5.2.07

Novembro, 1975

Two days earlier, Pasolini had been killed. He had written,

"There is a grave danger - the poet and scholar warns us - that threatens the Radical Party just because it is responsible for great victories in gaining civil rights. A new left-wing conformism is ready to appropriate your battle for civil rights "creating a contest of false tolerance and false laicism". It is precisely the Radical culture of civil rights, the Reform, the protection of minorities that will be used by intellectuals of the system as a violent and oppressive terrorist force. In brief, power is on the point of assuming intellectual progressists as its own clerics. Pasolini's premonition came true, not only in Italy, but in the rest of western society where, precisely in the name of progressism and modernism, a new class of totalizing and transformist power was affirmed, certainly more dangerous than the traditional conservative classes. Against all this - Pasolini concluded, I believe that you should do nothing but continue simply to be yourselves: which implies continuing to be unrecognisable. Forget your great triumphs immediately and continue unperturbed, obstinate, eternally contrary, to claim, to want, to identify yourselves with the different, to scandalize, to blaspheme."

Pier Paolo Pasolini disse ainda

"Estou porém traumatizado pela legalização do aborto, porque a considero, como muitos, uma legalização do homicídio. Nos sonhos e no comportamento quotidiano - coisa comum a todos os homens - eu vivo a minha vida pré-natal, a minha feliz imersão nas águas maternas: sei que já lá eu existia. Limito-me a dizer isto porque, a propósito do aborto, tenho coisas mais urgentes a dizer. Que a vida é sagrada é óbvio; é um princípio ainda mais forte do que qualquer princípio da democracia, e é inútil repeti-lo."

"Não há nenhuma boa razão prática que justifique a supressão de um ser humano, mesmo que seja nos primeiros estádios da sua evolução. Eu sei que em nenhum outro fenómeno da existência há tão furiosa, tão total e essencial vontade de vida como no feto. A sua ânsia de realizar as suas potencialidades, percorrendo fulminantemente a história do género humano, tem algo de irresistível e por isso de absoluto e de jubiloso. Mesmo que depois nasça um imbecil".
A propósito da rábula insidiosa dos Gato Fedorento (cujo mérito regabófoteatral não discuto, embora gostasse de saber como conseguiriam satirizar a morte de uma ou duas das mãezinhas deles com a mesma veemência), escreveu hoje CN:

Já repararam que um par de estaladas está sujeito a pena de prisão até 3 anos?

Quantas estaladas são dadas por ano em Portugal?

Quantas delas resultam em penas de prisão? As poucas que resultam em tribunal devem provavelmente acabar em… pena suspensa. Humm … como o Aborto.

Bem, é a “tal” questão.

É crime?
Sim.
Acontece-me alguma coisa?
Nada.

Talvez uma campanha pela despenalização da estalada?

A dramatização feita pelo "Sim" sobre o estatuto de "Criminoso" e a "Pena de Prisão" é na verdade, um pouco ridícula.

E já agora, mudando de assunto ou talvez não. Proponho modestamente um argumento para os Gatos Fedorentos a propósito da actividade de fumar.

Então fumar é crime?
Não.
Então posso fumar?
Não.
Mesmo no meu Restaurante?
Não.
Mas é crime?
Não.
E tenho uma pena se o praticar?
Sim.

4.2.07

Carthago delenda est.

"Ontem, um grupo de representantes de movimentos cívicos pelo ‘não’ lançou um desafio a “instituições, aos deputados, às forças políticas e sociais”: “... que consagrem um novo quadro legal que, sem desproteger a vida em desenvolvimento, afaste as mulheres do tribunal, dos julgamentos e da prisão”, apelaram num documento apresentado publicamente. Esta é uma proposta da autoria das deputadas socialistas Rosário Carneiro e Teresa Venda, que se encontra na Assembleia da República desde 2004 mas que ainda não avançou por questões “político-partidárias”."




