Hoje, por opção, fico aqui. O Zé disse-me hoje, "estamos velhos, eu já não tenho - nem sei o quê". É certo. O que aqui escrever tem que ser escrito para que alguém leia e saiba que há muita gente diferente, muita gente além, gente que não precisa de viver 150 anos para ter evoluído como se essa idade atingisse.
Seguramente, o que o Zé queria dizer é que já não vamos a todas, porque nos apercebemos que a humanidade não está lá. Hoje em dia, leio situações e prevejo comportamentos, ocorrências e reacções com a mesma fluidez com que folheio um livro. Assim, e embora ainda o mundo me surpreenda, já não vou a todas. Vale a pena lutar, não desperdiçar energias de forma vã e inglória.
Um dia ainda cairia no risco de me esquecer de deixar isto escrito. Assim é melhor.
Eu adivinho coisas. O Miguel e a Mónica nunca se tinham visto, e em cinco minutos de conversa, no Metro, eu disse para mim, eles vao andar. E andaram. Acerto em nomes, em locais, meto por caminhos que nunca vi e chego onde queria, leio as pessoas, toco-lhes nos botões todos, sei coisas de carácter técnico que nunca estudei e que me seria impossível saber, a não ser que tenha lido, sem me aperceber, dezenas de manuais e os meus olhos lhes tenham retido o conteúdo em background. Ou então a memória genética funciona bidireccionalmente no tempo, ou mesmo permeando a topografia do universo, e chegam-me coisas que algum meu primo estudou, em Antares, no século quarenta e três, biqueira larga, Mário. Isto é importante de escrever, porque eu não tenho explicação: sei de biologia, química, medicina, aeronáutica, história e tudo e tudo, mas não sei como sei.
Também tenho uma sorte estranha. Nunca tenho muito, mas também nunca me falta nada.
Esperem, vou só abrir a terceira garrafa que a Charlotte me mandou.
A todas vocês, Senhoras que sempre andarão de braço dado com as vertigens do meu derivar, este copo bem cheio como os dias que seguramente vivemos desafiando a distância, o tempo, e os dias. São coisas diferentes, repare-se.
Já venho.
Talvez devesse fazer isto por passas. Doze. Hm.
1.
A liberdade que quero atingir, porque passo as melhores horas dos meus melhores anos com a alma cravejada de parvoíce, porque respiro o mesmo ar de pessoas que nada sabem ou querem saber dos desígnios da vida que não aquilo que lhes traz sossego aos espíritos torpes e pequenos. Cito, "temos que trabalhar com seriedade", frase que me merece a única resposta suficientemente acertada para tal impropério, a saber, bardamerda. Não quero trabalhar com seriedade, porque a vida é demasiado séria, os mortos nas praias e o peixe que se reproduz são assuntos demasiado sérios para os misturarmos com artifícios pobres e despiciendos como os mercados, o dinheiro, as gravatas, e os simulacros de virtude como as sociedades filarmónicas dos bairros pacatos. Trabalhemos os terrenos, criemos saúde, ciência, arte, paixão, tudo com paixão, e renegue-se a versão cinzenta da seriedade com três lanças em cada mão, prontas a varar o primeiro tacanho amorfo e trombudo que assomar com o probóscis de fora da toca. O mundo não precisa de empresas, hierarquia ou pacatez, e sim de mãos fortes que equilibrem o arado, o livro e a criança.
Volto já, tenho medo que isto não se grave...
When I hear music, I fear no danger. I am invulnerable. I see no foe. I am related to the earliest times, and to the latest.
- Henry David Thoreau -
Condensing fact from the vapor of nuance since 2003
31.12.04
30.12.04
Quoting,
"Scientists knew in advance that southern Asia was going to be hit by a tsunami, but attempts to raise the alarm were hampered by the absence of early-warning systems in the region. Within 15 minutes of Sunday’s earthquake, the Pacific Tsunami Warning Centre in Hawaii had sent an alert to 26 countries, including Thailand and Indonesia, but struggled to reach the right people. Television and radio alerts were not issued in Thailand until 9am local time - nearly an hour after the waves had hit."
É o costume. E continuo sem perceber porque é que ninguém quer ver que um avião, dez mísseis ou meio ano de salários pagos a bodes incompetentes de cu gordo sentados em cadeiras de couro, tudo isso faz dez vezes mais do que quaisquer vinte euros que possamos todos para lá enviar.
