22.3.07

Wherein [art thou] good, but to taste sack and drink it? Wherein neat and cleanly, but to carve a capon and eat it? Wherein cunning, but in craft? Wherein crafty but in villainy? Wherein villainous, but in all things? Wherein worthy but in nothing?

19.3.07

Na Terra dos papa-vidas

Hoje tive que explicar à minha Mãe, que trabalhou uma vida inteira sem questionar por aí além aquilo que lhe ia sendo exigido - numa profissão medianamente qualificada, porque é que a partir deste mês o Estado a ROUBA em cinquenta euros em cada recibo da reforma.

E expliquei da seguinte forma:

- porque a maioria dos portugueses são uma cambada de índios cobardes, sujos, acomodados e inconsequentes mais ralados com o próprio umbigo e habituados a um estilo de vida mais próprio das Honduras ou da Colômbia do que aquilo que lá em casa se construiu

- porque a medíocre, anafada e gelatinosa classe política, desde o 25 de Abril, atira areia para os olhos da ralé dizendo que é preciso apertar o cinto, mas esbanja milhões de euros em obras inúteis, carros de luxo, aviões de combate, e reformas de Creso - e no entanto, a ralé vai votar, ou fica em casa a coçar a micose passivamente

- porque de entre os governos vampirescos, o de José Sócrates acresce um dado novo à equação: é totalitário, prepotente e raso, tão raso de ideias, de valores e de objectividade

- porque este Estado vende medo, e vende-o granjeando o apoio servil e cego de uma nova PIDE, uma PIDE popular, uma PIDE dos pobres de espírito, dos crédulos e dos que nada conseguem fazer com a sua mente além de fomentar a bitola da voz do dono, orientada sempre para um norte volúvel para o qual virados, babando, vencem o défice de auto-estima que lhes foi incutido desde crianças

- porque no dia em que as águias levantarem vôo, não vai sobrar um rato para contar como é que foi.

Ou como escreveu Pedro Arroja,


"Estes países não possuem opinião pública. Eles aderiram à UE porque os governantes lhes disseram que era bom aderir à UE. Eles aderiram ao euro porque os governantes lhes disseram que era bom aderir ao euro. Mas os governantes, nestas coisas, tendem a dizer apenas as coisas boas. É certo que as más - isto é a disciplina necessária para manter a adesão ao euro e à UE - essas, os cidadãos nem estavam interessados em as ouvir. Se algumas houvesse, na altura logo se veria, e os governantes que as resolvessem.
É claro que estes países, com Portugal à frente de todos, estão agora a ter aquilo que merecem. E nem sabem o que os espera - na realidade, a tragédia das populações destes países é que nunca sabem aquilo que os espera - porque eles sempre estiveram habituados a que viesse alguém de cima dizer-lhes aquilo que os espera."

18.3.07

Na mesa azeite, alhos e pão. Tinto. Pimenta, risos, sol.

O meu bisavô paterno.materno era afinal contrabandista. O meu avô materno também. Old habits die hard, e ainda assim é reconfortante reforçar este desejo com o cimento inabalável da genética.

Quero ser um contrabandista acoitado nas matas sinceras dos mortos de ardor.
G :)


VAGABONDS
(Sullivan) 1987

We follow the taillights out of the city
Moving in a river of red
As the colours fade away from the dusky sunset
We roll for the darkness ahead

We are old, we are young, we are in this together
Vagabonds and children, prisoners forever
With pulses a-raging and eyes full of wonder
Kicking out behind us again

Night-time City Beat the radio is calling
The lost and lonely in vain
Out here we are running for the wide open spaces
The road-smell after the rain


We are old, we are young, we are in this together
Vagabonds and children, prisoners forever
With pulses a-raging and eyes full of wonder
Kicking out behind us again

And watching as a boy alone at the quayside
The ships loading cargo in the night
Their names all calling to faraway places
The years go past, the miles go by
And still this childhood romance will not die

15.3.07

Soube hoje, ainda, que no Irão obscurantista há quem uive pela estreia de "300", possivelmente o melhor filme dos últimos meses. E que ao uivar, escancare a mandíbula dizendo que o retrato dos persas que ali se faz é depreciativo e subvaloriza as qualidades da sua civilização. A mesma que, passadas estas centenas de anos sobre Thermopylae, ainda se encontra rigorosamente no mesmo estado de evolução no qual se encontrava à data, e que se sem dúvida teria feito o mesmo de toda e qualquer terra livre que tivesse apanhado pela frente caso de Esparta não tivessem saído, naquele dia, os 300 homens do Rei Leónidas.