Sócrates recusou, com a prepotência fleumática que o caracteriza e que granjeou a admiração das camadas mais imediatistas da população votante (45% de 50%, portanto 22.5% da malta que anda por aí, o que não chegaria para mandatar alguém, com seriedade, mas que em Portugal passa por maioria absoluta indiscutível, decerto a bem do progresso - que é como sabemos um método colectivo...)
"Percorrendo o argumentário do sim, tenho por vezes a impressão de que muitos dos seus campeões estão interessados numa espécie de nacionalização do aborto, muito mais do que na sua descriminalização ou na sua despenalização. Ao passo que outros tratam sobretudo de agitação social e política, ao promoverem uma questão “fracturante”, que lhes serve tanto no plano da actividade subversiva quanto no da afirmação identitária, assaz problemática nestes nossos tempos em que partes maiores da direita e da esquerda tendem frequentemente a encontrar-se ao centro noutras matérias, a começar pelas económicas e sociais…"

(Manuel de Lucena, que se posiciona do lado do "sim"; só lhe falta um bocadinho, mais um esforço e verá o resto da verdade)
These are the last things before me. And as I stand here at the door of glory, I look behind me for the last time. I look upon the history of men, which I have learned from the books, and I wonder. It was a long story, and the spirit which moved it was the spirit of man's freedom. But what is freedom? Freedom from what? There is nothing to take a man's freedom away from him, save other men. To be free, a man must be free of his brothers. That is freedom. That and nothing else.

At first, man was enslaved by the gods. But he broke their chains. Then he was enslaved by the kings. But he broke their chains. He was enslaved by his birth, by his kin, by his race. But he broke their chains. He declared to all his brothers that a man has rights which neither god nor king nor other men can take away from him, no matter what their number, for his is the right of man, and there is no right on earth above this right. And he stood on the threshold of freedom for which the blood of the centuries behind him had been spilled.

But then he gave up all he had won, and fell lower than his savage beginning.

What brought it to pass? What disaster took their reason away from men? What whip lashed them to their knees in shame and submission? The worship of the word "We."

...

Here, on this mountain, I and my sons and my chosen friends shall build our new land and our fort. And it will become as the heart of the earth, lost and hidden at first, but beating, beating louder each day. And word of it will reach every corner of the earth. And the roads of the world will become as veins which will carry the best of the world's blood to my threshold. And all my brothers, and the Councils of my brothers, will hear of it, but they will be impotent against me. And the day will come when I shall break the chains of the earth, and raze the cities of the enslaved, and my home will become the capital of a world where each man will be free to exist for his own sake.
For the coming of that day I shall fight, I and my sons and my chosen friends. For the freedom of Man. For his rights. For his life. For his honor.

And here, over the portals of my fort, I shall cut in the stone the word which is to be my beacon and my banner. The word which will not die, should we all perish in battle. The word which can never die on this earth, for it is the heart of it and the meaning and the glory.

The sacred word:

EGO



(Ayn Rand, "Anthem")

Soltas, 1

"o que me faz confusão é uma certa sociedade querer opinar sobre o destino de um embrião mas depois está-se nas tintas para a criança"


pior é serem capazes de dizer "só é util se for desejado, nós os senhores da verdade colectiva vaticinamos que se nao for desejado vai ser um inferno, a sua vida!"
Como confiar num Estado que encerra maternidades e financia clínicas de aborto?
ha bocado li um comentario num blog que sumariza bem a estupidez das maiorias:

"se os defensores do nao consideram um embriao um ser vivo isso é problema deles"

ora o ser pusilânime que escreveu isso devia ser electrocutado sem delongas.

2.2.07

Não é uma questão. São quatro.

Despenalização? Sim.
Opção? Não.
10 semanas? Não.
Pago pelo Estado? Não.
Fere libenter homines id quod volunt credunt .
Contado quase em directo por um amigo e ex-colega.

Estava então o meu amigo ali a cortar o cabelo, no barbeiro da esquina, a um sábado, e entra um antigo colega seu da faculdade, todo engravatado, e com um ar de perfeito demente acerca-se dele com o rosto esbugalhado e diz,

"Épáatãohácatemposcanãoteviaeuagoratounaempresataletuoquéquetázafazerhã????"

Ao que o meu amigo respondeu,

"Estou a cortar o cabelo e depois vou com os putos ao cinema..."

