watching my birthdate fly
on a red led train marquee
under the octagonal gaze
of some otto or sergei
stasi henchman asleep
over yesterday's news
half expecting to find
something other than creole
acronyms over bluetooth
we are all finders
keepers lepers
leeches breeders
and the sun sets, never down
if your eyes come back at me
for lunch and lost maidenhood
wouldn't you say we're
not
getting old?
When I hear music, I fear no danger. I am invulnerable. I see no foe. I am related to the earliest times, and to the latest.
- Henry David Thoreau -
Condensing fact from the vapor of nuance since 2003
27.4.06
não esperes por nada
a expectativa é o sufoco da alma
vai pela rua fervilhando distante
cada minuto atropelando o seguinte
não entregues a tua velhice à ilusão
de um tempo feito por homens amorfos
não temas quando o silêncio surgir -
sobretudo que nada te faça curvar,
é imperativo que vás por aí -
procura apenas mais uma alvorada.
(--> T.)
a expectativa é o sufoco da alma
vai pela rua fervilhando distante
cada minuto atropelando o seguinte
não entregues a tua velhice à ilusão
de um tempo feito por homens amorfos
não temas quando o silêncio surgir -
sobretudo que nada te faça curvar,
é imperativo que vás por aí -
procura apenas mais uma alvorada.
(--> T.)
25.4.06
antes da palavra
hesito muito antes da palavra.
porque um precipício se abre nela
e não tem sentido, vibra apenas.
porque pode ser a morte
ou o nascimento para um lugar
de cores e fadas e barcos de sol.
porque me doem as mãos
cada vez que tento segurar
o mundo em traços redondos quadrados.
por isso te digo: hesito e morro e nasço.
e corro para a rua com força de quem
vai anunciar gritar chamar dizer.
mas lá fora sorrio apenas
enquanto caminho para um banco
de jardim, devagarinho,
como se por um momento
eu soubesse o nome de tudo
e tudo tivesse o mesmo nome.
-Vasco Gato
hesito muito antes da palavra.
porque um precipício se abre nela
e não tem sentido, vibra apenas.
porque pode ser a morte
ou o nascimento para um lugar
de cores e fadas e barcos de sol.
porque me doem as mãos
cada vez que tento segurar
o mundo em traços redondos quadrados.
por isso te digo: hesito e morro e nasço.
e corro para a rua com força de quem
vai anunciar gritar chamar dizer.
mas lá fora sorrio apenas
enquanto caminho para um banco
de jardim, devagarinho,
como se por um momento
eu soubesse o nome de tudo
e tudo tivesse o mesmo nome.
-Vasco Gato
Ignorance
Strange to know nothing, never to be sure
Of what is true or right or real,
But forced to qualify or so I feel,
Or Well, it does seem so:
Someone must know.
Strange to be ignorant of the way things work:
Their skill at finding what they need,
Their sense of shape, and punctual spread of seed,
And willingness to change;
Yes, it is strange,
Even to wear such knowledge - for our flesh
Surrounds us with its own decisions -
And yet spend all our life on imprecisions,
That when we start to die
Have no idea why.
- Philip Larkin
Strange to know nothing, never to be sure
Of what is true or right or real,
But forced to qualify or so I feel,
Or Well, it does seem so:
Someone must know.
Strange to be ignorant of the way things work:
Their skill at finding what they need,
Their sense of shape, and punctual spread of seed,
And willingness to change;
Yes, it is strange,
Even to wear such knowledge - for our flesh
Surrounds us with its own decisions -
And yet spend all our life on imprecisions,
That when we start to die
Have no idea why.
- Philip Larkin
24.4.06
salta da cama no chão com um uivo
barbeia-te a golpes de guitarra
torna os pelos cabides em lavagem a frio
abrealata
abre a lata preta
densa como estrelas mortas de cio
NO CENTRO DO MUNDO
dança nas quatro patas porta fora
calado
e toca piano nas moléculas do ar
um dia
um dia aqui há uns anos
já eras velho e não deste por isso.
barbeia-te a golpes de guitarra
torna os pelos cabides em lavagem a frio
abrealata
abre a lata preta
densa como estrelas mortas de cio
NO CENTRO DO MUNDO
dança nas quatro patas porta fora
calado
e toca piano nas moléculas do ar
um dia
um dia aqui há uns anos
já eras velho e não deste por isso.
