10.3.07

The Draconian Clock, #1

10/03/2007, 10km, corrida 60%.

Está sol, vento e liberdade.

Para quem não acompanhou as minhas recentes evoluções, contextualizo: comecei a mudar tudo.

Primeiro saí do esquema: rompi com a ilusão de pretensas necessidades e decepei a ramagem que me prendia ao ciclo vicioso corporativo, ou para-corporativo, dentro do qual a maioria dos indivíduos acaba por acreditar cegamente que a) não há outra forma de vida, b) essa é a menos má das formas de vida, ou c) não vale a pena pensar em formas de viver "senão ficamos malucos". Assim, hoje tenho menos 75% (3/4) de despesas do que tinha antes, e não almejo senão àquilo que tenho, no campo do material.

Depois saí da geografia inane que me cerceava os pulmões. As casas também se vendem, e melhor se compram. Não sentindo a canga esclavagista quotidiana, é mais fácil escolher.

Entretanto prepara-se outra etapa, que é a de lançar pilares para qualquer coisa que embora de alcance modesto e resultados flutuantes, pode ser. E é em poder ser que reside o acto, e o acto é inimigo da passividade, perpetuando assim o devir. Audaces fortuna juvat.

E para não desdenhar o azul que enche a alma, 10km, corrida 60%.

8.3.07

Isto, dito por uma criança hoje mesmo:

"Porque é que não há o dia do homem, se a mulher e o homem são os dois humanos?"

E agora a minha adenda incendiária: É MAIS QUE ÓBVIO QUE SÓ MENTES RECALCADAS, DOMINADAS POR IMPERATIVOS ATÁVICOS E INSUFICIENTES NEURONAIS É QUE PODEM VER NUM DIA COMO ESTE O MENOR TRIBUTO À IGUALDADE.

7.3.07

Neste momento estou à procura de uma transcrição do prólogo a esta obra-prima da BD, editada pela primeira vez pela DC/Vertigo, no qual se podem encontrar inúmeras afirmações de carácter visionário feitas pelo Alan Moore. Nada que não se soubesse, nada que a maioria não escolha ignorar.


A França cerceia a Liberdade

Seguir-se-à a carga sobre a Igualdade e a Fraternidade.


France bans citizen journalists from reporting violence

The French Constitutional Council has approved a law that criminalizes the filming or broadcasting of acts of violence by people other than professional journalists. The law could lead to the imprisonment of eyewitnesses who film acts of police violence, or operators of Web sites publishing the images, one French civil liberties group warned on Tuesday.

The council chose an unfortunate anniversary to publish its decision approving the law, which came exactly 16 years after Los Angeles police officers beating Rodney King were filmed by amateur videographer George Holliday on the night of March 3, 1991. The officers’ acquittal at the end on April 29, 1992 sparked riots in Los Angeles.

If Holliday were to film a similar scene of violence in France today, he could end up in prison as a result of the new law, said Pascal Cohet, a spokesman for French online civil liberties group Odebi. And anyone publishing such images could face up to five years in prison and a fine of €75,000 (US$98,537), potentially a harsher sentence than that for committing the violent act.

Senators and members of the National Assembly had asked the council to rule on the constitutionality of six articles of the Law relating to the prevention of delinquency. The articles dealt with information sharing by social workers, and reduced sentences for minors. The council recommended one minor change, to reconcile conflicting amendments voted in parliament. The law, proposed by Minister of the Interior Nicolas Sarkozy, is intended to clamp down on a wide range of public order offenses. During parliamentary debate of the law, government representatives said the offense of filming or distributing films of acts of violence targets the practice of “happy slapping,” in which a violent attack is filmed by an accomplice, typically with a camera phone, for the amusement of the attacker’s friends.

The broad drafting of the law so as to criminalize the activities of citizen journalists unrelated to the perpetrators of violent acts is no accident, but rather a deliberate decision by the authorities, said Cohet. He is concerned that the law, and others still being debated, will lead to the creation of a parallel judicial system controlling the publication of information on the Internet.

