28.1.06

Tinha €1,70 no bolso. Normalmente encontro sempre os trocos à conta no bolso, sobretudo quando acho que não vou precisar de trocos. Pedi um café cheio e perguntei, por cautela, quanto era uma 1920. 1,50. Disse, bom, é azar então, deixe estar, é só o café. Olhou para as euro-rodelas ainda na minha palma, e de trás dos olhos vividos, com um relampejo súbito, tirou a garrafa de aguardente da prateleira e encheu-me um cálice até ao bordo. Balbuciei umas coisas desconexas e entreguei-lhe as restantes moedas. Sentei-me e li o meu Stephen Baxter enquanto dois ou três veteranos da guerra e da bola discutiam o ponto morto dos bróculos. Antes de sair, arrumei umas cadeiras desgarradas, transpus o balcão para depositar a loiça no coiso, e agradeci com um sonoro "até amanhã" que troou em direcção a Sul pelo poço do elevador da comida. Ando cansado.
- Pai, o presidente da Bolívia é de que espécie?
- É índio, é isso?
- Sim. É Comanche?

Le Cajun

:)





26.1.06

Komm in mein Boot
ein Sturm kommt auf
und es wird Nacht
Wo willst du hin
so ganz allein
treibst du davon
Wer hält deine Hand
wenn es dich
nach unten zieht
Wo willst du hin
so uferlos
die kalte See
Komm in mein Boot
der Herbstwind hält
die Segel straff
Jetzt stehst du da an der Laterne
mit Tränen im Gesicht
das Tageslicht fällt auf die Seite
der Herbstwind fegt die Strasse leer
Jetzt stehst du da an der Laterne
mit Tränen im Gesicht
das Abendlicht verjagt die Schatten
die Zeit steht still und es wird Herbst
Komm in mein Boot
die Sehnsucht wird
der Steuermann
Komm in mein Boot
der beste Seemann
war doch ich
Jetzt stehst du da an der Laterne
hast Tränen im Gesicht
das Feuer nimmst du von der Kerze
die Zeit steht still und es wird Herbst
Sie sprachen nur von deiner Mutter
so gnadenlos ist nur die Nacht
am Ende bleib ich doch alleine
die Zeit steht still
und mir ist kalt

22.1.06

Cobertura das Presidenciais em três tempos:

1.
"Bom, repare, se achar que a realidade é estanque, se quiser ver as coisas assim, - mas veja, as cosas não são assim, num combate não tem de haver quem ganha e quem perde, o dr. Mário Soares, numa questão de futuro..."
(Vítor Ramalho)

De explodir a rir!


2.
Este ano, conheça a nova cor do seu BES!

:D


3.
País de tansos :)

20.1.06

É preciso acabar com a falsa noção de que deixar os putos com empregadas e avós, para "trabalhar" a encher sacos mais meia hora ou cinco por dia, ajuda a crescer; que jantar onde a vizinha da mesa ao lado não calça "mal" de cara e acessórios permite saborear melhor o pão de alho, que uma carreira ao ser aceite de cabeça rendida ou pseudo-alteada dá sentido à vida. Rapidamente, é preciso não viver uma tepidez endémica em que a claridade merece a estaca.

18.1.06

Escolhas #002

Bem sei que hoje é Quarta. So what? Huh? What're you gonna do about it?


O livro:




O CD:




O filme:


socialóides de !"#$#%&%& que vestem uma cara para o plural/colectivo, mas quando lhes toca pela porta o menor agravo que seja, revelam a concha mais egoista e mesquinha que se possa imaginar.

grunhos feitos zombies que temem que o ceu lhes caia em cima da cabeça, e que se recusam a pensar se com isso garantirem nao ter que levantar a voz em defesa de nada, mesmo daquilo em que acreditam.

gente de merda, basicamente, gente de merda.

AAAAAAAAAAAAAARHHH!!!! (rant over)

17.1.06

6.1.06

um dia próximo breve
vou escrever-te uma canção
para gritares quando corres na noite
acordado pelo medo antigo
e pelo frio e pelo azul intenso
dos olhos da solidão
muito abertos nas paredes
serão palavras agudas
estridentes como facas

um dia próximo breve
vou escolher palavras que
inundem o teu corpo de luz
palavras exactas que te afastem
das janelas com vista para os dias de guerra
e sangue e gritos nas manhãs
brancas da morte dos teus amigos



mas tu sabes
mais que a vida
são as palavras que nos fogem

- orlando