8.4.07

Encontrei na Hora Absurda uma mensagem de Páscoa que me parece digna de referência integral. Hristos Anesti para todos! Efxaristw Poly!


O Senhor ("Engº")e outros da sua laia, um dia terão que responder por estarem a transformar este país num pântano, num lodaçal, numa Cicília (e depois criticam o Alberto João!), numa bosta em que até os gatos já fedem. A sua postura, sempre impecavelmente bem vestido pelos melhores costureiros de Paris (mais vale parecê-lo que sê-lo), nunca me enganou: “sob o manto diáfano da fantasia, a nudez forte da verdade”.
Venha pois dizer que vai repor a verdade e que não o fez antes por causa das confusões na tal “coisa”. As confusões da “coisa” só surgiram dois anos depois de se ter “levantado a lebre”, e depois dos “merdia” não conseguirem mais esconder a verdade. Está tudo no blog Do Portugal Profundo, aliás deve saber disso perfeitamente.
O Senhor (qual V. Ex.cia!) é um crápula. O senhor (vai mesmo com minúscula) atira com os seus ministros (cães de Orwell) para a frente quando se trata de implementar medidas drásticas para poupar dinheiro, dinheiro de que precisa para concretizar os seus sonhos megalómanos (compreende-se que como “engenheiro” frustrado queira poder dizer que foi o mentor de grandes obras) e não só, também precisa dele para sustentar a catrefada de tios que chulam o povo, e reserva para si a figura de anjinho. Mas deixa de fora os cornos do Diabo. O senhor é um Zé Ninguém complexado, um actor da vida real, um perigoso facínora que, tal como Hitler, não olhará a meios para alcançar a glória.

Glória, Glória, Aleluia!

Vá plantar batatas e ganhar calos nas mãos, para além dos que já deve ter.

Feliz Páscoa, e que a Verdade não seja mais uma Mentira.

Feliz Páscoa a todos. Desejemos ser governados por gente decente, gente que não precise de música de Vangelis nem espalhafatos para enganar a malta. Gente honesta e trabalhadora que não se agarre ao tacho eternamente, gente sábia e com experiência de vida e não aqueles que só conhecem a política palaciana e berram para ter razão (UuuuuuuuHHHHH!). Bardamerda para os tios.


Um homem não deve depender de ninguém nem promover ou permitir que alguém dependa de si.

Só assim se evita chegar ao Campo Grande e perceber

que o próximo autocarro, por ser Sábado, partirá apenas dali a 55 minutos

que os outros autocarros partem de uma estação nova de Metro, sem qualquer aviso ou advertência para esta alteração

que Portugal é o único país que conheço em que é comum a prática das "carreiras incompletas"

que importa voltar a dizer que não por cima, através e além da mais pálida sombra de bem comum, esse fantasma de uma culpa que nunca foi minha nem tua mas que até as nossas famílias compraram pela esperança de um soldo traduzido na nossa liberdade


E posto isto, vou à garrafa de Brora, que é a última.

http://www.cs.auckland.ac.nz/~jas/one/freewill-theorem.html

In mid-2004, John Conway and Simon Kochen of Princeton University proved the Free-will Theorem. This theorem states "If there exist experimenters with (some) free will, then elementary particles also have (some) free will." In other words, if some experimenters are able to behave in a way that is not completely predetermined, then the behavior of elementary particles is also not a function of their prior history. This is a very strong "no hidden variable" theorem.

This result has not currently been published, however, on January 27, 2005, Dr Conway gave a public lecture at the University of Auckland on the proof of this theorem. The following is my account of his talk. As a disclaimer, please note I am not a physicist and do not understand some of the subtler nuances of quantum mechanics. I have tried to faithfully reproduce Conway's explanation and argument, however, there may still be some errors in this document. If you find such an error, do let me know so I can correct it.

In my (very weak) defense, I quote Dr Conway's retelling of Feynman's quip: If you meet someone who claims to understand quantum mechanics, the only thing you can be sure of is that you have met a liar.

Conway's talk was informative, entertaining and very accessible. The audience consisted not only of mathematicians and physicists — I recognized many computer scientists, philosophers and at least one theologian.

...

In other words, the spin of a particle is dependent solely on the direction from which it was measured and not on its history. But we have already seen from the Kochen-Specker paradox, there is no way for a particle to predetermine its spin in every direction in a way consistent with SPIN.

Conway thus concluded that if the experimented had sufficient freewill to decide the directions in which he would measure the particle then the particle too must have the freewill to decide on the value of its spin in those directions such that it can be consistent with the 101-property. In concluding Dr Conway said that he believed he did have freewill. Holding up a piece of chalk, he said he felt he could choose whether or not he would drop it or continue to hold it. His theorem he said leads him to accept that the universe is teeming with freewill. He also said that while he did not have any proof for it, he believed that the cumulative freewill of particles is the source of his freewill as a person.

When the floor was opened for questions, one member of the audience questioned Dr Conway's use of the term "Free Will". She asked whether Dr Conway was "confusing randomness and free will".