The government has also proposed a certification system for Web sites, blog hosters, mobile-phone operators and Internet service providers, identifying them as government-approved sources of information if they adhere to certain rules. The journalists’ organization Reporters Without Borders, which campaigns for a free press, has warned that such a system could lead to excessive self censorship as organizations worried about losing their certification suppress certain stories.

6.3.07

Cartier-Bresson, mesmo que fotografasse a dormir e sentado, faria sempre coisas destas, capazes de aterrar o mais mumificado dos ignaros. Curvamo-nos.


O bom selvagem.

Vai um grande protesto, pelo país fora, contra a violência sobre os professores. Justificadíssimo. Mas, como acontece ou tem acontecido em matéria de educação, isto já estava previsto. Durante anos, a «escola centrada no aluno» e os mestres das «ciências pedagógicas» transformaram criancinhas em monstros irresponsáveis, ignorantes e prepotentes. Houve, ao longo destes últimos vinte anos, centenas de casos de professores agredidos e impedidos de reagir. Quando uma reportagem televisiva mostrou – com imagens cruas – exemplos dessa violência exercida sobre professores pelos alunos do secundário, logo algumas boas consciências protestaram contra, imagine-se!, a captação dessas imagens; mas não contra a violência, contra «o estatuto do aluno» e outras alegrias do sistema escolar. [No ensino superior, a imagem também é alegre: portões fechados a cadeado (com aplauso do Magnífico Reitor de Coimbra, evidentemente), dirigentes associativos que defendem o direito ao «chumbo» porque «não há condições» para terminar o curso em «tempo normal», faculdades esventradas pelo abandono e cheias de lixo.]
A escola «centrada no aluno» é uma festa para os sentidos, mas pouco edificante quer em matéria disciplinar quer em matéria científica ou pedagógica, com técnicos do Ministério da Educação que têm das escolas uma vaga ideia ou apenas uma «recordação teórica».
Embora nada disso (nem a ideia dos «territórios socialmente problemáticos»), isoladamente, possa explicar uma média (oficial) de duas agressões por dia nas escolas portuguesas, é o sistema de protecção corporativa que está em causa. A escola quer ignorar palavras como «disciplina», «autoridade» e «recompensa». O aluno é o «bom selvagem». Está aí. Aguentem-no.


- Francisco José Viegas, hoje

5.3.07

Betos com adoçante

Escrevia o Pedro há uns momentos sobre a viragem neo-tia-erotik nos Morangos com Açúcar.

O mais perigoso nem é isso, porque qualquer puto que tenha pais que se prezem, sabe hoje em dia muito mais sobre sexo e vícios, e tem bom discernimento entre o que é além ou aquém-limites.

O pior é, quanto a mim, a tentativa muito mais obscena de definir como "rebeldes" ou "irreverentes" aqueles meninos que usam roupas de marca, a quem nada falta em termos materiais, frequentando um colégio privado... mas anda tudo estúpido? Então agora há betos de primeira e de segunda? Minha mãe.



Com maos de veludo
Negras como a noite
Tu deste-me tudo
E eu parti

Um homem trabalha
Do outro lado do rio
Com as suas duas maos
Repara o navio
Esta sozinho e triste
Mas tem de aguentar
Ja falta tao pouco
Para poder voltar

Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
quando o sol
Se juntar ao mar
E te voltara beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só mais uma vez, só mais esta vez

Com adeus comeca
Outro dia igual
Ficou a promessa
Escondida no lencol
Negras como a noite
Vindas de outra terra
As maos de veludo
Estao a sua espera

Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
quando o sol
Se juntar ao mar
E te voltara beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só mais uma vez, só mais esta vez
WINTER GRAPES

They took away her toys and lover. Well then she bowed her head and almost died. But the thirteen destinies like her fourteen years smote the fleeing calamities. No one spoke. No one ran to protect her against the overseas sharks which had already cast an evil shadow over her like a fly staring with malice on a diamond or a land enchanted. And so the story was heartlessly forgotten as always happens when a forest ranger forgets his thunderbolt in the woods.

- Andreas Embiricos

4.3.07

Concorda com a proibição de fumar, por opção de quem o faz, em estabelecimento privado que o permita e assinalado para o efeito?