"Scientists knew in advance that southern Asia was going to be hit by a tsunami, but attempts to raise the alarm were hampered by the absence of early-warning systems in the region. Within 15 minutes of Sunday’s earthquake, the Pacific Tsunami Warning Centre in Hawaii had sent an alert to 26 countries, including Thailand and Indonesia, but struggled to reach the right people. Television and radio alerts were not issued in Thailand until 9am local time - nearly an hour after the waves had hit."
É o costume. E continuo sem perceber porque é que ninguém quer ver que um avião, dez mísseis ou meio ano de salários pagos a bodes incompetentes de cu gordo sentados em cadeiras de couro, tudo isso faz dez vezes mais do que quaisquer vinte euros que possamos todos para lá enviar.
Between 1962 and 1979 the NSF Polar Research Vessel Eltanin surveyed Antarctic waters, studying the ocean and ocean bottom. In 1964, the ship photographed an unusual object at a depth of 13,500 feet. At the time, there was no submarine that could have carried a piece of technology to this depth.
The object appears to be a pole rising from the ocean floor with twelve spokes radiating from it, each ending in a sphere. The spokes are at fifteen degree angles to each other. It is located approximately 1,000 miles south of Cape Horn, beneath some of the most inhospitable seas in the world.
Marine biologists have speculated that it might be some sort of an organism, largely because it is otherwise so difficult to explain. However, there is no known form of marine life that looks remotely like this object.
There exists the possibility that it is an antenna or other scientific instrument that was lost by an early research vessel, but once again, this would appear to be a very forced explanation. It seems unlikely that an object could drop through three miles of ocean, and anchor itself on the bottom.
In addition, the position of the antenna is so exact, and so strangely significant, that it would seem almost certain that it was intentionally put there. Who did it, with what technology and why remains unknown. However, it's clear that there could be an enormous secret connected with the Eltanin antenna, and one that might not be entirely unknown to certain members of the scientific community, as will be seen.
Researcher Bruce Cathie, a New Zealander who, among other things, had a famous series of UFO sightings, has developed a theory about the antenna based on its position on the planet. Cathie's theories suggest that the antenna may be part of an ancient planetary grid that is of fundamental importance to an understanding of our planet and the great 25,000 year cycle known as the precession of the equinox.
Could it be possible that the Eltanin Antenna is a piece of ancient technology, or even technology that comes from another world? Cathie certainly thinks so. Other researchers are now suggesting that modern science might be well aware of the purpose of the object, and might be actively monitoring it or using it in some way.
Mr. Cathie considers 144, the harmonic recriprocal of the speed of light, to be an important measure of the earth's grid because it divides into the planet's 21,600 minutes of arc exactly 150 times. An individual interested in Cathie's ideas began measuring outward in steps from the antenna, and to his surprise found that the Prospect Point Antarctic Base is precisely eight of these measures away. Add another unit of 144 and you find two more antarctic bases, Hemus and St. Kilmet.
Remarkably, a whole array of bases and earthquake stations surround the Eltanin Antenna. What this may mean is unknown, but it is certainly suggestive that the Eltanin antenna is no strange marine creature, but rather an object of great importance, that somebody understands very well.
The object appears to be a pole rising from the ocean floor with twelve spokes radiating from it, each ending in a sphere. The spokes are at fifteen degree angles to each other. It is located approximately 1,000 miles south of Cape Horn, beneath some of the most inhospitable seas in the world.
Marine biologists have speculated that it might be some sort of an organism, largely because it is otherwise so difficult to explain. However, there is no known form of marine life that looks remotely like this object.
There exists the possibility that it is an antenna or other scientific instrument that was lost by an early research vessel, but once again, this would appear to be a very forced explanation. It seems unlikely that an object could drop through three miles of ocean, and anchor itself on the bottom.
In addition, the position of the antenna is so exact, and so strangely significant, that it would seem almost certain that it was intentionally put there. Who did it, with what technology and why remains unknown. However, it's clear that there could be an enormous secret connected with the Eltanin antenna, and one that might not be entirely unknown to certain members of the scientific community, as will be seen.