Reza a lenda, ainda, que o outro gajo não percebeu a resposta.
O MNE diz que Kim Jong-nam não tem passaporte português, num tom a roçar o ultrajado. Parece que a notícia é vista, assim, como uma ofensa.

E se referendássemos qualquer coisa a propósito dessa notícia? Sei lá, podíamos argumentar que é uma violência sobre os orientais, e que ter regras de segurança cumpridas com bom rigor dá uma péssima imagem de Portugal, que assim passaria por uma país opressor e imperialista, tentando impor ao resto do mundo as suas convicções atávicas… Naaah, isto não seria imaginável… mesmo pela Ana Sá Lopes ou qualquer outra luminária do mesmo calibre… seria?

Oh meus amigos.
Como escreveu hoje Jacinto Lucas Pires,

Outra espécie de argumento consiste em dizer-se que o lado do "não" tenta impor as suas convicções a todos, ao passo que o do "sim" oferece a liberdade de escolha a cada um. A afirmação, que roça o antidemocrático, é inconsistente. Num referendo - por definição - escolhe-se. Não se trata de "impor" convicções a ninguém.
...
no plano político, esta parece-me das mais graves rendições da esquerda: a aceitação tácita de que o mundo, afinal, não é transformável e que, portanto, em nome da "falsa tolerância" de que falava Pasolini, o melhor é facilitar.

Não.

1.2.07

O post que se segue é uma manta de retalhos tecida com matéria-prima deste e daquele, blogs e amigos, temperada com o meu vinagre para enchimento à laia de trolha.



O argumento de que a lei não deve punir uma determinada conduta porque tal conduta não é moralmente sancionada pela maioria da comunidade é um bom argumento jurídico, mas totalmente irrelevante neste momento.

A comunidade também produziu um largo consenso acerca da necessidade de a questão se resolver mediante referendo (já que, em grande medida, o que se pretende é averiguar da vigência social da consulta anterior). Logo, a "consciência social maioritária" acha que a "consciência social maioritária" só será efectivamente conhecida com os resultados de dia 11.

O que dirão os defensores do "sim" que remetem para este argumento se o "não" vencer? Que o povo, estúpido como sempre, não sabe sequer que aquilo que pensa não é aquilo que pensa? Que a "consciência social maioritária" não sabe qual é a "consciência social maioritária"? Que mais valia que o povo descansasse e deixasse os destinos do país nas engenhosas e cuidadosas mãos do Daniel Oliveira?

Se o feto de 10 semanas é uma coisa, como diz Lídia Jorge, uma das sumidades intelectuais do Sim, e não um ser humano desde o momento da concepção, quando ocorre o momento mágico em que ele se transforma em vida humana? Que sinais podemos ter desse momento? Por exemplo, o ex-feto, olhar para o ecógrafo, esticar o polegar, e dizer, entre bolhas de líquido amniótico, «Já tenho sistema nervoso central»? E já agora, sendo coisa, será a ela que os poetas se referem quando falam na «coisa amada»?

Foi confrangedor ouvir os argumentos pelo SIM de Rui Rio ontem, na SIC - Notícias.
Rui Rio considera que a mãe aborta a pensar nos interesses do filho abortado. É um favor que a mãe lhe faz, portanto, a mãe defende o filho abortando-o e não o pondo neste mundo. E ele nem precisa de lhe agradecer.

Rui Rio afirmou até que diria à sua própria mãe que preferiria que ela tivesse abortado, acaso ela não o quisesse ter tido.

O que Rui Rio não compreende é que ele só poderia dizer isso à sua mãe se esta não o tivesse abortado pois se ela o tivesse abortado, Rui Rio não tinha possibilidade de lhe dizer coisa alguma, nem sequer lhe poderia agradecer a original defesa dos seus - de Rui Rio - interesses.

É por haver pessoas que pensam como Rui Rio, é por haver pessoas que não têm pudor de afirmar que estão a defender os interesses das crianças, ou dos embriões, eliminando-as, que o aborto a pedido NÃO pode passar. Com pessoas assim isto NÃO pode passar!

