28.2.07

Na TSF, ouvi hoje o jornalista responsável pelo boletim informativo das 09:00 frisar pelo menos três vezes que "o PSD acusa o governo de manipular a RTP, mas não apresenta provas".
Nunca ouvi jornalista algum na TSF dizer, por exemplo, que "o ministro da saúde propõe um modelo mais racional para as urgências, mas do qual não apresenta provas, mecanismos ou detalhes". Portanto, TSF, riscar. RTP, riscar. DN, riscar.
José Maria Martins escreveu hoje no seu blog (destaques meus, porque só me interessam essas partes) :


A primeira urgência é acabar com o Governo do PS.

Para isso temos a urgência de o PSD ser Oposição. O PSD tem de mudar de rumo. O Dr. Marques Mendes não tem estatura política para liderar o PSD.

Na Câmara de Lisboa o Dr. Marques Mendes está em perda. E isto é muito grave.Hipoteca o PSD.

O Governo do PS está a destruir o Serviço Nacional de Saúde.

O PS virou à direita. Para mim já está na extrema direita. Beneficia do facto de o Povo Português estar desesperado.Desorientado.

O Povo Português está nas lonas. Dos que estão em Portugal a maioria está dependente do Poder. Funcionários Públicos, aposentados, reformados, velhos, crianças. Os outros emigraram.

O desvario do Governo PS quanto ao fecho das urgências é a melhor prova do descalabro da política.

A cedência do Governo PS , nas urgências, só se deveu a uma coisa: O Primeiro Ministro deparou-se com manifestações junto das fronteiras. A repercussão no estrangeiro foi grande.
O Primeiro Ministro vai ser o Presidente do Conselho Europeu. Teve de inverter a marcha.

Percebeu que ficaria fragilizado internacionalmente.
Tentou o "negócio" com as Câmaras Municipais.
Os Presidentes de Câmara mesmo os do PSD cederam. Estão dependentes das suas populações, sabem os seus anseios, os seus problemas.

Mas esta situação não pode ser tratada de tão ânimo leve.Há valores mais altos que se levantam.

Esta miséria de politica prova que os portugueses têm de assumir a legitimidade democrática e correr com o Governo do PS do Poder. Um pronunciamento popular não deve ser descurado.

Para tanto o Povo tem de se revoltar. Tem de exercer os poderes de soberania. Desgastar o Governo.Exigir, fazer uma revolução das camélias como outros fizeram a de veludo.

A União Europeia não pode impedir. São questões de soberania e de Estado.

O PSD tem de ter militantes que assumam o risco e o dever de dar parte do seu tempo à coisa pública. É uma honra.

Os militantes do PSD não podem ser medrosos, a ponto de só se disponibilizarem perto das eleições.

A Política deve ser uma honra, a arte mais nobre da Polis.

(...)

27.2.07

Os Pros sem Contra

Fátima Campos Ferreira uma vez mais no papel de títere da Guilda dos Anestesistas.

Achei particularmente jocoso o mapa, o mapinha, a verde e a vermelho, que a FCF exibiu logo no início da segunda parte, com a missiva subliminar conexa "vêem? vêem? agora a câmara dos lordes diz que passa tudo a verde, e é só ficarmos todos calados, submissos e acagaçados que de repente tudo estará mesmo verde!" no mapa e na noosfera das próximas gerações...

Daqui por 25 anos farão um tálquexô sobre o mito do 25 de Abril, essa ficção da metempsicose que como todos sabemos, nunca aconteceu ("Vietnam never happened", Jello Biafra dixit) como o comprova o Estado de pleno Direito, oleado e cloud-nine-pink-perfume em que vivemos. Reductio ad absurdum, nenhum Estado assim poderia ser oriundo de uma revolução sem sangue...



AHA! Entretanto a esta hora tenho um erro no Blogger e somente por Edit consigo escrever isto.