In a passionate reply, Dr Conway said that what he had shown, with mathematical precision, that if a given property was exhibited by an experimenter than that same property was exhibited by particles. He had been careful when constructing his theorem to use the same term "free will" in the antecedent and consequent of his theorem. He said he did not really care what people chose to call it. Some people choose to call it "free will" only when there is some judgment involved. He said he felt that "free will" was freer if it was unhampered by judgment - that it was almost a whim. "If you don't like the term Free Will, call it Free Whim - this is the Free Whim Theorem".



Para pensar:

- e se houver simetria bidireccional e uma propriedade das partículas, definida por cúmulo ou superioridade modal, for extensível ao compósito dessas partículas (eu)?

- Conway assume um conceito discutível ao postular que a informação viaja, que é transmitida; Bohm e Pribram e outros adeptos da não-localidade poderiam provar o que neste artigo se prova, sem recorrer a uma mecânica tão discorrente.

Mas ainda assim...

6.4.07

Não quero fazer disto um mirror d'O Insurgente, mas a coisa arrisca-se a pegar...

Helder escreveu (bolds meus):

A Linha dos late 70’s, early 80’s foi o melhor sitio do mundo para ser adolescente, um pouco como imagino a Califórnia vinte anos antes. Foi um lugar de libertação, de hedonismo adolescente puro e duro. O lugar do “2001”, do “Deck”, do “Jet” e do “Santini”, das plantações de erva dentro dos liceus (pelo menos no meu) das Zundapp XF17 e das Yamaha RZ. Dos concertos quinzenais no Dramático de Cascais com Camel, Peter Gabriel, Clash, Ramones, Ian Dury, Dr Feelgood e o diabo a quatro. No Liceu de S João, Maristas e de Oeiras fervia pancada no Carnaval e nas eleições para as associações de estudantes, com PCP, MIRN e (em Oeiras) com os operários da Fundição afectos ao PCP. Metia polícia de intervenção a malhar nos putos, correria, pancada e ovos por tudo quanto era lado, era uma festa. Vinha de trás, a coisa. Vinha da falta que nos fez o verão de 67 e o Maio de 68. A geração que não existe, que era demasiado jovem no 25 de Abril e ao mesmo tempo demasiado “velha” para ser “pós” viveu depressa nesses anos. Na urgência de um tempo em que os que lutaram na guerra colonial, os que viveram a transição para a democracia, os que revolucionaram os costumes, nos fizeram crer que apreciavam a liberdade. Cambada de aldrabões. São os mesmos que são poder há duas décadas, os mesmos que nos vão submetendo, como aos filhos deles, ao poder do Estado, os mesmos que nos querem escravizar em nome sabe-se lá de quê. Como viemos parar aqui? Como foi que deixámos que isto acontecesse? Que puta de moral têm estes gajos carecas, gordos, grisalhos, de fato e gravata para nos dizer que deveres temos em nome dos direitos deles?

4.4.07



No Telegraph de hoje,

Talking CCTV gives Big Brother a voice

Britain is already one of the most watched nations on earth and now "talking" CCTV cameras are to be installed in 20 areas across the country.



Britain is believed to have 20 per cent of the world's CCTV cameras already
The loudspeakers will allow CCTV operators to bark orders at people committing anti-social behaviour.
Adolfo Mesquita Nunes, de cuja posição sobre a questão do aborto discordarei ad aeternum (embora o próprio já tenha percebido que lhe venderam gato por lebre) assina n'O Insurgente este post magnífico que transcrevo:

"O medo da sarjeta

Nos idos tempos de Pedro Santana Lopes no Governo, a nação acordou alvoraçada com a possibilidade de o Governo criar uma central de comunicação. Coisa diabólica, censura política, lápis azul e coisas que tais, pressurosamente encontradas para adjectivar uma reorganização na forma de contacto do Governo com a comunicação social. E o Governo lá foi apascentado pelos cultores do politicamente correcto, eles sim detentores de lápis azuis, e a central de comunicação acabou por ficar pelo papel.

Ninguém espera, claro, que os cultores do lápis azul, os que verdadeiramente determinam quando é que a nação deve indignar-se, se esqueçam das suas simpatias políticas. Os censores servem para isso mesmo. O que já se esperava é que, 30 anos depois de Abril, os censores do regime disfarçassem melhor, e com maior pudor, ao serviço de quem pululam, permitindo que um véu, pelo menos ténue, lhes cobrisse as intenções.

Dois exemplos recentes demonstram o estado da coisa e desmascaram o Estado metido nela: as profusas declarações de Augusto Santos Silva, censor máximo do jornalismo de sarjeta e o tratamento jornalístico dado às constantes mutações na biografia oficial de José Sócrates.

Que um ministro se arrogue o direito de classificar, com força de lei ou regulamento, com eficácia geral, o que deve ser um (proibido) jornalismo de sarjeta, deveria provocar reacções proporcionais à enorme violação da liberdade de expressão, nas suas várias vertentes, que ali se espreita. Mas parece que não. Tudo calado, com raras – mas tardias, demonstrando que a blogosfera serve afinal para muito – excepções.