Researcher Bruce Cathie, a New Zealander who, among other things, had a famous series of UFO sightings, has developed a theory about the antenna based on its position on the planet. Cathie's theories suggest that the antenna may be part of an ancient planetary grid that is of fundamental importance to an understanding of our planet and the great 25,000 year cycle known as the precession of the equinox.
Could it be possible that the Eltanin Antenna is a piece of ancient technology, or even technology that comes from another world? Cathie certainly thinks so. Other researchers are now suggesting that modern science might be well aware of the purpose of the object, and might be actively monitoring it or using it in some way.
Mr. Cathie considers 144, the harmonic recriprocal of the speed of light, to be an important measure of the earth's grid because it divides into the planet's 21,600 minutes of arc exactly 150 times. An individual interested in Cathie's ideas began measuring outward in steps from the antenna, and to his surprise found that the Prospect Point Antarctic Base is precisely eight of these measures away. Add another unit of 144 and you find two more antarctic bases, Hemus and St. Kilmet.
Remarkably, a whole array of bases and earthquake stations surround the Eltanin Antenna. What this may mean is unknown, but it is certainly suggestive that the Eltanin antenna is no strange marine creature, but rather an object of great importance, that somebody understands very well.
24.12.04
People,
wishing you all a very happy Christmas Eve and Day wherever and however you're planning to spend it.
No matter how valleys and gaussian bells may shape our lives, truth has it that such a banding together of empathetic minds cannot be other than comely for the final outcome of mankind and the swift sure hand of the cosmic drive.
For all that and more and less and squares, my Christmases are even better since some months ago when citadels became once more a frequent sight out of the corner of that glass sitting over there on top of the front right speaker.
Hence,
Flames of Muhaha on us all and a Good One to boot,
We'll be around

wishing you all a very happy Christmas Eve and Day wherever and however you're planning to spend it.
No matter how valleys and gaussian bells may shape our lives, truth has it that such a banding together of empathetic minds cannot be other than comely for the final outcome of mankind and the swift sure hand of the cosmic drive.
For all that and more and less and squares, my Christmases are even better since some months ago when citadels became once more a frequent sight out of the corner of that glass sitting over there on top of the front right speaker.
Hence,
Flames of Muhaha on us all and a Good One to boot,
We'll be around


22.12.04
>Hmm. You're either a spy or a chemical engineer. Why is it that you Dutch people
>always seem to spend zero time working and the rest of it having fun?
and he said
"Interesting guesses but did it not occur to you that I could be working part-time, earn my money on the net perhaps, own a multinational, be a millionaire, have a rich family, am a total looser, are structurally unemployed, am my own boss, make my chief think I am doing loads of work while surfing the WWW, am an AI artefact running from a cluster of opterons (courtesy of Xiao Feng), have close ties to God and omnipotence, have cybernetic implants as to be able to play / monitor the forums all the time while mumbling "I'll be back!" to the wind, run a helpdesk, could be doing accountancy work at a mobile phonecompany or do boring administrative work for an insurance company. Man, the options are legion. That's what Putin said to me only yesterday; he said: "Marcovic, don't worry, they'll never find out you're KGB and if, if, if, if they do have their doubts about what you're doing for a living, they'll never believe it's us nor Mrs Moneypenny, but will suspect those kosher wimps of the CIA having you on their payroll with a licence to play"
>always seem to spend zero time working and the rest of it having fun?
and he said
"Interesting guesses but did it not occur to you that I could be working part-time, earn my money on the net perhaps, own a multinational, be a millionaire, have a rich family, am a total looser, are structurally unemployed, am my own boss, make my chief think I am doing loads of work while surfing the WWW, am an AI artefact running from a cluster of opterons (courtesy of Xiao Feng), have close ties to God and omnipotence, have cybernetic implants as to be able to play / monitor the forums all the time while mumbling "I'll be back!" to the wind, run a helpdesk, could be doing accountancy work at a mobile phonecompany or do boring administrative work for an insurance company. Man, the options are legion. That's what Putin said to me only yesterday; he said: "Marcovic, don't worry, they'll never find out you're KGB and if, if, if, if they do have their doubts about what you're doing for a living, they'll never believe it's us nor Mrs Moneypenny, but will suspect those kosher wimps of the CIA having you on their payroll with a licence to play"
21.12.04
pediram-me:
i know
here's what
a ditch
crown of glory
and a glass of red
bright minds' glitter
cherish where beauty dwells
and care for trees on every street
hide away from madmen
who raise themselves hungry for meat
diggers of bottomless wells
biting and feeding off dreams
and gaily comes barging in
dread
of incomprehension not
of the forthcoming horde
maturing
unknowing
unheeding
no harbour of faith
no tower upright
i know
here's what
not a walking coffin.