Se votar não, recorde-se de onde esteve no dia 11 de Fevereiro deste ano.

3.3.07



Blood And The Moon

BLESSED be this place,
More blessed still this tower;
A bloody, arrogant power
Rose out of the race
Uttering, mastering it,
Rose like these walls from these
Storm-beaten cottages --
In mockery I have set
A powerful emblem up,
And sing it rhyme upon rhyme
In mockery of a time
HaIf dead at the top.
Alexandria's was a beacon tower, and Babylon's
An image of the moving heavens, a log-book of the
sun's journey and the moon's;
And Shelley had his towers, thought's crowned powers
he called them once.
I declare this tower is my symbol; I declare
This winding, gyring, spiring treadmill of a stair is my
ancestral stair;
That Goldsmith and the Dean, Berkeley and Burke
have travelled there.
Swift beating on his breast in sibylline frenzy blind
Because the heart in his blood-sodden breast had
dragged him down into mankind,
Goldsmith deliberately sipping at the honey-pot of his
mind,
And haughtier-headed Burke that proved the State a
tree,
That this unconquerable labyrinth of the birds, cen-
tury after century,
Cast but dead leaves to mathematical equality;
And God-appointed Berkeley that proved all things a
dream,
That this pragmatical, preposterous pig of a world, its
farrow that so solid seem,
Must vanish on the instant if the mind but change its
theme;
i{Saeva Indignatio} and the labourer's hire,
The strength that gives our blood and state magnani-
mity of its own desire;
Everything that is not God consumed with intellectual
fire.
III
The purity of the unclouded moon
Has flung its atrowy shaft upon the floor.
Seven centuries have passed and it is pure,
The blood of innocence has left no stain.
There, on blood-saturated ground, have stood
Soldier, assassin, executioner.
Whether for daily pittance or in blind fear
Or out of abstract hatred, and shed blood,
But could not cast a single jet thereon.
Odour of blood on the ancestral stair!
And we that have shed none must gather there
And clamour in drunken frenzy for the moon.

IV
Upon the dusty, glittering windows cling,
And seem to cling upon the moonlit skies,
Tortoiseshell butterflies, peacock butterflies,
A couple of night-moths are on the wing.
Is every modern nation like the tower,
Half dead at the top? No matter what I said,
For wisdom is the property of the dead,
A something incompatible with life; and power,
Like everything that has the stain of blood,
A property of the living; but no stain
Can come upon the visage of the moon
When it has looked in glory from a cloud.

- William Butler Yeats

2.3.07

Today’s mood of intolerance towards free speech resonates with public opinion. One of the most disturbing developments of past two decades is the loss of support for freedom of speech amongst the wider public. This was confirmed in the recently published British Social Attitudes Survey, which indicated that a larger section of the British public (64 per cent) support the right of people ‘not to be exposed to offensive views’ than support the right for people to ‘say what they think’ (54 per cent). The report concluded that the ‘general public is generally less convinced about civil liberties than they were 25 years ago’ (27). Only a small majority of the public takes free speech seriously. The survey also suggests that these illiberal attitudes pre-date the war on terrorism, and therefore cannot be blamed on the political atmosphere created post-9/11.

That fact alone underlines the scale of the challenge facing those of us who still take freedom and liberty seriously.


- Frank Furedi



Há uns anos passava isto na RTP. Há uns anos só havia RTP. Só havia RTP, mas a realidade que as pessoas conheciam nao era a que passava na RTP, era a realidade real. E que fosse aquela que passava na RTP... as telenovelas eram as mesmas; a notícia da facada era a mesma; a manipulação da informação, pintando a cores de make-believe para as gerações futuras ("acreditem q.b. neste mapa pintado a verde que ele será real daqui por uns anos") É QUE NÃO ERA SEGURAMENTE A MESMA DE HOJE.

Aqueles que hoje não se recordam de ter visto o Manuel Bento à baliza do Benfica durante 20 anos, são os mesmos a quem nem passa pela cabeça DUVIDAR que a realidade possa ser diferente, presente e futuro, da forma como um qualquer socialóide totalitarista a vem pintar em tempos de antena 24/7/365 oferecidos pelo dinheiro dos contribuintes.