22.4.06
(reprise)
.
.
Ils cassent le monde
.
Ils cassent le monde
En petits morceaux
Ils cassent le monde
A coups de marteau
.
Mais ça m'est égal
Ca m'est bien égal
Il en reste assez pour moi
Il en reste assez
.
Il suffit que j'aime
Une plume bleue
Un chemin de sable
Un oiseau peureux
Il suffit que j'aime
Un brin d'herbe mince
Une goutte de rosée
Un grillon de bois
.
Ils peuvent casser le monde
En petits morceaux
Il en reste assez pour moi
Il en reste assez
J'aurai toujours un peu d'air
Un petit filet de vie
Dans l'oeil un peu de lumière
Et le vent dans les orties
.
Et même,
même s'ils me mettent en prison
Il en reste assez pour moi,
il en reste assez
Il suffit que j'aime
Cette pierre corrodée
Ces crochets de fer
où s'attarde un peu de mon sang
Je l'aime je l'aime
La planche usée de mon lit
La paillasse, le châlit
La poussière de soleil
J'aime ce judas qui s'ouvre
Ces hommes qui sont entrés
Qui s'avancent, qui m'emmènent
Retrouver la vie du monde
Retrouver la couleur
J'aime ces deux longs montants
.
Ce couteau triangulaire
Ces messieurs vêtus de noir
C'est ma fête, je suis fier
Je l'aime, je l'aime
Ce panier rempli de son
Où je vais poser ma tête
Oh je l'aime, je l'aime
Je l'aime pour de bon
.
Il suffit que j'aime
Un brin d'herbe bleue
Une goutte de rosée
Un amour d'oiseau peureux
Ils cassent le monde
Avec leurs marteaux pesants
Il en reste assez pour moi
Il en reste assez, mon coeur
.
- Boris Vian
.
.
.
.
Ils cassent le monde
.
Ils cassent le monde
En petits morceaux
Ils cassent le monde
A coups de marteau
.
Mais ça m'est égal
Ca m'est bien égal
Il en reste assez pour moi
Il en reste assez
.
Il suffit que j'aime
Une plume bleue
Un chemin de sable
Un oiseau peureux
Il suffit que j'aime
Un brin d'herbe mince
Une goutte de rosée
Un grillon de bois
.
Ils peuvent casser le monde
En petits morceaux
Il en reste assez pour moi
Il en reste assez
J'aurai toujours un peu d'air
Un petit filet de vie
Dans l'oeil un peu de lumière
Et le vent dans les orties
.
Et même,
même s'ils me mettent en prison
Il en reste assez pour moi,
il en reste assez
Il suffit que j'aime
Cette pierre corrodée
Ces crochets de fer
où s'attarde un peu de mon sang
Je l'aime je l'aime
La planche usée de mon lit
La paillasse, le châlit
La poussière de soleil
J'aime ce judas qui s'ouvre
Ces hommes qui sont entrés
Qui s'avancent, qui m'emmènent
Retrouver la vie du monde
Retrouver la couleur
J'aime ces deux longs montants
.
Ce couteau triangulaire
Ces messieurs vêtus de noir
C'est ma fête, je suis fier
Je l'aime, je l'aime
Ce panier rempli de son
Où je vais poser ma tête
Oh je l'aime, je l'aime
Je l'aime pour de bon
.
Il suffit que j'aime
Un brin d'herbe bleue
Une goutte de rosée
Un amour d'oiseau peureux
Ils cassent le monde
Avec leurs marteaux pesants
Il en reste assez pour moi
Il en reste assez, mon coeur
.
- Boris Vian
.
.

