12.4.07

...e fico contente em saber que há quem se dê ao trabalho de ler A Caverna a partir de telemóveis e PDA's, ah isso fico.
"Funes, el memorioso" escreveu hoje no seu blog:

"Ouço as explicações: erros de secretaria, falhas burocráticas, formas normais e comuns de tratamento pessoal e de conclusão de cartas, esquecimentos…
Nada que não possa, de facto, acontecer.
O problema não está, contudo, nestes erros e lapsos poderem ocorrer. Está em terem ocorrido todos simultaneamente.
Levado por esta hipótese, dedico-me a um pequeno exercício de probabilidades. Pego em meia dúzia de factos do caso Sócrates, sem qualquer preocupação de exaustão, e questiono-me:
1- Qual a probabilidade de José Sócrates se intitular engenheiro e deixar que o tratassem por engenheiro, quando consabidamente o não era?
Sejamos honestos. É muito elevada. Quase todos os engenheiros técnicos que conheço o fazem. Ponhamos, por isso, 99% (0,99).
2- Qual a probabilidade de um aluno de uma universidade, inscrito em cinco cadeiras, ter o mesmo professor em quatro?
Não conheço nenhum caso, não conheço ninguém que conheça, mas admito, generosamente, 5% (0,05).
3- Qual a probabilidade de um aluno ter como professor o reitor da universidade?
Tanto quanto sei, os reitores não costumam dar aulas. Admito, no entanto, que na “Independente”, o reitor tenha dado umas aulas. Não muitas, naturalmente, mas concedamos, por absurdo, que as deu a quase toda a gente e estabeleçamos 80% (0,8).
4- Qual a probabilidade de, por esquecimento, o registo de uma disciplina (o inglês técnico, no caso de Sócrates), ter ficado omissa no plano de estudo que um aluno deve frequentar?
Esta é mesmo muito pequena, mas admitamos 10% (0,1).
5- Qual a probabilidade de, por lapso, um diploma indicar um domingo como data de conclusão de um curso?
Concedamos, a brincar aos exageros, que na “Independente” as datas de conclusão dos cursos são aleatoriamente atribuídas a qualquer dia da semana. Então a probabilidade de calhar o domingo é de 1/7, 14,3% (0,143), arredondando por excesso.
6- Qual a probabilidade de um dossier de transferência de um aluno ser concluído (como, se diz que foi o de Sócrates) muitos meses depois do termo do respectivo prazo legal?
João Redondo, da Associação do Ensino Superior Privado, responde que nenhuma. Faz sentido, porque é uma ilegalidade. Mas às vezes, sem culpa do aluno, as ilegalidades cometem-se. Num país como o nosso, podem acontecer com alguma frequência, mesmo sem estarmos diante de uma hipótese de corrupção. Com o aluno de perfeita e integral boa fé. Fixemos então a probabilidade de isto acontecer por puro desleixo em 1% (0,01).
7- Qual a probabilidade de um deputado corrigir a ficha dos seus dados pessoais na Assembleia da República?
Esta é fácil de verificar. Basta consultar os registos respectivos. Admitamos, até que essa análise seja feita, que isso acontece em cada legislatura a 16 deputados. Considerando, por defeito, um universo de 200 deputados, temos 8% (0,08).
8- Qual a probabilidade de alguém, dirigindo-se em tons formais a um desconhecido, terminar com a expressão “do seu”?
Bem, eu tenho uma profissão em que passo a vida a escrever e a receber faxes e cartas. Nunca escrevi nem ninguém me escreveu “do seu”. Mas noutros meios, mais influenciados pela cultura inglesa, admito que possa acontecer. Demos uma probabilidade de 20% (0,2).

Podíamos continuar, mas não vale a pena. Temos uma série de factos lamentáveis que, embora relativamente improváveis, aconteceram na realidade com José Sócrates. Façamos agora a pergunta fundamental: e qual é a probabilidade de estes factos terem ocorrido todos, como José Sócrates diz que desgraçadamente lhe aconteceram?
Sendo factos todos independentes uns dos outros, o cálculo de tal probabilidade obtém-se pela multiplicação da probabilidade de cada um.
Faço as contas e, se as faço bem, obtenho uma probabilidade de menos de 1 para 10.000.000.
José Sócrates é o mais azarado dos portugueses.

Creio que José Sócrates de saiu relativamente bem da entrevista de ontem e que, por ora, o risco de o seu governo cair é diminuto.
A sua credibilidade tende fortemente para zero.
Isso vai ter consequências políticas.
"
O que significa para os portugueses a liberdade (um testemunho pessoal tirado em duas horas de passeio por um concelho apenas):

- ir a 120 numa estrada secundária colado à traseira do carro da frente, a fumar, de boné e brincos, a rir para o pendura, e a gesticular para o dito condutor da frente para que "ande ou saia" (em portugal deve ser uma forma de regozijo, ter um ar nojento, não formar dois raciocínios conexos, e andar na estrada a matar gente que não tem culpa de nada)

- dar um pontapé e fazer má cara ao namorado (marido?) por este dizer a dois turistas que é preciso ter cuidado naquela rua porque costuma haver assaltos (em portugal não deve haver assaltos, deve ser um país paradisíaco, e mesmo que não seja, é preciso que não se saiba)

- poder pagar rios de dinheiro para que um néscio qualquer, habilitado por outra série de néscios, passe um papel que não serve para nada (em portugal é visível a evolução, o progresso, porque é um país que funciona bem, oleado, a(os) papéis)

E poderia continuar mas estou farto, fartinho, de gente estúpida e que gosta de ser controlada sem saber que o é, a troco da LIBERDADE de ser eternamente xunga, é preciso que se diga, xunga.
Tratemos, pois, de reproduzir alguns dos comentários de hoje no blogue Do Portugal Profundo, para cuja importância aponto, dado que também eu, ao sair hoje à rua, me deparei com um cenário torpe, pejado de tibieza, em que toda a gente parecia contente por viver novamente sob a canga da Ditadura.