Serão os mesmos a viver, daqui por uns anos, sob a égide zombieficante desta Europa que valoriza os insuficientes mentais do politicamente correcto em detrimento do livre exercício do pensamento? Não, naquilo em que me for possível intervir. O polvo é real e embora mude de cor, umas vezes vê-se melhor que outras.

Para onde nos levam Lurdes Rodrigues e a asfixia da não-Polis

2007 German horror tale

February 28, 2007

Paul van Belien


Earlier this month, a German teen-ager was forcibly taken from her parents and imprisoned in a psychiatric ward. Her crime? She is being home-schooled.
On Feb. 1, 15 German police officers forced their way into the home of the Busekros family in the Bavarian town of Erlangen. They hauled off 16-year-old Melissa, the eldest of the six Busekros children, to a psychiatric ward in nearby Nuremberg. Last week, a court affirmed that Melissa has to remain in the Child Psychiatry Unit because she is suffering from "school phobia."
Home-schooling has been illegal in Germany since Adolf Hitler outlawed it in 1938 and ordered all children to be sent to state schools. The home-schooling community in Germany is tiny. As Hitler knew, Germans tend to obey orders unquestioningly. Only some 500 children are being home-schooled in a country of 80 million. Home-schooling families are prosecuted without mercy.
Last March, a judge in Hamburg sentenced a home-schooling father of six to a week in prison and a fine of $2,000. Last September, a Paderborn mother of 12 was locked up in jail for two weeks. The family belongs to a group of seven ethnic German families who immigrated to Paderborn from the former Soviet Union. The Soviets persecuted them because they were Baptists. An initiative of the Paderborn Baptists to establish their own private school was rejected by the German authorities. A court ruled that the Baptists showed "a stubborn contempt both for the state's educational duty as well as the right of their children to develop their personalities by attending school."
All German political parties, including the Christian Democrats of Chancellor Angela Merkel, are opposed to home-schooling. They say that "the obligation to attend school is a civil obligation, that cannot be tampered with." The home-schoolers receive no support from the official (state funded) churches, either. These maintain that home-schoolers "isolate themselves from the world" and that "freedom of religion does not justify opposition against the obligation to attend school." Six decades after Hitler, German politicians and church leaders still do not understand true freedom: that raising children is a prerogative of their fathers and mothers and not of the state, which is never a benevolent parent and often an enemy.
Hermann Stucher, a pedagogue who called upon Christians to withdraw their children from the state schools which, he says, have fallen into the hands of "neo-Marxist activists," has been threatened with prosecution for "Hochverrat und Volksverhetzung" (high treason and incitement of the people against the authorities). The fierceness of the authorities' reaction is telling. The dispute is about the hearts and minds of the children. In Germany, schools have become vehicles of indoctrination, where children are brought up to unquestioningly accept the authority of the state in all areas of life. It is no coincidence that people who have escaped Soviet indoctrination discern what the government is doing in the schools and are sufficiently concerned to want to protect their children from it.
What is worrying is that most "free-born" Germans accept this assault on their freedom as normal and eye parents who opt out of the state system with suspicion.
The situation is hardly better at the European level. Last September, the European Court of Human Rights supported Hitler's 1938 schooling bill. The Strasburg-based court, whose verdicts apply in the entire European Union, ruled that the right to education "by its very nature calls for regulation by the State." It upheld the finding of German courts: "Schools represent society, and it is in the children's interest to become part of that society. The parents' right to educate does not go so far as to deprive their children of that experience."
While it is disquieting that Europeans have not learned the lessons from their dictatorial past — upholding Nazi laws and sending dissidents, including children, to psychiatric wards, as the Soviets used to do — there is reason for Americans to worry, too. The United Nations is also restricting the rights of parents. Article 29 of the U.N. Convention on the Rights of the Child stipulates that it is the goal of the state to direct the education of children. In Belgium, the U.N. Convention is currently being used to limit the constitutional right to home-school. In 1995 Britain was told that it violated the U.N. Convention by allowing parents to remove their children from public school sex-education classes.
Last year, the American Home School Legal Defense Association warned that the U.N. Convention could make home-schooling illegal in America, even though the Senate has never ratified it. Some lawyers and liberal politicians in the states claim that U.N. conventions are "customary international law" and should be considered part of American jurisprudence.
At present, young Melissa Busekros' ordeal is a German horror story.