A pergunta do referendo no fundo engloba várias questões, o que a meu ver é grave porque baralha as coisas: 1 a despenalização das mulheres; 2 a despenalização de quem se dedica ao negócio (deste modo o aborto clandestino vai continuar e até aumentar porque muitas continuam sem querer dar o nome no Serviço Nacional de Saúde); 3 a liberalização total e absoluta do aborto até às 10 semanas sem necessidade de invocar quaisquer razões (o que torna as mulheres muito mais vulneráveis às pressões dos familiares e entidades patronais); 4 a obrigatoriedade do estado em financiar o aborto (em detrimento de outros tratamentos médicos à população em geral, que como sabemos já é muito mal servida).

Porque é que estou contra ? A questão fundamental é porque desde a concepção que está ali uma pessoa, seja ela perfeita ou não, seja ela desejada ou não. Não temos o direito de a matar em qualquer circunstância, no meu entender nem mesmo no caso de violação. Para mim o aborto só se devia praticar em caso de risco de vida para a mãe. O aborto também não é um método de contracepção. Não acredito que haja alguém que não saiba, hoje em dia, que pode engravidar se tiver relações sexuais. As pessoas arriscam e pensam que não vai acontecer com elas e assim continua a desresponsabilização.

No entanto sei que é impossível impor esta posição, que seria a ideal, pois a maioria das pessoas vê as coisas do ponto de vista imediato.

O que acontece se o Não ganhar ? Mantém-se a lei actual que, embora como já disse, não seja para mim a lei ideal, é uma lei equilibrada.

Em primeiro lugar o que acontece às mulheres ? A lei actual prevê para as mulheres que praticam aborto a pena máxima de 3 anos. No entanto, apresenta várias excepcões: mal-formação do feto, violação, risco de vida para a mãe e risco de saúde incluindo a saúde psíquica, o que permite invocar um leque muito grande de razões. Uma mulher que neste quadro jurídico se proponha abortar falará do seu problema com os técnicos de saúde que na situação desejável a tentarão ajudar a ponderar. Nao tenho a certeza que isto funcione da melhor forma mas pelo menos é melhor do que fazer as coisas a despachar e sem qualquer reflexão.
O que tem acontecido às mulheres que praticam aborto clandestino ? À portuguesa, muito poucas foram julgadas e tanto quanto sei nenhuma foi incriminada. Portanto todo esse alarido à volta das mulheres é desproporcionado. A lei actual confere assim maior protecção ao feto.

O que acontece a quem se dedica ao negócio ? Aqui a lei actual tem mão pesada e a meu ver muito bem. Pois se as razões para provocar aborto legal são bastante abrangentes não se justifica o aborto ilegal. E as parteiras, essas sim, põem de facto em grande risco, se não a vida, pelo menos a saúde física e psíquica das mulheres.

Também não concordo que o Estado pague a quem fazer o aborto só porque sim.

A nossa lei actual é semelhante à que existe pelo menos em Espanha e Alemanha. A que se pretende aprovar que eu saiba não tem paralelo na Europa.

Eu também não consigo julgar uma mulher que pratique aborto. Se alguém viesse ter comigo com esse problema, tentaria demovê-la de fazê-lo e tentaria ajudá-la o mais possível. Se mesmo assim persistisse e o fizesse, nem por isso deixaria de lhe oferecer apoio e amizade. Esse caso nunca se me apresentou directamente. Provavelmente conheço algumas que o escondem de tudo e de todos porque particar aborto é mesmo uma coisa traumática. Por outro lado, conheço várias mães solteiras que tiveram a coragem de continuar com as suas gravidezes e nenhuma se arrependeu, por mais difícil que tenha sido a situação. Todas estão contentes com as suas crianças, mesmo que actualmente a vida lhes seja difícil. Uma parte delas casou com outros homens que perfilharam as crianças como suas.

A vida tem muito mais saídas que a morte, que é irremediável.



Apetece-me desmontar o argumento do "eu confio na mulher, que não faz um aborto levianamente, por isso voto sim".

É tão simples que chateia.

Não faz? Qual mulher? Esta? E quanto àquela? Estão dentro da cabecinha de todas as mulheres? Conhecem a realidade fora dos gabinetes e do carrinho com ar condicionado? Confiarão igualmente que mulher alguma deitaria crianças no caixote do lixo, claro. E uma prostituta, uma drogada, ou uma assassina são todas vítimas da sociedade. Todos e todas, umas vítimas.

