Fico com a sensação que o PS foi preguiçoso, deixou-se arrastar pelo estilo festivo e mediático, mas ao mesmo tempo vazio, de uma esquerda mais dogmática, convencido que bastaria acenar com a "tese penal" para que os portugueses corressem atrás do "Sim". Só que, passado o brilho dos foguetes, ficou claro que em Portugal, por aborto, só há mulheres algemadas e presas nos tempos de antena do Bloco de Esquerda, e que a previsão criminal, nos termos em que ela se assume, sendo desajustada, acaba por ser, friso, para boa parte do eleitorado, uma questão menor face às causas do aborto, aquelas que verdadeiramente são fonte de preocupação: a pobreza, a ignorância, as dificuldades que os jovens têm hoje em formar família, a ansiedade e o medo no futuro, o machismo que reprime as mulheres e as condena a soluções que contrariam a sua vontade. Questões para as quais o poder político não foi – nem tem sido – capaz de conjugar respostas.
When I hear music, I fear no danger. I am invulnerable. I see no foe. I am related to the earliest times, and to the latest.
- Henry David Thoreau -
Condensing fact from the vapor of nuance since 2003
7.2.07
Fico com a sensação que o PS foi preguiçoso, deixou-se arrastar pelo estilo festivo e mediático, mas ao mesmo tempo vazio, de uma esquerda mais dogmática, convencido que bastaria acenar com a "tese penal" para que os portugueses corressem atrás do "Sim". Só que, passado o brilho dos foguetes, ficou claro que em Portugal, por aborto, só há mulheres algemadas e presas nos tempos de antena do Bloco de Esquerda, e que a previsão criminal, nos termos em que ela se assume, sendo desajustada, acaba por ser, friso, para boa parte do eleitorado, uma questão menor face às causas do aborto, aquelas que verdadeiramente são fonte de preocupação: a pobreza, a ignorância, as dificuldades que os jovens têm hoje em formar família, a ansiedade e o medo no futuro, o machismo que reprime as mulheres e as condena a soluções que contrariam a sua vontade. Questões para as quais o poder político não foi – nem tem sido – capaz de conjugar respostas.
6.2.07
Carlos Osório, aqui.
5.2.07
"Tenho acompanhado o debate do aborto e os argumentos de ambos os lados. O problema é difícil e mexe com as nossas convicções mais profundas. Com o referendo já este domingo, aqui ficam as três razões essenciais do meu “Não”.
A primeira razão é política. Começo por dizer que simpatizo com o argumento liberal de que o aborto é um assunto da mulher e que, por isso, o Estado não deveria envolver-se na questão. Acontece, porém, que ao contrário de outros temas onde a liberdade individual deve ser soberana, no aborto existe uma outra realidade a que não podemos fugir. Como disse Norberto Bobbio, “No caso do aborto há “outro” no corpo da mulher. O suicida dispõe da sua própria vida. Com o aborto dispõe-se de uma vida alheia”.
Pesando pois os valores fundamentais que estão em causa no problema do aborto voluntário - a liberdade de escolha da mãe e o direito à vida do feto - não posso deixar de optar pelo direito à vida. Amo a liberdade e defendo que o Estado não deve olhar pelo “buraco da fechadura”, mas neste caso a situação é distinta. Não está apenas em causa a “esfera privada” da mulher, pois existe um outro ser que precisa de ser protegido. Bem sei que, de modo geral, a mulher não abortaria por motivos fúteis. Mesmo assim não faz sentido que ela possa decidir sobre a vida do “outro” que leva dentro de si. Isso seria negar o mínimo de dignidade à vida intra-uterina.
A segunda razão é jurídica. Na pergunta do referendo está mais em causa do que uma mera despenalização do aborto, o que já acontece na lei actual em quatro situações (perigo para a vida ou para a saúde da mulher, malformação do feto, doença grave e incurável do feto ou gravidez resultante de violação, art. 142.º C.Penal). Por isso, quem defenda uma posição equilibrada já a pode encontrar na lei actual, não na liberalização do aborto até às dez semanas. Essa alteração obrigaria o Estado a organizar-se para garantir o “aborto a pedido” nos hospitais ou clínicas privadas. Por isso, aqueles muitos daqueles que são contra a penalização das mulheres não aceitarão que o Estado colabore e financie a prática do aborto.