O que é o jornalismo de sarjeta? É o jornalismo de que não gosta Augusto Santos Silva. Como sair dessa sarjeta? Agradando a Augusto Santos Silva. Claro como água, azul como o lápis.

Claro que, se a mão que empunhasse o lápis não fosse canhota, ai Jesus que vem aí o Salazar e querem acabar com a liberdade. Mas como a mão que o empunha é a mesma que cerra os punhos, tudo se passa como se nada se passasse, e viva a regulação e viva a qualidade e mais não sei o quê. Já ninguém se lembra da central de comunicação de Santana, claro, nem do cuspo com que a recebeu, tão ocupados que estão no beija-mão oficial às canhotas mãos.

Tudo não passaria de uns maravilhosos parágrafos para enxertar no livro de Santana Lopes não fosse, final, verdade tudo quanto venho escrevendo neste post. Pois que foi em nome do jornalismo de sarjeta que a quase universalidade dos nossos meios de comunicação social se escusou a publicar e investigar um assunto de evidente interesse público.

Não falo de uma falta de licenciatura, não, sem esquecer que a falta da dita serve sempre para atacar e denegrir quem está na política: são os carreiristas e senhores do aparelho. Mas não. Nem disso falo, que nunca fui nessas cantigas. Falo da possibilidade de mentiras, as tais que matam os políticos, sobretudo à direita claro está e da eventualidade de favorecimentos, dos tais que matam os políticos, sobretudo à direita claro está.

Receosos de serem remetidos à sarjeta, quase tudo se calou. E os poucos que falaram, que ousaram colocar o pezinho em rama verde, fizeram-no com um respeitinho tal que nos vieram à memória primeiras páginas sem respeitinho nenhum. Munidos de paninhos quentes, que faltam quase sempre, infelizmente, os corajosos fizeram o que puderam para noticiar sem irritar, publicar sem denegrir, dizer sem contraditar.

E os telefonemas, centralizados ou não, lá se fizeram, claro, com os seus efeitos. Tudo muito normal, evidentemente, que o número foi digitado por mão canhota e é em nome da qualidade e do rigor da profissão e não, como esses diabos do Governo do Santana, que vinham acabar com a liberdade de abrir o bico."




E remato recordando que através do editorial do Público de há uns dias aprendemos que...

- assessores do primeiro-ministro telefonaram várias vezes para a Rádio Renascença por causa das notícias referentes ás habilitações académicas do PM;
- assessores do primeiro-ministro telefonaram repetidamente para a SIC no dia em que saiu a notícia no jornal;
- que em tempos José Sócrates himself terá telefonado «foribundo» para Ricardo Costa, director da SIC-Notícias por causa de umas notícias sobre as suas férias;
- que a RTP não teria feito qualquer referência ao assunto das habilitações do PM.


Demoquê? :D

3.4.07

Puta que pariu.

Dei três voltas ao Marquês de Pombal em busca de uma rua.

Polícia? Não há.
Transeuntes? Não sabem, não conhecem, desdenham saber.
Paciência? Esgota-se.

As ruas em Lisboa NÃO TÊM NOME, as placas inexistem, não estão lá pura e simplesmente.

Parou um taxista (pensei no José Alexandre e na saga dos taxistas em brasa) e perguntei, "olhe, a rua sidónio pais?". O homem era eslavo e retorquiu "ah, um momento, um momento, devo ter aqui, é que as ruas não têm nome" e eu "russki?" e ele "ukrainshyi" e eu "okay..." e ele "olhe, simples, aquela rua ali, vê?" e eu "da... spaceeba, tavarisc'h" e fomos contentes às nossas vidas.

Ou seja, quando Portugal não quer saber, cabe aos residentes melhorarem a massa própria, ainda que isso passe por importar residentes. De qualidade, com intelecto em plena marcha, capazes. Portanto, o cartaz do PNR faz sentido; queimar o Parlamento igualmente o fará. Há gentes e gentes. É o que tenho a dizer no dia em que perdi duas horas de vida por as ruas não terem nome.