Despenalizem então a cópia "ilegal" de música; proíbam a SportTV de cobrar o fornecimento do serviço; legalizem o consumo de drogas, duras e leves; acabem com o limite de alcoolemia ao volante; vão-se todos, e todas, para a origem, para quem não vos abortou, e deixem-se lá estar.

Portugal ao mesmo nível da América Latina, nos salários, credibilidade e tolerância!

01.02.2007 - 09h04 PUBLICO.PT

Kim Jong-nam, o filho mais velho do líder norte-coreano, vive em Macau e tem passaporte português, avança a cadeia de televisão sul-coreana YTN.

...

Em 2001, sabe-se que foi deportado do Japão por ter entrado no país com um passaporte falso da República Dominicana. Na altura, Kim Jong-nam justificou-se, dizendo que estava apenas a tentar visitar a Disneylândia de Tóquio. O jornal South China Morning Post, de Hong Kong, afirma também que Kim Jong-nam viaja com passaportes de Portugal e da República Dominicana.


Sabe-se ainda que os salários auferidos por uma população são, de acordo com Manuel Pinho, directamente proporcionais à competitividade, mesmo num mundo infoglobalizado, onde o teletrabalho e a deslocalização já são endémicos há quase uma década.

Não importa que um Finlandês, para um custo de vida pouco superior no cabaz de compras essencial e com uma protecção social INCOMPARÁVEL COM A OFERECIDA EM PORTUGAL, por um lado aufira no mínimo o triplo de um português, e por outro NÃO GASTE metade sequer com a saúde, educação, consumo energético e comunicações.

É pá, façam-me um favor, ganhem vergonha e arrumem de vez com a fantochada das eleições.






There's colors on the street
Red, white and blue
People shufflin' their feet
People sleepin' in their shoes
But there's a warnin' sign on the road ahead
There's a lot of people sayin' we'd be better off dead
Don't feel like Satan, but I am to them
So I try to forget it, any way I can.

Keep on rockin' in the free world,
Keep on rockin' in the free world
Keep on rockin' in the free world,
Keep on rockin' in the free world.

I see a woman in the night
With a baby in her hand
Under an old street light
Near a garbage can
Now she puts the kid away, and she's gone to get a hit
She hates her life, and what she's done to it
There's one more kid that will never go to school
Never get to fall in love, never get to be cool.

Keep on rockin' in the free world,
Keep on rockin' in the free world
Keep on rockin' in the free world,
Keep on rockin' in the free world.

We got a thousand points of light
For the homeless man
We got a kinder, gentler,
Machine gun hand
We got department stores and toilet paper
Got styrofoam boxes for the ozone layer
Got a man of the people, says keep hope alive
Got fuel to burn, got roads to drive.

Keep on rockin' in the free world,
Keep on rockin' in the free world
Keep on rockin' in the free world,
Keep on rockin' in the free world.








31.1.07

Advogado: 50€/30 min
Dentista: 60€/h
Mecânico: 35€/h
Electricista: 30€/h
Pedreiro: 25€/h
Ladrilhador: 25€/h

Explicador:8-15€/h

Lava-escadas:8€/h (deveria ter escrito "técnico de higiene de espaços colectivos")

Já não há alunos em alguns cursos do ensino superior, o que quer dizer que brevemente deixará de haver um número proporcional de professores. Por outro lado, o sistema de ensino está feito para fomentar o autismo, e como boa parte dos actuais professores saíu do sistema tal como ele se encontra, grassa o erro, a falta de rigor e claro o autismo.

A taxa de retenção e desistência no 12.º ano subiu quase 20 por cento entre 1994 e 2004, passando de 29,6 por cento para 49,4 por cento. A introdução dos exames nacionais obrigatórios para conclusão do Secundário e ingresso no Superior, em 1996, fez disparar o número de chumbos no 12.º. No mesmo período de tempo, apenas no 1.º Ciclo se registou uma quebra na taxa de retenção ou desistência.

O professor de apoio ao ensino ("explicador") é assim estrutural para colmatar os buracos deixados pelas azelhices da srª Ministra, e para garantir a constância do tacho aos srs. catedráticos.

