprotected heart of Western civilization would stall and fail”

...

"In not discussing the roots of terror in Islam itself, in not learning about them, the multicultural clergy that shepherds our elites prevents us from having to do anything about them. This is key, because any serious action -- stopping immigration from jihad-sponsoring nations, shutting down mosques that preach violence and expelling their imams, just for starters -- means to renounce the multicultural creed. In the West, that's the greatest apostasy. And while the penalty is not death -- as it is for leaving Islam under Islamic law -- the existential crisis is to be avoided at all costs. Including extinction."


- Diana West

The road to oppression (UK)

Babies to be given marks for babbling

By Liz Lightfoot, Education Editor
Last Updated: 3:13am GMT 14/03/2007

Babies will be given marks for crying, gurgling or babbling under the Government's new curriculum for 0-5 year olds which all nurseries must follow.

Playgroups and childminders will also need to show that they help babies make progress in 69 areas of education and development or risk losing funds.



The new Early Years Foundation Stage curriculum lays down how children are expected to develop from birth to the end of the first year of compulsory schooling, the year in which they turn five. The document, which has the force of law, was published yesterday alongside a book of guidance and cards containing the main requirements and underlying principles.

Beverley Hughes, the minister for children, insisted that it was not a "tick-box" curriculum and that she would be "horrified" if people used it to mark babies on a grid from birth. "It is about getting people to think sensibly about the needs of the children they work with," she said.

But parents' groups accused the Government of putting stress on children by giving targets they should reach before their first birthday and the Conservatives called it "an unprecedented supervision of children from birth to primary school" which would take away childhood.

The Steiner Waldorf movement says its nurseries will not meet the demands of the new curriculum because children are not taught to read until the age of six.

Parents using Steiner nurseries and others not complying with the more formal approach to early-years education will lose state subsidy for their three- and four-year-olds.

"We are in discussion with the Department for Education about how Steiner Waldorf will be able to work towards the early learning goals while keeping its own curriculum," said Janni Nicol, its early childhood representative.

The guidance gives "Dr Spock"-type advice about the emotional comfort babies derive from "snuggling in" and a series of tips, such as placing mirrors where they can see their reflection.

In the first year, babies should "communicate in a variety of ways, including crying, gurgling, babbling and squealing". Between eight and 20 months they should begin to "enjoy babbling and increasingly experiment with using sounds and words to represent objects", it says.

By three years and four months, children will begin citizenship lessons so they understand that "people have different, needs, views, cultures and beliefs, that need to be treated with respect".

Reading lessons will start at the age of three with children taught to recognise sounds and link them to letters. They will progress to learning the 44 main letter and sound relationships - phonics - when they are ready, which the document suggests will be usually by the age of five. But it stresses that phonics teaching should be fun and include games that use sight, hearing and touch.

Handwriting should begin at 16 to 26 months with finger painting, brushes and felt tips and counting at the age of two through songs and games until, between three and a half and five, they can count to 10.

The curriculum which comes into effect in September next year, replaces the existing non-statutory Birth to Three Matters guidance, the foundation stage curriculum for three and four year olds and the national standards for day-care.

Miss Hughes said the first five years were a crucial time for a child's development. "The early years foundation stage is about ensuring quality and consistency across all settings where care is provided for young children."

However, Anne McIntosh, the shadow minister for children, said such detailed inspection was inappropriate. "I believe children should be allowed to find their own level under careful teaching supervision.

We should free up teachers' time to teach. We should allow children to have their childhood and let the professionals do their job. Many fear that setting targets between birth and the age of five can have damaging effects on child development."

13.3.07

Carta à minha recém, de coração até-prova-em-contrário-enorme, interlocutora:



Pus a mesa para dois, in memoriam dos meus dias de Robert Kincaid quando tu, Francesca ainda derivavas noutro peito surdo. São fases: a Lua hoje não paira em ângulo raso entre a escola (ainda acesa) e o campanário onde repicam Sábados longos; nem do jardim sobem tinidos como em amigos soltámos, caçando ratazanas à pedrada num tempo distinto destes Governos que me preocupam.