O sistema jurídico deve ser coerente e enviar os sinais correctos para a sociedade (função pedagógica e de prevenção geral da lei). Por isso, apesar de tudo, o aborto deve manter-se como crime. A tendência recente do direito português vai no sentido do agravamento das penas, veja-se o direito rodoviário ou os crimes contra o ambiente. Qual o sentido de ser crime fazer um ‘download’ de uma música ou destruir ovos de cegonha, mas não destruir um feto com dez semanas?
A lei portuguesa permite distinguir o “erro” da pessoa que erra, conciliando firmeza na condenação da conduta, com compreensão para com aquele que a pratica. Só os juízes o podem fazer, tendo em atenção as circunstâncias atenuantes. Desconfio pois da argumentação algo “populista” que coloca em causa a legitimidade dos tribunais para aplicar a lei. Recordo que há mais de 30 anos nenhuma mulher é presa por ter abortado e que a enorme maioria nem sequer chega a ir a tribunal. E não se diga que a lei não é aplicada, esquecendo que a importância da lei está no “dever ser” que impõe à sociedade e não na aplicação de sanções (último recurso).
Note-se, ainda, que esta alteração legislativa não resolveria os “julgamentos” ou o aborto clandestino que, infelizmente, continuaria depois das 10 semanas ou fora dos “estabelecimentos autorizados”. O combate ao aborto clandestino não se faz pela legalização, mas sim apoiando seriamente a mulher grávida dando-lhe outras opções que lhe permitam manter a vida que leva dentro de si.
A terceira razão é existencial, talvez por isso mais fácil de explicar. Vi uma ecografia em três dimensões de um feto às 10 semanas. Foi uma experiência muito forte, onde observei o movimento das mãos e dos braços e ouvi o batimento do coração. Desde esse momento fiquei com a convicção profunda deque ali está “alguém” como eu. Aquele ser pode ser mais ou menos “desejado”, mas é único e irrepetível. Apesar de não ter voz para gritar merece ser protegido.
Depois de ouvir os argumentos do “sim” sobre a humilhação da mulher exposta a ser julgada, tenho de concluir que a maior das “humilhações” seria a do feto a quem não se reconhece a existência e o direito a viver."
Um grupo de pessoas passeia-se perto de um precipício. A certa altura, a pessoa X desiquilibra-se desequilibra-se, cai e agarra-se à pessoa Y de tal forma que fica dependente dessa para sobreviver. Se a pessoa Y resolver conscientemente largar a pessoa X, deverá ser punida criminalmente por isso?
a) Não, porque a pessoa Y não estava consciente que ao passear pelo precipício lhe poderia acontecer aquilo e, além disso, é dona do seu corpo e deve ser livre de fazer o que quiser com ele.
b) Não, mas apenas se a largar até 10 segundos após ter sido agarrada.
c) Sim, excepto no caso em que por agarrar a pessoa X, a vida da pessoa Y fique em perigo.
d) Sim, excepto se a pessoa Y tiver uma deficiência grave ou fôr mesmo muito feia (certamente não valeria a pena viver nesse caso, provavelmente até se suicidou, coitada...)
e) Sim, em todos os casos.
Novembro, 1975
"There is a grave danger - the poet and scholar warns us - that threatens the Radical Party just because it is responsible for great victories in gaining civil rights. A new left-wing conformism is ready to appropriate your battle for civil rights "creating a contest of false tolerance and false laicism". It is precisely the Radical culture of civil rights, the Reform, the protection of minorities that will be used by intellectuals of the system as a violent and oppressive terrorist force. In brief, power is on the point of assuming intellectual progressists as its own clerics. Pasolini's premonition came true, not only in Italy, but in the rest of western society where, precisely in the name of progressism and modernism, a new class of totalizing and transformist power was affirmed, certainly more dangerous than the traditional conservative classes. Against all this - Pasolini concluded, I believe that you should do nothing but continue simply to be yourselves: which implies continuing to be unrecognisable. Forget your great triumphs immediately and continue unperturbed, obstinate, eternally contrary, to claim, to want, to identify yourselves with the different, to scandalize, to blaspheme."
"Estou porém traumatizado pela legalização do aborto, porque a considero, como muitos, uma legalização do homicídio. Nos sonhos e no comportamento quotidiano - coisa comum a todos os homens - eu vivo a minha vida pré-natal, a minha feliz imersão nas águas maternas: sei que já lá eu existia. Limito-me a dizer isto porque, a propósito do aborto, tenho coisas mais urgentes a dizer. Que a vida é sagrada é óbvio; é um princípio ainda mais forte do que qualquer princípio da democracia, e é inútil repeti-lo."