2.4.07

Cobardia instituída

Schools are dropping controversial subjects from history lessons - such as the Holocaust and the Crusades - because teachers do not want to cause offence, Government research has found. The way the slave trade is taught can lead white children - as well as black pupils - to feel alienated, according to the study by the Historical Association. And a lack of factual knowledge among teachers, particularly in primary schools, is leading to ’shallow’’ lessons on emotive and difficult subjects.
Some teachers have even dropped the Holocaust completely from lessons over fears that Muslim pupils might express anti-Semitic reactions in class. And one school avoided teaching the Crusades because its ‘balanced’’ handling of the topic would directly contradict what was taught in local mosques.
The report, funded by the Department for Education and Skills, said: ‘Teachers and schools avoid emotive and controversial history for a variety of reasons, some of which are well-intentioned. ‘Staff may wish to avoid causing offence or appearing insensitive to individuals or groups in their classes. In particular settings, teachers of history are unwilling to challenge highly contentious or charged versions of history in which pupils are steeped at home, in their community or in a place of worship.’’
The researchers gave the example of one history department in a secondary school in a northern city which decided not to teach the Holocaust as a topic for GCSE coursework. The report said the teachers feared confronting ‘anti-Semitic sentiment and Holocaust denial among some Muslim pupils’.
Christian parents at another school complained over the way the Arab-Israeli conflict was taught. ‘In another department, the Holocaust was taught despite anti-Semitic sentiment among some pupils, but the same department deliberately avoided teaching the Crusades at Key Stage 3 (11-14-year-olds) because their balanced treatment of the topic would have directly challenged what was taught in some local mosques.’

http://www.melaniephillips.com/diary/?p=1483

31.3.07

Algumas coisas que eu acho intoleráveis, e que passam por normais entre 99% da população:


- em 500 pessoas que passam, 495 (velhos, novos, altos, baixos, pretos ou brancos) têm um ar estupidificado; não cogitam, em absoluto, nada além do que se lhes depara na montra seguinte, sorvendo ar mecanicamente enquanto fecham os sentidos aos mugidos irracionais da restante manada

- num cartaz com 10 filmes, 9 são uma perfeita merda: a vacuidade, o imediatismo, e a mediocridade tomam lugares de honra servindo a horda babante à medida que esta vagueia em busca de mais uma dose de anestesia - quem clamar por estímulos mais elevados é votado ao ostracismo e apodado de fascista (está na moda)

- pedir 2 euros, num espaço de uso diurno e à pinha de criancinhas deseducadas, por um copo com 40cl de água, 20cl de "pepsi" e 5cl de gelo que é vendido como 75cl de "cola light"

- o sono da razão produz monstros, mas o rebanho quer é "ser livre"

- em 25 pais que passam com os filhos pela mão, 24 não repara que os putos ali vão; desses 24, mais ou menos 16 não dizem nada de jeito, 4 não se distinguem dos filhos e 3 parecem ter saído da Polónia no tempo em que proliferavam partidos políticos do calibre do Partido dos Possuidores de Videogravadores

- são cobrados 4 euros por duas horas de estacionamento, mas a entidade gestora não se responsabiliza por danos nas viaturas

- entre cerca de doze mil pessoas que afluem a um centro comercial movidas por algo mais do que a necessidade, de facto, de comprar um artigo que ali se venda, umas boas onze mil, novecentas e noventa viverão a mesma rotina paquidérmica nos próximos vinte anos, passando à próxima geração este culto reles, rasca e imbecil de irresponsabilidade
.

30.3.07

"Os graves problemas da OTA

1. A Ota não tem qualidade de espaço aéreo por incapacidade de assegurar evoluções seguras e eficazes dos aviões num raio de 50 km , devido à orografia eriçada de montes e colinas altas a N, W e S a curta distância. Muito próximo, a 2 Km o Monte Redondo (212m) e a uma dezena de km apenas, ergue-se a Serra de Montejunto ( 666 m) . Este incumprimento coloca problemas à segurança dos voos.

O Governo é a entidade responsável perante a comunidade aeronáutica internacional da Segurança Aérea dos aeroportos, pelo que não deveria fazer a apologia de localizações inseguras.

2. A orografia e a hidrografia do terreno limitaram o perímetro do aeroporto a um espaço exíguo, ocupado por um leito de cheias, impedem a sua futura expansão, critério básico para aprovação de uma localização aeroportuária, e obrigaram ainda a rodar 20 graus a orientação das pistas para N-NE desalinhando-as perante os ventos predominantes de NW (orientação da antiga pista militar da F. Aérea).

Estas limitações foram a razão principal para NAER exigir às consultoras um estudo para as duas localizações (Ota e Rio Frio) apenas para 2 pistas afastadas de 1700m, distância mínima exigível. Esta não isenção desfavorece as potencialidades que Rio Frio oferecia.

3. A orografia envolvente ao aeroporto impede em uma das pistas aterragens em Categoria III (CAT III ), que todos os grandes aeroportos comerciais desejam, já que implica com as aterragens em condições climáticas adversas como nevoeiros com tecto abaixo de 30 m (120 feet) e RVR - Visibilidade Horizontal da Pista inferior a 550m , perdendo-se a independência de operacionalidade das pistas.

Esta limitação, diminuindo o nº de movimentos, implica roturas frequentes no desempenho operacional do aeroporto, afectando as partidas, com atrasos e cancelamentos, e originando desvios nas chegadas, altamente penalizadoras às companhias que o operam que tenderão por isso a evitá-lo.

4. As condições meteorológicas locais não foram estudadas por se não ter instalado uma estação meteorológica. Conhece-se porém, historicamente, que a zona da Ota é conhecida por ser invadida frequentemente por nevoeiros mais ou menos intensos, sobretudo no Inverno, devido à sua localização entre os rios da Ota e Alenquer e da sua proximidade com o vale do rio Tejo. Estas condições pedem a certificação do aeroporto em CAT III B, para este ter uma melhor operacionalidade em H 24.

