29.10.03

From: rainbowman (rainbowman@ondeeutrabalho.com)
To: Dep. Op. Adm.
09:39 29/10/2003

Bom dia,

por favor dá-me a forma de movimentar a conta xxx

Thanks,




From: Dep. Op. Adm.
To: rainbowman (rainbowman@ondeeutrabalho.com)
15:39 29/10/2003

É com duas assinaturas.




From: rainbowman (rainbowman@ondeeutrabalho.com)
To: Dep. Op. Adm.
15:39 29/10/2003

Sim, mas quais, quem, como?




From: Dep. Op. Adm.
To: rainbowman (rainbowman@ondeeutrabalho.com)
16:28 29/10/2003


O titular A assina com todos excepto com o E
O B e o C podem assinar juntos
O titular D assina com o A, o B ou o E

é um dia perfeitamente para cães
[reproduzido com permissão (ainda que passiva) dos intervenientes]


A ordem surge do caos...
[01:51] >rainbowman^> 99% of it is an approach to reality based on something you think you need.
[01:51] >zyphryus> paradox + rendezvous = coyote?
[01:51] >rainbowman^> only if morse code means that galaxies spin like anthills.
[01:53] >zyphryus> my hands crave the night, but my body seeks to soak the sun.
[01:54] >rainbowman^> yet you're thin like films of sand, like waves like grains like sponge and sword and mouths seek no stream.
[01:56] >zyphryus> free hand writes likt the flying wings of orage rays, but let me speak, and i shall tell you of the dioxazine purple winged creautres.
[01:56] >rainbowman^> yeah and typos too
[01:56] >zyphryus> exactly.
[01:57] >rainbowman^> but hell, twixt cans of gloom and shades of rock, earth cradles sunrise smiles and we handle the words like tasting the light.
[01:57] >rainbowman^> but wine is abroad
[01:58] >zyphryus> and the crow lies on its side, silently singing.


Trademark
[22:19] >rainbowman^> bem sei :)
[22:19] >IlhaCristina> credo homem... diz uma vez k seja na vida k nao sabes :)


Referências eternas
[23:51] >Elora> e o brotas claro
[23:51] >Elora> toda a gente conhecia o brotas
[23:51] >rainbowman^> yah a barba ambulante
[23:51] >rainbowman^> pullover roxo
[23:51] >Elora> :)
[23:51] >rainbowman^> passei por ele ha uns dias
[23:51] >Elora> esse mesmo
[23:51] >rainbowman^> ia cheio de fotocopias
[23:51] >rainbowman^> num saquinho de plastico
[23:51] >Elora> onde?
[23:51] >rainbowman^> na 5 de outubro
[23:51] >rainbowman^> ai ha 3 meses
[23:52] >Elora> q faz ele?
[23:52] >rainbowman^> anda no partido...
[23:52] >Elora> e fisica?
[23:52] >rainbowman^> ainda lhe faltam cadeiras
[23:52] >Elora> poiz
[23:52] >rainbowman^> incrivel para um gajo que com 16 anos demonstrava teoremas pa reinar com o pai
Em termos de BD, o 300 do Frank Miller deve ser das melhores coisas que já se fizeram.
A EN 206, na rotunda perto de Serzedelo e Gondar, deriva numa EM (ou ER) que vai direitinha a Ronfe (Valdante), e é aí um ponto a visitar.
Vinha no caminho a pensar em duas coisas (além da condução, do jantar, de preparar mentalmente as aulas que vou dar, e da forma mais expedita de perder os oito kg que faltam): no acto de blogar e na cultura da impunidade.

O acto de blogar pode ser

a) um revivalismo pueril
b) o exercício do apego à vida eterna, como plantar uma árvore, procriar ou executar uma obra de arte
c) uma forma de matar o tempo contornando a clausura instituída pelo corporativismo (ou pela simples necessidade de estar sentado numa cadeira oito horas por dia para receber o salário mínimo)
d) um mix completamente freestyle de todas as anteriores.