GRANDES CABRÕES, JÁ SE ESTAVA MESMO A VER!!!

Aborto após 10 semanas deixa de ser punido


O anteprojecto da primeira lei de política criminal, que vigorará entre Setembro de 2007 e 2009, prevê como alternativa à prisão a aplicação da suspensão provisória do processo no caso do aborto praticado após as dez semanas.


Segundo o documento, considera-se “indispensável reforçar a aplicação dos institutos de diversão e de consenso”, entre os quais se encontram a suspensão provisória do processo, no caso dos crimes puníveis até três anos de prisão, como é o caso da interrupção voluntária da gravidez quando realizada após as dez semanas, ou seja, após o período em que o aborto deixa de ser crime, na sequência da vitória do ‘sim’ no referendo de 11 de Fevereiro.

“Também o aborto com consentimento da mulher grávida, fora das situações de não punibilidade legalmente previstas, é objecto destas orientações, tendo em conta que a prisão efectiva não possui um efeito ressocializador”, lê-se no anteprojecto da Lei sobre Política Criminal, que estabelece prioridades e orientações em matéria de prevenção e investigação criminal.

Além do aborto praticado após as dez semanas e, logo, punível pelo Código Penal, também são alvo destas orientações os crimes pouco graves contra a liberdade, contra a liberdade sexual, contra a honra e as ofensas à integridade física simples.

Para a presidente da Federação Portuguesa Pela Vida, Isilda Pegado, esta proposta “abre a porta para a liberalização do aborto até aos nove meses”. E acrescenta: “O fantasma das prisões foi mais uma mentira eleitoral.”

Fonte do Ministério da Justiça disse ao CM que “é prematuro proceder a um debate público antes de concluído o processo de audições” dos conselhos superiores e operadores judiciários: “Só depois de concluídas as audições a proposta será aprovada pelo Conselho de Ministros e remetida à Assembleia da República.”

14.3.07

The Tide Rises, the Tide Falls

The tide rises, the tide falls,
The twilight darkens, the curlew calls;
Along the sea-sands damp and brown
The traveller hastens toward the town,
And the tide rises, the tide falls.

Darkness settles on roofs and walls,
But the sea, the sea in darkness calls;
The little waves, with their soft, white hands,
Efface the footprints in the sands,
And the tide rises, the tide falls.

The morning breaks; the steeds in their stalls
Stamp and neigh, as the hostler calls;
The day returns, but nevermore
Returns the traveller to the shore,
And the tide rises, the tide falls.

- Henry Wadsworth Longfellow
"Only one faith on Earth may be more messianic than Islam: multiculturalism. Without it — without its fanatics who believe all civilizations are the same — the engine that projects Islam into the unprotected heart of Western civilization would stall and fail”

...

"In not discussing the roots of terror in Islam itself, in not learning about them, the multicultural clergy that shepherds our elites prevents us from having to do anything about them. This is key, because any serious action -- stopping immigration from jihad-sponsoring nations, shutting down mosques that preach violence and expelling their imams, just for starters -- means to renounce the multicultural creed. In the West, that's the greatest apostasy. And while the penalty is not death -- as it is for leaving Islam under Islamic law -- the existential crisis is to be avoided at all costs. Including extinction."


- Diana West

The road to oppression (UK)

Babies to be given marks for babbling

By Liz Lightfoot, Education Editor
Last Updated: 3:13am GMT 14/03/2007

Babies will be given marks for crying, gurgling or babbling under the Government's new curriculum for 0-5 year olds which all nurseries must follow.

Playgroups and childminders will also need to show that they help babies make progress in 69 areas of education and development or risk losing funds.



The new Early Years Foundation Stage curriculum lays down how children are expected to develop from birth to the end of the first year of compulsory schooling, the year in which they turn five. The document, which has the force of law, was published yesterday alongside a book of guidance and cards containing the main requirements and underlying principles.

Beverley Hughes, the minister for children, insisted that it was not a "tick-box" curriculum and that she would be "horrified" if people used it to mark babies on a grid from birth. "It is about getting people to think sensibly about the needs of the children they work with," she said.

