9.9.08

Acredito, li "nas notícias"

Como comentar, senão sumariamente, o facto noticiado hoje de que o número de chumbos no secundário é o mais baixo das últimas décadas? Com o óbvio, dizendo que é o mais baixo porque as notas são puxadas para cima, os testes facilitados e os professores seleccionados com base em critérios desviantes face à aptidão vocacional e qualificações intelectuais?

Ou se calhar citando isto...

Crianças deviam ter jogos de PlayStation nas escolas

Jogos de “playstation” nas escolas para as crianças brincarem e descansarem do trabalho da “sala de aula” é uma proposta para as Actividades de Enriquecimento Curricular de uma especialista em Educação para evitar o “risco de acabar com a infância”

“É urgente respeitar o brincar das crianças e reabilitar o sentido da actividade lúdica” na Escola a Tempo Inteiro, disse à agência Lusa Maria José Araújo, investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Educativa da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.



5.9.08

When men stop believing in God, they don’t believe in nothing: they believe in anything.

- T. Chesterton
Ghosts

Some ghosts are women,
neither abstract nor pale,
their breasts as limp as killed fish.
Not witches, but ghosts
who come, moving their useless arms
like forsaken servants.

Not all ghosts are women,
I have seen others;
fat, white-bellied men,
wearing their genitals like old rags.
Not devils, but ghosts.
This one thumps barefoot, lurching
above my bed.

But that isn't all.
Some ghosts are children.
Not angels, but ghosts;
curling like pink tea cups
on any pillow, or kicking,
showing their innocent bottoms, wailing
for Lucifer.

- Anne Sexton

4.9.08

Retrógrado (n.) - geralmente aquele que defende ideias diferentes das "nossas".

(imagino que pudesse vir no Dicionário do Diabo, de Ambrose Bierce)

3.9.08

O Grunho de Dia

José Sócrates vai longe de mais ao dirigir-se aos professores - e aqui incluo aqueles que o são, bem como os que ensinam circunstancialmente nem por isso deixando de fazer parte da mão-de-obra qualificada que rareia em Portugal - como se de um bando de bestas se tratasse.
Não tenho palavras.
Transcrevo, d'O Cachimbo de Magritte, o que diz Carlos Botelho sobre a asneira.
"Mal pude acreditar no que ouvi há pouco de José Sócrates pela tsf (sublinhado meu):
'Muitos gostariam que o Estado contratasse professores, mesmo que não precisasse deles. Pois não é essa a minha visão e o tempo da facilidade acabou! Isso está fora de causa - o Estado agora contratar sem necessidade! Eu acho que não tem o mínimo sentido essa discussão e... para quem gosta de discutir sempre as mesmas coisas no início do ano escolar, pois fique-se com essa discussão!'
'Facilidade', gritou ele. Que 'facilidade'?
Ele, se não fosse um homenzinho arrogante, saberia que, no lugar que ocupa e com a responsabilidade pública que detém, para mais falando dentro de uma Escola e tocando (desgraçadamente, com os pés) num assunto sensível, saberia que não se fala daquela maneira a e de ninguém.
Alguém devia lembrar-lhe que ele é apenas um primeiro-ministro, que não está no serviço em que está por nenhuma espécie de privilégio "ontológico", mas sim porque outros (entre estes decerto muitos "facilitados") o puseram lá com o seu voto.
Aqueles milhares a quem ele arremessou, grosseiro, a inacreditável acusação insultuosa da 'facilidade' (e sem mostrar qualquer respeito nem pelo papel educativo que têm tido, nem pela situação delicada em que agora os colocaram), esses, são licenciados. Repito: licenciados. Isto é, obtiveram sem aspas uma licenciatura sem aspas. Certamente que, esses, não teriam de se achar embaraçados em explicações(?) trapalhonas para justificar "licenciaturas" obscuramente escolhidas numa "universidade" inenarrável ganhando um "diploma" da farinha Amparo. Um "diploma" fácil."

