31.8.16


Every day after this world
is done with its preaching
we exhale and hand over
our stronger ties
unconscious and dilluted
whatever that might mean
or maybe not ever, sometimes
we hand over the anchor
of promising hope
for pursed lips
and white smiles
over glittering counters
we arrive still tied to the knot
of too many left hands
clutching an ankle in hunger
as the road winds down
all operations halted
by the executive board
since arrival comes too soon
and there were things
in the scrubland to begin with
so nothing is left to us
but to soak it down and surrender
for a dawn falling short
of yet another solo sunrise
say the word unshaven for me
facing another mirror,
say that daybreak has missed
its connecting flight
we do not know
every day
we do not know
still
some things are amiss
and neither of us quite dead yet.

23.7.16

wish I met you when I was twelve
petals, flower buds and many a drop
of rainbowed strolls away from our
grandmothers would have tinted
every sunset and every whiff
of summer 's end with the promise
of neverending youth
unrelenting rebirth.

17.6.16

agora o quarto é maior do que a morte
e qualquer rua ou estrada onde eu te beije
será a nossa casa plena de humores
da alvenaria com que fazes os muros
por cima dos quais a criança em ti salta

agora ainda tenho vontade da tua boca
e nada nos lençóis cheira a anteontem
quem quer que aqui entre saberá da pele
deixada por nós no dia zero do amor
a verdade passou a escrever-se deitada

agora o teu auge continuo
agora noite sem data
agora crer
agora recomeçar

3.6.16

quando o silencio perene e feroz
 das florestas por mim reclama
vem de dentro uma velha voz
vem a furia acalentar esta chama
e deliro com a ideia de ti esvaída

em sons e suor que jorram dos poros
abertos ao fremito dos meus dedos
onde segregas os teus tesouros,
onde assalto o reduto dos medos
e te seguro em dolor, possuida

como se a pele fosse um sol
saciando ate ao fundo
todo o celestial rol
toda a fome do mundo
a celebrar a teimosia da vida.

5.4.16

- Bom dia e bem vindos ao Forum, o nosso convidado de hoje é Ibrahima Khalid el-Brusseli ibn Khaled ibn Mussa ibn Pierre, burgomestre de Jalojamilamilobalabad (anterior Antuérpia) que aceitou gentilmente a nossa proposta de conversação entre a terceira e quarta orações do dia. Olá, burgomestre, muito obrigado por estar aqui. 

- Alá assim o quis. 

- Burgomestre, começaria por uma notícia de ultima hora, que nos dá conta de um incidente na sua cidade, em que um grupo de doze jovens recusou deixar-se violar. Tem conhecimento desta situação?

- Sim, isso já está resolvido, pela graça do profeta. Tratou-se de uma emergência sexual colectiva por parte dos estudiosos da terceira madrassa que abriu agora - estamos a receber muita, muita gente nova, puros e impuros, dos que se convertem - e terá havido alguns erros de interpretação da escritura por parte dos destinatários passivos da vontade de Alá, mas a autoridade integradora agiu a tempo; já foram todos enviados para a Escola da Verdade mais proxima, onde estao neste momento a ser violados ate que compreendam que nao ha outra forma de todos vivermos em sociedade, que caso contrario nao teriamos chegado aqui.

- Burgomestre, e as necessidades dos vossos eruditos? Ja foram satisfeitas?

- Sim, sim, populares, para nosso agrado muitos ainda do tempo em que este territorio nao era parte do califado, trouxeram-lhes oferendas. Algumas ate eram virgens. Nao se preocupe. Alá o tenha em boa conta pelo seu cuidado. 

- Burgomestre, como é que surgiu esta ideia das Escolas? Sei que as há da Verdade, da Pureza, do Fogo Que Mata o Ímpio, da Encadernação Obsessiva, da Cópia com Sangue... como é que surge tudo isto?

- Bom. Nós pegámos no excelente trabalho que vocês tinham feito antes, com os vossos infiéis, aqueles que comiam sal, fumavam tabaco, bebiam cerveja, nao se prostravam no angulo certo, trabalhavam para se vestirem e às suas famílias sem pagar o noventaenovízimo - como se fosse Socio-Corânico, o profeta unja o nosso partido integrado, deixar mais de 1% do rendimento nas maos de cada um - e com fundos do Califado (aquilo que dantes era gasto em invencoes posteriores à morte de Maomé, logo inuteis, ainda vocês eram europeus) fomos logo criar emprego nas obras, na construcao das escolas, como forma de integrar os descendentes da vossa antiga raça. Isto nao é xenofobia, é direito natural e divino, se assim nao fosse Alá nao o teria dito. 