Durante o jantar - maldita dieta do legionário, equilibrada com tanto quilómetro tonitruante por baixo das coxas - servi-nos na íntegra toda a carta que nem tu, nem eu ainda descobrimos ao lado de alguém, ou dos espelhos feitos colchão e almofada, para o que importa. Pareceu-me emanar um deleite sentido dos teus lábios, onde sempre entrevejo um sorriso inocente, quando provaste o primeiro trago da garrafa de tinto romeno, o último do espólio deixado na adega quando deixei Helsinki e outras famílias para trás, na neve, na eterna sauna de Deus numa Páscoa onde saneámos metade dos males. Lupu Negru, era essa a marca do vinho. O que rimos ainda antes do sonho só à conta do rótulo da garrafita.



Tudo terá, sem dúvida, a ver com a rota ao longo da qual quisermos envelhecer: tu e eu, num equilíbrio por vezes medonho salpicado de silêncios ferozes, e o resto do mundo menos todos os enormes bocadinhos que a História e o nosso livre arbítrio têm vindo aos poucos tornando uma parte vincada no holograma, o nosso leito irrespectivamente de quaisquer dissecações que possam aplicar-se aos pronomes.

É isto. Por causa de uma lata de tinta que nunca mais acabava, não pude responder-te hoje aquando do momento correcto. Mas durante a tarde, em piloto automático, imerso num pandemónio de gente mais e menos ávida de vincar a sua parte na placa invisível, lá se foi delineando ainda outra hora no compasso indelével.

Ainda me hás-de explicar porquê Ginger :)

12.3.07

"Começa a não haver silêncio suficiente para a concentração que a leitura exige."

- Sara F. Costa

http://umadevastacao.blogspot.com

11.3.07

Miguel Gaspar In Diário de Notícias.

Até onde o estado deve ter direito para se meter na nossa vida? E com que poder? Com que regulação?

O equilíbrio de pesos e contra-pesos perante as recentes medidas de concentração de poder parece difícil de assegurar. Tudo começa torto quando se torna evidente que quem assume o poder político está longe de representar o que de melhor tem o país em termos de capital humano. E será tanto mais grave quanto, por exemplo, melhor vierem a funcionar os respectivos serviços controlados directamentamente por um único órgão de soberania (ou pelo representante máximo do mesmo, como seja o caso do Primeiro-Ministro). E este é um receio que não deveria fazer sentido…

Tendo isto em atenção e recordando quão ameaçado está em permanência o sentido de Estado dos próprios funcionários públicos, particularmente daqueles que é suposto terem um estatuto de independência reforçado relativamente ao poder político, o tempo é de semi-pânico para os amantes da liberdade e para quem tem memória ou julga saber o que a história pode trazer a pretexto das boas intenções e dos ganhos de eficácia.

É inegável que se exigia e exige a este governo que recupere poder efectivo, tantas vezes "delegado" na burocracia do Estado e nos "grupos de pressão", mas parece-me que em matéria de segurança interna se está a passar para uma situação que ultrapassa o que é recomendável num Estado democrático.

Eu insisto em ter de acreditar que o objectivo colectivo será termos, em média, uma classe política mais competente e não limitar-mo-nos a eleger iluminados, versões geralmente medíocres de primus inter pares, tipicamente provenientes de um rol de figuras pardas que, sem nunca arriscarem o pescoço por via da clareza política, chegam ao topo do poder legislativo do país. E não estou a pensar sequer principalmente no actual primeiro-ministro… Ainda que o perfil também lhe assente em larga medida. O que nos é proposto é termos um poder cada vez mais centralizado mas também não controlado no que se refere ao uso dos instrumentos de acesso e divulgação de informação sensível.

Se juntar a isto a percepção que tenho de que, por exemplo este governo em concreto, em termos de informação, segue a prática do mais manhoso dos árbitros de futebol com agenda própria, temos o caldo entornado. E então se pensar no que teria acontecido no passado recente se este poder já estivesse consagrado na lei, nem sei que diga…


"People who refuse to give up their bank records, tax records & details of any benefits they've claimed, and the records of their car movements for the last year, or refuse to submit to an interrogation on whether they are the same person that this mountain of data belongs to — will be denied passports from March 26th. The Blair government has already admitted that this and other data will be cross-linked so that the Home Office and other officials can spy on the everyday lives of innocent Britons. Britons were already the most spied upon nation in Western Europemore so even than Sweden. Data-mining through this unprecedented level of mass-surveillance allows any future British government to leapfrog even countries like China and North Korea."

