When I hear music, I fear no danger. I am invulnerable. I see no foe. I am related to the earliest times, and to the latest.
- Henry David Thoreau -
Condensing fact from the vapor of nuance since 2003
21.5.07
19.5.07
Assim o dita a Constituição da República Portuguesa
(Direito de resistência)
O poder social-pidesco às claras
in público.pt
Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.
A directora regional não precisa as circunstâncias do comentário, dizendo apenas que se tratou de um "insulto feito no interior da DREN, durante o horário de trabalho". Perante aquilo que considera uma situação "extremamente grave e inaceitável", Margarida Moreira instaurou um processo disciplinar ao professor Fernando Charrua e decretou a sua suspensão. "Os funcionários públicos, que prestam serviços públicos, têm de estar acima de muitas coisas. O sr. primeiro-ministro é o primeiro-ministro de Portugal", disse a directora regional, que evitou pormenores por o processo se encontrar em segredo disciplinar. Numa carta enviada a diversas escolas, Fernando Charrua agradece "a compreensão, simpatia e amizade" dos profissionais com quem lidou ao longo de 19 anos de serviço na DREN (interrompidos apenas por um mandato de deputado do PSD na Assembleia da República).
No texto, conta também o seu afastamento. "Transcreve-se um comentário jocoso feito por mim, dentro de um gabinete a um "colega" e retirado do anedotário nacional do caso Sócrates/Independente, pinta-se, maldosamente de insulto, leva-se à directora regional de Educação do Norte, bloqueia-se devidamente o computador pessoal do serviço e, em fogo vivo, e a seco, surge o resultado: "Suspendo-o preventivamente, instauro-lhe processo disciplinar, participo ao Ministério Público"", escreve.
A directora confirma o despacho, mas insiste no insulto. "Uma coisa é um comentário ou uma anedota outra coisa é um insulto", sustenta Margarida Moreira. Sobre a adequação da suspensão, a directora regional diz que se justificou por "poder haver perturbação do funcionamento do serviço". "Não tomei a decisão de ânimo leve, foi ponderada", sublinha. E garante: "O inquérito será justo, não aceitarei pressões de ninguém. Se o professor estiver inocente e tiver que ser ressarcido, será."
Neste momento, Fernando Charrua já não está suspenso. Depois da interposição de uma providência cautelar para anular a suspensão preventiva e antes da decisão do tribunal, o ministério decidiu pôr fim à sua requisição na DREN. Como o professor, que trabalhava actualmente nos recursos humanos, já não se encontrava na instituição, a suspensão foi interrompida. O professor voltou assim à Escola Secundária Carolina Michäelis, no Porto. O PÚBLICO tentou ontem contactá-lo, sem sucesso.
No entanto, na carta, o professor faz os seus comentários sobre a situação. "Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia."
Este blog, o qual reproduz as convicções e valores do seu autor, é frontalmente contra o golpe de Estado em curso, levado a cabo por duas gerações de partidos políticos à esquerda e à direita, da qual resultam, hoje a estupidificação com vista à manutenção do statu quo, e amanhã um cenário oligárquico à semelhança do que foi retratado no filme "V for Vendetta", baseado na obra homónina de Alan Moore. É assim líquido depreender que a opinião conexa com os conteúdos aqui presentes vai no sentido de propor a imediata dissolução do - falso - sistema democrático vigente neste país, sob pena de empenharmos futuros que, embora oriundos de actos nossos, não nos pertencem e deveriam estar acima das compulsões, medos e atavismos que movem uma enorme maioria de portugueses.
Antes, Rui Pereira pertencia à Loja Convergência, de que foi ‘líder’ Nunes de Almeida.
Da Convergência fazem igualmente parte algumas figuras proeminentes do PS, como António Vitorino e Vitalino Canas (entretanto ‘adormecidos’, por não terem as quotas em dia).