Quanto à cultura da impunidade lembrei-me de uma noite, há muitos anos, em que estava sentado à porta da casa onde morei durante 23 anos, e eram quatro da madrugada. Estávamos lá os cinco, a conversar depois de um copo. Duzentos metros mais abaixo, estavam três tipos a chutar qualquer coisa na veia. A GNR passou e mandou-nos ir para casa por causa do ruído de vizinhança, e ignorou os outros tipos. Seis meses antes, um sujeito foi espancado por um bando de feirantes (daqueles dos carrocéis e da sardinha a balde) e uma vizinha ligou para o posto da GNR de Loures, para receber, meia hora mais tarde, uma chamada em retorno, na qual uma voz tosca e hesitante perguntava "olhe, era para saber se já acabou ou se ainda há confusão". De manhã havia sangue pela rua toda. Claro que isto foi há treze anos e hoje os niveis de civilidade, literacia e segurança mudaram muito.

E com isto fiz os 9km até aqui.
Bem sei, estou a repetir-me, mas a PDI não perdoa. Daqui a nada já vou sentir-me bastante melhor, com cores mais vivas e quatro rodas no chão.
Isto nem todos os dias vai poder ser assim, mas para comecar não esta mal...
[cross-blogging: Albergue dos Danados]

A autoridade da república impõe-se pelo temor, não pela complacência. Por isso, aqui, regista-se a informação de alguns postos de vigilância do tráfego motorizado em Portugal.
A GNR adquiriu viatura novas, insistindo nos Subaru Impreza WRX. Os oito novos carros da GNR para controlar a velocidade na auto-estrada têm as seguintes matrículas: 01 - 63 – RZ; 01 - 64 - RZ; 01 - 65 - RZ; 01 - 66 - RZ; 01 - 67 - RZ; 01 - 68 - RZ; 01 - 69 - RZ; 01 - 70 - RZ. Claro está que os BMW 330d, com matrícula PE, continuam a oferecer suporte móvel a radares da GNR.
Outra informação relevante e a saber é que foram recentemente instalados ao longo do percurso da A1 radares electrónicos fixos para controlo da velocidade, com capacidade de registo em polaroid dos veículos cujos a pressa dos respectivos condutores ultrapasse os cento e quarenta quilómentos por hora. As localizações de tais equipamentos são as seguintes: entre o quilómetro zero vírgula cinco e o quilómetro dez, em ambos os sentidos; entre o quilómetro quarenta e cinco e o quilómetro cinquenta, em ambos os sentidos; entre o quilómetro oitenta e cinco e o quilómetro noventa e cinco, no sentido sul-norte; entre o quilómetro cento e vinte e o quilómetro cento e trinta, em ambos os sentidos; entre o quilómetro duzentos e quarenta e cinco e o quilómetro duzentos e cinquenta, em ambos os sentidos; entre o quilómetro duzentos e oitenta e o quilómetro duzentos e oitenta e sete, em ambos os sentidos.
Com a lavragem deste elenco de novidades, espera-se também que se tenham tornado mais transparentes o património e os activos da república. Que é de todos nós. Por todos nós a sermos.


[por gentileza e graça de Nicky Florentino]
É verdade... este blog nasceu hoje! Muitas e longas. Daqui a pouco são cinco e meia.


Vitória!
teste
Xiça, daqui vejo o céu plumbeo na iminência de se abater sobre o vertex incauto desta cidade. Ai de nós que metemos moedas no parquímetro há um bocado, e os verdes esbirros do sistema agora votam-se ao ostracismo durante o resto da tarde. C'um caraças.
"Todos os profetas armados venceram, e os desarmados foram destruídos."
Maquiavel, Niccolo [1469-1527]
A vida eh um livro aberto, e nao faz sentido recear a dor.
Taberna Típica Quarta-feira
Morada: R. do Inverno, 16-18, Évora
Tel.26627530
Especialidades: Lacão(lombo de porco assado); Trouxas; Carne de Porco c/esparregado
Encerra ao Domingo
E isto eram alguns nomes de gajos duma organização tribal que está a desaparecer... não sei se o documento era classified ou não, mas com a idade que tem e pelas mãos por onde passou, já deve ser conhecido das Bouças ao Utah, passando pelo Corno da Patagónia.