1.3.07

O regresso #1-5












Equipamento utilizado:

Fireworks
Telemóvel
Botas, calças e "hoodie", tudo preto

28.2.07

Na TSF, ouvi hoje o jornalista responsável pelo boletim informativo das 09:00 frisar pelo menos três vezes que "o PSD acusa o governo de manipular a RTP, mas não apresenta provas".
Nunca ouvi jornalista algum na TSF dizer, por exemplo, que "o ministro da saúde propõe um modelo mais racional para as urgências, mas do qual não apresenta provas, mecanismos ou detalhes". Portanto, TSF, riscar. RTP, riscar. DN, riscar.
José Maria Martins escreveu hoje no seu blog (destaques meus, porque só me interessam essas partes) :


A primeira urgência é acabar com o Governo do PS.

Para isso temos a urgência de o PSD ser Oposição. O PSD tem de mudar de rumo. O Dr. Marques Mendes não tem estatura política para liderar o PSD.

Na Câmara de Lisboa o Dr. Marques Mendes está em perda. E isto é muito grave.Hipoteca o PSD.

O Governo do PS está a destruir o Serviço Nacional de Saúde.

O PS virou à direita. Para mim já está na extrema direita. Beneficia do facto de o Povo Português estar desesperado.Desorientado.

O Povo Português está nas lonas. Dos que estão em Portugal a maioria está dependente do Poder. Funcionários Públicos, aposentados, reformados, velhos, crianças. Os outros emigraram.

O desvario do Governo PS quanto ao fecho das urgências é a melhor prova do descalabro da política.

A cedência do Governo PS , nas urgências, só se deveu a uma coisa: O Primeiro Ministro deparou-se com manifestações junto das fronteiras. A repercussão no estrangeiro foi grande.
O Primeiro Ministro vai ser o Presidente do Conselho Europeu. Teve de inverter a marcha.

Percebeu que ficaria fragilizado internacionalmente.
Tentou o "negócio" com as Câmaras Municipais.
Os Presidentes de Câmara mesmo os do PSD cederam. Estão dependentes das suas populações, sabem os seus anseios, os seus problemas.

Mas esta situação não pode ser tratada de tão ânimo leve.Há valores mais altos que se levantam.

Esta miséria de politica prova que os portugueses têm de assumir a legitimidade democrática e correr com o Governo do PS do Poder. Um pronunciamento popular não deve ser descurado.

Para tanto o Povo tem de se revoltar. Tem de exercer os poderes de soberania. Desgastar o Governo.Exigir, fazer uma revolução das camélias como outros fizeram a de veludo.

A União Europeia não pode impedir. São questões de soberania e de Estado.

O PSD tem de ter militantes que assumam o risco e o dever de dar parte do seu tempo à coisa pública. É uma honra.

Os militantes do PSD não podem ser medrosos, a ponto de só se disponibilizarem perto das eleições.

A Política deve ser uma honra, a arte mais nobre da Polis.

(...)

27.2.07

Os Pros sem Contra

Fátima Campos Ferreira uma vez mais no papel de títere da Guilda dos Anestesistas.

Achei particularmente jocoso o mapa, o mapinha, a verde e a vermelho, que a FCF exibiu logo no início da segunda parte, com a missiva subliminar conexa "vêem? vêem? agora a câmara dos lordes diz que passa tudo a verde, e é só ficarmos todos calados, submissos e acagaçados que de repente tudo estará mesmo verde!" no mapa e na noosfera das próximas gerações...

Daqui por 25 anos farão um tálquexô sobre o mito do 25 de Abril, essa ficção da metempsicose que como todos sabemos, nunca aconteceu ("Vietnam never happened", Jello Biafra dixit) como o comprova o Estado de pleno Direito, oleado e cloud-nine-pink-perfume em que vivemos. Reductio ad absurdum, nenhum Estado assim poderia ser oriundo de uma revolução sem sangue...