A morte de Nunes de Almeida abriu fracturas dentro da Convergência, que se acentuaram com a eleição de António Reis (ex-deputado do PS) para Grão-mestre do GOL, em Junho de 2005.
Uma minoria de que fazia parte Rui Pereira apoiou então António Reis, contra uma maioria, onde se integrava o actual director do Expresso, Henrique Monteiro, que apoiou o arquitecto Luís Conceição.
Temos o que merecemos
Facto 2: o que se discute no país onde o facto 1 ocorreu? Se o Carmona é fixe ou não. Quem é que avança? Negrão? O central do Beira-Mar? Os jornalistas acham normal. Ninguém acha estranho verificar que o joelho de Mantorras tem mais share do que esta infracção sem vergonha da regra de separação de poderes.
Facto 3: Que fazem os outros contra-poderes (parlamento e Presidente)? Nada. Não há instituições em Portugal. Tudo anda ao sabor dos humores de 2 ou 3 pessoas. Isto também tem um nome feio nos sítios com tradição nestas coisas da liberdade e democracia. Em Portugal dizem que é a herança de Abril.
Somos uma democracia. Não somos uma democracia liberal como as outras. Gostamos de inventar. Há sempre uma via portuguesa para tudo. Temos uma via muito pouco recomendável para a democracia. Não há leis, regras, instituições. Só pessoas. Somos a modos que uma democracia mafiosa.
18.5.07
A conversa telefónica a que Pedro Namora fez referência entre Ferro Rodrigues e António Costa aconteceu no dia 21 de Maio de 2003, entre as 18h54.31 e as 18h55.31. Nessa altura, Paulo Pedroso estava no Tribunal de Instrução Criminal, depois de ter sido detido para interrogatório na Assembleia da República.
António Costa (A.C.) – ... sim?...
Ferro Rodrigues (F.R.) – ... Tou Costa ...
A.C. – ... Ahn...
F.R. – ... Podes falar?...
A.C. – ... Posso...
F.R. – ... Podes... não tava só a pensar aqui, pá... para os meus botôes se... eh pá... aquela... digamos aquela fileira que... que são conhecidos os nomes... não deveria ser mais divulgada em ‘off’, junto de algumas pessoas, não é...
A.C. – ... Hum... talvez...
F.R. – ... Ahn?...
A.C. – ... Sim, talvez... talvez...
F.R. – ... Pois... talvez ...
A.C. – ... Do quê?... do núcleo sinistro?...
F.R. – ... Sim... sim... sim...
A.C. – ... Ah!... tá tratado...
F.R. – ... O NS... NS, Núcleo Sinistro...
A.C. – ... Tá tratado...
F.R. – ... Tá?...
A.C. – ... Tá tratado...
F.R. – ... Tá bem... pronto, porreiro...
A.C. – ... Ok?...
F.R. – ... Não sabes nada de especial, não houve sessões...
A.C. – ... Eh pá, não... falei com o Júdice (*) às sete e meia... ahn... e vou agora falar com o Constâncio... e pronto... Ok?...
F.R. – ... mas não falaste com ele ainda?...
A.C. – ... Ainda não... vou falar agora...
F.R. – ... É?... Ok...
A.C. – ... Até já...
(*) Que por coincidência é agora o mandatário da candidatura.
16.5.07
- "mas porque é que havemos de ir a uma tasca podendo estar noutro sítio? eu prefiro jantar a olhar para uma gaja boa e que se arranja toda do que ter que ver os pêlos da cara duma grunha qualquer".
Esta frase foi dita há uns anos por um dos meus melhores amigos. As pessoas mudam, muito. Não compreendendo, nem querendo sequer tentar encontrar uma solução a meio de tal caminho - porque quando janto, preocupo-me sobretudo com a mesa à qual me sento, companhia incluída, e com a qualidade do serviço prestado - fico-me assim por uma posição redutora e marco a pessoa que proferiu a frase, inevitavelmente, com o custo conexo.