"Uma maioria superior a dois terços está contra penas de prisão para mulheres que abortem mesmo depois do período previsto como legal no referendo (dez semanas). É o resultado de uma sondagem da Marktest para o DN e a TSF. Segundo esse estudo de opinião, 67,2 por cento dos inquiridos disseram não concordar com penas de prisão para quem abortar fora do prazo legal; 25,3 afirmaram, pelo contrário, estar de acordo com a manutenção de penas de prisão."

Claro. É a prova que faltava: a maioria dos humanos não vale um milímetro cúbico do ar que respira. Pulhas de merda.

26.2.07

É preciso que os avanços e recuos, a exemplo do que faz o Benny Hill da Saúde, não anestesiem quem tão bem se tem manifestado pela continuidade de uma vivência livre. Quanto mais tempo passa, mais impera a deriva (aparente) e quem ainda se lembra de qual é a sensação de pensar, vai morrendo, de velho, de entalado.

23.2.07

Faz hoje, Nuno, dezassete anos e uma série de dias que estupidamente partiste. Terias hoje o dobro daquela idade, e teria sido contigo que bebera este café, ou talvez campeasses por outras paragens, como entre o sonho e o medo todos fizemos. Não julgues que esqueci a ventosa na tua testa, da qual fugias aos uivos tentando segurar as gotas de sangue da borbulha espremida, nem o teu andar de marinheiro num navio prenhe de raparigas por descobrir. Tanto mais saltaria contigo pelos campos onde construiram prédios cor-de-rosa. Foste tu aquele cuja expressão guardei todos estes anos, não mais eternamente três acima dos teus, mudo perante a resposta ao teu inquérito: "mas tu sabes o que representa isso?", dito acerca de um pão esvaziado à manápula de todo o seu miolo; veio a resposta do Pixotas, que ainda hoje Nuno dezassete anos e muitos dias depois de teres ido eu guardo como um tesouro - "trinta e sete e quinhentos".
Correia de Campos fechou a maternidade do hospital de Elvas por não ter condições.

Correia de Campos coloca o hospital de Elvas à cabeça dos que irão fornecer abortos, por ter condições.

E se fosse para a puta que o pariu?
Mesmo a calhar um bocadinho do Daniel Filipe:

Por decisão governamental estão suspensas as liberdades individuais
a inviolabilidade do domicílio o habeas corpus o sigilo da correspondência
Em qualquer parte da cidade um homem e uma mulher amam-se ilegalmente
espreitam a rua pelo intervalo das persianas
beijam-se soluçam baixo e enfrentam a hostilidade nocturna


22.2.07

A primeira ideia que uma criança precisa ter é a da diferença entre o bem e mal. E a principal função do educador é cuidar para que ela não confunda o bem com a passividade e o mal com a actividade.

- Maria Montessori
Via Máquina Zero,

A Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI), cujo porta-voz é um tal Marc Leyenberger, veio a Lisboa apresentar um relatório. Como é próprio destes ajuntamento de débeis mentais, dizem patacoadas e imbecilidades sobre coisas que não conhecem. Ora imaginem então que os bacanos descobriram que “o acesso à educação e a estudos superiores (…) bem como a possibilidade de exercer uma actividade económica continuam problemáticos” para as comunidades ciganas.

...

Os ciganos, em Portugal, têm dificuldades em aceder à educação? Virgem Santíssima, os ciganos tiram os filhos da escola mal eles aprendem a ler e escrever! Casam as filhas aos 13, 14 anos! Esta Comissão Europeia é assim tão imbecil? Os ciganos em Portugal têm dificuldades no acesso á habitação? E se calhar nós, portugueses comuns, temos facilidades!


Subscrevo.
Por cá, chove. Quanto ao negócio, os cartazes derretem e talvez autocolantes sejam uma solução mais eficaz.

21.2.07

23.03.06

Paris Aflame with Student Riots

The city best known for romance and love is now the scene of violence and rioting, as protesting students threw Molotov cocktails and wielded baseball bats in Paris, reports The Sun Online. Fifty officers and ten civilians were injured, and more than 400 people were arrested, in riots over the nation's labor laws.