"Não há nenhuma boa razão prática que justifique a supressão de um ser humano, mesmo que seja nos primeiros estádios da sua evolução. Eu sei que em nenhum outro fenómeno da existência há tão furiosa, tão total e essencial vontade de vida como no feto. A sua ânsia de realizar as suas potencialidades, percorrendo fulminantemente a história do género humano, tem algo de irresistível e por isso de absoluto e de jubiloso. Mesmo que depois nasça um imbecil".
Já repararam que um par de estaladas está sujeito a pena de prisão até 3 anos?
Quantas estaladas são dadas por ano em Portugal?
Quantas delas resultam em penas de prisão? As poucas que resultam em tribunal devem provavelmente acabar em… pena suspensa. Humm … como o Aborto.
Bem, é a “tal” questão.
É crime?
Sim.
Acontece-me alguma coisa?
Nada.Talvez uma campanha pela despenalização da estalada?
A dramatização feita pelo "Sim" sobre o estatuto de "Criminoso" e a "Pena de Prisão" é na verdade, um pouco ridícula.
E já agora, mudando de assunto ou talvez não. Proponho modestamente um argumento para os Gatos Fedorentos a propósito da actividade de fumar.
Então fumar é crime?
Não.
Então posso fumar?
Não.
Mesmo no meu Restaurante?
Não.
Mas é crime?
Não.
E tenho uma pena se o praticar?
Sim.
4.2.07
Sócrates recusou, com a prepotência fleumática que o caracteriza e que granjeou a admiração das camadas mais imediatistas da população votante (45% de 50%, portanto 22.5% da malta que anda por aí, o que não chegaria para mandatar alguém, com seriedade, mas que em Portugal passa por maioria absoluta indiscutível, decerto a bem do progresso - que é como sabemos um método colectivo...)
(Manuel de Lucena, que se posiciona do lado do "sim"; só lhe falta um bocadinho, mais um esforço e verá o resto da verdade)
At first, man was enslaved by the gods. But he broke their chains. Then he was enslaved by the kings. But he broke their chains. He was enslaved by his birth, by his kin, by his race. But he broke their chains. He declared to all his brothers that a man has rights which neither god nor king nor other men can take away from him, no matter what their number, for his is the right of man, and there is no right on earth above this right. And he stood on the threshold of freedom for which the blood of the centuries behind him had been spilled.
But then he gave up all he had won, and fell lower than his savage beginning.
What brought it to pass? What disaster took their reason away from men? What whip lashed them to their knees in shame and submission? The worship of the word "We."
...
Here, on this mountain, I and my sons and my chosen friends shall build our new land and our fort. And it will become as the heart of the earth, lost and hidden at first, but beating, beating louder each day. And word of it will reach every corner of the earth. And the roads of the world will become as veins which will carry the best of the world's blood to my threshold. And all my brothers, and the Councils of my brothers, will hear of it, but they will be impotent against me. And the day will come when I shall break the chains of the earth, and raze the cities of the enslaved, and my home will become the capital of a world where each man will be free to exist for his own sake.
For the coming of that day I shall fight, I and my sons and my chosen friends. For the freedom of Man. For his rights. For his life. For his honor.
And here, over the portals of my fort, I shall cut in the stone the word which is to be my beacon and my banner. The word which will not die, should we all perish in battle. The word which can never die on this earth, for it is the heart of it and the meaning and the glory.
The sacred word:
EGO
(Ayn Rand, "Anthem")
Soltas, 1
2.2.07
Estava então o meu amigo ali a cortar o cabelo, no barbeiro da esquina, a um sábado, e entra um antigo colega seu da faculdade, todo engravatado, e com um ar de perfeito demente acerca-se dele com o rosto esbugalhado e diz,
"Épáatãohácatemposcanãoteviaeuagoratounaempresataletuoquéquetázafazerhã????"
Ao que o meu amigo respondeu,
"Estou a cortar o cabelo e depois vou com os putos ao cinema..."
Reza a lenda, ainda, que o outro gajo não percebeu a resposta.
