When I hear music, I fear no danger. I am invulnerable. I see no foe. I am related to the earliest times, and to the latest.
- Henry David Thoreau -
Condensing fact from the vapor of nuance since 2003
21.3.15
17.3.15
Young wills whine
like masterless spears.
Fear has hurled them
into space’s spheres.
Trembling with battle
and strength in surfeit
they seek targets to strike
they seek powers to worship.
But wills that ripen,
they become trees and strike root,
ready to shield
a land at your foot,
a small stretch of ground,
but necessary, like life,
where something precious grows,
torn by the winds’ strife.
If the glade seems narrow
against space without end
and the tree perhaps lifeless
against spears that blind,
then forget not the leaf
with its life-green colour,
and forget not the sap
that seethes through the marrow.
Be not afraid, be still
that harvest night,
when the voices say:
‘Your bounds are set.
You too shall be silent
among the watching faithful.
You also shall strike root,
and become tree, and ripen.’
- Karin Boye
like masterless spears.
Fear has hurled them
into space’s spheres.
Trembling with battle
and strength in surfeit
they seek targets to strike
they seek powers to worship.
But wills that ripen,
they become trees and strike root,
ready to shield
a land at your foot,
a small stretch of ground,
but necessary, like life,
where something precious grows,
torn by the winds’ strife.
If the glade seems narrow
against space without end
and the tree perhaps lifeless
against spears that blind,
then forget not the leaf
with its life-green colour,
and forget not the sap
that seethes through the marrow.
Be not afraid, be still
that harvest night,
when the voices say:
‘Your bounds are set.
You too shall be silent
among the watching faithful.
You also shall strike root,
and become tree, and ripen.’
- Karin Boye
2.3.15
under red and violet vespers
the wire coils scatter horseflies
lingering like tiny concertina suns
against the freshly painted (again)
wall where ivy and woe, not epitaph
have taken root - has anyone else
taken root as a hedge of evergreen
thorn, branch, leaf, bramble and spike
within, perpetual scorching air guides
most people raise colossal battlements
to keep the enemy abroad - finding peace
I build, improve, expand and fortify
so that the enemy remains within.
the wire coils scatter horseflies
lingering like tiny concertina suns
against the freshly painted (again)
wall where ivy and woe, not epitaph
have taken root - has anyone else
taken root as a hedge of evergreen
thorn, branch, leaf, bramble and spike
within, perpetual scorching air guides
most people raise colossal battlements
to keep the enemy abroad - finding peace
I build, improve, expand and fortify
so that the enemy remains within.
14.2.15
1.2.15
18.1.15
AN AUTUMN COTTAGE AT BASHANG
After the shower at Bashang,
I see an evening line of wildgeese,
The limp-hanging leaves of a foreign tree,
A lantern's cold gleam, lonely in the night,
An empty garden, white with dew,
The ruined wall of a neighbouring monastery.
...I have taken my ease here long enough.
What am I waiting for, I wonder.
-Ma Dai
After the shower at Bashang,
I see an evening line of wildgeese,
The limp-hanging leaves of a foreign tree,
A lantern's cold gleam, lonely in the night,
An empty garden, white with dew,
The ruined wall of a neighbouring monastery.
...I have taken my ease here long enough.
What am I waiting for, I wonder.
-Ma Dai
31.12.14
sabes o que te digo? cedo ou tarde, os musculos, os ossos, a pele, a mente (bom, essa espero que nao), a pilinha (esta tb qt mais tarde melhor) e a vaidade de caber naquelas calças ou de encantar a miuda mais gira - tudo se vai. os oito quilos que ganhei ate sao um preço aceitavel a pagar pelas reviravoltas que o meu mundo deu nestes 18 meses. nao sei se concordarias aplicando isto a mim, ou aplicando no generico, mas agora depois de ter comido a massinha quente com meio copo de vinho e de ter estado a falar com a xxxxxx senti-me assim.
30.12.14
Fecho os olhos ao sol
E vou à minha procura
mas só encontro o teu sorriso
E só permanece em mim a memória
De escrever sem parar enquanto
sossegavas ao sol, dentro da minha barriga
Fecho os olhos ao sol
E continuo esta mescla de remorso,
sobrevivência e desprezo pela minha entrega,
de armas deitadas aos pés de nada e ninguém
Talvez tivesse desculpa ou não precisasse de a ter
São apenas anos que passam, destapando evidências
Gosto pouco de evidências, agora
Interessa-me a situação na Rússia e o sabor do café
Não preciso sequer de fugir de caminhos tortuosos,
sei que não são mais que uma enorme cobardia
É tudo este sol curto mas forte de Dezembro,
O vale estará verde e o riso e as conversas ecoam ao longe
Não há nada, não há nada
Por mais que puxe e repuxe
Não há nada
E agora, nem já a dor de o escrever
- A.C.
E vou à minha procura
mas só encontro o teu sorriso
E só permanece em mim a memória
De escrever sem parar enquanto
sossegavas ao sol, dentro da minha barriga
Fecho os olhos ao sol
E continuo esta mescla de remorso,
sobrevivência e desprezo pela minha entrega,
de armas deitadas aos pés de nada e ninguém
Talvez tivesse desculpa ou não precisasse de a ter
São apenas anos que passam, destapando evidências
Gosto pouco de evidências, agora
Interessa-me a situação na Rússia e o sabor do café
Não preciso sequer de fugir de caminhos tortuosos,
sei que não são mais que uma enorme cobardia
É tudo este sol curto mas forte de Dezembro,
O vale estará verde e o riso e as conversas ecoam ao longe
Não há nada, não há nada
Por mais que puxe e repuxe
Não há nada
E agora, nem já a dor de o escrever
- A.C.