i know
here's what
a ditch
crown of glory
and a glass of red
bright minds' glitter
cherish where beauty dwells
and care for trees on every street
hide away from madmen
who raise themselves hungry for meat
diggers of bottomless wells
biting and feeding off dreams
and gaily comes barging in
dread
of incomprehension not
of the forthcoming horde
maturing
unknowing
unheeding
no harbour of faith
no tower upright
i know
here's what
not a walking coffin.
Lament for Rysia
Where did you come from?
And where are you going?
Along the Whale's Road,
a course of hammered silver;
where horizon meets ocean
under a quiet sky of quartz and velvet.
Second star on the left, and
straight on till morning , my friend.
Your signal is fading now;
still, records remain to be pored over
in detail.
pete, Inverness 1994
Where did you come from?
And where are you going?
Along the Whale's Road,
a course of hammered silver;
where horizon meets ocean
under a quiet sky of quartz and velvet.
Second star on the left, and
straight on till morning , my friend.
Your signal is fading now;
still, records remain to be pored over
in detail.
pete, Inverness 1994
17.12.04
já sei
a minha idéia é esta
é uma valeta
uma coroa de glória
e um copo de tinto
o rasgo dos génios
tomar conta do que é belo
e proteger as árvores na rua
esconder-me dos loucos
que se fazem erguer famintos
construtores de poços sem fundo
e abocanham os sonhos
e entra galhardo o pavor
da incompreensão não
da horda vindoura que cresce
sem saber
sem ver
sem porto de fé
sem torres de pé
já sei
não quero um caixão ambulante.
a minha idéia é esta
é uma valeta
uma coroa de glória
e um copo de tinto
o rasgo dos génios
tomar conta do que é belo
e proteger as árvores na rua
esconder-me dos loucos
que se fazem erguer famintos
construtores de poços sem fundo
e abocanham os sonhos
e entra galhardo o pavor
da incompreensão não
da horda vindoura que cresce
sem saber
sem ver
sem porto de fé
sem torres de pé
já sei
não quero um caixão ambulante.
16.12.04
Esta vem ex nihilo ;)
" No aviso nº 11 466/2004 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J. para um cargo de "ACESSOR", cujo vencimento anda à roda de 2500 EUR (500 contos).
Na alínea 7:..." Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na ... apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."
No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de 350EUR (70 contos) mensais. "... Método de selecção:
Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos.
A prova consiste no seguinte:
1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças;
3. - Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
Depois vem a prova de conhecimentos técnicos:
Inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.
Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.
Os cemitérios fornecem documentação para estudo.
Para rematar:
- Se o candidato tiver:
- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.
ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 70!!! CONTOS MENSAIS!
Enquanto o outro, com 500!!! Só precisa de uma cunha."
Thanx Ana \=^)
" No aviso nº 11 466/2004 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J. para um cargo de "ACESSOR", cujo vencimento anda à roda de 2500 EUR (500 contos).
Na alínea 7:..." Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na ... apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."
No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de 350EUR (70 contos) mensais. "... Método de selecção:
Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos.
A prova consiste no seguinte:
1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças;
3. - Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
Depois vem a prova de conhecimentos técnicos:
Inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.
Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.
Os cemitérios fornecem documentação para estudo.
Para rematar:
- Se o candidato tiver:
- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.
ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 70!!! CONTOS MENSAIS!
Enquanto o outro, com 500!!! Só precisa de uma cunha."
Thanx Ana \=^)
13.12.04
11.12.04
9.12.04
E um gajo aqui a perder tempo com atrasados mentais como o Morais Sarmento, enquanto lá fora, aquilo que importa se vai deixando morrer:
Com o título «A infância ameaçada», o relatório sobre a situação mundial da infância 2005, elaborado pela UNICEF e que vai ser apresentado em Londres, diz que mais de mil milhões de crianças não crescem num ambiente saudável e protector.
