10.12.09

Stultum est timere quod vitare non potes


Em menos de um mês morreram o Jorge Ferreira e a Elisabete Dias. O Jorge tinha 48 anos, e a Elise, 32.


Li ambos com deleite, troquei palavras e sons mais com um do que com outro, qualquer deles deu justíssimo sentido às definições de Humanidade pelas quais alinho.


Não compreendo, e talvez aqui jaza a semente da compreensão, porque é que devemos nascer sabendo sempre que um dia a conta será saldada. Mais valeria que ainda habitássemos as árvores, os planaltos.

De resto, quando isto me bater a sério, não auguro nada de bom para o ar em meu redor.

9.12.09

Citação do dia

“…Listen, what’s the most horrible experience you can imagine? To me-it’s being left, unarmed, in a sealed cell with a drooling beast of prey or a maniac who’s had some disease that’s eaten his brain out. You’d have nothing then but your voice-your voice and your thought. You’d scream to that creature why it should not touch you, you’d have the most eloquent words, the unanswearable words, you’d become the vessel of the absolute truth. And you’d see living eyes watching you and you’d know that the thing can’t hear you, that it can’t be reached, not reached, not in any way, yet it’s breathing and moving there before you with a purpose of it’s own. That’s horror. Well, that’s what’s hanging over the world, prowling somewhere through mankind, that same thing, something closed, mindless, utterly wanton, but something with an aim and a cunning of it’s own. I don’t think I’m a coward, but I’m afraid of it. And that’s all I know-only that it exists. I don’t know its purpose, I don’t know its nature.”

Steven Mallory em Atlas Shrugged de Ayn Rand

3.12.09

Go, sit upon the lofty hill,
And turn your eyes around,
Where waving woods and waters wild
Do hymn an autumn sound.
The summer sun is faint on them --
The summer flowers depart --
Sit still -- as all transform'd to stone,
Except your musing heart.

How there you sat in summer-time,
May yet be in your mind;
And how you heard the green woods sing
Beneath the freshening wind.
Though the same wind now blows around,
You would its blast recall;
For every breath that stirs the trees,
Doth cause a leaf to fall.

Oh! like that wind, is all the mirth
That flesh and dust impart:
We cannot bear its visitings,
When change is on the heart.
Gay words and jests may make us smile,
When Sorrow is asleep;
But other things must make us smile,
When Sorrow bids us weep!

The dearest hands that clasp our hands, --
Their presence may be o'er;
The dearest voice that meets our ear,
That tone may come no more!
Youth fades; and then, the joys of youth,
Which once refresh'd our mind,
Shall come -- as, on those sighing woods,
The chilling autumn wind.

Hear not the wind -- view not the woods;
Look out o'er vale and hill-
In spring, the sky encircled them --
The sky is round them still.
Come autumn's scathe -- come winter's cold --
Come change -- and human fate!
Whatever prospect Heaven doth bound,
Can ne'er be desolate.

- Elizabeth Barrett Browning

O triunfo da multiculturalidade

2.12.09

Everybody gets so much information all day long that they lose their common sense.

- Gertrude Stein

15.11.09

Vocábulos que desprezo

Cidadania. Urbanidade. Humanismo. Tolerância. Socialismo.
Estado de coma

por Alberto Gonçalves

A escola de hoje abdicou daquilo que a escola do meu tempo, mesmo com uma igreja em frente ainda tentava: ensinar



Era de esperar. Num ápice, a história sobre uma rede de corrupção que se estende da sucata às altas instâncias perdeu relevo perante o debate dos labirintos jurídicos que permitem ou, aparentemente, não permitem escutas telefónicas a conversas em que o primeiro-ministro participe. Há sempre um pormenor chato qualquer a perturbar a investigação e, claro, a eventual condenação das manobras mais extravagantes perpetradas pela classe política. É assim na tal "Face Oculta", foi assim na nacionalização (de facto) do BCP, na partidarização da CGD, na lendária Fundação para a Prevenção e Segurança e note-se que só vamos em "A", de Armando Vara. Muitas letras se seguem, nenhum processo do género, quando por descuido se instaura um processo, seguiu para lá do rebuliço público inicial. É demasiado azar.

Um azar determinado pela eventual coincidência entre os que fazem e aplicam as leis e os que delas beneficiam. Por regra, cada "caso" murcha graças à soberana, assaz soberana, necessidade de se defender uma coisa chamada "Estado de direito", o qual, curiosamente, vai desaparecendo em proporção directa ao zelo com que é defendido. O "Estado de direito", conceito em teoria louvável, vem sendo adaptado na prática às conveniências dos que mandam nele, ou seja, na prática a impressão é a de que a manha e a trapaça se apossaram de tudo, ou de quase tudo, o que não é o mesmo mas, em matéria de falência do regime, é igual.

Embora o mérito não pertença exclusivamente ao eng. Sócrates ou ao PS, eis a maior e mais autêntica reforma "socrática" e socialista: aqui há anos, achava-se espantoso que tantos portugueses não acreditassem na Justiça; hoje, o que espanta é ainda haver alguém que acredite. E, segundo demorada consulta a analistas televisivos, artigos de opinião, blogues e caixas de comentários dos "sites" informativos, há.

Ou talvez haja. Temos de excluir das contas os que fingem confiar no sistema somente porque estão no poder, vivem das migalhas do poder ou aspiram a uma das opções anteriores. Falo dos cidadãos que, sincera e desinteressadamente, crêem no "bom funcionamento das instituições". Não os censuro, antes curvo-me em admiração e pergunto-lhes: como conseguem? De onde lhes vem o optimismo com que declararam "aguardar que a Justiça faça o seu caminho" quando a experiência sugere que, em certo tipo de processos, esse caminho aponta, invariavelmente, ao arquivo morto? O que os torna indiferentes à impunidade dos que, por dever dos cargos, estariam teoricamente sujeitos a superior escrutínio? Em suma, a que se deve a sua cegueira? Juro que quero saber: dadas as circunstâncias, não ver nada é uma virtude fundamental para se suportar o estado, não o de direito mas aquele a que isto chegou.


É muito engraçado. Nada funciona na nossa justiça. Tudo demora séculos. Mas a destruição destas escutas está a ser feita à velocidade do TGV japonês. Sócrates tem sempre azar ao ser vítima de cabalas, e depois tem sempre sorte na rapidez com que sai delas. Um génio do acaso, este Dr. Sócrates.

A face desnuda

Um homem andava desconfiado que a mulher lhe era infiel. Um dia, não aguentando mais, decidiu contratar um detective. O detective começa a seguir a mulher. Passados vários dias o detective apresenta ao homem várias fotografias. A primeira fotografia mostra a mulher a encontrar-se com outro homem num café. A segunda mostra a mulher com esse outro homem a entrar num carro. A terceira mostra-os num bar. A quarta mostra-os a entrar num quarto de motel. A quinta mostra-os juntos dentro do quarto de Motel. A sexta fotografia está totalmente preta.

- “O que aconteceu a esta foto? Está preta porquê? O que aconteceu a seguir?”, pergunta o homem ao detective.

- “Apagaram a luz”, diz o detective.

- “Merda! Fica sempre aquela dúvida …”, conclui o homem.

31.10.09

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