A máquina mística
Mais um ano outra vez
já lá vão quarenta e três
a minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
Poeira negra, silvo de automóvel,
hemorragia de árvores na resina
que dá verniz a insigne Prémio Nobel
e que liberta odores a gasolina
invadindo as paredes do harém
onde o bom sexo é o maior bem.
A minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
Fábrica fumarenta dos espíritos
por sobre as águas negras do canal.
Um proletário perde-se em inquéritos
como quem anda muito mal.
E o calor derrete o aço,
ao mundo falta-lhe o espaço.
Mais um ano outra vez
já lá vão quarenta e três.
Trago comigo plásticas ideias
e dezenas de indústrias satisfeitas.
A vida nas cidades europeias
começa à hora em que te deitas.
Anos falidos no desgaste,
nada na vida que me arraste.
Nada há nela que me baste
a minha vida é um desastre.
Dois cabelos eléctricos na face
irrequietos giram como hélices:
paisagem de helicópteros e guindastes
que me confundem e só dão chatices.
Liras metálicas e loiros trastes,
cordas de Orfeu prendendo Eurídice.
Já lá vão quarenta e três
mais um ano outra vez.
No Titanic alguém me disse:
falta-me o óleo da sobrevivência.
Corpos e porcos, Circe sobre Ulisses
como quem come sem decência.
Maré evanescente, a verga tesa
o herói exibe sobre a mesa.
A minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
Micromáquinas dentro de voz dúbia
que ao longe ouvimos pela telefonia.
Raros vestígios de vetusta múmia
alimentando todas as fobias.
Lenços pousados sobre a estante,
com que limpo as tristezas e o sangue.
Mais um ano outra vez
já lá vão quarenta e três.
Cavalo místico na mão de Goya,
em louco trote sobre milhares de anos.
Andam comigo nos anais da história
cavalos que explodiram por engano,
de míssil que lançaram americanos
do Golfo Pérsico directo a Tróia.
A minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
A tv apresenta um bom programa
e o bom deus caminha no jordão.
Desprezo o zapping, deito-me na cama,
como tremoços, adiro à religião.
O Newton e a trotinete azul
entram no ecrã vindos de Cabul.
Já lá vão quarenta e três
mais um ano outra vez.
O primitivo aedo acende a lãmpada
que dá ao quarto um ar de apoteose.
Metralha e parafusos, gozo e manta,
muita cerveja em excessivas doses.
Celeste dia que desmente Einstein
e arruina a herança de meu pai.
Mais um ano outra vez
já lá vão quarenta e três
a minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
Do livro inédito
A Mecânica do Sexxo XXI, no prelo
-Luís Adriano Carlos
Mais um ano outra vez
já lá vão quarenta e três
a minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
Poeira negra, silvo de automóvel,
hemorragia de árvores na resina
que dá verniz a insigne Prémio Nobel
e que liberta odores a gasolina
invadindo as paredes do harém
onde o bom sexo é o maior bem.
A minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
Fábrica fumarenta dos espíritos
por sobre as águas negras do canal.
Um proletário perde-se em inquéritos
como quem anda muito mal.
E o calor derrete o aço,
ao mundo falta-lhe o espaço.
Mais um ano outra vez
já lá vão quarenta e três.
Trago comigo plásticas ideias
e dezenas de indústrias satisfeitas.
A vida nas cidades europeias
começa à hora em que te deitas.
Anos falidos no desgaste,
nada na vida que me arraste.
Nada há nela que me baste
a minha vida é um desastre.
Dois cabelos eléctricos na face
irrequietos giram como hélices:
paisagem de helicópteros e guindastes
que me confundem e só dão chatices.
Liras metálicas e loiros trastes,
cordas de Orfeu prendendo Eurídice.
Já lá vão quarenta e três
mais um ano outra vez.
No Titanic alguém me disse:
falta-me o óleo da sobrevivência.
Corpos e porcos, Circe sobre Ulisses
como quem come sem decência.
Maré evanescente, a verga tesa
o herói exibe sobre a mesa.
A minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
Micromáquinas dentro de voz dúbia
que ao longe ouvimos pela telefonia.
Raros vestígios de vetusta múmia
alimentando todas as fobias.
Lenços pousados sobre a estante,
com que limpo as tristezas e o sangue.
Mais um ano outra vez
já lá vão quarenta e três.
Cavalo místico na mão de Goya,
em louco trote sobre milhares de anos.
Andam comigo nos anais da história
cavalos que explodiram por engano,
de míssil que lançaram americanos
do Golfo Pérsico directo a Tróia.
A minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
A tv apresenta um bom programa
e o bom deus caminha no jordão.
Desprezo o zapping, deito-me na cama,
como tremoços, adiro à religião.
O Newton e a trotinete azul
entram no ecrã vindos de Cabul.
Já lá vão quarenta e três
mais um ano outra vez.
O primitivo aedo acende a lãmpada
que dá ao quarto um ar de apoteose.
Metralha e parafusos, gozo e manta,
muita cerveja em excessivas doses.
Celeste dia que desmente Einstein
e arruina a herança de meu pai.