- "e o C? foi despedido. e o B? ah, o B, esse agora parece que tem dez anos, diz que não quer trabalhar mais nisto, e tal. e o D? eh pá nem me fales nesse gajo, então ainda anda com aquele carro, até tenho vergonha de aparecer com o gajo"
Isto foi ouvido, porque deliberadamente não participado, em reuniões de amigos, naqueles eventos nos quais é suposto vivermos todos de peito aberto, sem máscaras, como sempre nos fizemos ver enquanto crescíamos; deixou de ser assim. Agora a bitola é sintética, e manda que se aprume o verbo pela ditadura primii inter pares. Também larguei.
- "é pá a tua conduta nos últimos tempos desiludiu-me um bocado"
Quem fala assim com amigos de infância, tem dois pesos e duas medidas.
Tudo isto ocorreu-me à boca de mais um ponto de viragem.
(via: Group910)
Banned terms are said to include “jihad”, “Islamic” or “fundamentalist”.
The word “jihad” is to be avoided altogether, according to some sources, because for Muslims the word can mean a personal struggle to live a moral life.
One alternative, suggested publicly last year, is for the term “Islamic terrorism” to be replaced by “terrorists who abusively invoke Islam”.
An EU official said that the secret guidebook, or, “common lexicon”, is aimed at preventing the distortion of the Muslim faith and the alienation of Muslims in Europe.
(via: Gates of Vienna)
This news item was not published in English either in hs.fi or Newsroom Finland, which publishes Finnish news in English.
Illman has previously worked with Ombudsman for Minorities Mikko Puumalainen, and Puumalainen quotes Illman’s works in his inquiry request against Mikko Ellilä.
(via: o que se passa aqui em casa)
As duas notícias linkadas acima estão intimamente relacionadas com esta constatação, bem como com o rumo que a massificação da estupidez, induzida pelo governo socialista a soldo da Ordem sombria de Bilderberg e dos Eurocontroleiros, pretende - e conseguirá a brevíssimo termo - implementar na nossa descendência. O sono da razão produz monstros.
14.5.07
Ton véhicule n'a pas l'air d'avoir de passager
Peux-tu,
Veux tu me recevoir,
Sans trop te déranger ?
Mes bottes ne feront pas trop d'échos dans ton couloir
Pas de bruit avec mes adieux
Pas pour nous les moments perdus
En attendant un incertain au revoir
Parce que j'ai la folie
Oui, j'ai la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Il était une fois un étudiant
Qui voulait fort, comme en littérature
Sa copine, elle était si douce
Qu'il pouvait presque, en la mangeant,
Rejeter tous les vices
Repousser tous les "mals"
Détruire toutes beautés,
Qui, par ailleurs, n'avaient jamais été ses complices
Parce qu'il avait la folie
Il avait la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Et si parfois l'on fait des confessions
A qui les raconter?
Même le bon dieu nous a laissé tomber
Un autre endroit, une autre vie
Eh oui, c'est une autre histoire
Mais à qui tout raconter ?
Chez les ombres de la nuit ?
Au petit matin, au petit gris
Combien de crimes ont été commis
Contre les mensonges, et soi disant, les lois du coeur
Combien sont là à cause de la folie
Parce qu'ils ont la folie
Ils ont la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
Oui, c'est la folie
La folie
La folie
La folie
La folie
La folie
- Stranglers
11.5.07
Adagio des années mornes
10.5.07
9.5.07
Na Terra dos papa-vidas, #2
Repudio, renego e espezinho todas as ligações genéticas, sociais ou de ordem qualquer às demais gentes que aqui habitam, com que eventualmente tenha nascido.
A memória, como o fôlego, não fenece.



7.5.07
6.5.07
2.5.07
- Miguel Castello-Branco
- Ayn Rand, 1964
Impeachment, já!
