19.5.07

(via jornal Sol)

O novo ministro da Administração Interna é maçon há vários anos, do Grande Oriente Lusitano (GOL), tendo recentemente fundado a Loja Nunes de Almeida – assim baptizada em homenagem ao ex-presidente do Tribunal Constitucional

Antes, Rui Pereira pertencia à Loja Convergência, de que foi ‘líder’ Nunes de Almeida.

Da Convergência fazem igualmente parte algumas figuras proeminentes do PS, como António Vitorino e Vitalino Canas (entretanto ‘adormecidos’, por não terem as quotas em dia).

A morte de Nunes de Almeida abriu fracturas dentro da Convergência, que se acentuaram com a eleição de António Reis (ex-deputado do PS) para Grão-mestre do GOL, em Junho de 2005.

Uma minoria de que fazia parte Rui Pereira apoiou então António Reis, contra uma maioria, onde se integrava o actual director do Expresso, Henrique Monteiro, que apoiou o arquitecto Luís Conceição.
Henrique Raposo no blog da Atlântico:

Temos o que merecemos

Facto 1: um juiz do tribunal constitucional, nomeado há dois meses, vai para o governo. É a mesma pessoa que liderou um serviço de informação. Três tipos de poder na mesma pessoa. Isto, nos países com tradição (liberal) constitucional, tem um nome feio. Em Portugal dizem que é “independente”.

Facto 2: o que se discute no país onde o facto 1 ocorreu? Se o Carmona é fixe ou não. Quem é que avança? Negrão? O central do Beira-Mar? Os jornalistas acham normal. Ninguém acha estranho verificar que o joelho de Mantorras tem mais share do que esta infracção sem vergonha da regra de separação de poderes.

Facto 3: Que fazem os outros contra-poderes (parlamento e Presidente)? Nada. Não há instituições em Portugal. Tudo anda ao sabor dos humores de 2 ou 3 pessoas. Isto também tem um nome feio nos sítios com tradição nestas coisas da liberdade e democracia. Em Portugal dizem que é a herança de Abril.

Somos uma democracia. Não somos uma democracia liberal como as outras. Gostamos de inventar. Há sempre uma via portuguesa para tudo. Temos uma via muito pouco recomendável para a democracia. Não há leis, regras, instituições. Só pessoas. Somos a modos que uma democracia mafiosa.


18.5.07

(via Gauss Gun)

A conversa telefónica a que Pedro Namora fez referência entre Ferro Rodrigues e António Costa aconteceu no dia 21 de Maio de 2003, entre as 18h54.31 e as 18h55.31. Nessa altura, Paulo Pedroso estava no Tribunal de Instrução Criminal, depois de ter sido detido para interrogatório na Assembleia da República.

António Costa (A.C.) – ... sim?...

Ferro Rodrigues (F.R.) – ... Tou Costa ...

A.C. – ... Ahn...

F.R. – ... Podes falar?...

A.C. – ... Posso...

F.R. – ... Podes... não tava só a pensar aqui, pá... para os meus botôes se... eh pá... aquela... digamos aquela fileira que... que são conhecidos os nomes... não deveria ser mais divulgada em ‘off’, junto de algumas pessoas, não é...

A.C. – ... Hum... talvez...

F.R. – ... Ahn?...

A.C. – ... Sim, talvez... talvez...

F.R. – ... Pois... talvez ...

A.C. – ... Do quê?... do núcleo sinistro?...

F.R. – ... Sim... sim... sim...

A.C. – ... Ah!... tá tratado...

F.R. – ... O NS... NS, Núcleo Sinistro...

A.C. – ... Tá tratado...

F.R. – ... Tá?...

A.C. – ... Tá tratado...

F.R. – ... Tá bem... pronto, porreiro...

A.C. – ... Ok?...

F.R. – ... Não sabes nada de especial, não houve sessões...

A.C. – ... Eh pá, não... falei com o Júdice (*) às sete e meia... ahn... e vou agora falar com o Constâncio... e pronto... Ok?...

F.R. – ... mas não falaste com ele ainda?...

A.C. – ... Ainda não... vou falar agora...

F.R. – ... É?... Ok...

A.C. – ... Até já...

(*) Que por coincidência é agora o mandatário da candidatura.

16.5.07

Não há de facto silêncio. Ter a TV ligada nos intervalos da bola é uma agressão, um evocar das hordas asiáticas cruzando o Dniepr, o pior dos suplícios, mais horrendo que a estrapada. É o apelo à bovinidade, parede celular do colectivo.
Frases e conversas que acordam um gajo para a realidade, ou como a amizade pode ser função dos conteúdos:


- "mas porque é que havemos de ir a uma tasca podendo estar noutro sítio? eu prefiro jantar a olhar para uma gaja boa e que se arranja toda do que ter que ver os pêlos da cara duma grunha qualquer".