Mais um ano outra vez
já lá vão quarenta e três
a minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
Do livro inédito
A Mecânica do Sexxo XXI, no prelo
-Luís Adriano Carlos
21.12.14
a cada inverno, como o urso proverbial
jejuo e hiberno, em auto-exclusão associal
e sonho; contribuintes passeiam como avestruzes
legando aos seguintes o custo destas belas luzes
é do caralho ter sempre razão, lavrar na pedra o mal
anos vêm e vão, após o enterro já só sobra o natal
com a paróquia perdida no deslumbramento do dia.
tivesse eu mais vida e nem sei quantos aniquilaria
o cancro de eleitorado vitima cada vez mais utentes
nao ha um deputado capaz de defender os morrentes;
tacteia-se o gráfico do tempo que resta, na redacção
perpetua-se o tráfico à hora da sesta, maldita nação
jejuo e hiberno, em auto-exclusão associal
e sonho; contribuintes passeiam como avestruzes
legando aos seguintes o custo destas belas luzes
é do caralho ter sempre razão, lavrar na pedra o mal
anos vêm e vão, após o enterro já só sobra o natal
com a paróquia perdida no deslumbramento do dia.
tivesse eu mais vida e nem sei quantos aniquilaria
o cancro de eleitorado vitima cada vez mais utentes
nao ha um deputado capaz de defender os morrentes;
tacteia-se o gráfico do tempo que resta, na redacção
perpetua-se o tráfico à hora da sesta, maldita nação
18.12.14
Salmos 55
Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração, e não te escondas da minha súplica.
Atende-me, e ouve-me; agitado estou, e ando perplexo,
por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio; pois lançam sobre mim iniqüidade, e com furor me perseguem.
O meu coração confrange-se dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram.
Temor e tremor me sobrevêm, e o horror me envolveu.
Pelo que eu disse: Ah! quem me dera asas como de pomba! então voaria, e encontraria descanso.
Eis que eu fugiria para longe, e pernoitaria no deserto.
Apressar-me-ia a abrigar-me da fúria do vento e da tempestade.
Destrói, Senhor, confunde as suas línguas, pois vejo violência e contenda na cidade.
Dia e noite andam ao redor dela, sobre os seus muros; também iniqüidade e malícia estão no meio dela.
Há destruição lá dentro; opressão e fraude não se apartam das suas ruas.
Pois não é um inimigo que me afronta, então eu poderia suportá-lo; nem é um adversário que se exalta contra mim, porque dele poderia esconder-me;
mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu amigo íntimo.
Conservávamos juntos tranqüilamente, e em companhia andávamos na casa de Deus.
A morte os assalte, e vivos desçam ao Seol; porque há maldade na sua morada, no seu próprio íntimo.
Mas eu invocarei a Deus, e o Senhor me salvará.
De tarde, de manhã e ao meio-dia me queixarei e me lamentarei; e ele ouvirá a minha voz.
Livrará em paz a minha vida, de modo que ninguém se aproxime de mim; pois há muitos que contendem contra mim.
Deus ouvirá; e lhes responderá aquele que está entronizado desde a antigüidade; porque não há neles nenhuma mudança, e tampouco temem a Deus.
Aquele meu companheiro estendeu a sua mão contra os que tinham paz com ele; violou o seu pacto.
A sua fala era macia como manteiga, mas no seu coração havia guerra; as suas palavras eram mais brandas do que o azeite, todavia eram espadas desembainhadas.
Lança o teu fardo sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado.
Mas tu, ó Deus, os farás descer ao poço da perdição; homens de sangue e de traição não viverão metade dos seus dias; mas eu em ti confiarei.
Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração, e não te escondas da minha súplica.
Atende-me, e ouve-me; agitado estou, e ando perplexo,
por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio; pois lançam sobre mim iniqüidade, e com furor me perseguem.
O meu coração confrange-se dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram.
Temor e tremor me sobrevêm, e o horror me envolveu.
Pelo que eu disse: Ah! quem me dera asas como de pomba! então voaria, e encontraria descanso.
Eis que eu fugiria para longe, e pernoitaria no deserto.
Apressar-me-ia a abrigar-me da fúria do vento e da tempestade.
Destrói, Senhor, confunde as suas línguas, pois vejo violência e contenda na cidade.
Dia e noite andam ao redor dela, sobre os seus muros; também iniqüidade e malícia estão no meio dela.
Há destruição lá dentro; opressão e fraude não se apartam das suas ruas.
Pois não é um inimigo que me afronta, então eu poderia suportá-lo; nem é um adversário que se exalta contra mim, porque dele poderia esconder-me;
mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu amigo íntimo.
Conservávamos juntos tranqüilamente, e em companhia andávamos na casa de Deus.
A morte os assalte, e vivos desçam ao Seol; porque há maldade na sua morada, no seu próprio íntimo.
Mas eu invocarei a Deus, e o Senhor me salvará.
De tarde, de manhã e ao meio-dia me queixarei e me lamentarei; e ele ouvirá a minha voz.
Livrará em paz a minha vida, de modo que ninguém se aproxime de mim; pois há muitos que contendem contra mim.
Deus ouvirá; e lhes responderá aquele que está entronizado desde a antigüidade; porque não há neles nenhuma mudança, e tampouco temem a Deus.
Aquele meu companheiro estendeu a sua mão contra os que tinham paz com ele; violou o seu pacto.
A sua fala era macia como manteiga, mas no seu coração havia guerra; as suas palavras eram mais brandas do que o azeite, todavia eram espadas desembainhadas.
Lança o teu fardo sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado.
Mas tu, ó Deus, os farás descer ao poço da perdição; homens de sangue e de traição não viverão metade dos seus dias; mas eu em ti confiarei.