http://yro.slashdot.org/article.pl?sid=07/03/10/1846241&from=rss
Tenho lido, ultima e sobejamente, a manada de anjinhos socio-inseridos dizer, por dá cá aquela imperial, "quem não deve não teme". Desde então, espero ansiosamente de Canon em punho (passe o trocadilho) que São Nicolau desça ufano pelo pipo da minha chaminé, saca em riste, prenhe de guloseimas e um BMW novo. É que os anjinhos parecem acreditar que não é possível, seja porque

a) o inspector come a prima da delatora
b) as circunstâncias turvam as evidências
c) a verdade já não é o que era
d) todas as anteriores tingidas a lençol-ballet cor-de-rosa,

que um gajo perfeitamente sossegado, inocente, tranquilo, pacífico, Tuco Maria Benedito Ramirez, possa ser tentativamente enrabado só porque pisou os calos à ovelha mais ranhosa do Capítulo local.

Não me fodam, pá. Vão apanhar ar. Acordem.
Feliz Páscoa para a PIDE/DGS renascida sob o comando dos ex-contestatários rosáceos!


"I have, myself, full confidence that if all do their duty, if nothing is neglected, and if the best arrangements are made, as they are being made, we shall prove ourselves once again able to defend our Island home, to ride out the storm of war, and to outlive the menace of tyranny, if necessary for years, if necessary alone.

At any rate, that is what we are going to try to do. That is the resolve of His Majesty's Government-every man of them. That is the will of Parliament and the nation.

The British Empire and the French Republic, linked together in their cause and in their need, will defend to the death their native soil, aiding each other like good comrades to the utmost of their strength.

Even though large tracts of Europe and many old and famous States have fallen or may fall into the grip of the Gestapo and all the odious apparatus of Nazi rule, we shall not flag or fail.

We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender, and even if, which I do not for a moment believe, this Island or a large part of it were subjugated and starving, then our Empire beyond the seas, armed and guarded by the British Fleet, would carry on the struggle, until, in God's good time, the New World, with all its power and might, steps forth to the rescue and the liberation of the old."


Discurso de Winston Churchill, 4 de Junho de 1940.

Para que fique bem presente o que cada português válido deverá dispor-se a fazer quando for claro para todos que a tirania está de regresso.

10.3.07

Ah, esta é que não pode passar em claro

"A Junta de Freguesia da Reboleira, concelho de Amadora, assinalou o Dia Internacional da Mulher com um jantar, que no final teve um striper a actuar. Na festa participaram cerca de cem mulheres e a CDU condenou a opção pelo espectáculo de nu.

Os comunistas denunciaram em comunicado que a Junta de Freguesia do PS, ao organizar este jantar “interdito a homens, considera as mulheres seres não pensantes, despojadas de dignidade, desejosas da chegada do dia 8 de Março para se libertarem dos seus companheiros, ansiosas que lhes seja apresentado um homem másculo que se pavoneie à sua volta”." End quote.


Mas não foram os comunistas que eu vi berrar, uivar, ganir, latir, vociferar, balir, babar toneladas de saliva incontida, (quote) "PORQUE AS MULHERES SE LIBERTARAM FINALMENTE, NO DIA 11 DE FEVEREIRO, DE MAIS UMA HUMILHAÇÃO" (end quote) ?
Então afinal como é? Os papa-sardinhas entendem, ou não, que as mulheres andam ansiosas por uma liberdade que não possuem em Portugal? Se calhar, não...!!! Olhem que se calhar, não.

PALHAÇOS!!!

Portugal em retrocesso

Do Leão Pelado, chega mais um incontornável blip no radar da liberdade:

O Crescimento Negativo de 1,3% ou Como se Mente e se Toma a População por Lerda

Assistimos a uma alocução de fantástica impostura, em que um primeiro ministro fez um escandaloso elogio a um enorme retrocesso a que ele alcunha de progresso. Gozo, fantochada, ludíbrio ou estupidez crassa?

O crescimento de Portugal, de acordo com as estatísticas publicadas, foi de 1,3%. Constatando que o crescimento médio na Europa foi de cerca do dobro, o número significa simplesmente que aquilo a que um aldrabão chama de crescimento e progresso, fazendo as contas só pode ser um atraso. A realidade, pois, foi que sendo o citado crescimento europeu médio do dobro, Portugal fez um retrocesso igual à diferença, ou seja, igual ao valor do alcunhado crescimento, um retrocesso igual a metade da média do crescimento europeu. Parece ser uma conta tão fácil de fazer, que ninguém pode crer que mesmo Guterres se enganasse.