1 Abreu Geraldo Kamorteiro (Chefe do Estado-Maior)
3 Apolo Pedro (General)
6 Bikingui Aleluia
13 Chissende Ezequias Buffalo Bill (Brigadeiro)
26 De Bala Assobio (Coronel) Bela Vista, Huambo
45 Guerra Cristo António (Alemanha)
63 Kanjungo Fernando Ngueve «Sheltox»
67 Kalupe Dominó (Togo)
68 Kassesse Estêvão «Rhino» (General)
70 Katata D. «Veneno» (Brigadeiro)
97 Paulo Aniceto Lucas (Gato)
99 Paulo Luísa Lusinga (Gato)
100 Paulo Pedro (Gato) (Togo)
111 Sachiambo Aninhas (Coronel)
134 Sapalalo Altino Bock (General)
135 Sapalalo Catarina (Tiny / Costa do Marfim, Filha do general Bock)
139 Satumbo Esperança Dachala (Togo)
140 Savimbi Jonas (Presidente)
141 Segunda Domingos
146 Tchindandi João Baptista (Black Power General)
147 Teca Rogeiro (Bélgica Finanças e diamantes)
153 Vindes Augusto (Togo, Estudante)
Alguns filmes duma lista que deveria ser composta por curtas centenas de entradas, mas que sucumbiu à falta de paciência, como tantos outros caminhos paralelos.

13th Warrior, The (1999)
1900 (1976)
Aliens (1986)
Assassins (1995)
Assault on Precinct 13 (1976)
At Close Range (1986)
Braveheart (1995)
Bridges of Madison County, The (1995)
Brutti sporchi e cattivi (1976)
Buono, il brutto, il cattivo, Il (1966)
C'era una volta il West (1969)
Cliffhanger (1993)
Con Air (1997)
Conspiracy Theory (1997)
Crimson Tide (1995)
Crow, The (1994)
Día de la bestia, El (1995)
Dead Calm (1989)
Dead Poets Society (1989) [Pending]
Deer Hunter, The (1978)
Django il bastardo (1969)
Dune (1984)
Enter the Dragon (1973)
Evil Dead, The (1982)
Face/Off (1997)
First Blood (1982)
Ghost Dog: The Way of the Samurai (1999)
Glory (1989)
Godfather, The (1972)
Green Card (1990)
Hamburger Hill (1987)
High Fidelity (2000)
Hitcher, The (1986)
Howling, The (1980)
Hunger, The (1983)
Jûbei ninpôchô (1995)
Johnny Guitar (1954)
Killers (1996)
Ladyhawke (1985)
Le Balon Rouge (1956)
Life of Brian (1979)
Lifeforce (1985)
Long hu feng yun (1987)
Mariachi, El (1992)
Mauvais sang (1986)
Maverick (1994)
Mes nuits sont plus belles que vos jours (1989)
Natural Born Killers (1994)
Nosferatu, eine Symphonie des Grauens (1922)
Omen, The (1976)
Once Upon a Time in America (1984)
Outbreak (1995)
Outland (1981)
Pale Rider (1985)
Paris, Texas (1984)
Pelle erobreren (1987)
Perfect Storm, The (2000)
Point Break (1991)
Raising Arizona (1987)
Ransom (1996)
Replacement Killers, The (1998)
Reservoir Dogs (1992)
Rio Bravo (1959)
Road House (1989)
Ronin (1998)
Rumble Fish (1983)
Salvador (1986)
Scream (1996)
Se7en (1995)
Southern Comfort (1981)9
Speed (1994)
Stand by Me (1986)
Subway (1985)
Tango & Cash (1989)
Taxi Driver (1976)
Terminator 2: Judgment Day (1991)
Texas Chain Saw Massacre, The (1974)
They Live (1988)
Thin Red Line, The (1998)
Thing, The (1982)
Three Kings (1999)
True Lies (1994)
Under Siege (1992)
Wag the Dog (1997)
Wild Bunch, The (1969)
Wo hu cang long (2000)
Wolfen (1981)
Year of the Dragon (1985)
And the dream comes to life.
And as it turns I revel and gloom departs, and there is none
who can know for sure the precise extent of my joy, not the wise,
nor the bold, most certainly not the dull, and not these pale
who roam about their lifelong deaths.