12.12.14
22.11.14
Salmos 14
1 Diz o tolo em seu coração: "Deus não existe". Corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem.
2 O Senhor olha dos céus para os filhos dos homens, para ver se há alguém que tenha entendimento, alguém que busque a Deus.
3 Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer.
4 Será que nenhum dos malfeitores aprende? Eles devoram o meu povo como quem come pão, e não clamam pelo Senhor!
5 Olhem! Estão tomados de pavor! Pois Deus está presente no meio dos justos.
6 Vocês, malfeitores, frustram os planos dos pobres, mas o refúgio deles é o Senhor.
7 Ah, se de Sião viesse a salvação para Israel! Quando o Senhor restaurar o seu povo, Jacó exultará! Israel se regozijará!
1 Diz o tolo em seu coração: "Deus não existe". Corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem.
2 O Senhor olha dos céus para os filhos dos homens, para ver se há alguém que tenha entendimento, alguém que busque a Deus.
3 Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer.
4 Será que nenhum dos malfeitores aprende? Eles devoram o meu povo como quem come pão, e não clamam pelo Senhor!
5 Olhem! Estão tomados de pavor! Pois Deus está presente no meio dos justos.
6 Vocês, malfeitores, frustram os planos dos pobres, mas o refúgio deles é o Senhor.
7 Ah, se de Sião viesse a salvação para Israel! Quando o Senhor restaurar o seu povo, Jacó exultará! Israel se regozijará!
21.11.14
12.11.14
- O nosso entrevistado de hoje é Álvaro Assumpto Javardo Lopes de Lopes, fiscal sudoríparo. Bom dia Álvaro, bem vindo ao forum.
- Bom dia, e bom dia ao auditório e obrigado por esta oportunidade que me dão de falar num dia tão feliz. Só uma correcção ao meu nome, eu sou Assunto, não sou Assumpto. É uma coisinha só, nao me leve a mal. O resto está correcto.
- Álvaro, mas fiscal sudoríparo, e logo numa zona tão diferenciada como a Damaia. Como é que chegou a esta profissão? Fale-nos um pouco do que leva alguém com o seu passado - escriturário numa conservatória, auxiliar de acção coerciva, oficial de autenticação de senhas - a optar por esta inflexão já perto de um fim de carreira.
- Bom, olhe, eu optar, deixe-me primeiro dizer que grande democrata é esse enorme, corajoso, valente e libertador nosso Primeiro, o doutor António Costa, reconhecido no mundo todo, nao é, até veio em várias rádios e constou-se por essa sociedade fora, nao foi so ca, que veio salvar isto tudo, porque primeiro cortaram as pernas ao Sócrates, que estava a conseguir mudar isto, e agora queriam cortar ao resto do povo, que andava descalço e era assim sem saber ler nem calçar-se que eles o queriam. Portanto bem haja o gigantesco e colossal democrata, o professor presidente António de Oliveira - desculpe António Costa, pela liberdade que nos deu.
- Sim. Mas Álvaro, o que é que faz no seu dia a dia, como foi seleccionado para fiscalizar a carga de suor destilada por cada contribuinte, e com base nela, ao que sei, a taxa a aplicar na factura da água e consequente registo na base de dados de contribuintes com consumo restrito de sal, álcool, música e outras substancias indutoras de um suor menos comum?
- Então, isto foi um chamamento, se quiser, porque naquele dia, no dia em que lá foram ao bairro - olhe que dantes no meu bairro muita gente nem dinheiro tinha para trocar de casaco uma vez por ano, e muitas crianças tinham que trabalhar aos 20 anos e nem sabiam o que era brincar na estrada, foi o grande democrata o arquitecto Mário Soares que acabou com essa pouca vergonha que era o meu bairro sem o dinheirinho que os ricos andavam a estoirar em casacos mais de uma vez por ano - e eu fui. Eles deram-nos o que prometeram, ao contrario do Passos, esse demónio, e eu fui.
- Então - mas para que os nossos ouvintes possam perceber, Álvaro, vamos - peço-lhe talvez um exercício prático. Descreva-nos, desenhe-nos, um dia típico na sua actividade. Como é que este grande salto em frente veio a envolvê-lo?
- Sim. Pronto. Nós saímos de casa, e isto só a jeito de paralelo, nas nossas casas está agora instalada uma coisa nova que o altíssimo e puro democrata, o engenheiro pós-bacharel de Bolonha, António Costa, Marajá e Senhor da Sinalética, Trismegisto da Rotunda e Metropolitano Maior, quis que testássemos e que - pronto, isto sem querer levantar muito o véu, que ainda sou advertido ou pior - nós quando saímos de casa passamos o punho num leitor biométrico, que nos apura logo as necessidades para o dia, e quando vamos almoçar por exemplo já recebemos - já viu xô jornalista - a refeição feita, com tudo à medida sem termos que andar como dantes, no tempo do Salazar, a ser nós próprios a procurar o que nos apetecia - e então depois encontramo-nos, os dezasseis de cada equipa à porta da estação. Então escolhemos os contribuintes que nos parecem mais prováveis de ter um suor desviado, pronto, isto também há objectivos, nao vou dizer que não os há porque não é com impostos que se lá vai a pagar isto tudo do primeiro mundo, a gente tem de entender que se evolui - e medimos sem incómodo nenhum nem dor nem atraso, aquilo é um sensorzinho que se coloca no lábio inferior e já está. Depois os dados são enviados em tempo real, através do ESCARROPE, que é um sistema topo de gama histórico no mundo e que encomendámos aos melhores consultores; se algum contribuinte tiver suado, logo ali, acima da terceira barra de controle, somos logo os dezasseis alertados e os nossos oito supervisores e os quatro oficiais dos nossos supervisores e os dois semi-supremos e o supremo local da mini-região valida e o contribuinte é ali logo sinalizado com uma luz vermelha que se acende nos nossos implantes para ser aconselhado, encaminhado e instruido antes de poder fazer diferença no ambiente dos outros, dos cumpridores. No fundo a regra é que se todos suarmos como deve de ser, suamos todos muito melhor.