E se referendássemos qualquer coisa a propósito dessa notícia? Sei lá, podíamos argumentar que é uma violência sobre os orientais, e que ter regras de segurança cumpridas com bom rigor dá uma péssima imagem de Portugal, que assim passaria por uma país opressor e imperialista, tentando impor ao resto do mundo as suas convicções atávicas… Naaah, isto não seria imaginável… mesmo pela Ana Sá Lopes ou qualquer outra luminária do mesmo calibre… seria?
Oh meus amigos.
Outra espécie de argumento consiste em dizer-se que o lado do "não" tenta impor as suas convicções a todos, ao passo que o do "sim" oferece a liberdade de escolha a cada um. A afirmação, que roça o antidemocrático, é inconsistente. Num referendo - por definição - escolhe-se. Não se trata de "impor" convicções a ninguém.
...
no plano político, esta parece-me das mais graves rendições da esquerda: a aceitação tácita de que o mundo, afinal, não é transformável e que, portanto, em nome da "falsa tolerância" de que falava Pasolini, o melhor é facilitar.
Não.
1.2.07
O argumento de que a lei não deve punir uma determinada conduta porque tal conduta não é moralmente sancionada pela maioria da comunidade é um bom argumento jurídico, mas totalmente irrelevante neste momento.
Se o feto de 10 semanas é uma coisa, como diz Lídia Jorge, uma das sumidades intelectuais do Sim, e não um ser humano desde o momento da concepção, quando ocorre o momento mágico em que ele se transforma em vida humana? Que sinais podemos ter desse momento? Por exemplo, o ex-feto, olhar para o ecógrafo, esticar o polegar, e dizer, entre bolhas de líquido amniótico, «Já tenho sistema nervoso central»? E já agora, sendo coisa, será a ela que os poetas se referem quando falam na «coisa amada»?
Foi confrangedor ouvir os argumentos pelo SIM de Rui Rio ontem, na SIC - Notícias.
Rui Rio considera que a mãe aborta a pensar nos interesses do filho abortado. É um favor que a mãe lhe faz, portanto, a mãe defende o filho abortando-o e não o pondo neste mundo. E ele nem precisa de lhe agradecer.
Rui Rio afirmou até que diria à sua própria mãe que preferiria que ela tivesse abortado, acaso ela não o quisesse ter tido.
O que Rui Rio não compreende é que ele só poderia dizer isso à sua mãe se esta não o tivesse abortado pois se ela o tivesse abortado, Rui Rio não tinha possibilidade de lhe dizer coisa alguma, nem sequer lhe poderia agradecer a original defesa dos seus - de Rui Rio - interesses.
É por haver pessoas que pensam como Rui Rio, é por haver pessoas que não têm pudor de afirmar que estão a defender os interesses das crianças, ou dos embriões, eliminando-as, que o aborto a pedido NÃO pode passar. Com pessoas assim isto NÃO pode passar!
No entanto sei que é impossível impor esta posição, que seria a ideal, pois a maioria das pessoas vê as coisas do ponto de vista imediato.
O que acontece se o Não ganhar ? Mantém-se a lei actual que, embora como já disse, não seja para mim a lei ideal, é uma lei equilibrada.
Em primeiro lugar o que acontece às mulheres ? A lei actual prevê para as mulheres que praticam aborto a pena máxima de 3 anos. No entanto, apresenta várias excepcões: mal-formação do feto, violação, risco de vida para a mãe e risco de saúde incluindo a saúde psíquica, o que permite invocar um leque muito grande de razões. Uma mulher que neste quadro jurídico se proponha abortar falará do seu problema com os técnicos de saúde que na situação desejável a tentarão ajudar a ponderar. Nao tenho a certeza que isto funcione da melhor forma mas pelo menos é melhor do que fazer as coisas a despachar e sem qualquer reflexão.
O que tem acontecido às mulheres que praticam aborto clandestino ? À portuguesa, muito poucas foram julgadas e tanto quanto sei nenhuma foi incriminada. Portanto todo esse alarido à volta das mulheres é desproporcionado. A lei actual confere assim maior protecção ao feto.
O que acontece a quem se dedica ao negócio ? Aqui a lei actual tem mão pesada e a meu ver muito bem. Pois se as razões para provocar aborto legal são bastante abrangentes não se justifica o aborto ilegal. E as parteiras, essas sim, põem de facto em grande risco, se não a vida, pelo menos a saúde física e psíquica das mulheres.