- Certificado de Habilitações - Entregou-o, conforme confirmou, em Junho/Julho de 1996, tendo-se inscrito em 1995. Só aqui já houve favorecimento! Se eu chegar a uma escola qualquer e disser: "Eu tenho o 11º ano, quero inscrever-me" todas as funcionárias se riem! E com razão! é a mim que cabe o ónus da prova em relação ás minhas habilitações.

- Professor(es) - Teve uma turma especial para ter Inglês Técnico com o Reitor, que era uma cadeira do 1º ano, leccionada por outro professor. Não é favorecimento? Teve as restantes cadeiras (4) com outro professor, que lhe deu dois 17 e dois 18, e que era seu colega no governo guterres e mais tarde fez parte do seu governo. Estranho? Não é nada...

- Conhecimentos - Afirmou claramente que não conhecia o professor em questão antes deste lhe dar aulas, mas este havia sido seu docente tambem no ISEL. Não o conhecia anos depois quendo o nomeou, através do seu ministro, para director das finanças do ministério da Justiça (grande Engenharia). Este senhor viria mais tarde a demitir-se devido a um escândalo convenientemente abafado de ter nomeado uma senhora brasileira que era criada de mesa para chefe do seu gabinete. Caricato.

- Equivalências - Pediu 25 e obteve 26. Espectáculo. Mas melhor ainda é que faltavam 12 disciplinas e passaram a faltar 5! Mais espectáculo ainda! E deram-lhe as equivalências sem certificado de habilitações entregue, como ele próprio admitiu e achou "normal" com um papel que ele entregou ao reitor Arouca, com o plano de equivalências que ele (Sócrates) achava correcto...

- Titulos - Isto é o menos importante. Se usou do titulo de Engenheiro ou não, é irrelevante. Como ele diz, é um titulo "social". Mas trabalhou em Castelo Branco ou na Covilhã entre 1981/82 até 1987, como engenheiro. Isto é um bocadinho mais grava.

- Falsificação de documentos - Na inscrição da Assembleia, nota-se claramente 2 acrescentos: Na profissão, de "engenheiro civil" para "técnico de engenheiro civil" e nas qualificações, de "Engenharia Civil" para "bach engenharia civil". Diz ele que aquilo foi correcção feita na hora. E porque não foi destruida a que estava errada?

Para já é do que me lembro. As pessoas que o defendem incluem-se, para mim, num ou mais de 3 grupos:

- Não funcionários publicos que têm inveja daqueles que o são. Eu não sou mas tambem não tenho inveja. Desde que tenha trabalho... coisa que mais de meio milhão de portugueses não tem... E adoram que este esteja a cascar nos FP.

- Boys que gostam muito da maneira como o sistema funciona.

- Pessoas que ainda não estão informadas, porque não entendem não querem entender ou ainda que confundem toda esta polémica com o facto de estarmos preocupados com o facto do homem ser ou não Engenheiro.


Os antecedentes elucidam muito sobre a ausência completa de valores deste personagem . Não fiquei admirado com as marcas "civilizacionais" que refuta ter o seu governo deixado para a posteridade: aborto, inseminação e paridade.
Cada uma destas marcas tem que se lhe diga e não vale a pena escamotear a coisa. Se o aborto é um último recurso de um descuido não vejo como pode ser apodado de marca civilizacional; a inseminação insere-se, obviamente, num campo lodoso e confunde-se muito ou leva à eugenia finalmente a paridade é a consagração na lei da "desigualdade entre os sexos e contraria o preceito constitucional de garantia de ninguém ser prejudicado ou favorecida em resultado do seu sexo.
Que marcas civilizacionais!!!



O investimento estrangeiro está a abandonar Portugal, cresce o número de desempregados, aumentam os impostos, as pessoas já não têm dinheiro para as compras do mês , há miséria encoberta, é uma vergonha irem para a televisão dizer que estamos melhor quando toda a gente vê que estamos muito pior que há dois anos.
Ele não serve para 1º ministro de Portugal é um ditador em potência se não correrem depressa com ele vamos ter uma ditadura, desde o 25 de Abril que não se via nada assim em Portugal.


1 - É surrealista que uma Universidade, seja ela privada ou pública, aceite a inscrição de um aluno vindo de uma outra Universidade ou Instituto Público, concedendo-lhe equivalência a uma série de cadeiras, com base nas declarações feitas pelo próprio vertidas para um papel A4.
Mas será que alguém de boa-fé acredita que uma Universidade aceita uma inscrição com base em tais declarações??

2 - Por outro lado, José Socrates cometeu algumas, não muitas (até porque os entrevistadores não foram nem incisivos nem demonstraram estar exaustivamente preparados nem conhecedores de uma série de questões que têm vindo aqui a ser colocadas), contradições; uma delas é afirmar que foi para a UNI pelo prestígio que a mesma patenteava no curso que era o seu.
É que sabendo-se que a UNI só tinha o curso de Engenharia Civil há dois anos, como é possível formular e defender tal apreciação??
Obviamente que aqui José Socrates não disse a verdade.