2.9.08



Ano escolar quase a começar
Ministra diz que contratou os professores pedidos pelas escolas

-
"A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considera estarem reunidas as condições para um melhor serviço público de Educação no próximo ano lectivo, em declarações à rádio TSF.
-
Maria de Lurdes Rodrigues também falou dos protestos sindicais da Fenprof (Federação Nacional de Professores) e do desemprego dos docentes, tendo dito que as contratações agora feitas pelo Ministério respeitam as indicações dadas pelas escolas sobre as necessidades de mão-de-obra docente.
-
A poucos dias da abertura de mais um ano escolar, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues diz que o esforço do Governo tem sido compensado pelos resultados dos alunos."
-





Um
mínimo de professores para um máximo de alunos. Testes muito fáceis para os alunos obterem melhores notas. Indicações às escolas para que não contratem. Sucesso!

1.9.08



O grasso mondo di borghesi astuti
Di calcoli nudrido e di polpette,
Mondo di milionari ben pasciuti
E di bimbe civette;

O mondo di clorotiche donnine
Che vanno a messa a guardar l’amante
O mondo d’adulteri e di rapine
E di speranze infrante;

E sei tu dunque, tu, mondo bugiardo,
Che vuoi velarmi il sol de gl’ideali,
E sei tu dunque, tu, pigmeo codardo,
Che vuoi tarparmi l’ali? …

Tu strisci, io volo; tu sbadigli, io canto:
Tu menti e pungi e mordi, io ti disprezzo;
Dell’estro arride a me l’aurato incanto,
Tu t’affondi nel lezzo.

O grasso mondo d’oche e di serpenti,
Mondo vigliacco, che tu sia dannato;
Fiso lo sguardo negli astri fulgenti,
Io muovo incontro al fato;

Sitibonda di luce, inerme e sola,
Movo. _ E più tu ristai, scettico e gretto,
Più d’amor la fatidica parola
Mi prorompe nel petto! …

Va, grasso mondo, va per l’aere perso
Di prostitute e di denari in treccia;
Io, con la frusta del bollente verso,
Ti sferzo in su la faccia.

-Ada Negri

30.8.08

Pérolas da tradução

H. P. Lovecraft escreveu que uma das maiores fortunas da espécie humana é possuir uma mente incapaz de correlacionar todos os dados que os sentidos presenciam. A ser de outra forma, o destino de todos nós seria ensandecer perante a grandeza da urdidura cósmica.

Ou, como vi rabulado pelos Gato Fedorento (evocando em mim memórias vívidas dos tempos que passei a trabalhar asfixiado numa multinacional), "ó homem, se pensamos nisso ficamos malucos", aplique-se isto a qualquer raciocínio mais elaborado e responsável do que meter um totoloto à sexta-feira.

Ora a luz ao fundo do túnel, em Portugal, ilumina nada menos do que a antecâmara do oitavo inferno Dantesco; empenhada que está a inteligência das próximas cinco ou dez gerações, resta recompensar a mediocridade colorindo-a com tons dourados, num género hodierno de idolatria bovina.

"Rome" é uma co-produção HBO/BBC, bem conseguida, cujos primeiros 12 episódios pudemos ver durante estas férias. Neles encontrei, até agora, cinco evidências da mais grosseira incompetência por parte do tradutor, cujo trabalho me inspira tal preguiça que não posso imaginar que tenha mais do que 25 ou 30 anos de idade e um absoluto vácuo de cultura geral - o que foi Tebas

Ficamos a saber que "a irmandade de Miller" (dos moleiros) fez muito pão aquando da partida de César para a Grécia em perseguição a Pompeu; que o falo de Vulcão ("Vulcan's dick", ou a picha de Vulcano porque os legionários não teriam todos sido grandes eruditos no que ao uso do vernáculo concerne) era quente; ainda que havia conhecimento da Tabela Periódica de Mendeleev, já que o plutónio ("Plutonic Ether") fazia inchar cadáveres no mar, e em pleno Egipto, rodeados de esfinges e camelos, dois romanos comentavam haver ali muitos ciganos ("gippos", bom exemplo de extrapolação do calão da época para o idioma da produção, e que para o tradutor não pode significar egípcios...) e ainda outro Miller, decerto primo dos primeiros.

O tradutor é incompetente e aposto o soldo desta campanha em como teve sempre boas notas na escola e até lhe terão dado um papel onde se pode ler que é licenciado. Mas é ignorante, e pior, não tem a faculdade de interpretar correctamente o mundo que o rodeia. Que lhe paguem e ainda haja quem não dê pela fraude, é um sinal muito claro do vazio em que estamos.