- Muito bem. E nisto se bem compreendi, se fiz bem o meu trabalho de casa [piscadela de olho imperceptível para ouvintes enquanto o jornalista tacteia uma pastinha cor-de-rosa com o logotipo do Ministerio da Coesão Frontal] nisto somos pioneiros? Portugal é pioneiro.
- É. Ouça, isto nao tem nada a ver com aquelas patranhas que nos impingiam, desculpe lá o termo, no tempo dos nossos pais, coitados, fizeram o melhor que puderam, mas éramos todos pouco esclarecidos. Aquilo de deus, e de outros planetas, da vida após a morte, de nao se poder abortar porque aquilo lá dentro era vivo - qual vivo, vivo é o Eterno Comunicador o Juiz António Costa, AVANTE! ai desculpe-me que isto a emoção, eu se não fosse esta oportunidade que me deram,e bem, estava com a mulher do primo da minha cunhada, que nunca aceitou o Voto, nos programas da tarde a bater palmas por cinco euros - essas coisas que fazem parte de um passado onde nunca havemos de voltar, o Sistema querendo. Somos portanto pioneiros sim senhor e com muito orgulho e não temos que ter medo de o assumir porque no resto da Europa há países que já foram pioneiros nisto e estão hoje muito bem, tão bem ou melhor que nós. Isto pratica-se um pouco onde quer que as pessoas percebam o que é melhor para elas. No fundo é isto.
- Álvaro, o nosso tempo está quase a chegar ao fim. Tivemos muitos ouvintes em linha, mas acabámos por encontrar nulidades processuais em todos eles, pelo que teremos de concluir o forum de hoje com mais uma questão dirigida a si, que me ocorreu agora sem qualquer motivo. Diga-me, o contribuinte, ora exsudante, não é onerado por nada disto. Nem é bem uma pergunta (risos).
- (gargalhada explosiva) AHAAHAUAUHAHAHHAHHHHHHH óóóóóóo'OAHUHAHHHH óóóó'ai o senhor! nãoó, ó, Não. Está a brincar, o senhor é muito - ai essa agora, como se fosse possível. Já percebi, já percebi o que o senhor quer dizer.
Não. Isto não tem custos nenhuns para quem sua, e mesmo para aqueles que não suam - um ponto que nos esquecemos de abordar, é que é suposto suar um bocadinho, e quem nunca sua é capaz de encontrar, uma vez por outra, a opção entre pagar um pouco mais quando for comprar roupa, ou então suar mais para acompanhar a média, mas será sempre uma opção - mas mesmo esses, nunca serão onerados.
Ninguém paga mais por este direito e quem disser que paga, ou mente ou não crê no Pastor Cardinal António Costa, nossa constelação de directrizes. O que há é a taxa de direitos de passagem dos dados sudoríparos, porque quando se envia o registo com os valores da ureia, do sal, da temperatura - imagine o senhor que eu meço um homem, de raça lisboeta, na estação de Campanhã, e tenho por algum motivo, por ele ter um filho que vive em Campo Maior ou assim, que fazer cruzar os dados todos com sete freguesias e 3.244 pontos de controle - ah, fora os Europeus, que isto foi com fundos do POPH.
Pronto, isto para não ter custos, tem um preço, e há de facto a taxa dos direitos de passagem da informação sudorípara, mas é só. E as PUDICAS, as Punições Directas ao Contribuinte Atípico, mas essas, ehe, bom, bom.
O senhor não me diga que é preciso pôr-me aqui a dizer o que todos sabem.
- Álvaro. Tenho a certeza que vamos todos - se me permite o trocadilho - ficar muito mais aliviados com aquilo que transpirou desta nossa conversa. Obrigado pelo seu tempo e um resto de bom dia de medição .
- Ora essa. O importante é servir aqueles que nos servem. Bom dia para o senhor também e boas gotículas.
- Bom dia, e bom dia ao auditório e obrigado por esta oportunidade que me dão de falar num dia tão feliz. Só uma correcção ao meu nome, eu sou Assunto, não sou Assumpto. É uma coisinha só, nao me leve a mal. O resto está correcto.
- Álvaro, mas fiscal sudoríparo, e logo numa zona tão diferenciada como a Damaia. Como é que chegou a esta profissão? Fale-nos um pouco do que leva alguém com o seu passado - escriturário numa conservatória, auxiliar de acção coerciva, oficial de autenticação de senhas - a optar por esta inflexão já perto de um fim de carreira.
- Bom, olhe, eu optar, deixe-me primeiro dizer que grande democrata é esse enorme, corajoso, valente e libertador nosso Primeiro, o doutor António Costa, reconhecido no mundo todo, nao é, até veio em várias rádios e constou-se por essa sociedade fora, nao foi so ca, que veio salvar isto tudo, porque primeiro cortaram as pernas ao Sócrates, que estava a conseguir mudar isto, e agora queriam cortar ao resto do povo, que andava descalço e era assim sem saber ler nem calçar-se que eles o queriam. Portanto bem haja o gigantesco e colossal democrata, o professor presidente António de Oliveira - desculpe António Costa, pela liberdade que nos deu.