3 - Acresce que, José Socrates afirmou ainda desconhecer, até então, o seu professor de 4 cadeiras de seu nome António José Morais.
Ora, pese embora não consigo factualmente, como se impõe, desmontar tal asseveração, não deixo de registar as minhas sérias dúvidas quanto à veracidade de tal afirmação.
No entanto, e face ao que POSTERIORMENTE foi aqui avançado por António Balbino Caldeira, resulta claro que José Socrates MENTIU, pois que não há ninguém, e aqui sublinho, ninguém, que não se lembre de um seu professor de Faculdade. Pode até suceder que não se lembre do seu nome, mas da figura não se esquece de cereteza.

4 - Para além disso, penso que José Socrates colcocou-se numa posição perigosa quando afirmou que não conhecia os seus dois professores da Uni até ter lá frequentado o resto do seu curso, na medida em que facilmente, como já aqui sucedeu, tal pode ser desmontado, e aí, não há tese possível que possa salvar a sua mentira.

5 - Considero muito suspeito que José Socrates tenha referido que o fax enviado ao reitor data de Novembro de 1996 e que o "desconsolo" a que aludia reportava-se ao facto de existirem dois diplomas legais que o impossibilitavam de aceitar o convite do reitor para que o dito pudesse lá dar aulas.
Muito suspeito mesmo, por duas razões:
1.A data está cortada no fax. Porque razão?
2. A tal incompatibilidade não existia à data.

6. Não sei se alguém se apercebeu que, quando José Alberto Carvalho lhe perguntou se ele tinha feito os exames em Agosto, José Socrates respondeu: Não, Não,fiz muito antes.
Ora, esta resposta foi de tal forma estranha que até José Socrates ficou nervoso com a sua própria resposta, pois abriu porta a que o jornalista lhe perguntasse: Quando é que os fez então?
Muito antes? No máximo teria feito em Junho. Mas isto já faz parte de uma das minhas percepções subjectivas.

7. O caso das biografias da Assembleia da República foram tão mal explicadas, mas tão mal, que é consensual entre todos os que se pronunciaram acerca da dita entrevista, que esse foi o pior ponto de José Socrates.
Eu diria que o foi porque deu para perceber, e haja coragem para o afirmar, que o Senhor estava a mentir a este respeito.

8. Estranho que ninguém tenha ainda apurado qual era a remuneração que José Socrates auferia na CM Covilhã entre 1982 e 1987, e qual a categoria profissional pelo qual o fazia; seria Engenheiro Técnico ou Engenheiro Civil?


Bom dia.
Assisti, incrédulo, às declarações prestadas pelo ex-Engenheiro José Sócrates, ainda Primeiro-Ministro da República da Libéria (perdão, de Portugal). E logo me ocorreram os versos do grande António Aleixo:
«Para a mentira ser segura,
E ter profundidade,
Tem de trazer à mistura
Qualquer coisa de verdade».

Vejamos porquê.