AHA! Entretanto a esta hora tenho um erro no Blogger e somente por Edit consigo escrever isto.

"Uma maioria superior a dois terços está contra penas de prisão para mulheres que abortem mesmo depois do período previsto como legal no referendo (dez semanas). É o resultado de uma sondagem da Marktest para o DN e a TSF. Segundo esse estudo de opinião, 67,2 por cento dos inquiridos disseram não concordar com penas de prisão para quem abortar fora do prazo legal; 25,3 afirmaram, pelo contrário, estar de acordo com a manutenção de penas de prisão."

Claro. É a prova que faltava: a maioria dos humanos não vale um milímetro cúbico do ar que respira. Pulhas de merda.

26.2.07

É preciso que os avanços e recuos, a exemplo do que faz o Benny Hill da Saúde, não anestesiem quem tão bem se tem manifestado pela continuidade de uma vivência livre. Quanto mais tempo passa, mais impera a deriva (aparente) e quem ainda se lembra de qual é a sensação de pensar, vai morrendo, de velho, de entalado.

23.2.07

Faz hoje, Nuno, dezassete anos e uma série de dias que estupidamente partiste. Terias hoje o dobro daquela idade, e teria sido contigo que bebera este café, ou talvez campeasses por outras paragens, como entre o sonho e o medo todos fizemos. Não julgues que esqueci a ventosa na tua testa, da qual fugias aos uivos tentando segurar as gotas de sangue da borbulha espremida, nem o teu andar de marinheiro num navio prenhe de raparigas por descobrir. Tanto mais saltaria contigo pelos campos onde construiram prédios cor-de-rosa. Foste tu aquele cuja expressão guardei todos estes anos, não mais eternamente três acima dos teus, mudo perante a resposta ao teu inquérito: "mas tu sabes o que representa isso?", dito acerca de um pão esvaziado à manápula de todo o seu miolo; veio a resposta do Pixotas, que ainda hoje Nuno dezassete anos e muitos dias depois de teres ido eu guardo como um tesouro - "trinta e sete e quinhentos".
Correia de Campos fechou a maternidade do hospital de Elvas por não ter condições.

Correia de Campos coloca o hospital de Elvas à cabeça dos que irão fornecer abortos, por ter condições.

E se fosse para a puta que o pariu?
Mesmo a calhar um bocadinho do Daniel Filipe:

Por decisão governamental estão suspensas as liberdades individuais
a inviolabilidade do domicílio o habeas corpus o sigilo da correspondência
Em qualquer parte da cidade um homem e uma mulher amam-se ilegalmente
espreitam a rua pelo intervalo das persianas
beijam-se soluçam baixo e enfrentam a hostilidade nocturna


22.2.07

A primeira ideia que uma criança precisa ter é a da diferença entre o bem e mal. E a principal função do educador é cuidar para que ela não confunda o bem com a passividade e o mal com a actividade.

- Maria Montessori
Via Máquina Zero,

A Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI), cujo porta-voz é um tal Marc Leyenberger, veio a Lisboa apresentar um relatório. Como é próprio destes ajuntamento de débeis mentais, dizem patacoadas e imbecilidades sobre coisas que não conhecem. Ora imaginem então que os bacanos descobriram que “o acesso à educação e a estudos superiores (…) bem como a possibilidade de exercer uma actividade económica continuam problemáticos” para as comunidades ciganas.

...

Os ciganos, em Portugal, têm dificuldades em aceder à educação? Virgem Santíssima, os ciganos tiram os filhos da escola mal eles aprendem a ler e escrever! Casam as filhas aos 13, 14 anos! Esta Comissão Europeia é assim tão imbecil? Os ciganos em Portugal têm dificuldades no acesso á habitação? E se calhar nós, portugueses comuns, temos facilidades!


Subscrevo.
Por cá, chove. Quanto ao negócio, os cartazes derretem e talvez autocolantes sejam uma solução mais eficaz.