O cenário traçado não é animador: uma em cada duas crianças sofre de privações extremas associadas à SIDA, pobreza e conflitos armados.
Segundo Carol Bellamy, directora executiva da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), os dados agora divulgados entram em contradição com a promessa da Convenção sobre os Direitos da Criança, aprovada em 1989, de pugnar por levar às crianças um ambiente mais saudável e protector.
«Se metade das crianças do mundo estão a crescer com fome e falta de saúde, se as escolas se tornam alvos e aldeias inteiras ficam despovoadas por causa da Sida, é porque não fomos capazes de cumprir as promessas feitas às crianças", lamenta a responsável.
Sida: 15 milhões de crianças orfãs
E de facto, os números são avassaladores: Devido à Sida há no mundo mais de 15 milhões de crianças órfãs. Em 2003, diz o relatório, morreram de Sida 2,9 milhões de pessoas (incluindo pais e toda a rede de adultos que protegem as crianças), das quais meio milhão com menos de 15 anos, e nesse ano contraíram a doença mais 630.000 crianças.
Em 2004, 2,1 milhões de crianças viviam com a doença e, em apenas dois anos (2001-2003), o número de crianças que perdeu um ou ambos os pais devido à Sida subiu de 11,5 milhões para 15 milhões, 80 por cento da África Subsariana.
Conflitos armados: crianças usadas como escudos humanos
Um panorama que não muda quando se fala do impacto dos conflitos armados na vida das crianças.
Dos 3,6 milhões de mortos em guerras desde 1990, perto de metade eram crianças. A estes dados junta-se um mais recente mas não menos perturbador: as crianças deixaram de ser poupadas nas guerras e por vezes até são usadas como alvo (exemplo do ataque à escola de Beslan, Rússia, em Setembro), diz a UNICEF.
Depois, milhões de crianças foram gravemente feridas ou ficaram deficientes, ou foram ainda sujeitas a violência sexual, traumas, fome e doenças. Cerca de 20 milhões foram obrigadas a abandonar as suas casas devido aos conflitos.
Pobreza: uma em cada seis crianças sofre de fome
Finalmente, no que respeita à pobreza, a UNICEF diz que uma em cada seis crianças sofre de fome, uma em cada sete não tem qualquer espécie de cuidados de saúde, uma em cada cinco não tem acesso a água própria para consumo e uma em cada três não tem casa de banho.
No mundo, 180 milhões de crianças trabalham em péssimas condições, 1,2 milhões são vítimas de tráfico, todos os anos, e dois milhões, a maioria raparigas, são exploradas sexualmente.
Mas a UNICEF não fica por aqui. Na "lista dos horrores", inclui, também, outros números que dão que pensar:
Mais de 120 milhões de crianças não frequentam a escola primária.
Mais de 640 milhões de crianças não têm habitação adequada.
Mais de 500 milhões de crianças não têm acesso a saneamento.
Mais de 400 milhões de crianças não têm acesso a água potável.
Mais de 300 milhões de crianças não têm acesso à informação.
Mais de 270 milhões de crianças não têm acesso a cuidados de saúde.
Mais de 140 milhões de crianças nunca frequentaram a escola.
Mais de 90 milhões de crianças sofrem de graves privações alimentares.
No mundo, ainda citando o relatório da UNICEF, vivem cerca de 2,2 bilhões de crianças, das quais 1,9 bilhões em países não desenvolvidos, o que faz com que uma em cada duas crianças viva na pobreza.
Em 2003, morreram 10,6 milhões de crianças antes de festejarem os cinco anos. São tantas como as crianças da Alemanha, França, Grécia e Itália, todas juntas.
Em cada dia morrem no mundo 29.158 crianças que nunca chegam aos cinco anos.
Com o título «A infância ameaçada», o relatório sobre a situação mundial da infância 2005, elaborado pela UNICEF e que vai ser apresentado em Londres, diz que mais de mil milhões de crianças não crescem num ambiente saudável e protector.
O cenário traçado não é animador: uma em cada duas crianças sofre de privações extremas associadas à SIDA, pobreza e conflitos armados.