1. Em qualquer Universidade digna desse nome, as equivalências a cadeiras feitas noutras instituições de ensino superior (público ou privado)apenas são concedidas mediante requerimento instruído com certidão de aprovação nas mesmas,com os respectivos programas e cargas horárias. Trata-se de actuar de acordo com a lei, cuja ignorância não pode ser invocada pelo ex-Eng. José Sócrates ou pelo Prof. Luís Arouca (cfr. art.º 6.º do Código Civil português).
2. Dizer que só apresentou o certificado de habilitações do ISEL em Julho de 1996 - quando as equivalências lhe haviam sido concedidas pela UNI (ou pelo «seu» Reitor)em Setembro de 1995 - porque os «malandros» dos Professores daquele Instituto só então publicaram as notas referentes às disciplinas frquequentadas por José Sócrates no ano lectivo de 1994/1995 é algo que não lembraria a Belzebu:
a)- se assim tivesse sido, esses Professores «malandros» (ou, para o Governo de que ele é Chefe, simplesmente «Professores», porque todos são malandros por natureza...)deviam ter sido alvo de processo disciplinar, uma vez que não teriam cumprido os seus deveres funcionais;
b)- se é «normal» verificar-se tal atraso no lançamento das notas (Sócrates dixit, será que os alunos que frequentaram o último ano da Licenciatura no ISEL em 2005/2006 apenas terão as notas lançadas lá para Julho deste ano (com todos os prejuízos que daí advirão)?
c)- se isso é «normal», então José Sócrates não poderá deixar de qualificar como tal, também, o facto de um dos grandes arautos do «seu» (hoc sensu) Governo, VITAL MOREIRA - Professor da Faculdade de Direito de Coimbra - se ter limitado a dar meia dúzia de aulas entre Outubro e Dezembro de 2006 (vejam-se as folhas de presenças existentes na Faculdade, se, entretanto, não forem para o Maneta...), de não fazer sumários das (poucas) aulas durante anos a fio (veja-se, para os dois últimos anos, a página da Faculdade na internet - www.fd.uc.pt, na Web on campus)e de faltar sistematicamente e sem qualquer justificação às reuniões do Conselho Científico da Faculdade (vejam-se as respectivas actas, das quais consta a lista dos membros presentes e a dos que justificaram a sua ausência... Sendo certo, aliás que nos dias em que esse ex-grande defensor da classe operária (entretanto convertido do «Das Kapital» ao «Dás capital?», como o atestam os múltiplos cargos que ocupa, com destaque para o lugar da capitalista EDP, sem esquecer os parecers para o Governo e a sua reforma como político) faltou às aulas e às mencionadas reuniões não deixou de largar postas de pescada no «seu» (hoc sensu) blog, «causa nossa» (ou seja, a causa de sacar o mais que se pode, forrando-se ao trabalho, como o «verdadeiro cavalheiro de indústria» de que falava o grande Camilo Castelo Branco). Tudo isso impunemente, o que leva os alunos a interrogarem-se acerca do «estatuto de que goza Vital Moreira na Faculdade»...
3. O grande problema de provar as habilitações eventualmente obtidas por José Sócrates na UNI reside na impossibilidade de confrontar a certidão de Licenciatura (concluída, e não passada, ao Domingo...)com os documentos de suporte (livros de termo e de verbetes, bem como as pautas), que, ILEGALMENTE, terão ido para o Maneta (Arouca dixit). Em qualquer Universidade digna desse nome e cumpridora das disposições legais em vigor é fácil dissipar dúvidas sobre a eventual falsificação do diploma e/ou do certificado de habilitações, porque existem em arquivo os documentos que servem de base à sua emissão; não é, verdade, aliás, que seja José Sócrates o único a ter de provar as suas habilitações, porquanto isso é exigido a todos quantos invoquem a sua titularidade...
4. Relativamente às falsas qualificações (Engenheiro e Licenciado em Engenharia) constantes da Biografia dos Deputados na Legislatura de 1991-1995, diz José Sócrates que era um simples e «obscuro» (nisto foi sincero...)deputado e que se tratou de um erro dos serviços. Temos de convir que, apesar de tudo, foi mais digna (ou, talvez melhor, menos indigna) a atitude do então «controleiro» da bancada parlamentar do PSD, Adérito de Campos, que fez constar dessa mesma Biografia, como habilitações académicas, «Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Coimbra», que nunca chegara a concluir (mais um «Dr. NUNCA»...) e que, uma vez desmascarada a farsa pelo semanário «O Independente» (com a preciosa ajuda de um grande Amigo meu, reconheceu não ser, afinal, Licenciado, tendo sido excluído para sempre das listas de candidatos a deputados daquele partido...
5. Já agora, por falar em «Dr. NUNCA» (ou «Eng. NUNCA»), Hermínio Loureiro não será mais um deles? Passou a ser tratado por Dr. pelos presidentes de clubes de futebol e por jornalistas quando se candidatou a Presidente da Liga e nunca se desmanchou, sendo certo que ainda há pouco tempo não tinha mais do que o 8.º ou 9.º ano de escolaridade e andava a vender seguros (sem menoscabo para os profissionais deste sector). E não deve ser o único.
Prometo estar atento e vigilante.



Estranho que ainda ninguém tenha comentado, ou sequer referido, esta informação que vem no blog Briteiros :
Apanhado com a mão na massa
Pela boca morre o peixe.
Vejam o que consta nas NOTAS BIOGRÁFICAS da Declaração de Candidatura de José Sócrates a Secretário Geral do PS em 2004:

Licenciado em Engenharia Civil, concluiu depois uma pós-graduação em Engenharia Sanitária, na Escola Nacional de Saúde Pública.
Entre 1981 e 1987 exerceu a sua actividade profissional como Engenheiro Civil, na Câmara Municipal da Covilhã.

http://web.archive.org/web/20040810135127/www.josesocrates.com/default.aspx?sid=4

O resto da conversa está no link que fica aqui abaixo. Arroga-se de ter sido Engenheiro Civil na Câmara da Covilhã quando reconheceu que só se licenciou em 1996. Não será já caso de polícia? E verificar as folhas de vencimento da Câmara da Covilhã para ver se bate certo?
"As nuvens negras já não estão apenas no horizonte. Em matéria de liberdade de expressão, já chove em Portugal."

- Mário Bettencourt Resendes

11.4.07

http://www.correiomanha.pt/comentario.asp?idCanal=9&id=150944

"A personalidade do menino Sócrates começou aqui a ser talhada – a rajadas de vento frio de nordeste e a golpes de régua desferidos no colégio do professor Cerdeira, homem de muita sabedoria e escassa meiguice.

A régua de Cerdeira, polida de tanto bater, não amoleceu o carácter truculento do pequeno Sócrates. A cada reguada, mordia o lábio para segurar a lágrima. Ainda hoje, crava os dentes na carne para conter a fúria.
"

Isto é psicótico, perigoso, diria mesmo Asterixiano!
Blasfemou, e bem, João Miranda há instantes,

Guia para a entrevista do Primeiro-Ministro
Para quando se falar de um certo e determinado assunto:

1. Dizer: "Ainda bem que me faz essa pergunta".

2. Elevar o tom de voz.

3. Mostrar indignação.

4. Dizer quanto valoriza a aprendizagem ao longo da vida.

5. Mostrar um documento qualquer. Mesmo que ninguém consiga ler, credibiliza. Pode ser a Certidão de Nascimento. Se ninguém perceber o que é, impressiona à mesma.

6. Dar a entender que isto é uma questão de invejas.

7. Todos os pontos favoráveis são mérito do Primeiro-Ministro, que até se licenciou numa universidade elogiada pelo Ministério do Ensino Superior. Todos os pontos desfavoraveis são culpa da burocracia da Independente, que até foi fechada pelo Ministério do Ensino Superior.