Esta frase foi dita há uns anos por um dos meus melhores amigos. As pessoas mudam, muito. Não compreendendo, nem querendo sequer tentar encontrar uma solução a meio de tal caminho - porque quando janto, preocupo-me sobretudo com a mesa à qual me sento, companhia incluída, e com a qualidade do serviço prestado - fico-me assim por uma posição redutora e marco a pessoa que proferiu a frase, inevitavelmente, com o custo conexo.


- "e o C? foi despedido. e o B? ah, o B, esse agora parece que tem dez anos, diz que não quer trabalhar mais nisto, e tal. e o D? eh pá nem me fales nesse gajo, então ainda anda com aquele carro, até tenho vergonha de aparecer com o gajo"

Isto foi ouvido, porque deliberadamente não participado, em reuniões de amigos, naqueles eventos nos quais é suposto vivermos todos de peito aberto, sem máscaras, como sempre nos fizemos ver enquanto crescíamos; deixou de ser assim. Agora a bitola é sintética, e manda que se aprume o verbo pela ditadura primii inter pares. Também larguei.


- "é pá a tua conduta nos últimos tempos desiludiu-me um bocado"

Quem fala assim com amigos de infância, tem dois pesos e duas medidas.


Tudo isto ocorreu-me à boca de mais um ponto de viragem.
Muito rapidamente:

(via: Group910)

The European Union has drawn up guidelines advising government spokesmen to refrain from linking Islam and terrorism in their statements.Brussels officials have confirmed the existence of a classified handbook which offers “non-offensive” phrases to use when announcing anti-terrorist operations or dealing with terrorist attacks.
Banned terms are said to include “jihad”, “Islamic” or “fundamentalist”.
The word “jihad” is to be avoided altogether, according to some sources, because for Muslims the word can mean a personal struggle to live a moral life.
One alternative, suggested publicly last year, is for the term “Islamic terrorism” to be replaced by “terrorists who abusively invoke Islam”.
An EU official said that the secret guidebook, or, “common lexicon”, is aimed at preventing the distortion of the Muslim faith and the alienation of Muslims in Europe.



(via: Gates of Vienna)

State prosecutor Mika Illman demanded mandatory moderators for all internet discussion forums (this includes blogs, since blogs are discussion forums in a way).
This news item was not published in English either in hs.fi or Newsroom Finland, which publishes Finnish news in English.
Illman has previously worked with Ombudsman for Minorities Mikko Puumalainen, and Puumalainen quotes Illman’s works in his inquiry request against Mikko Ellilä.


(via: o que se passa aqui em casa)

90% dos meus alunos estão a 1 ano de obter direito de voto, carta de condução e uma autodeterminação mensurável. Para esta mesma fracção , as ciências exactas são um problema insolúvel, e julgo hoje saber porquê. Não será por inexequibilidade neurológica (quiçá devido a alguma mutação induzida pela evolução social) dos temas propostos, nem tão pouco pelo grau de exigência requerido pelos programas e professores: é por não compreenderem as questões mais simples, por serem incapazes de traduzir, em dois pensamentos conexos, os significados daquilo que é perguntado nas fichas, nos testes, nas aulas. Não sabem Português, e não o sabem porque quotidianamente não pensam, vegetam, derivam; é-lhes ofertada a liberdade suprema de nem sequer terem que decidir aquilo que querem fazer.

As duas notícias linkadas acima estão intimamente relacionadas com esta constatação, bem como com o rumo que a massificação da estupidez, induzida pelo governo socialista a soldo da Ordem sombria de Bilderberg e dos Eurocontroleiros, pretende - e conseguirá a brevíssimo termo - implementar na nossa descendência. O sono da razão produz monstros.

14.5.07

Bonsoir
Ton véhicule n'a pas l'air d'avoir de passager
Peux-tu,
Veux tu me recevoir,
Sans trop te déranger ?
Mes bottes ne feront pas trop d'échos dans ton couloir
Pas de bruit avec mes adieux
Pas pour nous les moments perdus
En attendant un incertain au revoir
Parce que j'ai la folie
Oui, j'ai la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie

Il était une fois un étudiant
Qui voulait fort, comme en littérature
Sa copine, elle était si douce
Qu'il pouvait presque, en la mangeant,
Rejeter tous les vices
Repousser tous les "mals"
Détruire toutes beautés,
Qui, par ailleurs, n'avaient jamais été ses complices
Parce qu'il avait la folie
Il avait la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie

Et si parfois l'on fait des confessions
A qui les raconter?
Même le bon dieu nous a laissé tomber

Un autre endroit, une autre vie
Eh oui, c'est une autre histoire
Mais à qui tout raconter ?
Chez les ombres de la nuit ?
Au petit matin, au petit gris
Combien de crimes ont été commis
Contre les mensonges, et soi disant, les lois du coeur
Combien sont là à cause de la folie
Parce qu'ils ont la folie
Ils ont la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
La folie
La folie
La folie
La folie
La folie

- Stranglers

9.5.07

Na Terra dos papa-vidas, #2

Tenho nojo de viver neste país medíocre, cobarde e ovino.