- Sim. Mas Álvaro, o que é que faz no seu dia a dia, como foi seleccionado para fiscalizar a carga de suor destilada por cada contribuinte, e com base nela, ao que sei, a taxa a aplicar na factura da água e consequente registo na base de dados de contribuintes com consumo restrito de sal, álcool, música e outras substancias indutoras de um suor menos comum?
- Então, isto foi um chamamento, se quiser, porque naquele dia, no dia em que lá foram ao bairro - olhe que dantes no meu bairro muita gente nem dinheiro tinha para trocar de casaco uma vez por ano, e muitas crianças tinham que trabalhar aos 20 anos e nem sabiam o que era brincar na estrada, foi o grande democrata o arquitecto Mário Soares que acabou com essa pouca vergonha que era o meu bairro sem o dinheirinho que os ricos andavam a estoirar em casacos mais de uma vez por ano - e eu fui. Eles deram-nos o que prometeram, ao contrario do Passos, esse demónio, e eu fui.
- Então - mas para que os nossos ouvintes possam perceber, Álvaro, vamos - peço-lhe talvez um exercício prático. Descreva-nos, desenhe-nos, um dia típico na sua actividade. Como é que este grande salto em frente veio a envolvê-lo?
- Sim. Pronto. Nós saímos de casa, e isto só a jeito de paralelo, nas nossas casas está agora instalada uma coisa nova que o altíssimo e puro democrata, o engenheiro pós-bacharel de Bolonha, António Costa, Marajá e Senhor da Sinalética, Trismegisto da Rotunda e Metropolitano Maior, quis que testássemos e que - pronto, isto sem querer levantar muito o véu, que ainda sou advertido ou pior - nós quando saímos de casa passamos o punho num leitor biométrico, que nos apura logo as necessidades para o dia, e quando vamos almoçar por exemplo já recebemos - já viu xô jornalista - a refeição feita, com tudo à medida sem termos que andar como dantes, no tempo do Salazar, a ser nós próprios a procurar o que nos apetecia - e então depois encontramo-nos, os dezasseis de cada equipa à porta da estação. Então escolhemos os contribuintes que nos parecem mais prováveis de ter um suor desviado, pronto, isto também há objectivos, nao vou dizer que não os há porque não é com impostos que se lá vai a pagar isto tudo do primeiro mundo, a gente tem de entender que se evolui - e medimos sem incómodo nenhum nem dor nem atraso, aquilo é um sensorzinho que se coloca no lábio inferior e já está. Depois os dados são enviados em tempo real, através do ESCARROPE, que é um sistema topo de gama histórico no mundo e que encomendámos aos melhores consultores; se algum contribuinte tiver suado, logo ali, acima da terceira barra de controle, somos logo os dezasseis alertados e os nossos oito supervisores e os quatro oficiais dos nossos supervisores e os dois semi-supremos e o supremo local da mini-região valida e o contribuinte é ali logo sinalizado com uma luz vermelha que se acende nos nossos implantes para ser aconselhado, encaminhado e instruido antes de poder fazer diferença no ambiente dos outros, dos cumpridores. No fundo a regra é que se todos suarmos como deve de ser, suamos todos muito melhor.
- Muito bem. E nisto se bem compreendi, se fiz bem o meu trabalho de casa [piscadela de olho imperceptível para ouvintes enquanto o jornalista tacteia uma pastinha cor-de-rosa com o logotipo do Ministerio da Coesão Frontal] nisto somos pioneiros? Portugal é pioneiro.
- É. Ouça, isto nao tem nada a ver com aquelas patranhas que nos impingiam, desculpe lá o termo, no tempo dos nossos pais, coitados, fizeram o melhor que puderam, mas éramos todos pouco esclarecidos. Aquilo de deus, e de outros planetas, da vida após a morte, de nao se poder abortar porque aquilo lá dentro era vivo - qual vivo, vivo é o Eterno Comunicador o Juiz António Costa, AVANTE! ai desculpe-me que isto a emoção, eu se não fosse esta oportunidade que me deram,e bem, estava com a mulher do primo da minha cunhada, que nunca aceitou o Voto, nos programas da tarde a bater palmas por cinco euros - essas coisas que fazem parte de um passado onde nunca havemos de voltar, o Sistema querendo. Somos portanto pioneiros sim senhor e com muito orgulho e não temos que ter medo de o assumir porque no resto da Europa há países que já foram pioneiros nisto e estão hoje muito bem, tão bem ou melhor que nós. Isto pratica-se um pouco onde quer que as pessoas percebam o que é melhor para elas. No fundo é isto.
- Álvaro, o nosso tempo está quase a chegar ao fim. Tivemos muitos ouvintes em linha, mas acabámos por encontrar nulidades processuais em todos eles, pelo que teremos de concluir o forum de hoje com mais uma questão dirigida a si, que me ocorreu agora sem qualquer motivo. Diga-me, o contribuinte, ora exsudante, não é onerado por nada disto. Nem é bem uma pergunta (risos).
- (gargalhada explosiva) AHAAHAUAUHAHAHHAHHHHHHH óóóóóóo'OAHUHAHHHH óóóó'ai o senhor! nãoó, ó, Não. Está a brincar, o senhor é muito - ai essa agora, como se fosse possível. Já percebi, já percebi o que o senhor quer dizer.