Dedicado a José Manuel Fernandes, João Marcelino e a 75% do eleitorado

Poema Pouco Original do Medo

O Medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis
vai ter olhos onde ninguém o veja
mãozinhas cautelosas
enredos inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no múrmurio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
Ouvidos nos teus ouvidos

O Medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos) intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com a certeza a deles

Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente

muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes e angustiados

Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

O Medo vai ter tudo
quer ser tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos

Sim
a ratos

-Alexandre O’Neill


38. "Now it came to pass, as they went, that he entered into a certain village: and a certain woman named Martha received him into her house.
39. And she had a sister called Mary, which also sat at Jesus' feet, and heard his word.
40. But Martha was cumbered about much serving, and came to him, and said, Lord, dost thou not care that my sister hath left me to serve alone? bid her therefore that she help me.
41. And Jesus answered and said unto her, Martha, Martha, thou art careful and troubled about many things:
42. But one thing is needful: and Mary hath chosen that good part, which shall not be taken away from her."
Interessante blog que me chegou ao conhecimento:

http://ocorencias.blogspot.com

Transcrevo:

"Luís Manuel Fernandes de Menezes de Almeida Ferraz está novamente em Londres.

O emissário é enviado pela primeira vez ao Consulado Geral de Portugal em Londres, no contexto da queixa-crime apresentada por 14 trabalhadores contra o MNE por Fraude e Abuso de Confiança contra a Segurança Social.

Em sequência da referida denúncia, o MNE, interpelado pelos media, decidiu, numa manobra de desinformação muito sui generis, divulgar que os trabalhadores teriam sido “compulsivamente inscritos no sistema de segurança social britânico”. Como se a obrigação da entidade patronal de inscrever os trabalhadores dependentes num sistema de segurança social pudesse ser “compulsivamente” transferida para esses mesmos trabalhadores.

Como se a Lei (n.º 5 do Artigo 85.º do Decreto-Lei n.º 444/99), e os seus contratos de trabalho, não lhes permitissem escolher entre o sistema de segurança social britânico e o português. Como se a questão fosse a responsabilidade da inscrição e não o crime da não assumpção da responsabilidade com a segurança social. Como se um pais democrático se impressionasse com a força autoritária e sem autoridade de um discurso demagógico e desinformado.

No entanto, a verdade é que a alegada inscrição dita compulsiva, ao contrário do que António Braga tinha anunciado, carecia, ainda, de alguém que se predispusesse à sua operacionalização.

Apresentando-se como alguém que “apenas vem cumprir instruções”, aparece-nos, então, Luís Manuel Fernandes de Menezes de Almeida Ferraz.

Evidenciando uma determinação notável em cumprir as tais instruções (e um autoritarismo não menos assinalável), inscreve os trabalhadores na Segurança Social inglesa, ignorando a sua opção pelo regime geral de segurança social portuguesa.

Até hoje, o MNE continua sem entregar - em qualquer dos sistemas - a contribuição para a Segurança Social devida pela entidade empregadora.

Luís Ferraz ignorou a lei de uma forma grosseira. Luís Ferraz prestou um mau serviço ao Estado de Direito que serve.

No fim de 2006, cinco dos trabalhadores mais empenhados na contestação política desta inacreditável situação são sumariamente despedidos sem qualquer explicação. Outros cinco tinham decidido, entretanto, demitir-se. O Consulado funciona, hoje, amputado de um terço dos seus trabalhadores. Para perceber da dificuldade em que se encontram aqueles serviços, tente telefonar para obter uma entrevista de atendimento. Se o seu telefonema for atendido, jogue na lotaria: - é o seu dia de sorte.

Trinta dias depois, António Fernandes da Silva Braga, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, nomeia seu assessor Luís Manuel Fernandes de Menezes de Almeida Ferraz: “A nomeação é feita pelo prazo da duração do meu mandato.”.

Luís Manuel Fernandes de Menezes de Almeida Ferraz está novamente em Londres. Regressa ao local onde o direito dos trabalhadores a protecção social é quotidianamente negado. Regressa ao Consulado que todos os dias denega aos portugueses o seu direito a um atendimento atempado e capaz.

Mas o que interessa isto ao assessor Ferraz?"


Fim de transcrição.

Ricardo Costa, director da Sic Notícias:

«Eu se tivesse um curso intensivo de Excel de três dias não o punha no currículo, toda a gente se iria rir de mim»


Até o irmão do Ministro goza com a praça! :)
Segundo afirma o jornal Sol, o PM terá uma pasta com documentos que pretende usar para colocar um ponto final no assunto.

Os documentos valem o que valem, a questão jamais foi se existiram ou não, mas sim por que meios os terá obtido, e sob que condições. Em suma, da validade desses mesmos documentos.

Parece que andamos a brincar aos totós. Só que, ao contrário da Ota, o preço aqui não se mede em casinhas novas para os entalados bancários, nem nos milhões da EU: aqui, paga-se com a liberdade de expressão, a mesma que o Salazar tentou matar para depois vir ser eleito, talvez por comparação com esta tentacular parvocracia, o português de sempre.


http://www.diariodeleon.es/se_in...3& TEXTO=5705390

El primer ministro luso, el socialista José Sócrates, volvió a ser cuestionado por supuestas irregularidades en relación con su título académico, emitido por una universidad que el gobierno acaba de cerrar.