But parents' groups accused the Government of putting stress on children by giving targets they should reach before their first birthday and the Conservatives called it "an unprecedented supervision of children from birth to primary school" which would take away childhood.

The Steiner Waldorf movement says its nurseries will not meet the demands of the new curriculum because children are not taught to read until the age of six.

Parents using Steiner nurseries and others not complying with the more formal approach to early-years education will lose state subsidy for their three- and four-year-olds.

"We are in discussion with the Department for Education about how Steiner Waldorf will be able to work towards the early learning goals while keeping its own curriculum," said Janni Nicol, its early childhood representative.

The guidance gives "Dr Spock"-type advice about the emotional comfort babies derive from "snuggling in" and a series of tips, such as placing mirrors where they can see their reflection.

In the first year, babies should "communicate in a variety of ways, including crying, gurgling, babbling and squealing". Between eight and 20 months they should begin to "enjoy babbling and increasingly experiment with using sounds and words to represent objects", it says.

By three years and four months, children will begin citizenship lessons so they understand that "people have different, needs, views, cultures and beliefs, that need to be treated with respect".

Reading lessons will start at the age of three with children taught to recognise sounds and link them to letters. They will progress to learning the 44 main letter and sound relationships - phonics - when they are ready, which the document suggests will be usually by the age of five. But it stresses that phonics teaching should be fun and include games that use sight, hearing and touch.

Handwriting should begin at 16 to 26 months with finger painting, brushes and felt tips and counting at the age of two through songs and games until, between three and a half and five, they can count to 10.

The curriculum which comes into effect in September next year, replaces the existing non-statutory Birth to Three Matters guidance, the foundation stage curriculum for three and four year olds and the national standards for day-care.

Miss Hughes said the first five years were a crucial time for a child's development. "The early years foundation stage is about ensuring quality and consistency across all settings where care is provided for young children."

However, Anne McIntosh, the shadow minister for children, said such detailed inspection was inappropriate. "I believe children should be allowed to find their own level under careful teaching supervision.

We should free up teachers' time to teach. We should allow children to have their childhood and let the professionals do their job. Many fear that setting targets between birth and the age of five can have damaging effects on child development."

13.3.07

Carta à minha recém, de coração até-prova-em-contrário-enorme, interlocutora:



Pus a mesa para dois, in memoriam dos meus dias de Robert Kincaid quando tu, Francesca ainda derivavas noutro peito surdo. São fases: a Lua hoje não paira em ângulo raso entre a escola (ainda acesa) e o campanário onde repicam Sábados longos; nem do jardim sobem tinidos como em amigos soltámos, caçando ratazanas à pedrada num tempo distinto destes Governos que me preocupam.




Durante o jantar - maldita dieta do legionário, equilibrada com tanto quilómetro tonitruante por baixo das coxas - servi-nos na íntegra toda a carta que nem tu, nem eu ainda descobrimos ao lado de alguém, ou dos espelhos feitos colchão e almofada, para o que importa. Pareceu-me emanar um deleite sentido dos teus lábios, onde sempre entrevejo um sorriso inocente, quando provaste o primeiro trago da garrafa de tinto romeno, o último do espólio deixado na adega quando deixei Helsinki e outras famílias para trás, na neve, na eterna sauna de Deus numa Páscoa onde saneámos metade dos males. Lupu Negru, era essa a marca do vinho. O que rimos ainda antes do sonho só à conta do rótulo da garrafita.



Tudo terá, sem dúvida, a ver com a rota ao longo da qual quisermos envelhecer: tu e eu, num equilíbrio por vezes medonho salpicado de silêncios ferozes, e o resto do mundo menos todos os enormes bocadinhos que a História e o nosso livre arbítrio têm vindo aos poucos tornando uma parte vincada no holograma, o nosso leito irrespectivamente de quaisquer dissecações que possam aplicar-se aos pronomes.

É isto. Por causa de uma lata de tinta que nunca mais acabava, não pude responder-te hoje aquando do momento correcto. Mas durante a tarde, em piloto automático, imerso num pandemónio de gente mais e menos ávida de vincar a sua parte na placa invisível, lá se foi delineando ainda outra hora no compasso indelével.