Portanto, para se ser autor dessa afirmação é imprescindível ser-se doente mental, retardado, analfabeto, ou então um bandido maldoso e vigarista mal intencionado. Denuncia também um elevado grau de estupidez da parte do seu inventor, pois que ele parece crer que até uma população desinformada, ignorante e embrutecida por aldrabices do género, possa ser lerda a esse ponto.

À parte esta verdade, é bem conhecido que um crescimento inferior a 3% equivale sempre a um retrocesso. 1,3% é inferior ao crescimento de qualquer dos outros países europeus. É uma afirmação de que Portugal continua a afastar-se dos outros países a passos largos. Semelhante afirmação só pode ser motivo de orgulho para quem quiser mal ao país.

The Draconian Clock, #1

10/03/2007, 10km, corrida 60%.

Está sol, vento e liberdade.

Para quem não acompanhou as minhas recentes evoluções, contextualizo: comecei a mudar tudo.

Primeiro saí do esquema: rompi com a ilusão de pretensas necessidades e decepei a ramagem que me prendia ao ciclo vicioso corporativo, ou para-corporativo, dentro do qual a maioria dos indivíduos acaba por acreditar cegamente que a) não há outra forma de vida, b) essa é a menos má das formas de vida, ou c) não vale a pena pensar em formas de viver "senão ficamos malucos". Assim, hoje tenho menos 75% (3/4) de despesas do que tinha antes, e não almejo senão àquilo que tenho, no campo do material.

Depois saí da geografia inane que me cerceava os pulmões. As casas também se vendem, e melhor se compram. Não sentindo a canga esclavagista quotidiana, é mais fácil escolher.

Entretanto prepara-se outra etapa, que é a de lançar pilares para qualquer coisa que embora de alcance modesto e resultados flutuantes, pode ser. E é em poder ser que reside o acto, e o acto é inimigo da passividade, perpetuando assim o devir. Audaces fortuna juvat.

E para não desdenhar o azul que enche a alma, 10km, corrida 60%.

8.3.07

Isto, dito por uma criança hoje mesmo:

"Porque é que não há o dia do homem, se a mulher e o homem são os dois humanos?"

E agora a minha adenda incendiária: É MAIS QUE ÓBVIO QUE SÓ MENTES RECALCADAS, DOMINADAS POR IMPERATIVOS ATÁVICOS E INSUFICIENTES NEURONAIS É QUE PODEM VER NUM DIA COMO ESTE O MENOR TRIBUTO À IGUALDADE.

7.3.07

Neste momento estou à procura de uma transcrição do prólogo a esta obra-prima da BD, editada pela primeira vez pela DC/Vertigo, no qual se podem encontrar inúmeras afirmações de carácter visionário feitas pelo Alan Moore. Nada que não se soubesse, nada que a maioria não escolha ignorar.


A França cerceia a Liberdade

Seguir-se-à a carga sobre a Igualdade e a Fraternidade.


France bans citizen journalists from reporting violence

The French Constitutional Council has approved a law that criminalizes the filming or broadcasting of acts of violence by people other than professional journalists. The law could lead to the imprisonment of eyewitnesses who film acts of police violence, or operators of Web sites publishing the images, one French civil liberties group warned on Tuesday.

The council chose an unfortunate anniversary to publish its decision approving the law, which came exactly 16 years after Los Angeles police officers beating Rodney King were filmed by amateur videographer George Holliday on the night of March 3, 1991. The officers’ acquittal at the end on April 29, 1992 sparked riots in Los Angeles.

If Holliday were to film a similar scene of violence in France today, he could end up in prison as a result of the new law, said Pascal Cohet, a spokesman for French online civil liberties group Odebi. And anyone publishing such images could face up to five years in prison and a fine of €75,000 (US$98,537), potentially a harsher sentence than that for committing the violent act.

Senators and members of the National Assembly had asked the council to rule on the constitutionality of six articles of the Law relating to the prevention of delinquency. The articles dealt with information sharing by social workers, and reduced sentences for minors. The council recommended one minor change, to reconcile conflicting amendments voted in parliament. The law, proposed by Minister of the Interior Nicolas Sarkozy, is intended to clamp down on a wide range of public order offenses. During parliamentary debate of the law, government representatives said the offense of filming or distributing films of acts of violence targets the practice of “happy slapping,” in which a violent attack is filmed by an accomplice, typically with a camera phone, for the amusement of the attacker’s friends.