- Burgomestre, muito bem. Já ouço o chamamento do Muezzim, pelo que lhe agradeço esta curta entrevista e em nome de toda a equipa que realizou este programa, deposito nas suas mãos um tapete de oração, cosido à mão pelas mais belas futuras concubinas do Emir, em cor verde-wahabita, e debruado a cabelo de sacerdote cristão. Alá o tenha.

- Alá é grande. Não se esqueça de declarar que de todas as vezes não me chamou Burgomestre em árabe. Problemas sao de evitar. 

8.9.15

I could praise you once with beautiful words ere you came
And entered my life with love in a wind of flame.
I could lure with a song from afar my bird to its nest,
But with pinions drooping together silence is best.
In the land of beautiful silence the winds are laid,
And life grows quietly one in the cloudy shade.
I will not waken the passion that sleeps in the heart,
For the winds that blew us together may blow us apart.
Fear not the stillness; for doubt and despair shall cease
With the gentle voices guiding us into peace.
Our dreams will change as they pass through the gates of gold,
And Quiet, the tender shepherd, shall keep the fold.

- George William Russell

6.8.15

Navegar a intrincada malha de urbe, pós-urbe, meta-urbe e para-urbe que interliga o Cassapo com a Charneca de Caparica pode constituir um desafio colossal, cosmogónico mesmo, para o rural homem anti-hodierno que pugna por ser deixado em paz na forma activa, passiva, transitiva, utente e paciente.

Dito isto, chegar ao atrivm do restaurante Simão & Filhas, na Rua dos Castanheiros 58 (2815-311) é uma retracção epifânica que expurga todas as fugas passadas, presentes e hipotéticas à realidade: ali te sentas, ali te servem e comerás à saciedade da melhor e mais irregulada cozinha que esta tribo te pode dar.

A atenção e habitacularidade caseiras só encontram coisa que as sobrepuje no instante em que ao termo "sobremesa" é renovado o sentido etimológico, de dominar, compor, campear, encimar a tábula onde atempadamente e sem delongas ou perdas aquilo a que cheira, e que bem que cheira, se fez presente. Peço uma mousse de côco. Comparece límpida, leve, desaçucarada, fofa, aérea, natural, trazida com paixão e humor. 

É uma composição da mais primordial engenharia libertária. É uma ode ao bom gosto.

Ide ao Simão, que só serve almoços, sobretudo durante os dias tidos por úteis. A mim custa-me imaginar melhor troca de euros etéreos por conforto salvífico, e se agora em pleno estio é assim, mal posso esperar pela estação agreste.

3.8.15

no mapa do meu inferno pessoal
há um défice externo colossal
que corre termos no eterno tribunal
do Homem de bem, moderno e social

montículos de merda ocupam o ecran
a papoila, o punho, a coligação e o PAN
sente-se o atraso na epoca de incêndios
vermes cavam toca e preparam estipendios

desde que partiste, ha sempre um entrave
(faz agora dois anos que sobra uma chave)
para voltar à forma, a correr e àquele dia
em que nada faltava e nada mais queria

muito bom dia senhor passageiro
insira cartao, senha ou dinheiro
folgamos em sabe-lo medicado
viaje tranquilo à sombra do estado

atencao à passagem
de um comboio sem paragem
repleto de gentes felizes
contribuintes sem deslizes

nao conduza, a sua vida perdura
acautele uma velhice segura
1357 canais e chazinho de tilia
e talvez no fim um medico de familia

aceda toda a informacao oficial
pelo ar, em papel ou formato digital
e em prol das nossas belas criancas
registe-se ja no portal das financas

mesmo que a vida lhe pareca triste
lembre-se que ao menos o parlamento existe
usufrua em pleno dos dias mornos
antes de dar um tiro nos cornos

30.7.15

vilanela para a assembleia destituinte

mais um dia neste hemisferio oeste
nao ha ca nada que eu nao deteste
livros escritos por ladroes eleitos
numa praia urbana de lares desfeitos

outro round de calor insano está garantido
mães solteiras do cacém com o miolo ardido
e empresárias que só se vêm com marroquinos
mais um dia nesta terra de perfeitos suínos

mais um dia no calabouço inane do socialismo
a europa paga, o tuga gasta e reina o autismo
sucedem-se as selfies vãs por elogios baratos
os jornalistas cumprem o seu dever de mainatos

o messias a cavalo nos comodismos da cidade
conquista votos entronizando a mediocridade
o erário assegura o conforto mental de abortar
mais um dia neste limbo entre morrer ou matar

mais um dia na incerteza da hora H
a chuva, se existe, não anda por cá
os anestesistas de serviço acreditam
nas frases loucas dos idiotas que citam

ninguém nos inspira um sorriso
outro sinal claro de saturação
a manada segue tilintando o guizo
mais um dia à espera da destruição.