Dignifique-se.
A resposta do Humberto é um trem de cozinha...


O secretário de Estado do Ambiente Humberto Rosa admitiu hoje criar uma nova comissão de alterações climáticas, envolvendo membros da sociedade civil e responsáveis da indústria.

Humberto Rosa falava na abertura da conferência inaugural do projecto Fórum Português Pós-Quioto e acrescentou que uma comissão deste género poderia aproveitar sinergias com o fórum para avaliar a problemática da redução dos gases com efeito de estufa, a partir de 2012, quando termina o actual Protocolo.

O governante afirmou que esta comissão iria contar com membros exteriores à administração pública, como responsáveis da indústria e membros da sociedade civil, devendo a proposta ser apresentada numa das próximas reuniões da Comissão para as Alterações Climáticas (CAC).

A CAC, criada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 72/98, é a autoridade nacional designada para os mecanismos de flexibilidade do Protocolo de Quioto (comércio de licenças de emissão, implementação conjunta e mecanismo de dese
nvolvimento limpo).
Árstíðir dauðans

Verður sumar,
verður haust,
verður vetur,
verður vor?
Verður rigning,
verður rok,
verður sólskin,
verður snjór?
Verður dagur,
verður nótt,
verður morgun,
verður kvöld?
Verð ég ungur,
verð ég gamall?
Munuð þið syrgja mig og gráta
þegar ég dey?
Eða verðið þið þá þegar dauð?

-Guðmundur Óli Pálmason
Ouço habitualmente uma estação de rádio cá da praça entre as 08:15 e as 08: 45, à medida que conduzo. Produz-me um efeito consideravelmente hilariante, em particular a audição dos boletins relativos à abertura da Bolsa de Valores - mas não só, também reconheço o valor, equiparado a três inalações profundas de óxido nitroso, dos informativos horários que abrem com notícias da pseudo-bola ou com a última alarvidade do cacique do Funchal.
No tocante à Bolsa sou levado ao limiar da convulsão quando dia após dia os deslumbrados comentadores, fresquinhos e ainda verdes com apenas 5 ou 10 anos com a canga corporativa azul-escura à volta da traqueia, ululam histéricos a celebração de "mais um dia em que o PSI20 abre forte em terreno positivo, a ganhar 0.02% [sic, sic, sic]" e daí rebolam desfiladeiro abaixo, em exercícios de onanismo analítico capazes de reduzir um qualquer ibn Sabbah à sua expressão mais simples.
Contudo, esta manhã o absurdo conheceu (no sentido bíblico do termo) caminhos onde nunca anteriormente nenhum homem havia ousado ir... o comentador de serviço declarou, pomposamente, no preciso instante em que o meu carro parava num semáforo, "que as bolsas europeias estão em terreno negativo, exceptuando o PSI20 que se aguenta, e só está a perder -0.02%"...
Como diz? :)
Eu repito, ok, ok, ok, eu repito.
Se ganha 0.02%, está forte, pujante, robusto, um ícone de solidez, o próprio avatar da prosperidade, sem dúvida impulsionado pela troca de papéis da Indústria de Torradeiras de Mafra ou outra luminária que tal; se em simetria perde 0.02% não se pode perder o sturm und drang histérico, faça-se o acto de uniformização, está neutro, aguenta-se, já não perde como os outros.
Provincianismo, ilusão e perigo, muito perigo.

30.1.07

Imaginemos que preciso de um dentista. Por acaso tenho um elemento no meu agregado familiar (estendido...) com ADSE, o que já não é mau. Ligo para a Clínica de Stº António, porque no SNS só para Junho ou Julho. Por acaso uso o Skype para fazer a chamada, o que já não é mau. Toca durante 38 minutos. Informam-me que devia ter ligado ontem, que era a última segunda-feira do mês - mas eu liguei... ou melhor tentei... depois tive que ir trabalhar, explico. Ah, mas agora já está tudo marcado para Fevereiro, só mesmo na última segunda-feira de Fevereiro (se calhar como é Carnaval devem dizer-me, no próprio dia, que devia ter ligado na sexta-feira anterior, querem os leitores apostar?) e se calhar só indo lá pessoalmente!, porque fica logo tudo cheio na primeira hora... o que já não é mau.