And the dream has come to stay.
In time I might wilt, you won't say "I pity", for nature = complete,
and wilting, like blooming, = part of all nature.
But dreams pervade time and none can know for sure if they start or how they end,
save the clouds and the stones and the leaves and perhaps raving madmen.

So the dream has landed.
And the signs were there, and the signs are here and my God how fiercely deep
its roots have hunted for my heart, a dream has been true since the dawn of salt water
and it shines on my soul
like the morning Sun.



é que afinal não posso lá ir hoje, porque se aplica a regra do faz o que eu digo não faças o que eu faço.
we are innumerable
unknown

made of rebellion and struggles
we are innumerable
made of blood and fights
we are all those men without name
made of power and love
we are those who
from West to East
face the Sun squarely
and believe in the stars
we are all those who fall smiling
who die singing
ignored leaves of a tree
that falling vertically beautiful
will fecundate the roots
of other trees unborn
warm the soil
where red poppies will spring
to be gathered by smiling children
we are those who walk
with eyes wide open turned to the morning
songs in our lips

We are innumerable
unknown

Mário-Henrique Leiria
Vou ver um cliente.
Ébrios


Caminhei ao longo do cais, levado pelo silêncio das margens ainda sombrias na manhâ de Agosto. Espraiados, os botes coloridos bailavam sob o pêndulo do cachão, a ria a fazer toilette em antecipação ao despontar dourado. O molhe, fincado, acolhia as amarras dos batelões enferrujados, em merecido repouso da faina diária e redundante.

O céu levava traços púrpura e laranja, com laivos de meios-tons por nomear. O aroma era de maresia ou talvez da liberdade que espreitava já ali, ao virar da barra. Fazia-se sentir uma frescura que me acalentava os sentidos.

Dei com os três na escada do pontão, ainda envoltos no frémito da noitada, em cada mão esquerda um copo vazio a exprimir a fome de segurar os momentos já idos. Falavam e riam à toa, palavras que não me dei a interpretar, mas logo me deixei contagiar pela leveza do seu estar, e abri um sorriso, um olá cúmplice e tentativo.

Acenaram com os copos, os olhos da Ana a desmentir a nesga de sol que alvorecia sobre a velha fábrica de conservas à entrada da barra. A careca do Leonel reflectiu por um instante fugaz o primeiro raio do dia, chegadas as sete da madrugada e um pouco menos de roxo a leste.
Continuaram na sua ladainha, ambos e o outro que fazia a corte aos gomos de laranja no fundo do copo rachado. O troar suave das suas vozes dava nexo a querer ser jovem, levava de vencida a apatia de crescer e envelhecer submisso à História.

Quando o barqueiro veio cumprimentámos o sol ombros com ombros, pintando o alvor com palavras esdrúxulas e recém-nascidas. Assim nos transportou, vinte segundos ou dez horas de comunhão pueril, e quando finalmente atracou e os nossos pés calcaram a areia húmida de orvalho, soltámos um adeus tão curto quanto a nossa vivência, tão factual quanto o azul que já era a única cor do céu, íntimo não como ocorre entre indivíduos, mas antes entre exemplares de uma mesma espécie, de olhos postos na magia do momento presente.

Creio que não tornarei a ver a Ana, nem o sol reflectido na calvície do Leonel, nem o outro que assediava os gomos de laranja. Mas quando entrei na casa que era minha sem o ser, e me deixei vaguear nessa orla enevoada às portas do sono, voltou-me aquele sorriso que me invadira lá atrás, no molhe. A certeza reconfortante de que, tal como hoje me sucedera, haverá mundo fora miríades de alvoradas, de Anas, e de brisas refrescantes à espreita do Tempo parado, à beira de descobrir o que nos faz quem realmente somos.