2.7.15

You shall thank your gods,
if they force you to go
where you have no footprints
to trust to.
You shall thank your gods,
if all shame on you they pin.
You must seek refuge
a little further in.
What the whole world condemns
sometimes manages quite well.
Outlaws were many
who gained their own soul.
He who is forced to wild wood
looks on all with new sight,
and he tastes with gratitude
life's bread and salt.
You shall thank your gods,
when your shell they break.
Reality and kernel
the sole choice you can make.

- Karin Boye

17.3.15

Young wills whine
like masterless spears.
Fear has hurled them
into space’s spheres.
Trembling with battle
and strength in surfeit
they seek targets to strike
they seek powers to worship.

But wills that ripen,
they become trees and strike root,
ready to shield
a land at your foot,
a small stretch of ground,
but necessary, like life,
where something precious grows,
torn by the winds’ strife.

If the glade seems narrow
against space without end
and the tree perhaps lifeless
against spears that blind,
then forget not the leaf
with its life-green colour,
and forget not the sap
that seethes through the marrow.

Be not afraid, be still
that harvest night,
when the voices say:
‘Your bounds are set.
You too shall be silent
among the watching faithful.
You also shall strike root,
and become tree, and ripen.’

- Karin Boye

2.3.15

under red and violet vespers
the wire coils scatter horseflies
lingering like tiny concertina suns

against the freshly painted (again)
wall where ivy and woe, not epitaph
have taken root - has anyone else

taken root as a hedge of evergreen
thorn, branch, leaf, bramble and spike
within, perpetual scorching air guides

most people raise colossal battlements
to keep the enemy abroad - finding peace
I build, improve, expand and fortify
so that the enemy remains within.

18.1.15

AN AUTUMN COTTAGE AT BASHANG

After the shower at Bashang,
I see an evening line of wildgeese,
The limp-hanging leaves of a foreign tree,
A lantern's cold gleam, lonely in the night,
An empty garden, white with dew,
The ruined wall of a neighbouring monastery.
...I have taken my ease here long enough.
What am I waiting for, I wonder.

-Ma Dai

31.12.14

sabes o que te digo? cedo ou tarde, os musculos, os ossos, a pele, a mente (bom, essa espero que nao), a pilinha (esta tb qt mais tarde melhor) e a vaidade de caber naquelas calças ou de encantar a miuda mais gira - tudo se vai. os oito quilos que ganhei ate sao um preço aceitavel a pagar pelas reviravoltas que o meu mundo deu nestes 18 meses. nao sei se concordarias aplicando isto a mim, ou aplicando no generico, mas agora depois de ter comido a massinha quente com meio copo de vinho e de ter estado a falar com a xxxxxx senti-me assim.