13.8.08

Democracy is a process by which the people are free to choose the man who will get the blame.

- Laurence J. Peter
Rendo-me.
Pedro Lomba

"Na semana passada deu-me para parar em Coimbra em viagem para o norte. Almocei e entrei depois ao acaso numa sapataria para experimentar uns sapatos que tinha visto através da montra. Pedi ao empregado o número 42. Não sou um homem de grande pé. Vi depois o empregado regressar com três caixas. Como é costume, sentei-me.

Corremos os modelos todos e, após um instante de observação, o empregado fez-me um complexo diagnóstico podológico. Que eu tinha uns pés altos e ligeiramente cavos e mais não sei o quê e com um calcanhar retraído e com tendência para curvar para dentro quando ando. Bom, chega de pormenores. Ficámos ali uns minutos a debater um tema que eu pensava ser só do agrado de certo tipo de “fetichistas”. Aconselhou-me outro par que de facto me pareceu melhor. E fiquei a ouvi-lo.

Eu sei que a podologia não está na lista de interesses dos leitores do “Diário Económico”. Compreendo-os. Mas calma que não é isso: num tempo que impõe o conhecimento e a competência no trabalho, vejam que eu tinha à minha frente um homem notoriamente conhecedor e competente no que fazia. Não era um especialista em bolsas, energias renováveis ou direito comercial. Mas era um vendedor de sapatos que aparentava saber tudo sobre formas de pés, solas, calcanhares, ergonomias e a diferença que nunca me ocorreu na vida entre pés cavos e pés neutros.

Perguntei-lhe, intrigado, como é que ele tinha adquirido toda essa sapiência. Disse-me que aprendera por aí a “ler coisas”, na “Internet” e num “livro” que o cunhado lhe “trouxe de Londres”. Um dia percebeu que os clientes, sobretudo as mulheres, sorviam com atenção tudo o que ele lhes dizia sobre a anatomia do pé na sua relação com o sapato. Percebeu que podia melhorar a sua cultura geral em benefício das vendas.

O patrão, dono da sapataria, acabou por chegar a um acordo com ele nos seguintes termos. Se a loja vendesse todos os meses acima de um objectivo estimado ele recebia um prémio. Apesar da crise, no mês passado tinha conseguido levar mais 100 euros para casa. Já houve meses em que levou menos e outros em que não levou nada. Mas no melhor mês conseguiu arrecadar 200 euros.

Ao ouvi-lo, lembrei-me das vezes em que me desloco a um sítio para adquirir um serviço ou uma comodidade (pode ser comprar um livro, adquirir um electrodoméstico ou celebrar um contrato) e fico com a impressão de que quem me atende não faz a menor ideia de como me aconselhar. É como se eu próprio (es)tivesse do outro lado a tentar responder às minhas próprias perguntas.
Este homem era o oposto. Não sei se tinha mesmo interesse no que fazia. Não perguntei. Mas havia nele algo profundamente moral: tinha um trabalho e queria executá-lo o melhor que podia e sabia. Obviamente, comprei os sapatos."


Um pequeno grupo de 344 jovens, alegadamente pertencentes a um sortido de minorias étnicas, acercou-se hoje dos clientes de um hipermercado, com intenções que permanecem por esclarecer. Os jovens, todos de arma em punho, deslocaram-se pacificamente e sem perturbar a ordem até ao Continente da Amadora, onde, uma vez chegados, encetaram um projecto de animação multicultural, patrocinado pela Junta de Freguesia da Cova da Moura em sinergia com o ACIDI de Rosário Farmhouse, ao longo de duas horas. Ainda no mesmo local, cerca das 19 horas, o INEM registou 40 feridos ligeiros, 20 feridos graves, 3 em estado crítico, e dois mortos de etnia caucasiana. Tendo recolhido os elementos que foi possível apurar no local, as autoridades, GNR, PSP e PJ revelaram-se "contentes por lhes ter sido possibilitado seguir a Nova Cartilha Pacifista", uma vez que, como é tautológico, ao grupo de jovens não pode, a priori, ser imputada qualquer intenção agressiva, muito menos implicitude nos incidentes que ali terão ocorrido horas depois da sua partida. Fernanda Câncio, Daniel Oliveira e João Miranda já se congratularam em directo na Televisão do Aparelho por mais este passo em direcção ao pluralismo.
Está vento.