HEADLIGHTS
(Sullivan/Heaton/Nelson) 1995
Lit up like a Christmas tree, the oil refinery glows in the night;
and down by the shoreline the seagulls fly white, against the black.
The great moon riding shotgun - rolling out across the veil of clouds,
and you were small, and lying awake listening to the noises in the house.
With the best of them you ran, like all of us, in our season
Casting memory aside - your history, all forgotten;
driven onwards through the years in love with each distraction.
But all the while, the past is close behind;
like headlights on your tail, headlights on your tail.
Your pulse is beating faster now, like a bird flying hard against the wind;
trying to understand all the crazed compulsions that you feel.
And all the little jealousies and betrayals, they echo in the dark;
and somewhere back through it all, the key is still turning in the lock.
Now the ghosts that you have laid, they all come out to greet you;
the knowledge that you've gained - well, none of this protects you.
You've been so very far, still peace will not embrace you,
for all the while the past is close behind.
Like headlights on your tail, headlights on your tail.
21.4.06
A invenção do amor (exc.) - Daniel Filipe
Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas janelas dos
autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e
detergentes
na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da nossa esperança
de fuga
um cartaz denuncia o nosso amor
Em letras enormes do tamanho
do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com caracter de urgência
deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia quotidiana
Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado
Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo
Um homem e uma mulher um cartaz denuncia
colado em todas as esquinas da cidade
A rádio já falou A TV anuncia
iminente a captura A policia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e nas avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta fechada para o
mundo
É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique Antes
que a invenção do amor se processe em cadeia
Há pesadas sanções para os que auxiliarem os fugitivos
Chamem as tropas aquarteladas na província
Convoquem os reservistas os bombeiros os elementos da defesa passiva
Todos decrete-se a lei marcial com todas as consequências
O perigo justifica-o Um homem e uma mulher
conheceram-se amaram-se perderam-se no labirinto da cidade
É indispensável encontrá-los dominá-los convencê-los
antes que seja tarde
e a memória da infância nos jardins escondidos
acorde a tolerância no coração das pessoas
Fechem as escolas Sobretudo
protejam as crianças da contaminação
uma agência comunica que algures ao sul do rio
um menino pediu uma rosa vermelha
e chorou nervosamente porque lha recusaram
Segundo o director da sua escola é um pequeno triste inexplicavelmente dado
aos longos silêncios e aos choros sem razão
Aplicado no entanto Respeitador da disciplina
Um caso típico de inadaptação congénita disseram os psicólogos
Ainda bem que se revelou a tempo Vai ser internado
e submetido a um tratamento especial de recuperação
Mas é possível que haja outros É absolutamente vital
que o diagnóstico se faça no período primário da doença
E também que se evite o contágio com o homem e a mulher
de que fala no cartaz colado em todas as esquinas da cidade
Está em jogo o destino da civilização que construímos
o destino das máquinas das bombas de hidrogénio das normas de discriminação
racial
o futuro da estrutura industrial de que nos orgulhamos
a verdade incontroversa das declarações políticas
...
É possível que cantem
mas defendam-se de entender a sua voz Alguém que os escutou
deixou cair as armas e mergulhou nas mãos o rosto banhado de lágrimas
E quando foi interrogado em Tribunal de Guerra
respondeu que a voz e as palavras o faziam feliz
lhe lembravam a infância Campos verdes floridos
Água simples correndo A brisa das montanhas
Foi condenado à morte é evidente É preciso evitar um mal maior
Mas caminhou cantando para o muro da execução
foi necessário amordaçá-lo e mesmo desprendia-se dele
um misterioso halo de uma felicidade incorrupta
...