Ainda me hás-de explicar porquê Ginger :)

12.3.07

"Começa a não haver silêncio suficiente para a concentração que a leitura exige."

- Sara F. Costa

http://umadevastacao.blogspot.com

11.3.07

Miguel Gaspar In Diário de Notícias.

Até onde o estado deve ter direito para se meter na nossa vida? E com que poder? Com que regulação?

O equilíbrio de pesos e contra-pesos perante as recentes medidas de concentração de poder parece difícil de assegurar. Tudo começa torto quando se torna evidente que quem assume o poder político está longe de representar o que de melhor tem o país em termos de capital humano. E será tanto mais grave quanto, por exemplo, melhor vierem a funcionar os respectivos serviços controlados directamentamente por um único órgão de soberania (ou pelo representante máximo do mesmo, como seja o caso do Primeiro-Ministro). E este é um receio que não deveria fazer sentido…

Tendo isto em atenção e recordando quão ameaçado está em permanência o sentido de Estado dos próprios funcionários públicos, particularmente daqueles que é suposto terem um estatuto de independência reforçado relativamente ao poder político, o tempo é de semi-pânico para os amantes da liberdade e para quem tem memória ou julga saber o que a história pode trazer a pretexto das boas intenções e dos ganhos de eficácia.

É inegável que se exigia e exige a este governo que recupere poder efectivo, tantas vezes "delegado" na burocracia do Estado e nos "grupos de pressão", mas parece-me que em matéria de segurança interna se está a passar para uma situação que ultrapassa o que é recomendável num Estado democrático.

Eu insisto em ter de acreditar que o objectivo colectivo será termos, em média, uma classe política mais competente e não limitar-mo-nos a eleger iluminados, versões geralmente medíocres de primus inter pares, tipicamente provenientes de um rol de figuras pardas que, sem nunca arriscarem o pescoço por via da clareza política, chegam ao topo do poder legislativo do país. E não estou a pensar sequer principalmente no actual primeiro-ministro… Ainda que o perfil também lhe assente em larga medida. O que nos é proposto é termos um poder cada vez mais centralizado mas também não controlado no que se refere ao uso dos instrumentos de acesso e divulgação de informação sensível.

Se juntar a isto a percepção que tenho de que, por exemplo este governo em concreto, em termos de informação, segue a prática do mais manhoso dos árbitros de futebol com agenda própria, temos o caldo entornado. E então se pensar no que teria acontecido no passado recente se este poder já estivesse consagrado na lei, nem sei que diga…


"People who refuse to give up their bank records, tax records & details of any benefits they've claimed, and the records of their car movements for the last year, or refuse to submit to an interrogation on whether they are the same person that this mountain of data belongs to — will be denied passports from March 26th. The Blair government has already admitted that this and other data will be cross-linked so that the Home Office and other officials can spy on the everyday lives of innocent Britons. Britons were already the most spied upon nation in Western Europemore so even than Sweden. Data-mining through this unprecedented level of mass-surveillance allows any future British government to leapfrog even countries like China and North Korea."

http://yro.slashdot.org/article.pl?sid=07/03/10/1846241&from=rss
Tenho lido, ultima e sobejamente, a manada de anjinhos socio-inseridos dizer, por dá cá aquela imperial, "quem não deve não teme". Desde então, espero ansiosamente de Canon em punho (passe o trocadilho) que São Nicolau desça ufano pelo pipo da minha chaminé, saca em riste, prenhe de guloseimas e um BMW novo. É que os anjinhos parecem acreditar que não é possível, seja porque

a) o inspector come a prima da delatora
b) as circunstâncias turvam as evidências
c) a verdade já não é o que era
d) todas as anteriores tingidas a lençol-ballet cor-de-rosa,

que um gajo perfeitamente sossegado, inocente, tranquilo, pacífico, Tuco Maria Benedito Ramirez, possa ser tentativamente enrabado só porque pisou os calos à ovelha mais ranhosa do Capítulo local.

Não me fodam, pá. Vão apanhar ar. Acordem.
Feliz Páscoa para a PIDE/DGS renascida sob o comando dos ex-contestatários rosáceos!


"I have, myself, full confidence that if all do their duty, if nothing is neglected, and if the best arrangements are made, as they are being made, we shall prove ourselves once again able to defend our Island home, to ride out the storm of war, and to outlive the menace of tyranny, if necessary for years, if necessary alone.