(via Gauss Gun)

Argumentos idiotas

Nenhuma mulher faz um aborto de ânimo leve.

Nenhum marginal faz reféns de ânimo leve.

Nenhum cigano arma e leva para um assalto, de ânimo leve, os filhos menores.

Quote do dia (3)


Os ciganos não podem ser cidadãos para os direitos e marginais para os deveres.

- Miguel Sousa Tavares

Quote do dia (2)

Se os ciganos estão a habitar casas com rendas de cinco euros não é porque as câmaras sejam dadas à caridade, mas porque é esse o preço que estão dispostas a pagar pela sua sedentarização. E, se os ciganos não pagam essas rendas, é porque sabem que as câmaras engolem o atrevimento, desde que eles fiquem quietinhos a um canto. Quando não ficam quietinhos... bom, quando não ficam quietinhos, esta frágil rede de hipocrisias estala – e aí, o problema cigano reaparece.

- João Miguel Tavares, "DN"

Quote do dia


quantos dos jornalistas presentes na sessão de “lançamento mundial” do computador Magalhães apuraram o que era de facto português ou novo em tudo aquilo? Ou como se escolhera a empresa portuguesa que participa na construção do Magalhães? E ainda o que se entende por “apoios do Estado” a este projecto? Questões que começaram quase imediatamente a ser feitas e parcialmente respondidas na blogosfera.

E se por acaso ou masoquismo passarmos para domínios como a saúde o resultado é ainda mais negativo. Grossos volumes se podiam fazer a propósito das campanhas de marketing de laboratórios farmacêuticos que imediatamente se transformam em notícias aterrorizadoras sobre as doenças que vamos ter (ou as que já temos e não sabemos). A alimentação é outro campo em que os fabricantes dos mais diversos produtos se habituaram a contar com títulos que transcrevem automaticamente os textos das agências de comunicação. Ainda não há muito tempo as famílias portuguesas foram colocadas em estado de alerta porque o pequeno-almoço das suas crianças seria péssimo. E porquê? Porque as criancinhas não comiam “creme vegetal”, vulgo margarina, ao pequeno-almoço. Afinal tudo se resumia às conclusões dum estudo que fora patrocinado nem mais nem menos do que por uma empresa fabricante de margarinas e que naturalmente considerava alarmante que não se não comesse margarina ao pequeno-almoço!

A pressão mediática de que agora tanto se fala não corresponde na verdade a uma capacidade de investigação acrescida por parte dos jornalistas. Antes pelo contrário. O que temos sim é uma capacidade sempre renovada por parte de governos, empresas, instituições ou algumas pessoas de se pressionarem entre si usando para tal os media. Digamos que é uma estratégia princesa Diana: à noite, foge-se dos mesmos jornalistas a quem se telefonou, a meio da tarde, a contar aquilo que se quer que seja notícia no dia seguinte.


- Helena Matos, "Público"

Hoje o jcd redimiu-se aos meus olhos. Voltou a ser o jcd que conheci há 7 anos nos fóruns do Público e a quem jamais vira, salvo na questiúncula dos snipers há uns dias, neutralidade forçada. Assim sim :)


"De boas intenções está a ciência cheia. Convido-os a ler, no 5 Dias, o estudo “científico” mais preconceituoso e enviesado que li nos últimos tempos. Melhor ainda do que o outro, que um dia destes dizia que comer margarina faz bem às criancinhas.

Bem intencionado, sem dúvida. Este é um estudo que tenta provar uma tese: os imigrantes, em proporção, não cometem mais crimes que os portugueses residentes. Uma tese de combate à xenofobia bem difícil de provar porque é falsa, aqui e em qualquer país de imigração pouco qualificada. É falsa, mas quem não concorda que o mundo seria melhor se a tese fosse verdadeira? E terá sido por isso que alguém pensou que se conseguisse convencer os outros de que a a tese falsa é verdadeira, construir-se-ia um mundo melhor.