5. Os avultados investimentos, estimados no seu final, sem as derrapagens, em 5000 milhões de euros, necessários a uma obra de tão grande envergadura e para a qual a Europa só irá contribuir com 180 milhões de euros, exigem um estudo custo - benefício aprofundado. Como a localização decidida não é compatível com os pontos 1. e 2. anteriores, cuja exigência de cumprimento devia ser mandatória, irá ser um dispêndio de capitais com nula rentabilidade .

O aeroporto de Atenas terá custado, a preços de 2006, 3700 milhões de euros. Admitindo uma inflação de 3% a Ota iria custar em 2017 exactamente 5300 milhões. Se considerarmos ainda que a infra estruturação (preparação de consolidação do terreno e terraplanagem) necessária na Ota irá originar fortes derrapagens, ainda se estará a ser muito optimista.

6. Se considerarmos a taxa de crescimento prevista para o período 2000/2035 de 3,6 % da consultora Parsons, o aeroporto da Ota a partir da sua data de inauguração prevista para 2017 terá uma vida útil de apenas 16 a 20 anos. (Ver attach acima). Ora Rio Frio possui capacidade para expandir-se para 6 ou mais pistas. Longa vida útil !

Um aeroporto deve ser projectado para um século sempre que possível.

7. A Portela hoje permite-se receber todo o tipo de aviões e garante uma capacidade de 40 movimentos/hora (aterragens + descolagens) enquanto que a Ota só terá capacidade para 44 a 72 movimentos, devido às suas condições orográficas desfavoráveis que afectam particularmente a pista W (Oeste).

8. Condicionou-se o traçado da nova rede de AV (Alta Velocidade) e VE (Velocidade Elevada) à localização da Ota. Daqui resultou uma má opção, porque a Ota não consegue coexistir com a nova rede de A. V. nem com o triângulo portuário. Este é um profundo erro estratégico. (Ver mapa de Portugal)

9. Projecta-se construir o aeroporto sem saber como efectuar as suas ligações ferroviárias com a nova linha de A.V. de bitola europeia Lisboa - Badajoz – Madrid e com a futura linha Lisboa - Porto já que ainda se não sabe como esta linha de A. V. ( TGV ) vai entrar em Lisboa, à falta de espaço – canal.

10. A Ota é uma escolha errada do ponto vista da logística, pois fica longe dos portos marítimos do triângulo portuário Lisboa - Setúbal - Sines e não se coordena (coexiste) com a restante rede de infra-estruturas rodoviária e ferroviária existente e futura.A consolidação dos terrenos movediços por colunas de brita , (além do seu baixo coeficiente sísmico de 1,02 para um necessário 1,5) impede a construção de uma estação terminal ferroviária para o shuttle e logicamente muito menos para o TGV.

11. Para construir o aeroporto vai ser necessário executar escavações de 50 milhões de metros cúbicos, o que corresponde ao volume de um paralelepípedo com uma base igual à área de um ha de um estádio de futebol e altura de 5000 metros. São necessários ainda 30 milhões de m3 para aterros. Só a movimentação das terras é colossal. Para tentar diminuir a movimentação das terras e escavações prevê-se que as duas pistas fiquem a cotas desfasadas (a do lado W será mais alta em relação à que será construída sobre o leito do rio Ota).

Fora do perímetro do aeroporto, a Nordeste da pista Este, terá ainda de se proceder à escavação e remoção de 3,5 milhões de m3 de terra de uma colina que interfere com as aterragens, de modo a obter-se o necessário OCH ( Obstacle Clearance Hight).

Na semana passada foi colocada no site da NAER o Relatório de Terraplanagem de Dez 2004 da Parsons , de leitura obrigatória . Colossal a obra de engenharia necessária à consolidação dos terrenos e respectivos custos, de mais 120 milhões de contos antigos relativamente a Rio Frio.

Ao exigir 235 617 colunas de brita para sustentar a pista Leste e as instalações criaremos UM AEROPORTO PALAFITA !

12. A Ota é pois um caso raro de um aeroporto construído sobre um leito de cheias sendo parte das instalações e pistas assentes na ribeira de Alvarinho e toda a pista Leste largamente implantada no vale do rio Ota, de terrenos argilosos com o firme «Bed Rock» a -20 m. Se a pista ficar à cota +20 m são exigíveis aterros de altura de um prédio de 7 pisos assentes sobre colunas de brita (ou outra alternativa) de 20 m para consolidar os lodos .

Este extra, explicará as futuras derrapagens e os 5000 milhões finais estimados para a construção, serão muito conservadores.

(Notar que o aeroporto Sá Carneiro já derrapou 10 X e a remodelação actual da via férrea do Norte derrapou já 23 X, com o inicial previsto 75,8 milhões (1990) para os actuais 1780 milhões de euros!!!!) .