At any rate, that is what we are going to try to do. That is the resolve of His Majesty's Government-every man of them. That is the will of Parliament and the nation.

The British Empire and the French Republic, linked together in their cause and in their need, will defend to the death their native soil, aiding each other like good comrades to the utmost of their strength.

Even though large tracts of Europe and many old and famous States have fallen or may fall into the grip of the Gestapo and all the odious apparatus of Nazi rule, we shall not flag or fail.

We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender, and even if, which I do not for a moment believe, this Island or a large part of it were subjugated and starving, then our Empire beyond the seas, armed and guarded by the British Fleet, would carry on the struggle, until, in God's good time, the New World, with all its power and might, steps forth to the rescue and the liberation of the old."


Discurso de Winston Churchill, 4 de Junho de 1940.

Para que fique bem presente o que cada português válido deverá dispor-se a fazer quando for claro para todos que a tirania está de regresso.

10.3.07

Ah, esta é que não pode passar em claro

"A Junta de Freguesia da Reboleira, concelho de Amadora, assinalou o Dia Internacional da Mulher com um jantar, que no final teve um striper a actuar. Na festa participaram cerca de cem mulheres e a CDU condenou a opção pelo espectáculo de nu.

Os comunistas denunciaram em comunicado que a Junta de Freguesia do PS, ao organizar este jantar “interdito a homens, considera as mulheres seres não pensantes, despojadas de dignidade, desejosas da chegada do dia 8 de Março para se libertarem dos seus companheiros, ansiosas que lhes seja apresentado um homem másculo que se pavoneie à sua volta”." End quote.


Mas não foram os comunistas que eu vi berrar, uivar, ganir, latir, vociferar, balir, babar toneladas de saliva incontida, (quote) "PORQUE AS MULHERES SE LIBERTARAM FINALMENTE, NO DIA 11 DE FEVEREIRO, DE MAIS UMA HUMILHAÇÃO" (end quote) ?
Então afinal como é? Os papa-sardinhas entendem, ou não, que as mulheres andam ansiosas por uma liberdade que não possuem em Portugal? Se calhar, não...!!! Olhem que se calhar, não.

PALHAÇOS!!!

Portugal em retrocesso

Do Leão Pelado, chega mais um incontornável blip no radar da liberdade:

O Crescimento Negativo de 1,3% ou Como se Mente e se Toma a População por Lerda

Assistimos a uma alocução de fantástica impostura, em que um primeiro ministro fez um escandaloso elogio a um enorme retrocesso a que ele alcunha de progresso. Gozo, fantochada, ludíbrio ou estupidez crassa?

O crescimento de Portugal, de acordo com as estatísticas publicadas, foi de 1,3%. Constatando que o crescimento médio na Europa foi de cerca do dobro, o número significa simplesmente que aquilo a que um aldrabão chama de crescimento e progresso, fazendo as contas só pode ser um atraso. A realidade, pois, foi que sendo o citado crescimento europeu médio do dobro, Portugal fez um retrocesso igual à diferença, ou seja, igual ao valor do alcunhado crescimento, um retrocesso igual a metade da média do crescimento europeu. Parece ser uma conta tão fácil de fazer, que ninguém pode crer que mesmo Guterres se enganasse.

Portanto, para se ser autor dessa afirmação é imprescindível ser-se doente mental, retardado, analfabeto, ou então um bandido maldoso e vigarista mal intencionado. Denuncia também um elevado grau de estupidez da parte do seu inventor, pois que ele parece crer que até uma população desinformada, ignorante e embrutecida por aldrabices do género, possa ser lerda a esse ponto.

À parte esta verdade, é bem conhecido que um crescimento inferior a 3% equivale sempre a um retrocesso. 1,3% é inferior ao crescimento de qualquer dos outros países europeus. É uma afirmação de que Portugal continua a afastar-se dos outros países a passos largos. Semelhante afirmação só pode ser motivo de orgulho para quem quiser mal ao país.

The Draconian Clock, #1

10/03/2007, 10km, corrida 60%.

Está sol, vento e liberdade.

Para quem não acompanhou as minhas recentes evoluções, contextualizo: comecei a mudar tudo.