Mão à obra. Com as conclusões alinhavadas desde o início, só é preciso dar a volta aos números para que se justifique o estudo. Nem poderia ser de outro modo. Quem paga é o Observatório da Imigração e o Alto-Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, organizações com propósitos e missão que nunca iriam aceitar conclusões adversas.

Então, como dar a volta a este ponto de partida:

Um caso bicudo. Vamos partir de 80% de investigação sociológica - “qual seria o resultado desta comparação caso estrangeiros e portugueses se assemelhassem nos aspectos susceptíveis de influírem sobre a criminalidade?”, e outros 80% de manipulação estatística. Dá 160% mas neste caso 100% não chegava para dar a volta à coisa. A parte estatística tem que ser impenetrável mesmo para mortais incomuns. Veja-se como começa a análise - pega-se numa matriz de componente rodada, submete-se a uma análise factorial de componentes principais, obtém-se uma solução com um teste de Bartlett de esfericidade que garante não ser a matriz de identidade, o MSA dá 0,88 e no fim aplicamos a solução obtida à rotação Varimax.

Com isto, já se afastaram todos os que queiram discutir o método científico por falta de capacidade analítica das técnicas utilizadas. Mais umas quantas frases de fino recorte científico e chegamos à primeira conclusão: “Não há, pois, necessidade de lançar mão da tese xenófoba para dar conta do fenómeno”. Assim é que é. A ciência ao serviço das causas - o Professor Boaventura deve estar radiante. Vamos no bom caminho.

O estudo continua. São dezenas de páginas de densa estatística que pretendem contrariar o gráfico de partida. Isolam-se factores. Os estrangeiros são jovens. Não vivem com a família. Ganham menos. Têm piores empregos. Andam mais horas nos transportes públicos. São mais pobres. Têm menor grau de escolaridade. São maltratados pelos tribunais. (Nem todos, os que vêm da Europa Ocidental são diferentes, mas essa distinção é irrelevante para as conclusões)

Por fim, o epílogo. “Em condições equivalentes de masculinidade, juventude e condição perante o trabalho” não há diferenças. É mais ou menos o mesmo que dizer: Os portugueses que fazem parte do grupo dos que cometem crimes, têm tendência equivalente para cometer crimes aos imigrantes que cometem crimes. Q.E.D.

La Palisse e muitos outros fariam isto por menos dinheiro, mas com menos ciência. Mas assim é melhor. Já deu na TV, já apareceu nos jornais, já está nos blogues. Objectivo cumprido."

Give me back my broken night
my mirrored room, my secret life
it's lonely here,
there's no one left to torture
Give me absolute control
over every living soul
And lie beside me, baby,
that's an order!
Give me crack and anal sex
Take the only tree that's left
and stuff it up the hole
in your culture
Give me back the Berlin wall
give me Stalin and St Paul
I've seen the future, brother:
it is murder.
Things are going to slide, slide in all directions
Won't be nothing
Nothing you can measure anymore
The blizzard, the blizzard of the world
has crossed the threshold
and it has overturned
the order of the soul
When they said REPENT REPENT
I wonder what they meant
When they said REPENT REPENT
I wonder what they meant
When they said REPENT REPENT
I wonder what they meant
You don't know me from the wind
you never will, you never did
I'm the little jew
who wrote the Bible
I've seen the nations rise and fall
I've heard their stories, heard them all
but love's the only engine of survival
Your servant here, he has been told
to say it clear, to say it cold:
It's over, it ain't going
any further
And now the wheels of heaven stop
you feel the devil's riding crop
Get ready for the future:
it is murder
Things are going to slide ...
There'll be the breaking of the ancient
western code
Your private life will suddenly explode
There'll be phantoms
There'll be fires on the road
and the white man dancing
You'll see a woman
hanging upside down
her features covered by her fallen gown
and all the lousy little poets
coming round
tryin' to sound like Charlie Manson
and the white man dancin'
Give me back the Berlin wall
Give me Stalin and St Paul
Give me Christ
or give me Hiroshima
Destroy another fetus now
We don't like children anyhow
I've seen the future, baby:
it is murder
Things are going to slide ...
When they said REPENT REPENT ...

- Leonard Cohen