NOTA: O concessionário será obrigado , face aos custos de construção, a criar taxas aeroportuárias altíssimas afastando as companhias de Low Cost e deste modo afectando gravemente o turismo nacional , uma das nossas poucas fontes de riqueza.

13. Por razões de geotecnia e topografia muito desfavoráveis atrás descritas, a construção do aeroporto na Ota será, estima-se, duas vezes mais onerosa do que numa região plana como Rio Frio. Este aumento vai implicar que as taxas aeroportuárias cobradas sejam mais elevadas para recuperar o investimento inicial, o que tornará o aeroporto pouco competitivo e poderá levar à morte da TAP de um modo idêntico ao acontecido com a Olimpic Airways grega no seu novo aeroporto em Atenas.

14. O argumento invocado, segundo o qual o projecto tem que avançar desde já para aproveitar os fundos comunitários (sabe-se hoje que são apenas 180 milhões de euros), não tem sentido, pois o aumento dos gastos, devido à localização em causa e o tempo previsto para a preparação do terreno (3 anos) é muito superior ao que iria ocorrer comparativamente a uma região planáltica como a de Rio Frio (sem problemas de segurança aérea e com muito melhores condições meteorológicas).

15. Não existem hoje ligações rodoviárias e ferroviárias a Lisboa com capacidade de servir um aeroporto que na inauguração (2017) prevê 17 milhões de passageiros e 16 anos depois 30 milhões/ano.

Não existem dados, nem foram contabilizados os custos de uma nova e necessária auto-estrada por saturação já actual da A1. Também por saturação da via férrea do Norte é necessário, por falta de espaço canal, construir 40 km de túneis e viadutos com um custo estimado de mais de 1000 milhões de euros. Todos estes extras terão de ser suportados pelo Estado.

Pelo contrário RIO FRIO irá beneficiar da TTT e da linha de TGV entre Lisboa-Badajoz-Madrid para fazer passar o shuttle a custo zero e beneficia ainda directamente da auto-estrada pela ponte Vasco da Gama ainda longe da saturação para se ligar por rodovia, também a custo zero, ao centro de Lisboa .

16. Ao concessionar a privados a exploração do Novo Aeroporto, estes irão exigir contrapartidas que garantam o seu investimento, isto é privatização da Ana em Lisboa (única rentável) e os terrenos do actual aeroporto da Portela.

De igual modo o prazo da concessão (não repugnou ao Min. Mário Lino aceitar até 90 anos, conforme entrevista pública televisiva) pode colocar ao futuro Governo na altura em exercício e com o novo aeroporto já saturado, graves problemas perante as garantias do contrato de concessão obtidas pelo concessionário.

17. Na escolha da localização do novo aeroporto deu-se absoluta prioridade a razões ambientais em detrimento da navegação aérea, da sua Segurança e da fiabilidade do aeroporto em estar operacional H 24. Se os critérios ambientais fossem os prioritários, então a melhor opção seria manter a Portela e nada construir.

18. Como a vida útil do aeroporto na OTA fica limitada por incapacidade de expansão, dentro de 10 ou 20 anos, estaremos de novo a estudar a construção de um novo e definitivo aeroporto, agora sim, em Rio Frio, se não for o caso de estar agora o actual ainda espaço livre, já coberto por urbanizações.

Por pretextos ambientais iremos assistir, no futuro, a uma segunda Grande Agressão Ambiental!!!

Mário Ribeiro, Eng.º"

(Via Small Brother)

22.3.07

Declaração

Eu de barba branca a tiracolo
rodeado de fumo por todos os lados vadios
menos pelo lado do mar
com um incêndio à ilharga
e dois artelhos clandestinos
eu salvo miraculosamente para te amar e curar
e esperar o teu regresso glacial e escarlate
que escrevo poemas desde que um rato
me entrou prós pulmões e só por causa disso
eu que disse: há um cancro no mapa universal
e engenheiros, geógrafos, doutores se apressaram a negá-Ia
eu da cintura pra cima de alcatrão e terror
e do umbigo pra baixo de quiosque chinês
eu não espero piedade obrigado

-António José Forte
Wherein [art thou] good, but to taste sack and drink it? Wherein neat and cleanly, but to carve a capon and eat it? Wherein cunning, but in craft? Wherein crafty but in villainy? Wherein villainous, but in all things? Wherein worthy but in nothing?

19.3.07

Na Terra dos papa-vidas

Hoje tive que explicar à minha Mãe, que trabalhou uma vida inteira sem questionar por aí além aquilo que lhe ia sendo exigido - numa profissão medianamente qualificada, porque é que a partir deste mês o Estado a ROUBA em cinquenta euros em cada recibo da reforma.