The broad drafting of the law so as to criminalize the activities of citizen journalists unrelated to the perpetrators of violent acts is no accident, but rather a deliberate decision by the authorities, said Cohet. He is concerned that the law, and others still being debated, will lead to the creation of a parallel judicial system controlling the publication of information on the Internet.

The government has also proposed a certification system for Web sites, blog hosters, mobile-phone operators and Internet service providers, identifying them as government-approved sources of information if they adhere to certain rules. The journalists’ organization Reporters Without Borders, which campaigns for a free press, has warned that such a system could lead to excessive self censorship as organizations worried about losing their certification suppress certain stories.

6.3.07

Cartier-Bresson, mesmo que fotografasse a dormir e sentado, faria sempre coisas destas, capazes de aterrar o mais mumificado dos ignaros. Curvamo-nos.


O bom selvagem.

Vai um grande protesto, pelo país fora, contra a violência sobre os professores. Justificadíssimo. Mas, como acontece ou tem acontecido em matéria de educação, isto já estava previsto. Durante anos, a «escola centrada no aluno» e os mestres das «ciências pedagógicas» transformaram criancinhas em monstros irresponsáveis, ignorantes e prepotentes. Houve, ao longo destes últimos vinte anos, centenas de casos de professores agredidos e impedidos de reagir. Quando uma reportagem televisiva mostrou – com imagens cruas – exemplos dessa violência exercida sobre professores pelos alunos do secundário, logo algumas boas consciências protestaram contra, imagine-se!, a captação dessas imagens; mas não contra a violência, contra «o estatuto do aluno» e outras alegrias do sistema escolar. [No ensino superior, a imagem também é alegre: portões fechados a cadeado (com aplauso do Magnífico Reitor de Coimbra, evidentemente), dirigentes associativos que defendem o direito ao «chumbo» porque «não há condições» para terminar o curso em «tempo normal», faculdades esventradas pelo abandono e cheias de lixo.]
A escola «centrada no aluno» é uma festa para os sentidos, mas pouco edificante quer em matéria disciplinar quer em matéria científica ou pedagógica, com técnicos do Ministério da Educação que têm das escolas uma vaga ideia ou apenas uma «recordação teórica».
Embora nada disso (nem a ideia dos «territórios socialmente problemáticos»), isoladamente, possa explicar uma média (oficial) de duas agressões por dia nas escolas portuguesas, é o sistema de protecção corporativa que está em causa. A escola quer ignorar palavras como «disciplina», «autoridade» e «recompensa». O aluno é o «bom selvagem». Está aí. Aguentem-no.


- Francisco José Viegas, hoje

5.3.07

Betos com adoçante

Escrevia o Pedro há uns momentos sobre a viragem neo-tia-erotik nos Morangos com Açúcar.

O mais perigoso nem é isso, porque qualquer puto que tenha pais que se prezem, sabe hoje em dia muito mais sobre sexo e vícios, e tem bom discernimento entre o que é além ou aquém-limites.

O pior é, quanto a mim, a tentativa muito mais obscena de definir como "rebeldes" ou "irreverentes" aqueles meninos que usam roupas de marca, a quem nada falta em termos materiais, frequentando um colégio privado... mas anda tudo estúpido? Então agora há betos de primeira e de segunda? Minha mãe.



Com maos de veludo
Negras como a noite
Tu deste-me tudo
E eu parti

Um homem trabalha
Do outro lado do rio
Com as suas duas maos
Repara o navio
Esta sozinho e triste
Mas tem de aguentar
Ja falta tao pouco
Para poder voltar

Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
quando o sol
Se juntar ao mar
E te voltara beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só mais uma vez, só mais esta vez

Com adeus comeca
Outro dia igual
Ficou a promessa
Escondida no lencol
Negras como a noite
Vindas de outra terra
As maos de veludo
Estao a sua espera

Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
quando o sol
Se juntar ao mar
E te voltara beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só mais uma vez, só mais esta vez
WINTER GRAPES

They took away her toys and lover. Well then she bowed her head and almost died. But the thirteen destinies like her fourteen years smote the fleeing calamities. No one spoke. No one ran to protect her against the overseas sharks which had already cast an evil shadow over her like a fly staring with malice on a diamond or a land enchanted. And so the story was heartlessly forgotten as always happens when a forest ranger forgets his thunderbolt in the woods.