Também não concordo que o Estado pague a quem fazer o aborto só porque sim.
A nossa lei actual é semelhante à que existe pelo menos em Espanha e Alemanha. A que se pretende aprovar que eu saiba não tem paralelo na Europa.
Eu também não consigo julgar uma mulher que pratique aborto. Se alguém viesse ter comigo com esse problema, tentaria demovê-la de fazê-lo e tentaria ajudá-la o mais possível. Se mesmo assim persistisse e o fizesse, nem por isso deixaria de lhe oferecer apoio e amizade. Esse caso nunca se me apresentou directamente. Provavelmente conheço algumas que o escondem de tudo e de todos porque particar aborto é mesmo uma coisa traumática. Por outro lado, conheço várias mães solteiras que tiveram a coragem de continuar com as suas gravidezes e nenhuma se arrependeu, por mais difícil que tenha sido a situação. Todas estão contentes com as suas crianças, mesmo que actualmente a vida lhes seja difícil. Uma parte delas casou com outros homens que perfilharam as crianças como suas.
A vida tem muito mais saídas que a morte, que é irremediável.
É tão simples que chateia.
Não faz? Qual mulher? Esta? E quanto àquela? Estão dentro da cabecinha de todas as mulheres? Conhecem a realidade fora dos gabinetes e do carrinho com ar condicionado? Confiarão igualmente que mulher alguma deitaria crianças no caixote do lixo, claro. E uma prostituta, uma drogada, ou uma assassina são todas vítimas da sociedade. Todos e todas, umas vítimas.
Despenalizem então a cópia "ilegal" de música; proíbam a SportTV de cobrar o fornecimento do serviço; legalizem o consumo de drogas, duras e leves; acabem com o limite de alcoolemia ao volante; vão-se todos, e todas, para a origem, para quem não vos abortou, e deixem-se lá estar.
Portugal ao mesmo nível da América Latina, nos salários, credibilidade e tolerância!
Kim Jong-nam, o filho mais velho do líder norte-coreano, vive em Macau e tem passaporte português, avança a cadeia de televisão sul-coreana YTN.
...
Em 2001, sabe-se que foi deportado do Japão por ter entrado no país com um passaporte falso da República Dominicana. Na altura, Kim Jong-nam justificou-se, dizendo que estava apenas a tentar visitar a Disneylândia de Tóquio. O jornal South China Morning Post, de Hong Kong, afirma também que Kim Jong-nam viaja com passaportes de Portugal e da República Dominicana.
Sabe-se ainda que os salários auferidos por uma população são, de acordo com Manuel Pinho, directamente proporcionais à competitividade, mesmo num mundo infoglobalizado, onde o teletrabalho e a deslocalização já são endémicos há quase uma década.
Não importa que um Finlandês, para um custo de vida pouco superior no cabaz de compras essencial e com uma protecção social INCOMPARÁVEL COM A OFERECIDA EM PORTUGAL, por um lado aufira no mínimo o triplo de um português, e por outro NÃO GASTE metade sequer com a saúde, educação, consumo energético e comunicações.
É pá, façam-me um favor, ganhem vergonha e arrumem de vez com a fantochada das eleições.

There's colors on the street
Red, white and blue
People shufflin' their feet
People sleepin' in their shoes
But there's a warnin' sign on the road ahead
There's a lot of people sayin' we'd be better off dead
Don't feel like Satan, but I am to them
So I try to forget it, any way I can.
Keep on rockin' in the free world,
Keep on rockin' in the free world
Keep on rockin' in the free world,
Keep on rockin' in the free world.
I see a woman in the night
With a baby in her hand
Under an old street light
Near a garbage can
Now she puts the kid away, and she's gone to get a hit
She hates her life, and what she's done to it
There's one more kid that will never go to school
Never get to fall in love, never get to be cool.
Keep on rockin' in the free world,
Keep on rockin' in the free world
Keep on rockin' in the free world,
Keep on rockin' in the free world.
We got a thousand points of light
For the homeless man
We got a kinder, gentler,
Machine gun hand
We got department stores and toilet paper
Got styrofoam boxes for the ozone layer
Got a man of the people, says keep hope alive
Got fuel to burn, got roads to drive.
Keep on rockin' in the free world,
Keep on rockin' in the free world
Keep on rockin' in the free world,
Keep on rockin' in the free world.