Link para o texto: Arrebenta

Para que todas as dúvidas se esclareçam, o grupo de heterónimos, pseudónimos e homónimos que colaboram no "Braganza Mothers" integra diferentes níveis etários, é independente do género e da orientação sexual, e inclui tendências de expressão dispersas por todo o espectro político, desde as posições mais conservadoras, à militância, geralmente designada de "Esquerda" e a todo o tipo de criadores e livres-pensadores.
Uma coisa temos em comum: gostamos de nos expressar bem, por palavras e imagens, e não aspiramos a nada mais do que ao bem-estar e à transparência da sociedade em que vivemos, assim como dos cidadãos, nossos compatriotas, ou dos companheiros imigrados deste espaço de acolhimento nacional. Mais esclarecemos não sermos patrocinados por nenhum grupo económico, jornalístico ou de qualquer outro perfil generica, e sociologicamente tipificado, antes trabalhamos, única e exclusivamente, por motivo daquilo que, no Mundo Civilizado, se chama "Dever de Intervenção Cívica".
Neste preciso instante, e dado isto, uma coisa temos em comum: o consenso sobre a figura do Cidadão José Sócrates não se encontrar em condições de credibilidade política, necessária ao desempenho da Presidência Rotativa da União Europeia, posto nunca ter prestado, perante os Órgãos a quem deve, constitucionalmente, obediência e respeito, Presidência e Assembleia da República, declarações objectivas e documentadas, e, menos ainda, à Opiniao Pública Nacional, tendo-se apenas limitado a submeter-se a uma duvidosa exposição televisiva, que desprezou os canais institucionais de esclarecimento, e veio pôr, ainda mais a claro, ser o tema da sua teia curricular confuso, difuso, e passível de lançar ainda mais dúvidas sobre o cidadão comum.
Como Portugal não é, ao contrário do que se quer fazer passar, um país de gente acrítica, e suceder termos a sorte de continuar a ter, entre nós, pensadores, intelectuais, criadores e críticos de calibre europeu, este Grupo Independente volta a lançar o apelo para uma mobilização cívica que impeça que a Presidência Europeia possa vir a ser ocupada por uma figura sobre as quais pairam suspeitas, recentemente julgadas suficientemente críticas para terem desencadeado, por parte de Sua Excelência o Procurador-Geral da República, uma investigação judicial aos métodos e boas práticas -- ou sua ausência -- correntes na emissão de diplomas, por parte da Universidade Independente, mais especificamente, no que nos interessa, sobre um diploma, publicamente apresentado pelo Cidadão José Sócrates, como comprovativo da validade de posse de um grau académico de "Licenciatura em Engenharia Civil".
Como nos parece impossível vir a esclarecer-se, em tempo útil, o clima de suspeita que reina em toda a Sociedade Portuguesa, e incorrer-se no risco dos ecos de má-fé -- dada, nos próximos seis meses, a nossa visibilidade nacional acrescida -- poderem, como já começaram, a alastrar por todas as opiniões públicas dos estados nossos pares, vem este grupo de cidadãos voltar a solicitar, caso o Partido Socialista, mandatado pela legitimidade de uma Maioria Absoluta, legitimamente obtida em sufrágio universal, se mostre incapaz de resolver o problema atrás exposto, a intervenção das devidas instâncias, nomeadamente, desencadeando-se um processo de inibição, e, em último caso, de destituição do cargo ocupado pelo Cidadão José Sócrates Pinto de Sousa.
Nós, Portugueses de boa fé, não queremos participar de uma anedota alastrada a todo o Continente Europeu.
Pela urgência do facto, se pede a máxima divulgação deste texto, e a criação, em seu redor, de uma massa crítica de Opinião Pública, de modo a poderem desencadear-se os mecanismos de salvaguarda democrática necessários à resolução do problema atrás referido.
Agradecendo antecipadamente, toda a equipa de redactores e leitores do Blogue "The Braganza Mothers".