«El ingeniero Sócrates», como se le denomina, lleva tres semanas en jaque. La novedad es que el título, obtenido en el 1996 -cuando Sócrates tenía de 39 años- pero lo curioso es que figuraba ya en su biografía oficial con tres años de anterioridad.



http://www.abc.es/20070411/ inter...0704110258.html

El primer ministro luso utilizó un título académico antes de licenciarse
B. RODRIGO
LISBOA. El currículum universitario del primer ministro portugués, José Sócrates, continúa a ser centro de polémicas tras darse a conocer que utilizó el título de Ingeniero Civil antes de obtener la licenciatura por la Universidad Independiente en 1996. Un año antes, cuando fue elegido secretario de estado en el Gobierno de Antonio Guterres, el nombre de Sócrates apareció publicado en el «Diario de la República» (boletín oficial del Estado) con el título de «ingeniero».
También las biografías oficiales de la Asamblea de la República de 1993 ya presentaron al actual presidente del Ejecutivo como «licenciado», a pesar de él propio haber afirmado que obtuvo el título en el 96.
Esta situación ha provocado críticas en los partidos de la oposición que exigen al primer ministro una explicación. José Sócrates, en silencio durante las últimas semanas, hablará esta noche en una entrevista a la televisión pública.




http://actualidad.terra.es/ nacio...ico_1505443.htm

Cuestionan al primer ministro luso por su título académico


El primer ministro luso, el socialista José Sócrates, volvió a ser cuestionado hoy por supuestas irregularidades en relación con su título académico, emitido por una universidad que el gobierno acaba de cerrar.

'El ingeniero Sócrates', como se le denomina en Portugal por la costumbre nacional de usar el grado académico como tratamiento de respeto, lleva tres semanas en jaque por revelaciones de los medios de comunicación sobre las supuestas irregularidades que rodean su titulación.

La novedad de hoy, que saltó de inmediato a las emisoras de radio y las ediciones electrónicas de los medios y generó reacciones de la oposición, es que el título, obtenido en 1996 -cuando Sócrates tenía 39 años- figuraba ya en su biografía oficial tres años antes.

La prensa portuguesa, con el diario Público -que abrió la investigación- a la cabeza no deja de recoger circunstancias extrañas en torno a los estudios, las calificaciones, la asistencia a clase y finalmente la emisión del título de Sócrates, registrada en domingo.

El primer ministro completó su formación académica a lo largo de varias etapas de su vida y la terminó cuando había sido ya miembro del Parlamento y de un gobierno.




http://tsf.sapo.pt/online/ portug...rtigo=TSF179381

A secretária-geral da Assembleia da República afirmou que José Sócrates tem no Parlamento dois registos biográficos em 1993, um que o dá como engenheiro civil e outro como tendo um bacharelato em engenharia civil.

Em declarações à agência Lusa, Adelina Sá Machado explicou que os dados inseridos na edição «Biografias» tiveram «por base, na VI Legislatura, como nas demais, informações constantes dos registos biográficos dos senhores deputados».

«Estes dados são da responsabilidade de quem preenche aqueles registos, sendo que os dados deles constantes não são confirmados pelos serviços» da Assembleia da República, adiantou.

Sobre o caso de José Sócrates, Adelina Sá Machado assinalou que, na edição «Biografia VI Legislatura», o primeiro-ministro aparece como tendo «licenciatura em engenharia civil e que no registo biográfico consta em habilitações literárias «engenharia civil».



http://www.wiesbadener- kurier.de...ikel_id=2779010

Portugals Regierungschef ein falscher Ingenieur?
Zweifel an Diplom von José Sócrates / Der Sozialist spricht von Rufmordkampagne


LISSABON Ist José Sócrates wirklich ein Bauingenieur? Oder stimmt etwas nicht mit dem Hochschulzeugnis des portugiesischen Ministerpräsidenten? Schon seit Wochen waren im Internet Spekulationen zirkuliert, die Zweifel am Diplom des sozialistischen Regierungschefs schürten. Mittlerweile griff auch die seriöse Presse das Thema auf.

Der Hochschulabschluss des Ministerpräsidenten wurde in einem Schneeballeffekt zu einem Dauerthema, das die Schlagzeilen der Zeitungen in Portugal bestimmt. Das angesehene Blatt "Público" fand nach Recherchen in Universitätsarchiven heraus: "In den Studienunterlagen von Sócrates gibt es eine Reihe von Unregelmäßigkeiten." Auf mehreren Bescheinigungen fehle das Datum, die Unterschrift des Dozenten oder das Siegel der Hochschule.

Die Wochenzeitung "Expresso" setzte noch eins drauf. Sie stellte fest, dass das Datum, an dem das Diplom ausgestellt wurde, auf einen Sonntag fiel, die Hochschule also vermutlich geschlossen war. Verantwortliche der Universität versicherten dem Blatt, Sócrates an der Hochschule nie gesehen zu haben. Den Kurs "Fachenglisch" habe der Politiker beim damaligen Rektor belegt, obwohl dieser nicht der zuständige Dozent gewesen sei. Die Zeitung "Correio da Manhã" verbreitete als Aprilscherz die Meldung, der Regierungschef kehre als Student an die Uni zurück, um sich ein "glaubwürdiges Diplom" zuzulegen.