18.02.07

Manifestantes cortam ligação entre Valença e Espanha em protesto contra o encerramento das urgências hospitalares naquela cidade.

21.02.07

Manifestantes que protestam contra a desclassificação da urgência do Hospital de Chaves e contra o encerramento dos serviços de saúde de Vila Pouca de Aguiar bloquearam o transito, às 11h55, na Estrada Nacional 2, que liga a Espanha.

NÃO PODE O NORTE SÓZINHO SER O REDUTO DA LIBERDADE.




Exercício de Estudo do Meio, citado no Último Reduto:


Dois colegas de turma pretendem ser os responsáveis pela biblioteca da escola. As hipóteses são:

1) Andavam à bulha e quem ganhasse ficava responsável.
2) Havia uma votação.
3) Ganhava quem oferecesse mais doces aos colegas.
4) Era escolhido o mais inteligente.

A resposta certa era proceder a uma votação. Mesmo que ganhasse um incapaz, seria sempre uma vitória da democracia! O mais inteligente pode esperar.



E agora o que tenho a dizer sobre isto...

A opção 1 é claramente a do futuro.

A opção 2 levanta um problema, ou seja promove a demissão do professor (ou responsável, whatever) do cargo crucial de provedor da liberdade dos miúdos, ao preocupar-se mais com a sua "inserção" do que com a garantia de que vinguem como indivíduos, lúcidos e autónomos. Um homem diferencia-se dos restantes animais por poder mudar o rumo dos acontecimentos através do livre arbítrio.

A opção 3 é a do país real.

A opção 4 só tem uma pequeniiiiiina coisinha: QUEM é que escolhe o mais inteligente? Como sucede nas nossas eleições, quando a massa votante é estúpida, são eleitos os piores, Lógico como pagar impostos para sustentar chulos.
VPV escreveu n'O Espectro:

O Estado também aflige. Por favor, não tomem isto como propaganda política. Imaginem o Estado durante Salazar e Caetano. Existia a PIDE e a censura: e mil tiranetes por aqui e por ali. Não vale a pena repetir o óbvio. Em compensação, o Estado não queria mandar na vida de ninguém. Não proibia que se fumasse. Deixava o trânsito largamente entregue a si próprio. Não andava obcecado com a saúde e a segurança. Não regulava, não fiscalizava, não espremia o imposto até ao último tostão. Um indivíduo, pelo menos da classe média, passava anos sem encontrar o Estado: em Portugal, em Inglaterra, em Itália, na Europa. Acreditam que nunca voltei a sentir o espaço e a liberdade desse tempo?
Estou a "sentimentalizar", a "idealizar" uma realidade, no fundo, horrível? Não me parece. Escrever, por exemplo. Quando comecei a escrever, escrevia. Sob o peso da Ditadura, claro, e sob a pressão do conformismo marxista. De qualquer maneira, escrevia desprevenidamente. Agora, escrever é uma variante de pisar ovos. Os mestres do "correcto" vigiam, como nunca vigiaram os coronéis de Salazar. Até a sociedade portuguesa de repente acordou puritana. Cada cidadão, cada medíocre, cada engraçadinho pode esconder um polícia. Pior ainda: um delator e um explorador do escândalo. Os grandes crimes (como de resto os pequenos delitos) contra o corpo ou qualquer espécie de igualdade não se toleram, nem se desculpam. E, entretanto, o indivíduo morreu. Não fui feito para isto.