- Andreas Embiricos

4.3.07

Concorda com a proibição de fumar, por opção de quem o faz, em estabelecimento privado que o permita e assinalado para o efeito?

Se votar não, recorde-se de onde esteve no dia 11 de Fevereiro deste ano.

3.3.07



Blood And The Moon

BLESSED be this place,
More blessed still this tower;
A bloody, arrogant power
Rose out of the race
Uttering, mastering it,
Rose like these walls from these
Storm-beaten cottages --
In mockery I have set
A powerful emblem up,
And sing it rhyme upon rhyme
In mockery of a time
HaIf dead at the top.
Alexandria's was a beacon tower, and Babylon's
An image of the moving heavens, a log-book of the
sun's journey and the moon's;
And Shelley had his towers, thought's crowned powers
he called them once.
I declare this tower is my symbol; I declare
This winding, gyring, spiring treadmill of a stair is my
ancestral stair;
That Goldsmith and the Dean, Berkeley and Burke
have travelled there.
Swift beating on his breast in sibylline frenzy blind
Because the heart in his blood-sodden breast had
dragged him down into mankind,
Goldsmith deliberately sipping at the honey-pot of his
mind,
And haughtier-headed Burke that proved the State a
tree,
That this unconquerable labyrinth of the birds, cen-
tury after century,
Cast but dead leaves to mathematical equality;
And God-appointed Berkeley that proved all things a
dream,
That this pragmatical, preposterous pig of a world, its
farrow that so solid seem,
Must vanish on the instant if the mind but change its
theme;
i{Saeva Indignatio} and the labourer's hire,
The strength that gives our blood and state magnani-
mity of its own desire;
Everything that is not God consumed with intellectual
fire.
III
The purity of the unclouded moon
Has flung its atrowy shaft upon the floor.
Seven centuries have passed and it is pure,
The blood of innocence has left no stain.
There, on blood-saturated ground, have stood
Soldier, assassin, executioner.
Whether for daily pittance or in blind fear
Or out of abstract hatred, and shed blood,
But could not cast a single jet thereon.
Odour of blood on the ancestral stair!
And we that have shed none must gather there
And clamour in drunken frenzy for the moon.

IV
Upon the dusty, glittering windows cling,
And seem to cling upon the moonlit skies,
Tortoiseshell butterflies, peacock butterflies,
A couple of night-moths are on the wing.
Is every modern nation like the tower,
Half dead at the top? No matter what I said,
For wisdom is the property of the dead,
A something incompatible with life; and power,
Like everything that has the stain of blood,
A property of the living; but no stain
Can come upon the visage of the moon
When it has looked in glory from a cloud.

- William Butler Yeats

2.3.07

Today’s mood of intolerance towards free speech resonates with public opinion. One of the most disturbing developments of past two decades is the loss of support for freedom of speech amongst the wider public. This was confirmed in the recently published British Social Attitudes Survey, which indicated that a larger section of the British public (64 per cent) support the right of people ‘not to be exposed to offensive views’ than support the right for people to ‘say what they think’ (54 per cent). The report concluded that the ‘general public is generally less convinced about civil liberties than they were 25 years ago’ (27). Only a small majority of the public takes free speech seriously. The survey also suggests that these illiberal attitudes pre-date the war on terrorism, and therefore cannot be blamed on the political atmosphere created post-9/11.

That fact alone underlines the scale of the challenge facing those of us who still take freedom and liberty seriously.


- Frank Furedi



Há uns anos passava isto na RTP. Há uns anos só havia RTP. Só havia RTP, mas a realidade que as pessoas conheciam nao era a que passava na RTP, era a realidade real. E que fosse aquela que passava na RTP... as telenovelas eram as mesmas; a notícia da facada era a mesma; a manipulação da informação, pintando a cores de make-believe para as gerações futuras ("acreditem q.b. neste mapa pintado a verde que ele será real daqui por uns anos") É QUE NÃO ERA SEGURAMENTE A MESMA DE HOJE.

Aqueles que hoje não se recordam de ter visto o Manuel Bento à baliza do Benfica durante 20 anos, são os mesmos a quem nem passa pela cabeça DUVIDAR que a realidade possa ser diferente, presente e futuro, da forma como um qualquer socialóide totalitarista a vem pintar em tempos de antena 24/7/365 oferecidos pelo dinheiro dos contribuintes.