Procurem a mulher o homem que num bar
de hotel se encontraram numa tarde de chuva
Se tanto for preciso estabeleçam barricadas
senhas salvo-condutos horas de recolher
censura prévia à Imprensa tribunais de excepção
Para bem da cidade do país da cultura
é preciso encontrar o casal fugitivo
que inventou o amor com carácter de urgência
Os jornais da manhã publicam a notícia
de que os viram passar de mãos dadas sorrindo
numa rua serena debruada de acácias
Um velho sem família a testemunha diz
ter sentido de súbito uma estranha paz interior
uma voz desprendendo um cheiro a primavera
o doce bafo quente da adolescência longínqua
Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas janelas dos
autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e
detergentes
na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da nossa esperança
de fuga
um cartaz denuncia o nosso amor
Em letras enormes do tamanho
do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com caracter de urgência
deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia quotidiana
Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado
Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo
Um homem e uma mulher um cartaz denuncia
colado em todas as esquinas da cidade
A rádio já falou A TV anuncia
iminente a captura A policia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e nas avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta fechada para o
mundo
É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique Antes
que a invenção do amor se processe em cadeia
Há pesadas sanções para os que auxiliarem os fugitivos
Chamem as tropas aquarteladas na província
Convoquem os reservistas os bombeiros os elementos da defesa passiva
Todos decrete-se a lei marcial com todas as consequências
O perigo justifica-o Um homem e uma mulher
conheceram-se amaram-se perderam-se no labirinto da cidade
É indispensável encontrá-los dominá-los convencê-los
antes que seja tarde
e a memória da infância nos jardins escondidos
acorde a tolerância no coração das pessoas
Fechem as escolas Sobretudo
protejam as crianças da contaminação
uma agência comunica que algures ao sul do rio
um menino pediu uma rosa vermelha
e chorou nervosamente porque lha recusaram
Segundo o director da sua escola é um pequeno triste inexplicavelmente dado
aos longos silêncios e aos choros sem razão
Aplicado no entanto Respeitador da disciplina
Um caso típico de inadaptação congénita disseram os psicólogos
Ainda bem que se revelou a tempo Vai ser internado
e submetido a um tratamento especial de recuperação
Mas é possível que haja outros É absolutamente vital
que o diagnóstico se faça no período primário da doença
E também que se evite o contágio com o homem e a mulher
de que fala no cartaz colado em todas as esquinas da cidade
Está em jogo o destino da civilização que construímos
o destino das máquinas das bombas de hidrogénio das normas de discriminação
racial
o futuro da estrutura industrial de que nos orgulhamos
a verdade incontroversa das declarações políticas
...
É possível que cantem
mas defendam-se de entender a sua voz Alguém que os escutou
deixou cair as armas e mergulhou nas mãos o rosto banhado de lágrimas
E quando foi interrogado em Tribunal de Guerra
respondeu que a voz e as palavras o faziam feliz
lhe lembravam a infância Campos verdes floridos
Água simples correndo A brisa das montanhas
Foi condenado à morte é evidente É preciso evitar um mal maior
Mas caminhou cantando para o muro da execução
foi necessário amordaçá-lo e mesmo desprendia-se dele
um misterioso halo de uma felicidade incorrupta
...
Procurem a mulher o homem que num bar
de hotel se encontraram numa tarde de chuva
Se tanto for preciso estabeleçam barricadas
senhas salvo-condutos horas de recolher
censura prévia à Imprensa tribunais de excepção
Para bem da cidade do país da cultura
é preciso encontrar o casal fugitivo
que inventou o amor com carácter de urgência
Os jornais da manhã publicam a notícia
de que os viram passar de mãos dadas sorrindo
numa rua serena debruada de acácias
Um velho sem família a testemunha diz
ter sentido de súbito uma estranha paz interior
uma voz desprendendo um cheiro a primavera
o doce bafo quente da adolescência longínqua
Eu tenho os seguintes direitos:
1. Pedir o que quero. Reconhecendo que os outros têm o direito equivalente
de dizer não.
2. Ter as minhas opiniões e valores e de as exprimir.
3. Tomar consciência das minhas opiniões e ser capaz de mudar de ideias.
4. Tomar as minhas decisões e assumir as consequências.
5. Declinar toda a responsabilidade pelo destino e problemas de outras
pessoas.