Sócrates selbst sieht sich als das Opfer einer Rufmordkampagne. "Es ist bedauerlich, dass solchen Unterstellungen zur Publizität verholfen wird", erklärte er. Der Sozialist hatte sein Examen 1996 an der Universidade Independente in Lissabon abgelegt. Bei der Wahl vor zwei Jahren führte er die Sozialisten erstmals zur absoluten Mehrheit im portugiesischen Parlament.



http://www.diepresse.com/home/po...olitik/ index.do

Portugal: Das Geisterdiplom des Herrn Sócrates
05.04.2007 | 18:29 | Von unserem Mitarbeiter MARTIN DAHMS (Die Presse)

Der Regierungschef ist seit 1996 diplomierter Bauingenieur. Oder auch nicht.

Madrid/Lissabon. „Unser Premierminister ist ein brillanter Mann, von schneller Auffassungsgabe und praktischer Intelligenz“, findet Luís Arouca, Rektor der Lissaboner „Universidade Independente“. Das Lob, ausgesprochen in einem Interview vor gut einem Monat, mag José Sócrates, Portugals sozialistischem Regierungschef, schmeicheln. Aber wahrscheinlich wäre es ihm lieber, wenn Arouca überhaupt nichts mehr über ihn sagte.

Am 28. März wurde der Rektor festgenommen und stundenlang wegen Unregelmäßigkeiten in den Büchern der von ihm geführten Privatuniversität verhört. Am Rande der Ermittlungen sind auch Merkwürdigkeiten über den Ex-Studenten Sócrates ans Licht gekommen. Der heute 49-Jährige schrieb sich Ende 1995 an der Uni ein, um das ein Jahr zuvor in Coimbra begonnene Studium der Bauingenieurwissenschaften abzuschließen. Damals war er bereits Staatssekretär unter Ministerpräsident António Guterres. Am 8. September 1996 wurde die Diplomurkunde für Sócrates ausgestellt.

Auf die erste Merkwürdigkeit stieß die Wochenzeitung „Expresso“: Der 8.September war ein Sonntag. Zur Entlastung zitiert die Zeitung einen Professor: „In Privatuniversitäten wird oft auch sonntags gearbeitet.“




http://www.dradio.de/kulturnachr...100000/drucken/

Portugiesischer Regierungschef José Socrates unter Druck - Politiker soll Unwahrheit über sein Studium gesagt haben
In Portugal sind akademische Titel jeder Art extrem wichtig. Ministerpräsident Jose Sócrates etwa läßt sich als "Herr Ingenieur" ansprechen - hat aber damit derzeit ein riesiges Problem. Im Zuge von Ermittlungen gegen eine Lissaboner Privatuni kamen Merkwürdigkeiten ans Licht, die den berühmten Ex-Studenten betreffen. Vier der fünf Abschlussprüfungen soll er etwa am selben Tag gemacht haben und ein Professor behauptet, Só- crates nie an der Universität gesehen zu haben. Heute abend will der Regierungschef in die Offensive gehen und dem gespannten Publikum im portugiesischen Staatsfernsehen aus seiner Studentenzeit berichten.



10.4.07

Parece que o Gato Fedorento também teve o seu tempo de xenofobia e racismo...

Sua Exª o Presidente da República disse, no ano passado,

"Quero interpelar directamente os Portugueses, todos e cada um, exortando-os a reflectir sobre o que desejam e o que se dispõem a fazer pelo seu País (...) quero fazer um apelo a que não se resignem e que não se deixem vencer pelo desânimo ou pelo cepticismo".

Sessão Solene do Dia de Portugal, 10.06.06



(Fonte: site oficial da Presidência da República, http://www.presidencia.pt/?id_categoria=4)


http://www.courrierinternational...sp? obj_id=72526

Le Premier ministre portugais José Sócrates est accusé de s'être arrogé abusivement le titre universitaire d'ingénieur. L'utilisation des désignations honorifiques pour les politiques est monnaie courante dans la société portugaise et notamment dans les médias. Une véritable anomalie, estime le Diário de Notícias.

L'embarras du Premier ministre au sujet de la polémique sur ses qualifications académiques n'aurait aucune raison d'exister si le concept de modernité de Sócrates [originaire d'une région rurale du nord du pays] n'était pas, au fond, aussi marqué par le complexe d'infériorité et de provincialisme qui affecte la classe politique. Bien avant la déchéance de l'Universidade Independente [cet établissement d'enseignement supérieur privé, où Sócrates aurait obtenu son diplôme, est aujourd'hui touché par de nombreux scandales] et les révélations dans les journaux, le curriculum vitae de Sócrates était déjà cruellement évoqué dans la blogsphère. Mais la coïncidence malheureuse entre les épisodes choquants de l'Universidae Indepedente et le malaise "socratique" a fini par jeter une tache inopportune sur la crédibilité du Premier ministre.



http://www.abc.es/20070410/ inter...0704100251.html

Documentos cuestionan el título de licenciado del primer ministro portugués
BELÉN RODRIGO CORRESPONSAL

Tras esta medida se espera que el primer ministro, José Sócrates, hable públicamente sobre su currículo académico como ex alumno de la Universidad Independiente. Diplomado en Ingeniería Civil por el Instituto Superior de Ingeniería de Coimbra, el entonces secretario de Estado en tiempo de Guterres pidió la transferencia para la Universidad Independiente donde se matriculó de cinco asignaturas con las que obtuvo el título de Licenciado. Varios medios de comunicación lusos han publicado en las últimas semanas documentos que demuestran que en 1996 en la UI no hubo ningún licenciado en Ingeniería Civil, año en el que Sócrates obtuvo el título de Ingeniero en esta especialidad. Su diploma fue firmado un domingo, cuando supuestamente la administración del centro estaba cerrada.