Serão os mesmos a viver, daqui por uns anos, sob a égide zombieficante desta Europa que valoriza os insuficientes mentais do politicamente correcto em detrimento do livre exercício do pensamento? Não, naquilo em que me for possível intervir. O polvo é real e embora mude de cor, umas vezes vê-se melhor que outras.

Para onde nos levam Lurdes Rodrigues e a asfixia da não-Polis

2007 German horror tale

February 28, 2007

Paul van Belien


Earlier this month, a German teen-ager was forcibly taken from her parents and imprisoned in a psychiatric ward. Her crime? She is being home-schooled.
On Feb. 1, 15 German police officers forced their way into the home of the Busekros family in the Bavarian town of Erlangen. They hauled off 16-year-old Melissa, the eldest of the six Busekros children, to a psychiatric ward in nearby Nuremberg. Last week, a court affirmed that Melissa has to remain in the Child Psychiatry Unit because she is suffering from "school phobia."
Home-schooling has been illegal in Germany since Adolf Hitler outlawed it in 1938 and ordered all children to be sent to state schools. The home-schooling community in Germany is tiny. As Hitler knew, Germans tend to obey orders unquestioningly. Only some 500 children are being home-schooled in a country of 80 million. Home-schooling families are prosecuted without mercy.
Last March, a judge in Hamburg sentenced a home-schooling father of six to a week in prison and a fine of $2,000. Last September, a Paderborn mother of 12 was locked up in jail for two weeks. The family belongs to a group of seven ethnic German families who immigrated to Paderborn from the former Soviet Union. The Soviets persecuted them because they were Baptists. An initiative of the Paderborn Baptists to establish their own private school was rejected by the German authorities. A court ruled that the Baptists showed "a stubborn contempt both for the state's educational duty as well as the right of their children to develop their personalities by attending school."
All German political parties, including the Christian Democrats of Chancellor Angela Merkel, are opposed to home-schooling. They say that "the obligation to attend school is a civil obligation, that cannot be tampered with." The home-schoolers receive no support from the official (state funded) churches, either. These maintain that home-schoolers "isolate themselves from the world" and that "freedom of religion does not justify opposition against the obligation to attend school." Six decades after Hitler, German politicians and church leaders still do not understand true freedom: that raising children is a prerogative of their fathers and mothers and not of the state, which is never a benevolent parent and often an enemy.
Hermann Stucher, a pedagogue who called upon Christians to withdraw their children from the state schools which, he says, have fallen into the hands of "neo-Marxist activists," has been threatened with prosecution for "Hochverrat und Volksverhetzung" (high treason and incitement of the people against the authorities). The fierceness of the authorities' reaction is telling. The dispute is about the hearts and minds of the children. In Germany, schools have become vehicles of indoctrination, where children are brought up to unquestioningly accept the authority of the state in all areas of life. It is no coincidence that people who have escaped Soviet indoctrination discern what the government is doing in the schools and are sufficiently concerned to want to protect their children from it.
What is worrying is that most "free-born" Germans accept this assault on their freedom as normal and eye parents who opt out of the state system with suspicion.
The situation is hardly better at the European level. Last September, the European Court of Human Rights supported Hitler's 1938 schooling bill. The Strasburg-based court, whose verdicts apply in the entire European Union, ruled that the right to education "by its very nature calls for regulation by the State." It upheld the finding of German courts: "Schools represent society, and it is in the children's interest to become part of that society. The parents' right to educate does not go so far as to deprive their children of that experience."
While it is disquieting that Europeans have not learned the lessons from their dictatorial past — upholding Nazi laws and sending dissidents, including children, to psychiatric wards, as the Soviets used to do — there is reason for Americans to worry, too. The United Nations is also restricting the rights of parents. Article 29 of the U.N. Convention on the Rights of the Child stipulates that it is the goal of the state to direct the education of children. In Belgium, the U.N. Convention is currently being used to limit the constitutional right to home-school. In 1995 Britain was told that it violated the U.N. Convention by allowing parents to remove their children from public school sex-education classes.
Last year, the American Home School Legal Defense Association warned that the U.N. Convention could make home-schooling illegal in America, even though the Senate has never ratified it. Some lawyers and liberal politicians in the states claim that U.N. conventions are "customary international law" and should be considered part of American jurisprudence.
At present, young Melissa Busekros' ordeal is a German horror story.