E expliquei da seguinte forma:

- porque a maioria dos portugueses são uma cambada de índios cobardes, sujos, acomodados e inconsequentes mais ralados com o próprio umbigo e habituados a um estilo de vida mais próprio das Honduras ou da Colômbia do que aquilo que lá em casa se construiu

- porque a medíocre, anafada e gelatinosa classe política, desde o 25 de Abril, atira areia para os olhos da ralé dizendo que é preciso apertar o cinto, mas esbanja milhões de euros em obras inúteis, carros de luxo, aviões de combate, e reformas de Creso - e no entanto, a ralé vai votar, ou fica em casa a coçar a micose passivamente

- porque de entre os governos vampirescos, o de José Sócrates acresce um dado novo à equação: é totalitário, prepotente e raso, tão raso de ideias, de valores e de objectividade

- porque este Estado vende medo, e vende-o granjeando o apoio servil e cego de uma nova PIDE, uma PIDE popular, uma PIDE dos pobres de espírito, dos crédulos e dos que nada conseguem fazer com a sua mente além de fomentar a bitola da voz do dono, orientada sempre para um norte volúvel para o qual virados, babando, vencem o défice de auto-estima que lhes foi incutido desde crianças

- porque no dia em que as águias levantarem vôo, não vai sobrar um rato para contar como é que foi.

Ou como escreveu Pedro Arroja,


"Estes países não possuem opinião pública. Eles aderiram à UE porque os governantes lhes disseram que era bom aderir à UE. Eles aderiram ao euro porque os governantes lhes disseram que era bom aderir ao euro. Mas os governantes, nestas coisas, tendem a dizer apenas as coisas boas. É certo que as más - isto é a disciplina necessária para manter a adesão ao euro e à UE - essas, os cidadãos nem estavam interessados em as ouvir. Se algumas houvesse, na altura logo se veria, e os governantes que as resolvessem.
É claro que estes países, com Portugal à frente de todos, estão agora a ter aquilo que merecem. E nem sabem o que os espera - na realidade, a tragédia das populações destes países é que nunca sabem aquilo que os espera - porque eles sempre estiveram habituados a que viesse alguém de cima dizer-lhes aquilo que os espera."

18.3.07

Na mesa azeite, alhos e pão. Tinto. Pimenta, risos, sol.

O meu bisavô paterno.materno era afinal contrabandista. O meu avô materno também. Old habits die hard, e ainda assim é reconfortante reforçar este desejo com o cimento inabalável da genética.

Quero ser um contrabandista acoitado nas matas sinceras dos mortos de ardor.
G :)


VAGABONDS
(Sullivan) 1987

We follow the taillights out of the city
Moving in a river of red
As the colours fade away from the dusky sunset
We roll for the darkness ahead

We are old, we are young, we are in this together
Vagabonds and children, prisoners forever
With pulses a-raging and eyes full of wonder
Kicking out behind us again

Night-time City Beat the radio is calling
The lost and lonely in vain
Out here we are running for the wide open spaces
The road-smell after the rain


We are old, we are young, we are in this together
Vagabonds and children, prisoners forever
With pulses a-raging and eyes full of wonder
Kicking out behind us again

And watching as a boy alone at the quayside
The ships loading cargo in the night
Their names all calling to faraway places
The years go past, the miles go by
And still this childhood romance will not die

15.3.07

Soube hoje, ainda, que no Irão obscurantista há quem uive pela estreia de "300", possivelmente o melhor filme dos últimos meses. E que ao uivar, escancare a mandíbula dizendo que o retrato dos persas que ali se faz é depreciativo e subvaloriza as qualidades da sua civilização. A mesma que, passadas estas centenas de anos sobre Thermopylae, ainda se encontra rigorosamente no mesmo estado de evolução no qual se encontrava à data, e que se sem dúvida teria feito o mesmo de toda e qualquer terra livre que tivesse apanhado pela frente caso de Esparta não tivessem saído, naquele dia, os 300 homens do Rei Leónidas.



GRANDES CABRÕES, JÁ SE ESTAVA MESMO A VER!!!

Aborto após 10 semanas deixa de ser punido


O anteprojecto da primeira lei de política criminal, que vigorará entre Setembro de 2007 e 2009, prevê como alternativa à prisão a aplicação da suspensão provisória do processo no caso do aborto praticado após as dez semanas.


Segundo o documento, considera-se “indispensável reforçar a aplicação dos institutos de diversão e de consenso”, entre os quais se encontram a suspensão provisória do processo, no caso dos crimes puníveis até três anos de prisão, como é o caso da interrupção voluntária da gravidez quando realizada após as dez semanas, ou seja, após o período em que o aborto deixa de ser crime, na sequência da vitória do ‘sim’ no referendo de 11 de Fevereiro.

“Também o aborto com consentimento da mulher grávida, fora das situações de não punibilidade legalmente previstas, é objecto destas orientações, tendo em conta que a prisão efectiva não possui um efeito ressocializador”, lê-se no anteprojecto da Lei sobre Política Criminal, que estabelece prioridades e orientações em matéria de prevenção e investigação criminal.

Além do aborto praticado após as dez semanas e, logo, punível pelo Código Penal, também são alvo destas orientações os crimes pouco graves contra a liberdade, contra a liberdade sexual, contra a honra e as ofensas à integridade física simples.