Repudio, renego e espezinho todas as ligações genéticas, sociais ou de ordem qualquer às demais gentes que aqui habitam, com que eventualmente tenha nascido.


A memória, como o fôlego, não fenece.


6.5.07

Vida sempiterna para quem faz dez anos
Todos, saúdem quem faz dez anos
Por ser água, sombra e o ventre da terra
Por vir luz, e fogo, e a hora mais clara
Todos, dobrem ombros a quem faz dez anos.

2.5.07

Há ex-mulheres que descobrem pérolas...

"O capitalismo libertou da fome geracional milhões de homens, deu-lhes oportunidades de ascensão e mobilidade jamais vistas na história social, facultou-lhes dignidade, abriu-lhes as portas do ensino e premiou o mérito. Ao invés, tudo o que se lhe opõe favorece a dependência e a infantilização, a protecção e aquela ilusão aconchegante que caracterizava a relação entre senhores e servos. A nova servidão, estatista, proteccionista, interventiva e reguladora, produziu comunidades abúlicas, incapazes de arrostar desafios e impossibilitadas de concorrer. Ontem ouvi uma, duas, três e mais desabafos contra o "capitalismo selvagem", o "capital explorador" e outros rodriguinhos de um socialismo rançoso bem datado no espaço e no tempo. Em vez de aceitarem o modelo económico que foi o agente da libertação do trabalho, culpam-no pelos males colaterais. Em vez de exaltarem o papel decisivo que o capitalismo atribui aos agentes económicos - que são todos os homens - identificam essa libertação e o triunfo do engenho e da iniciativa como uma afronta."

- Miguel Castello-Branco
"Let us define this. What is meant by the expression "black and white"? It means good and evil. Before you can identify anything as gray, as middle of the road, you have to know what is black and what is white, because gray is merely a mixture of the two. And when you have established that one alternative is good and the other is evil, there is no justification for the choice of a mixture. There is no justification ever for choosing any part of what you know to be evil."

- Ayn Rand, 1964

Impeachment, já!

Imagem: Kaos
Link para o texto: Arrebenta



Em virtude da urgência de intervenção, posto estar em vias de se iniciar a Presidência Portuguesa da União Europeia, e ainda não estar internamente esclarecido o carácter moral, a verticalidade política e a plena posse do perfil ético inerente às altas funções, a desempenhar perante os nossos parceiros europeus, vimos, com agrado, a enorme adesão, desde hoje registada, relativamente à proposta aqui lançada, de "impeachment" do Primeiro-Ministro José Sócrates, doravante designado, neste espaço de intervenção cívica, por "Cidadão José Sócrates".

Para que todas as dúvidas se esclareçam, o grupo de heterónimos, pseudónimos e homónimos que colaboram no "Braganza Mothers" integra diferentes níveis etários, é independente do género e da orientação sexual, e inclui tendências de expressão dispersas por todo o espectro político, desde as posições mais conservadoras, à militância, geralmente designada de "Esquerda" e a todo o tipo de criadores e livres-pensadores.
Uma coisa temos em comum: gostamos de nos expressar bem, por palavras e imagens, e não aspiramos a nada mais do que ao bem-estar e à transparência da sociedade em que vivemos, assim como dos cidadãos, nossos compatriotas, ou dos companheiros imigrados deste espaço de acolhimento nacional. Mais esclarecemos não sermos patrocinados por nenhum grupo económico, jornalístico ou de qualquer outro perfil generica, e sociologicamente tipificado, antes trabalhamos, única e exclusivamente, por motivo daquilo que, no Mundo Civilizado, se chama "Dever de Intervenção Cívica".

Neste preciso instante, e dado isto, uma coisa temos em comum: o consenso sobre a figura do Cidadão José Sócrates não se encontrar em condições de credibilidade política, necessária ao desempenho da Presidência Rotativa da União Europeia, posto nunca ter prestado, perante os Órgãos a quem deve, constitucionalmente, obediência e respeito, Presidência e Assembleia da República, declarações objectivas e documentadas, e, menos ainda, à Opiniao Pública Nacional, tendo-se apenas limitado a submeter-se a uma duvidosa exposição televisiva, que desprezou os canais institucionais de esclarecimento, e veio pôr, ainda mais a claro, ser o tema da sua teia curricular confuso, difuso, e passível de lançar ainda mais dúvidas sobre o cidadão comum.