Não. Isto não tem custos nenhuns para quem sua, e mesmo para aqueles que não suam - um ponto que nos esquecemos de abordar, é que é suposto suar um bocadinho, e quem nunca sua é capaz de encontrar, uma vez por outra, a opção entre pagar um pouco mais quando for comprar roupa, ou então suar mais para acompanhar a média, mas será sempre uma opção - mas mesmo esses, nunca serão onerados.
Ninguém paga mais por este direito e quem disser que paga, ou mente ou não crê no Pastor Cardinal António Costa, nossa constelação de directrizes. O que há é a taxa de direitos de passagem dos dados sudoríparos, porque quando se envia o registo com os valores da ureia, do sal, da temperatura - imagine o senhor que eu meço um homem, de raça lisboeta, na estação de Campanhã, e tenho por algum motivo, por ele ter um filho que vive em Campo Maior ou assim, que fazer cruzar os dados todos com sete freguesias e 3.244 pontos de controle - ah, fora os Europeus, que isto foi com fundos do POPH.
Pronto, isto para não ter custos, tem um preço, e há de facto a taxa dos direitos de passagem da informação sudorípara, mas é só. E as PUDICAS, as Punições Directas ao Contribuinte Atípico, mas essas, ehe, bom, bom.
O senhor não me diga que é preciso pôr-me aqui a dizer o que todos sabem.
- Álvaro. Tenho a certeza que vamos todos - se me permite o trocadilho - ficar muito mais aliviados com aquilo que transpirou desta nossa conversa. Obrigado pelo seu tempo e um resto de bom dia de medição .
- Ora essa. O importante é servir aqueles que nos servem. Bom dia para o senhor também e boas gotículas.
11.11.14
In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.
We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.
Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.
- Lt Col John McCrae
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.
We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.
Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.
- Lt Col John McCrae
6.11.14
2.11.14
nos dias em que nada faço
sobram-me nervos e espaço
para poemas curtos em ingles
por exemplo sobre vento e trovoes
que levassem toda a récua de cabrões
do parlamento e demais instituições
de ermesinde ao parque das nações
um inverno letal caído de uma só vez
e ficaria a terra devidamente lavada
polida, desnuda, vazia e areada
e o bestiário, os eleitores,
funcionários e professores
titulares de direitos adquiridos
escorreitos militares e civis
chamando a quem lhos paga nazis
ver-se-iam justamente bem fodidos.
sobram-me nervos e espaço
para poemas curtos em ingles
por exemplo sobre vento e trovoes
que levassem toda a récua de cabrões
do parlamento e demais instituições
de ermesinde ao parque das nações
um inverno letal caído de uma só vez
e ficaria a terra devidamente lavada
polida, desnuda, vazia e areada
e o bestiário, os eleitores,
funcionários e professores
titulares de direitos adquiridos
escorreitos militares e civis
chamando a quem lhos paga nazis
ver-se-iam justamente bem fodidos.
26.10.14
There, the front gate. Enemy made at last form shape substance and location.
I lost you countless times before I learned how to count then Ego, always the dreamer, willed me out of the mess before it could drown me. I heard London pass away in harmonic pandemonia that only a classical archetype might weave.
Every tense borne out of this worlds-realm juxtaposition slammed home with the hollow point Dad always knew would come seeking its due for letting him pass through the colonial clusterfuck lattice.
Now the rebounds, the far ends of the spectrum, and Aeneas on a suburban rampage would all have their superbowl moment.
Make or break?
It's aught but the last ten pounds for the tenth attempt.
Ain't gonna be this 4AM chill to crack my animal, cavernous, ignorance-ridden move.
The padlock slides open.
I lost you countless times before I learned how to count then Ego, always the dreamer, willed me out of the mess before it could drown me. I heard London pass away in harmonic pandemonia that only a classical archetype might weave.
Every tense borne out of this worlds-realm juxtaposition slammed home with the hollow point Dad always knew would come seeking its due for letting him pass through the colonial clusterfuck lattice.
Now the rebounds, the far ends of the spectrum, and Aeneas on a suburban rampage would all have their superbowl moment.
Make or break?
It's aught but the last ten pounds for the tenth attempt.
Ain't gonna be this 4AM chill to crack my animal, cavernous, ignorance-ridden move.
The padlock slides open.
20.10.14
às vezes - muitas vezes - vejo isto
tão de cima (da escala mais importante
onde o grão de areia
e a centelha imprevisível se juntam),
e ao mesmo tempo
tão de baixo (da miríade
de pessoas piores que eu ja fui)
e pelos lados (
do ponto
de vista
de quem se cruza comigo)
que para nao haver uma implosao
tem de ser feito,
e consagrado,
um sacrificio minuto
a minuto. pode ser o copo
que não faria falta, pode ser
estar sem o "ti" arquetipal,
e pode ser o silencio falso.
tambem pode nao ser nada.
é isto envelhecer sem ter feito
nem uma obra-prima,
nem uma completa merda,
da vida até aqui.
tão de cima (da escala mais importante
onde o grão de areia
e a centelha imprevisível se juntam),
e ao mesmo tempo
tão de baixo (da miríade
de pessoas piores que eu ja fui)
e pelos lados (
do ponto
de vista
de quem se cruza comigo)
que para nao haver uma implosao
tem de ser feito,
e consagrado,
um sacrificio minuto
a minuto. pode ser o copo
que não faria falta, pode ser
estar sem o "ti" arquetipal,
e pode ser o silencio falso.
tambem pode nao ser nada.
é isto envelhecer sem ter feito
nem uma obra-prima,
nem uma completa merda,
da vida até aqui.