Para a presidente da Federação Portuguesa Pela Vida, Isilda Pegado, esta proposta “abre a porta para a liberalização do aborto até aos nove meses”. E acrescenta: “O fantasma das prisões foi mais uma mentira eleitoral.”

Fonte do Ministério da Justiça disse ao CM que “é prematuro proceder a um debate público antes de concluído o processo de audições” dos conselhos superiores e operadores judiciários: “Só depois de concluídas as audições a proposta será aprovada pelo Conselho de Ministros e remetida à Assembleia da República.”

14.3.07

The Tide Rises, the Tide Falls

The tide rises, the tide falls,
The twilight darkens, the curlew calls;
Along the sea-sands damp and brown
The traveller hastens toward the town,
And the tide rises, the tide falls.

Darkness settles on roofs and walls,
But the sea, the sea in darkness calls;
The little waves, with their soft, white hands,
Efface the footprints in the sands,
And the tide rises, the tide falls.

The morning breaks; the steeds in their stalls
Stamp and neigh, as the hostler calls;
The day returns, but nevermore
Returns the traveller to the shore,
And the tide rises, the tide falls.

- Henry Wadsworth Longfellow
"Only one faith on Earth may be more messianic than Islam: multiculturalism. Without it — without its fanatics who believe all civilizations are the same — the engine that projects Islam into the unprotected heart of Western civilization would stall and fail”

...

"In not discussing the roots of terror in Islam itself, in not learning about them, the multicultural clergy that shepherds our elites prevents us from having to do anything about them. This is key, because any serious action -- stopping immigration from jihad-sponsoring nations, shutting down mosques that preach violence and expelling their imams, just for starters -- means to renounce the multicultural creed. In the West, that's the greatest apostasy. And while the penalty is not death -- as it is for leaving Islam under Islamic law -- the existential crisis is to be avoided at all costs. Including extinction."


- Diana West

The road to oppression (UK)

Babies to be given marks for babbling

By Liz Lightfoot, Education Editor
Last Updated: 3:13am GMT 14/03/2007

Babies will be given marks for crying, gurgling or babbling under the Government's new curriculum for 0-5 year olds which all nurseries must follow.

Playgroups and childminders will also need to show that they help babies make progress in 69 areas of education and development or risk losing funds.



The new Early Years Foundation Stage curriculum lays down how children are expected to develop from birth to the end of the first year of compulsory schooling, the year in which they turn five. The document, which has the force of law, was published yesterday alongside a book of guidance and cards containing the main requirements and underlying principles.

Beverley Hughes, the minister for children, insisted that it was not a "tick-box" curriculum and that she would be "horrified" if people used it to mark babies on a grid from birth. "It is about getting people to think sensibly about the needs of the children they work with," she said.

But parents' groups accused the Government of putting stress on children by giving targets they should reach before their first birthday and the Conservatives called it "an unprecedented supervision of children from birth to primary school" which would take away childhood.

The Steiner Waldorf movement says its nurseries will not meet the demands of the new curriculum because children are not taught to read until the age of six.

Parents using Steiner nurseries and others not complying with the more formal approach to early-years education will lose state subsidy for their three- and four-year-olds.

"We are in discussion with the Department for Education about how Steiner Waldorf will be able to work towards the early learning goals while keeping its own curriculum," said Janni Nicol, its early childhood representative.

The guidance gives "Dr Spock"-type advice about the emotional comfort babies derive from "snuggling in" and a series of tips, such as placing mirrors where they can see their reflection.

In the first year, babies should "communicate in a variety of ways, including crying, gurgling, babbling and squealing". Between eight and 20 months they should begin to "enjoy babbling and increasingly experiment with using sounds and words to represent objects", it says.

By three years and four months, children will begin citizenship lessons so they understand that "people have different, needs, views, cultures and beliefs, that need to be treated with respect".

Reading lessons will start at the age of three with children taught to recognise sounds and link them to letters. They will progress to learning the 44 main letter and sound relationships - phonics - when they are ready, which the document suggests will be usually by the age of five. But it stresses that phonics teaching should be fun and include games that use sight, hearing and touch.

Handwriting should begin at 16 to 26 months with finger painting, brushes and felt tips and counting at the age of two through songs and games until, between three and a half and five, they can count to 10.

The curriculum which comes into effect in September next year, replaces the existing non-statutory Birth to Three Matters guidance, the foundation stage curriculum for three and four year olds and the national standards for day-care.

Miss Hughes said the first five years were a crucial time for a child's development. "The early years foundation stage is about ensuring quality and consistency across all settings where care is provided for young children."

However, Anne McIntosh, the shadow minister for children, said such detailed inspection was inappropriate. "I believe children should be allowed to find their own level under careful teaching supervision.

We should free up teachers' time to teach. We should allow children to have their childhood and let the professionals do their job. Many fear that setting targets between birth and the age of five can have damaging effects on child development."