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As biografias oficiais da Assembleia da República de 1993 apresentam José Sócrates como licenciado em Engenharia Civil, três anos antes de concluir a licenciatura na Universidade Independente, avança hoje o Rádio Clube Português.

Nos registos do Parlamento, o então deputado socialista eleito por Castelo Branco apresenta uma "licenciatura em Engenharia Civil", apesar de o actual primeiro-ministro ter afirmado que apenas terminou a licenciatura três anos depois, coincidindo com as funções de secretário de Estado adjunto do Ministério do Ambiente.

Nesse ano de 1993, sublinha ainda o RCP, José Sócrates era detentor de um bacharelato em engenharia no Instituto Superior de Engenharia Civil de Coimbra, que foi concluído no fim da década de 1970.

Desde então, José Sócrates frequentou ainda o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e a Universidade Independente, tendo obtido aí o diploma em Setembro de 1996.

Um outro dado revelado pela investigação do RCP aponta para que um antes, em Outubro de 1995, o então secretário de Estado adjunto do Ministério do Ambiente assumiu, no decreto de nomeação para o governo de António Guterres publicado em Diário da República, o título académico de "engenheiro".

Num comentário Do Portugal Profundo, "Eróstrato" escreveu:


"O Ministro Mariano Gago (que nos merecia bastante respeito pessoal intelectual) antes falasse menos, cingisse-se aos factos e à questão da UnI. Foi com tristeza que o vimos naquele papel de branqueador da alegada fraude do seu primeiro-ministro, que nenhuma lealdade lhe exigia. Que fúrias irão em S. Bento que levem este homem que no passado se revelou visionário e até corajoso, a tecer considerandos que, passado tudo isto (e nisto incluo a carreira política de J.S.), o envergonharão? Este já não é um caso para provas de Lealdade mas antes para manobras de cumplicidade. E estas não quadram a todos. Com que óculos se pode olhar para todo este escândalo e ver nele apenas "um caso (de certa maneira) exemplar" que "devia alegrar os portugueses"? Com que rigor espera o ministro que se avaliem os estudantes do ensino superior quando ele implicitamente admite que após a frequência do "cesto" ano no ensino superior, já era justo que o aluno/cidadão José Sócrates recebesse o seu diploma. Mas afinal os diplomas do ensino superior atestam a frequência de anos/disciplinas/unidades curriculares? Estamos todos enganados, nós os que pensávamos que a aprovação em disciplinas não significa que o aluno frequentou, mas sim que obteve aproveitamento.

Que Lealdade merece alguém que desde o princípio tem vindo a atirar para a refrega os seus assessores, jornalistas "sistémicos", ministros (Santos Silva e agora Mariano Gago), o aparelho do PS (p.ex. o PS-Aveiro), quando a questão que está posta não é na sua essência política? O que está em causa é mesmo a honorabilidade do cidadão José Sócrates, condição sine qua non para uma relação de confiança do P.M. José Sócrates com a sociedade portuguesa. E a questão da honorabilidade pessoal, que passa pelo cabal esclarecimento das questões levantadas (antes de todos) por um outro cidadão (ABC), tem de ser enfrentada pelo cidadão José Sócrates o qual, para seu próprio mal, tem optado por se esconder covardemente desde o princípio, atrás da matilha de mastins do regime.

Até quando?

8.4.07

Freedom, as every schoolboy knows,
Once shrieked as Kosciusko fell;
On every wind, indeed, that blows
I hear her yell.

She screams whenever monarchs meet,
And parliaments as well,
To bind the chains about her feet
And toll her knell.

And when the sovereign people cast
The votes they cannot spell,
Upon the pestilential blast
Her clamors swell.

For all to whom the power's given
To sway or to compel,
Among themselves apportion Heaven
And give her Hell.

-Ambrose Bierce
SNELSMORE WOOD
(Sullivan) 1996

I woke still half-dreaming I was falling out of the trees
and tumbling down into the sky
It's cold, so cold sometime before dawn
searching for a light and reaching round for my clothes
That we believe, so must call, rise
The convoys roll into the coming daylight
Let it not be said that everything must die
without some mark being made of its passing
Ch: As if all the world should now hold its breath
These are the days that we'll recall
when the masks are off the faces
and there's something to fight for
All the lines drawn down in the Soul
You can let your anger burn crazy

There's talking-drums echoed down towards the Kennet Canal
and wood-smoke sweet on the air
And the Yellow Jackets stand with the Thick Blue Line
backs to the woods in the fresh thin carpet of snow
Snelsmore Wood, The Chase, Enbourne Road
Reddings Copse, Tothill down through Andover Grove
Let it not be said that everything must die
without some mark being made of its passing
Relembrando Dylan Thomas,

Shall I run to the ships
With the wind in my hair,
Or stay till the day I die
And welcome no sailor?
Ships, hold you poison or grapes?

Relembrando uma viagem de carro por quatro países e trovoadas que fizeram rir, rir insanamente às gargalhadas.
The best argument against democracy is a five-minute conversation with the average voter.

-Winston Churchill

Da coincidência #N^n

Dia 1: alguém com o nick everniaprunastri comenta no meu blog
Dia 2: compro dois pacotes de incenso com aroma a "musgo de carvalho"
Dia 3: está outra vez a chover e faz frio, bastante frio, não se vislumbra a redenção