18.2.07



So here you are in your small little world
Kept up like a little precious virgin girl
To hear about your grace and your silly face
Wrapped up like a knot in a ball of shoelace
And every time I talk to you
It sounds like youre caught in a psychological flu

Dont ever let them see you cheat
Dont ever let them see you bleed
Dont ever let them shake your hand
Dont ever let them believe that scam

Chorus:
Skinny
And it will make you cry
Skinny
And if it makes you soft inside
Skinny
At least you will not die

And if you take a good look at them
All caught up in their graciousless win
Every sin is their seamless smile
Will go on for a countless while
And just because they think they won
It just means that the shit has just begun

Dont ever let them see you cheat
Dont ever let them see you beat
Dont ever let them shake your hand
Dont ever let them believe that scam

Chorus

Yeah skinny skinny huh

17.2.07

"In all social change, nothing ever turns out quite as predicted. Campaigners tend to believe, Pollyanna-like, that human nature is endlessly perfectable, and all will be solved when new laws are put in place. In truth, human nature is rather better described by Dr Johnson, who observed that: “Whatever is done easily will be done frequently.”"

ANJINHOS DO CARAÇAS!
Marília, soube hoje que morreste há 3 anos.

Senti-me atraído por ti, houve toda a electroquímica na curva do olhar, e soube-o tão bem como qualquer dos presentes.

Nunca te disse nada disto e já nem sequer a vida me deixava regressar ao talvez.

Mas espero voltar a ver-te.
Blue Ship

(Sullivan)

Isaac tied upon the bow searches for land
Milton's hands upon the wheel steering us on
Seventy souls upon the deck and may God save us all
The strange brotherhood of the blue ship

And Rolff watches over the edge counting the fishes
Lost upon the drifting tide and the pull of the moon
They said there's water running in all our veins as they cast us off
Pulled forever back and on, back and on
The strange brotherhood of the blue ship

There is no wind that I can feel
There is no place for us to be
Just the strange brotherhood of the blue ship

16.2.07

Na mesma semana...

António José Teixeira mantém a sua postura na questão do aborto.
António José Teixeira é demitido do DN porque "as vendas não subiam".

José António Barreiros abandona a defesa das vítimas casapianas.
José António Barreiros é apresentado por Paula Moura Pinheiro como convidado mais ou menos permanente de um novo programa na 2.

Carmona Rodrigues e Fontão de Carvalho entalados como que por bruxedo.
PS, galvanizado pela "vitória da liberdade", propõe eleições intercalares.

Tempestades de gelo isolam uma fatia bem larga dos US of A.
Cai granizo em Portugal inteiro e a temperatura desce 7 graus em hora e meia.

Coincidências my ass.

14.2.07

UNICEF RANKING

1. Netherlands
2. Sweden
3. Denmark
4. Finland
5. Spain
6. Switzerland
7. Norway
8. Italy
9. Ireland
10. Belgium
11. Germany
12 = Canada
12 = Greece
14. Poland
15. Czech Republic
16. France
17. Portugal
18. Austria
19. Hungary
20. U.S.
21 UK
O líder parlamentar socialista, Alberto Martins, afirmou esta terça-feira que não haverá aconselhamento obrigatório na lei para as mulheres que queiram abortar até às dez semanas, justificando que a medida seria uma imposição “à revelia do resultado do referendo”.

"A lei será feita na Assembleia da República nos exactos termos desse mandato. Ninguém fará a lei por nós”, frisou Alberto Martins na sessão de abertura das jornadas parlamentares do PS, em Óbidos, e acrescentou que "o período de reflexão será naturalmente curto".

O resultado da consulta de domingo foi “uma vitória do progresso e da modernidade, uma vitória do grupo parlamentar”, considerou, elogiando o secretário-geral do PS, José Sócrates, que assistia ao seu discurso.

Alberto Martins, um ex-militante do MES, assim uma espécie de Bloco de Esquerda dos anos setenta que inundou o PS a tempo de poder ocupar cargos electivos no Estado e a que também pertenceu o Dr. Sampaio, veio esclarecer o sentido da interpretação socialista do Sim ao aborto livre. Só o PS é que mexe na Lei, mais ninguém. Só o PS é que faz a Lei, mais ninguém. Ele é a Lei. A Lei é ele. Melhor afirmação do Estado absoluto, capturado por uma maioria absoluta arrogante, não há.