Segundo Carol Bellamy, directora executiva da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), os dados agora divulgados entram em contradição com a promessa da Convenção sobre os Direitos da Criança, aprovada em 1989, de pugnar por levar às crianças um ambiente mais saudável e protector.
«Se metade das crianças do mundo estão a crescer com fome e falta de saúde, se as escolas se tornam alvos e aldeias inteiras ficam despovoadas por causa da Sida, é porque não fomos capazes de cumprir as promessas feitas às crianças", lamenta a responsável.
Sida: 15 milhões de crianças orfãs
E de facto, os números são avassaladores: Devido à Sida há no mundo mais de 15 milhões de crianças órfãs. Em 2003, diz o relatório, morreram de Sida 2,9 milhões de pessoas (incluindo pais e toda a rede de adultos que protegem as crianças), das quais meio milhão com menos de 15 anos, e nesse ano contraíram a doença mais 630.000 crianças.
Em 2004, 2,1 milhões de crianças viviam com a doença e, em apenas dois anos (2001-2003), o número de crianças que perdeu um ou ambos os pais devido à Sida subiu de 11,5 milhões para 15 milhões, 80 por cento da África Subsariana.
Conflitos armados: crianças usadas como escudos humanos
Um panorama que não muda quando se fala do impacto dos conflitos armados na vida das crianças.
Dos 3,6 milhões de mortos em guerras desde 1990, perto de metade eram crianças. A estes dados junta-se um mais recente mas não menos perturbador: as crianças deixaram de ser poupadas nas guerras e por vezes até são usadas como alvo (exemplo do ataque à escola de Beslan, Rússia, em Setembro), diz a UNICEF.
Depois, milhões de crianças foram gravemente feridas ou ficaram deficientes, ou foram ainda sujeitas a violência sexual, traumas, fome e doenças. Cerca de 20 milhões foram obrigadas a abandonar as suas casas devido aos conflitos.
Pobreza: uma em cada seis crianças sofre de fome
Finalmente, no que respeita à pobreza, a UNICEF diz que uma em cada seis crianças sofre de fome, uma em cada sete não tem qualquer espécie de cuidados de saúde, uma em cada cinco não tem acesso a água própria para consumo e uma em cada três não tem casa de banho.
No mundo, 180 milhões de crianças trabalham em péssimas condições, 1,2 milhões são vítimas de tráfico, todos os anos, e dois milhões, a maioria raparigas, são exploradas sexualmente.
Mas a UNICEF não fica por aqui. Na "lista dos horrores", inclui, também, outros números que dão que pensar:
Mais de 120 milhões de crianças não frequentam a escola primária.
Mais de 640 milhões de crianças não têm habitação adequada.
Mais de 500 milhões de crianças não têm acesso a saneamento.
Mais de 400 milhões de crianças não têm acesso a água potável.
Mais de 300 milhões de crianças não têm acesso à informação.
Mais de 270 milhões de crianças não têm acesso a cuidados de saúde.
Mais de 140 milhões de crianças nunca frequentaram a escola.
Mais de 90 milhões de crianças sofrem de graves privações alimentares.
No mundo, ainda citando o relatório da UNICEF, vivem cerca de 2,2 bilhões de crianças, das quais 1,9 bilhões em países não desenvolvidos, o que faz com que uma em cada duas crianças viva na pobreza.
Em 2003, morreram 10,6 milhões de crianças antes de festejarem os cinco anos. São tantas como as crianças da Alemanha, França, Grécia e Itália, todas juntas.
Em cada dia morrem no mundo 29.158 crianças que nunca chegam aos cinco anos.
Quase dois anos depois, conclui-se afinal que a Justiça tarda, movendo-se sobre rodas pegajosas, também em países supostamente civilizados, onde o seu exercício é até por vezes idolatrado.
http://www.news14charlotte.com/content/top_stories/default.asp?ArID=51342
Só me espanta que ainda haja quem julgue que esta pseudo-civilização tem safa, como os retrógrados dos britânicos, http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk/4080293.stm, que acham que podem viver até ao séc. XXIII na era Vitoriana.
http://www.news14charlotte.com/content/top_stories/default.asp?ArID=51342
Só me espanta que ainda haja quem julgue que esta pseudo-civilização tem safa, como os retrógrados dos britânicos, http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk/4080293.stm, que acham que podem viver até ao séc. XXIII na era Vitoriana.
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