18.10.14
i think i met all the
wrong men before
you and i think they
ruined me but i
think you’re really
handsome the way
a map is handsome,
with skin wide open
soaked in the whole
world’s ink. i
think i'm done pulling
paint off walls i
think i want to read
you the names of
every city that ever
burned down, i think
we'd like it there
-Safia Elhillo
wrong men before
you and i think they
ruined me but i
think you’re really
handsome the way
a map is handsome,
with skin wide open
soaked in the whole
world’s ink. i
think i'm done pulling
paint off walls i
think i want to read
you the names of
every city that ever
burned down, i think
we'd like it there
-Safia Elhillo
24.9.14
In celebration of you
Hands tight in a white room
I dream in rope and rose fire
But right now I miss you
Right now I feel small
The soulless can crush you
Pressed up to their wall
But we'll find some reason
To smile after all
So don't fade away
Don't fade away
Back into your white room
I'm talking to my heart, as usual
Just trying to make it see some sense
But it's miles away in your white room, again
It says that its time's come
There's no turning back
But my head still remembers
The last time it said that
Can't you see how this splits me
Then you'll see how I crack
So don't fade away
Don't fade away
Back into your white room
Do me one favour tonight
Play that ROXY song
And have a glass of wine
There' s nothing more than this
And never will be
One thousand miles
An ocean of sky
But we'll be together
Feel my spirit fly
It goes straight to that white room
That last verse, it cries
Don't fade away
Don't fade away
(Borland)
Hands tight in a white room
I dream in rope and rose fire
But right now I miss you
Right now I feel small
The soulless can crush you
Pressed up to their wall
But we'll find some reason
To smile after all
So don't fade away
Don't fade away
Back into your white room
I'm talking to my heart, as usual
Just trying to make it see some sense
But it's miles away in your white room, again
It says that its time's come
There's no turning back
But my head still remembers
The last time it said that
Can't you see how this splits me
Then you'll see how I crack
So don't fade away
Don't fade away
Back into your white room
Do me one favour tonight
Play that ROXY song
And have a glass of wine
There' s nothing more than this
And never will be
One thousand miles
An ocean of sky
But we'll be together
Feel my spirit fly
It goes straight to that white room
That last verse, it cries
Don't fade away
Don't fade away
(Borland)
20.9.14
Quando o amor morrer
Quando o amor morrer dentro de ti,
Caminha para o alto onde haja espaço,
E com o silêncio outrora pressentido
Molda em duas colunas os teus braços.
Relembra a confusão dos pensamentos,
E neles ateia o fogo adormecido
Que uma vez, sonho de amor, teu peito ferido
Espalhou generoso aos quatro ventos.
Aos que passarem dá-lhes o abrigo
E o nocturno calor que se debruça
Sobre as faces brilhantes de soluços.
E se ninguém vier, ergue o sudário
Que mil saudosas lágrimas velaram;
Desfralda na tua alma o inventário
Do templo onde a vida ora de bruços,
A Deus e aos sonhos que gelaram.
-Ruy Cinatti
Quando o amor morrer dentro de ti,
Caminha para o alto onde haja espaço,
E com o silêncio outrora pressentido
Molda em duas colunas os teus braços.
Relembra a confusão dos pensamentos,
E neles ateia o fogo adormecido
Que uma vez, sonho de amor, teu peito ferido
Espalhou generoso aos quatro ventos.
Aos que passarem dá-lhes o abrigo
E o nocturno calor que se debruça
Sobre as faces brilhantes de soluços.
E se ninguém vier, ergue o sudário
Que mil saudosas lágrimas velaram;
Desfralda na tua alma o inventário
Do templo onde a vida ora de bruços,
A Deus e aos sonhos que gelaram.
-Ruy Cinatti
4.9.14
Exercício de contenção
Que bela ideia, vou procurar um novo desafio enquanto escultor social.
Reificar um palco etereo sobre granito ou granitico sobre eter. Em Guimarães talvez.
Mas queres ver q o vinho nao chega? AI CARALHO O SOLO, granda malha.
Devia haver um subsidio de nao-loucura. Tipo ou me pagas ou enlouqueço, ou me pagas ou dou em arabe.
Carnifex levou uma asa e a pele toda do frango na boca para o covil dos jovens.
É isso, vou fazer um video em q decapito um fiscal, meto.lhe uma etiqueta. Run to the hills!!
"Eu era fiscal e o meu ministerio abandonou.me" e agora só tenho esta merda de tshirt.
Antes das cinco nao engorda.
Tem de ter legendas mas por tras ha um gajo a falar em kazakh sobre desporto, a malta mete o corao e ala e o crl e as virgens que chutam na penumbra do pasto.
Choose a sticker or emoticon.
Que bela ideia, vou procurar um novo desafio enquanto escultor social.
Reificar um palco etereo sobre granito ou granitico sobre eter. Em Guimarães talvez.
Mas queres ver q o vinho nao chega? AI CARALHO O SOLO, granda malha.
Devia haver um subsidio de nao-loucura. Tipo ou me pagas ou enlouqueço, ou me pagas ou dou em arabe.
Carnifex levou uma asa e a pele toda do frango na boca para o covil dos jovens.
É isso, vou fazer um video em q decapito um fiscal, meto.lhe uma etiqueta. Run to the hills!!
"Eu era fiscal e o meu ministerio abandonou.me" e agora só tenho esta merda de tshirt.
Antes das cinco nao engorda.
Tem de ter legendas mas por tras ha um gajo a falar em kazakh sobre desporto, a malta mete o corao e ala e o crl e as virgens que chutam na penumbra do pasto.
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