6. Ter a minha privacidade, de estar sozinho e ser independente.
7. Dizer "Não quero saber nem perceber".
8. Ser afirmativo e no entanto mudar-me.
9. Relacionar-me com outros sem estar dependente da sua aprovação.
Falsas crenças auto-destrutivas a evitar:
a) Tenho que ser apreciado por todos
b) As pessoas devem gostar de mim
c) Devo ser perfeito em tudo o que faço
d) Todas as pessoas com quem vivo e trabalho devem ser perfeitas
e) Tenho pouco ou nenhum controle sobre o meu destino
f) É melhor evitar as dificuldades
g) A discórdia e o conflito são desastres destrutivos a evitar a todo o
custo
h) As pessoas, incluindo eu próprio, não podem mudar
i) Algumas pessoas são sempre boas, outras sempre más
j) O mundo deve ser perfeito e é inaceitável que o não seja
k) As pessoas são frágeis e devem ser protegidas da verdade
l) As pessoas existem para me fazer feliz
m) As crises são invariavelmente más e nada de bom pode vir delas
n) A solução perfeita existe, tudo o que tenho a fazer é procurá-la
o) Ninguém, incluindo eu, deve ter problemas, estes revelam incompetência
p) Só há uma maneira verdadeira de ver as questões
1. Pedir o que quero. Reconhecendo que os outros têm o direito equivalente
de dizer não.
2. Ter as minhas opiniões e valores e de as exprimir.
3. Tomar consciência das minhas opiniões e ser capaz de mudar de ideias.
4. Tomar as minhas decisões e assumir as consequências.
5. Declinar toda a responsabilidade pelo destino e problemas de outras
pessoas.
6. Ter a minha privacidade, de estar sozinho e ser independente.
7. Dizer "Não quero saber nem perceber".
8. Ser afirmativo e no entanto mudar-me.
9. Relacionar-me com outros sem estar dependente da sua aprovação.
Falsas crenças auto-destrutivas a evitar:
a) Tenho que ser apreciado por todos
b) As pessoas devem gostar de mim
c) Devo ser perfeito em tudo o que faço
d) Todas as pessoas com quem vivo e trabalho devem ser perfeitas
e) Tenho pouco ou nenhum controle sobre o meu destino
f) É melhor evitar as dificuldades
g) A discórdia e o conflito são desastres destrutivos a evitar a todo o
custo
h) As pessoas, incluindo eu próprio, não podem mudar
i) Algumas pessoas são sempre boas, outras sempre más
j) O mundo deve ser perfeito e é inaceitável que o não seja
k) As pessoas são frágeis e devem ser protegidas da verdade
l) As pessoas existem para me fazer feliz
m) As crises são invariavelmente más e nada de bom pode vir delas
n) A solução perfeita existe, tudo o que tenho a fazer é procurá-la
o) Ninguém, incluindo eu, deve ter problemas, estes revelam incompetência
p) Só há uma maneira verdadeira de ver as questões
18.4.06
[21:51] nao pares. acende mais um cartucho, abre outro copo, parte mais uma porta
[21:52] agarra-te a mais alguem, a um espelho novo a cantos parados e ruços
[21:52] olha-te outra vez à luz de um grito
[21:52] e se depois disso
[21:52] ainda por acaso
[21:52] por mero acaso
[21:52] e obra do nada
[21:52] quiseres manter o que dizes
[21:52] xuta a bola
[21:52] foge para a frente
[21:52] atira foguetes
[21:52] apanha as canas
[21:52] faz uma festa na rua
[21:52] e diz o teu nome
[21:52] baixinho
[21:52] baixinho
[21:53] e ri-te
[21:53] sozinha
[21:53] loucamente
[21:53] antes de abrires os olhos e ver a rua em tons de branco.
[21:52]
[21:52]
[21:52]
[21:52]
[21:52]
[21:52]
[21:52]
[21:52]
[21:52]
[21:52]
[21:52]
[21:52]
[21:52]
[21:52]
[21:52]
[21:53]
[21:53]
[21:53]
[21:53]
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