É de um país onde há eleições (e votantes!) todos os anos ter um SNS que não cumpre a provisão mais básica dos eleitores-contribuintes, e uma matilha de privados com este comportamento?

O primeiro que me vier dizer que alguma coisa está a mudar e que é preciso esforço, mando-o logo bardamerda consultar os inexistentes relatórios e contas da AR.

29.1.07

Ministro da Saúde "orgulhoso" por não abrir inquérito ao caso de Odemira
19.01.2007 - 12h42 Lusa

O ministro da Saúde afirmou-se "orgulhoso" da sua decisão de não instaurar um inquérito ao acidente em Odemira e reiterou a confiança no atendimento prestado pelos serviços de socorro.

...

Confrontado com as críticas (de ontem) dos deputados da Comissão de Saúde à sua actuação após o acidente em Odemira, o ministro disse que se recusou a abrir um inquérito porque "isso mais não seria do que encanar a perna à rã".

"Estou convencido, com base nas informações que me foram prestadas pelos serviços envolvidos na operação de socorro, apoiadas em pareceres de especialistas na área, de que foram tomadas as medidas mais adequadas", disse.

Aos profissionais presentes na cerimónia, António Correia de Campos garantiu o seu apoio: "Contem comigo para vos defender, mas não para utilizações demagógicas de temas como este".

No passado dia 8, um homem sofreu ferimentos graves devido a um acidente rodoviário na zona de Odemira, no distrito de Beja, e só deu entrada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, quase sete horas após terem sido accionados os primeiros meios de socorro. A vítima faleceu quatro dias depois no mesmo estabelecimento hospitalar.


(ouvido na rua)

Um destes dias em Stª Maria os laranjas tinham 7h30 de tempo previsto de espera.



Bombeiros vão pedir inquérito sobre incêndio em Cascais
29.01.2007 - 14h42 Lusa

A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais vai pedir ao Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) que realize um inquérito sobre o incêndio que ontem vitimou duas pessoas na Freguesia de São Domingos de Rana, no concelho de Cascais.

...

Questionado sobre uma eventual incompatibilidade entre as mangueiras dos bombeiros e equipamentos como as bocas-de-incêndio, Fernando Curto disse ser uma situação que se verifica não só em Cascais, mas também noutros municípios.

O responsável afirmou que muitas vezes, quando os Serviços Municipalizados alteram os ramais de água, os bombeiros não são consultados para emitir um parecer sobre a compatibilidade dos equipamentos municipais com o socorro a incêndios.

"Queremos que o SNBPC se obrigue a fazer um inquérito a tudo isso", disse Fernando Curto, acrescentando que normalmente os bombeiros acabam por fazer adaptações quando os sistemas não são compatíveis.

O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais defendeu também que além do equipamento e dos autotanques se deslocarem com água para os locais de incêndio é necessária pressão na rede pública para reabastecimento das viaturas, o que por vezes não existe. "Por vezes a pressão da rede de água municipal é tão fraca que temos dificuldade em abastecer as viaturas e fazer chegar a água a um segundo ou terceiro andar", afirmou, exemplificando que em Lisboa, muitas vezes, o Regimento de Sapadores Bombeiros pede à EPAL para aumentar a pressão durante o combate a um fogo.

"Os bombeiros levam água para um incêndio, como levaram neste caso, mas não dá para muito e têm obrigatoriamente de fazer uma ligação à rede. Tem de haver um circuito assegurado", explicou. De acordo com Fernando Curto, o SNBPC já tem equipas constituídas para fazer essa análise.

"Isto é o meu dia-a-dia, há muitos casos que não chegam à comunicação social. É preciso aprofundar isto porque os bombeiros estão sempre a levar tareia", desabafou Fernando Curto, em reacção às críticas sobre a actuação dos bombeiros.

O incêndio deflagrou às 16h00 de ontem num rés-do-chão do Bairro 25 de Abril, na localidade de Abóbada, e provocou a morte a duas mulheres.



QUEM É QUE PAGA ISTO?