Como Portugal não é, ao contrário do que se quer fazer passar, um país de gente acrítica, e suceder termos a sorte de continuar a ter, entre nós, pensadores, intelectuais, criadores e críticos de calibre europeu, este Grupo Independente volta a lançar o apelo para uma mobilização cívica que impeça que a Presidência Europeia possa vir a ser ocupada por uma figura sobre as quais pairam suspeitas, recentemente julgadas suficientemente críticas para terem desencadeado, por parte de Sua Excelência o Procurador-Geral da República, uma investigação judicial aos métodos e boas práticas -- ou sua ausência -- correntes na emissão de diplomas, por parte da Universidade Independente, mais especificamente, no que nos interessa, sobre um diploma, publicamente apresentado pelo Cidadão José Sócrates, como comprovativo da validade de posse de um grau académico de "Licenciatura em Engenharia Civil".

Como nos parece impossível vir a esclarecer-se, em tempo útil, o clima de suspeita que reina em toda a Sociedade Portuguesa, e incorrer-se no risco dos ecos de má-fé -- dada, nos próximos seis meses, a nossa visibilidade nacional acrescida -- poderem, como já começaram, a alastrar por todas as opiniões públicas dos estados nossos pares, vem este grupo de cidadãos voltar a solicitar, caso o Partido Socialista, mandatado pela legitimidade de uma Maioria Absoluta, legitimamente obtida em sufrágio universal, se mostre incapaz de resolver o problema atrás exposto, a intervenção das devidas instâncias, nomeadamente, desencadeando-se um processo de inibição, e, em último caso, de destituição do cargo ocupado pelo Cidadão José Sócrates Pinto de Sousa.

Nós, Portugueses de boa fé, não queremos participar de uma anedota alastrada a todo o Continente Europeu.

Pela urgência do facto, se pede a máxima divulgação deste texto, e a criação, em seu redor, de uma massa crítica de Opinião Pública, de modo a poderem desencadear-se os mecanismos de salvaguarda democrática necessários à resolução do problema atrás referido.

Agradecendo antecipadamente, toda a equipa de redactores e leitores do Blogue "The Braganza Mothers".

1.5.07

Atribuído pelo http://ferias-mentais.blogspot.com/ veio ornamentar-nos a feroz e cansada clavícula este



e cito, com um grande beijo,

"A opinião pública é a opinião publicada nos meios de comunicação, que já não dependem de subscritores, leitores, telespectadores ou ouvintes, mas sim dos seus anunciantes. Trabalham com notícias que procedem, em mais de 90% dos casos, das mesmas fontes transnacionais ou governamentais, quer dizer, directamente do dono ou do seu instrumento. Cada vez mais existe a impressão de se ver uma só televisão e um só jornal com diferentes apresentadores ou designs. É a uniformidade disfarçada de diversidade.

A democracia é eleições pluri-partidárias ou não é, se bem que seja também corrupção, clientelismo, apatia politica e abstencionismo. Os “gurus” do pensamento trabalham destemidamente para garantir ao sistema que com o voto só muda a cor da mascara com que se tenta encobrir a dominação.

Os milhões que protestam contra a exploração capitalista, a guerra ou os genocídios, nunca serão chamados dissidentes, mas sim “terroristas”, “globalifóbicos”, ou quanto muito ”bandos”, como tal podem-se reprimir, assassinar e torturar impunemente com as armas da democracia representativa.

A Internet, ainda que também invadida pelas grandes empresas, brindou aos movimentos sociais a possibilidade de colocar, de imediato e a baixo custo, a informação que oculta a inundação mediática.

Nestes tempos de Internet e exclusões, de satélites e fome, Carlos Max, sorridente e subversivo, sussurra nos ouvidos do mundo: “dissidentes de todos os países, comuniquem-se”.

"Elogio da dissidência" por Iroel Sánchez


E como dizia Noam Chomsky... As coisas acontecem no mundo devido aos esforços de pessoas dedicadas e corajosas, de cujo nome ninguém ouviu falar, e que não passam para a História.. por isso... em sinal de gratidão e reconhecimento pelo contributo que esses anónimos dão à liberdade, o Férias decidiu criar o seu próprio prémio: Prémio Dissidência Digital.

And the winners are:

Arrebenta com Braganza Mothers
Kaos com Kaos in The Garden
António Balbino Caldeira com Do Portugal Profundo

FMS com A Caverna Obscura"

Obrigado, André!


"Todos os Homens honestos mataram César. A alguns faltou arte, a outros coragem e a outros oportunidade mas a nenhum faltou a vontade."

-Marcus Tullius Cicero, Philippicae