Primeiro saí do esquema: rompi com a ilusão de pretensas necessidades e decepei a ramagem que me prendia ao ciclo vicioso corporativo, ou para-corporativo, dentro do qual a maioria dos indivíduos acaba por acreditar cegamente que a) não há outra forma de vida, b) essa é a menos má das formas de vida, ou c) não vale a pena pensar em formas de viver "senão ficamos malucos". Assim, hoje tenho menos 75% (3/4) de despesas do que tinha antes, e não almejo senão àquilo que tenho, no campo do material.

Depois saí da geografia inane que me cerceava os pulmões. As casas também se vendem, e melhor se compram. Não sentindo a canga esclavagista quotidiana, é mais fácil escolher.

Entretanto prepara-se outra etapa, que é a de lançar pilares para qualquer coisa que embora de alcance modesto e resultados flutuantes, pode ser. E é em poder ser que reside o acto, e o acto é inimigo da passividade, perpetuando assim o devir. Audaces fortuna juvat.

E para não desdenhar o azul que enche a alma, 10km, corrida 60%.

8.3.07

Isto, dito por uma criança hoje mesmo:

"Porque é que não há o dia do homem, se a mulher e o homem são os dois humanos?"

E agora a minha adenda incendiária: É MAIS QUE ÓBVIO QUE SÓ MENTES RECALCADAS, DOMINADAS POR IMPERATIVOS ATÁVICOS E INSUFICIENTES NEURONAIS É QUE PODEM VER NUM DIA COMO ESTE O MENOR TRIBUTO À IGUALDADE.

7.3.07

Neste momento estou à procura de uma transcrição do prólogo a esta obra-prima da BD, editada pela primeira vez pela DC/Vertigo, no qual se podem encontrar inúmeras afirmações de carácter visionário feitas pelo Alan Moore. Nada que não se soubesse, nada que a maioria não escolha ignorar.


A França cerceia a Liberdade

Seguir-se-à a carga sobre a Igualdade e a Fraternidade.


France bans citizen journalists from reporting violence

The French Constitutional Council has approved a law that criminalizes the filming or broadcasting of acts of violence by people other than professional journalists. The law could lead to the imprisonment of eyewitnesses who film acts of police violence, or operators of Web sites publishing the images, one French civil liberties group warned on Tuesday.

The council chose an unfortunate anniversary to publish its decision approving the law, which came exactly 16 years after Los Angeles police officers beating Rodney King were filmed by amateur videographer George Holliday on the night of March 3, 1991. The officers’ acquittal at the end on April 29, 1992 sparked riots in Los Angeles.

If Holliday were to film a similar scene of violence in France today, he could end up in prison as a result of the new law, said Pascal Cohet, a spokesman for French online civil liberties group Odebi. And anyone publishing such images could face up to five years in prison and a fine of €75,000 (US$98,537), potentially a harsher sentence than that for committing the violent act.

Senators and members of the National Assembly had asked the council to rule on the constitutionality of six articles of the Law relating to the prevention of delinquency. The articles dealt with information sharing by social workers, and reduced sentences for minors. The council recommended one minor change, to reconcile conflicting amendments voted in parliament. The law, proposed by Minister of the Interior Nicolas Sarkozy, is intended to clamp down on a wide range of public order offenses. During parliamentary debate of the law, government representatives said the offense of filming or distributing films of acts of violence targets the practice of “happy slapping,” in which a violent attack is filmed by an accomplice, typically with a camera phone, for the amusement of the attacker’s friends.

The broad drafting of the law so as to criminalize the activities of citizen journalists unrelated to the perpetrators of violent acts is no accident, but rather a deliberate decision by the authorities, said Cohet. He is concerned that the law, and others still being debated, will lead to the creation of a parallel judicial system controlling the publication of information on the Internet.

The government has also proposed a certification system for Web sites, blog hosters, mobile-phone operators and Internet service providers, identifying them as government-approved sources of information if they adhere to certain rules. The journalists’ organization Reporters Without Borders, which campaigns for a free press, has warned that such a system could lead to excessive self censorship as organizations worried about losing their certification suppress certain stories.

6.3.07

Cartier-Bresson, mesmo que fotografasse a dormir e sentado, faria sempre coisas destas, capazes de aterrar o mais mumificado dos ignaros. Curvamo-nos.