30.12.14

Fecho os olhos ao sol

E vou à minha procura

mas só encontro o teu sorriso

E só permanece em mim a memória

De escrever sem parar enquanto

sossegavas ao sol, dentro da minha barriga

Fecho os olhos ao sol

E continuo esta mescla de remorso,

sobrevivência e desprezo pela minha entrega,

de armas deitadas aos pés de nada e ninguém

Talvez tivesse desculpa ou não precisasse de a ter

São apenas anos que passam, destapando evidências

Gosto pouco de evidências, agora

Interessa-me a situação na Rússia e o sabor do café

Não preciso sequer de fugir de caminhos tortuosos,

sei que não são mais que uma enorme cobardia

É tudo este sol curto mas forte de Dezembro,

O vale estará verde e o riso e as conversas ecoam ao longe

Não há nada, não há nada

Por mais que puxe e repuxe

Não há nada

E agora, nem já a dor de o escrever

- A.C.
A máquina mística

Mais um ano outra vez
já lá vão quarenta e três
a minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
Poeira negra, silvo de automóvel,
hemorragia de árvores na resina
que dá verniz a insigne Prémio Nobel
e que liberta odores a gasolina
invadindo as paredes do harém
onde o bom sexo é o maior bem.
A minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
Fábrica fumarenta dos espíritos
por sobre as águas negras do canal.
Um proletário perde-se em inquéritos
como quem anda muito mal.
E o calor derrete o aço,
ao mundo falta-lhe o espaço.
Mais um ano outra vez
já lá vão quarenta e três.
Trago comigo plásticas ideias
e dezenas de indústrias satisfeitas.
A vida nas cidades europeias
começa à hora em que te deitas.
Anos falidos no desgaste,
nada na vida que me arraste.
Nada há nela que me baste
a minha vida é um desastre.
Dois cabelos eléctricos na face
irrequietos giram como hélices:
paisagem de helicópteros e guindastes
que me confundem e só dão chatices.
Liras metálicas e loiros trastes,
cordas de Orfeu prendendo Eurídice.
Já lá vão quarenta e três
mais um ano outra vez.
No Titanic alguém me disse:
falta-me o óleo da sobrevivência.
Corpos e porcos, Circe sobre Ulisses
como quem come sem decência.
Maré evanescente, a verga tesa
o herói exibe sobre a mesa.
A minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
Micromáquinas dentro de voz dúbia
que ao longe ouvimos pela telefonia.
Raros vestígios de vetusta múmia
alimentando todas as fobias.
Lenços pousados sobre a estante,
com que limpo as tristezas e o sangue.
Mais um ano outra vez
já lá vão quarenta e três.
Cavalo místico na mão de Goya,
em louco trote sobre milhares de anos.
Andam comigo nos anais da história
cavalos que explodiram por engano,
de míssil que lançaram americanos
do Golfo Pérsico directo a Tróia.
A minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.
A tv apresenta um bom programa
e o bom deus caminha no jordão.
Desprezo o zapping, deito-me na cama,
como tremoços, adiro à religião.
O Newton e a trotinete azul
entram no ecrã vindos de Cabul.
Já lá vão quarenta e três
mais um ano outra vez.
O primitivo aedo acende a lãmpada
que dá ao quarto um ar de apoteose.
Metralha e parafusos, gozo e manta,
muita cerveja em excessivas doses.
Celeste dia que desmente Einstein
e arruina a herança de meu pai.
Mais um ano outra vez
já lá vão quarenta e três
a minha vida é um desastre
nada há nela que me baste.

Do livro inédito
A Mecânica do Sexxo XXI, no prelo

-Luís Adriano Carlos

21.12.14

a cada inverno, como o urso proverbial
jejuo e hiberno, em auto-exclusão associal
e sonho; contribuintes passeiam como avestruzes
legando aos seguintes o custo destas belas luzes

é do caralho ter sempre razão, lavrar na pedra o mal
anos vêm e vão, após o  enterro já só sobra o natal
com a paróquia perdida no deslumbramento do dia.
tivesse eu mais vida e nem sei quantos aniquilaria

o cancro de eleitorado vitima cada vez mais utentes
nao ha um deputado capaz de defender os morrentes;
tacteia-se o gráfico do tempo que resta, na redacção
perpetua-se o tráfico à hora da sesta, maldita nação










18.12.14

Salmos 55

Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração, e não te escondas da minha súplica.
Atende-me, e ouve-me; agitado estou, e ando perplexo,
por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio; pois lançam sobre mim iniqüidade, e com furor me perseguem.
O meu coração confrange-se dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram.
Temor e tremor me sobrevêm, e o horror me envolveu.
Pelo que eu disse: Ah! quem me dera asas como de pomba! então voaria, e encontraria descanso.
Eis que eu fugiria para longe, e pernoitaria no deserto.
Apressar-me-ia a abrigar-me da fúria do vento e da tempestade.
Destrói, Senhor, confunde as suas línguas, pois vejo violência e contenda na cidade.
Dia e noite andam ao redor dela, sobre os seus muros; também iniqüidade e malícia estão no meio dela.
Há destruição lá dentro; opressão e fraude não se apartam das suas ruas.
Pois não é um inimigo que me afronta, então eu poderia suportá-lo; nem é um adversário que se exalta contra mim, porque dele poderia esconder-me;
mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu amigo íntimo.
Conservávamos juntos tranqüilamente, e em companhia andávamos na casa de Deus.
A morte os assalte, e vivos desçam ao Seol; porque há maldade na sua morada, no seu próprio íntimo.
Mas eu invocarei a Deus, e o Senhor me salvará.
De tarde, de manhã e ao meio-dia me queixarei e me lamentarei; e ele ouvirá a minha voz.
Livrará em paz a minha vida, de modo que ninguém se aproxime de mim; pois há muitos que contendem contra mim.
Deus ouvirá; e lhes responderá aquele que está entronizado desde a antigüidade; porque não há neles nenhuma mudança, e tampouco temem a Deus.
Aquele meu companheiro estendeu a sua mão contra os que tinham paz com ele; violou o seu pacto.
A sua fala era macia como manteiga, mas no seu coração havia guerra; as suas palavras eram mais brandas do que o azeite, todavia eram espadas desembainhadas.
Lança o teu fardo sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado.
Mas tu, ó Deus, os farás descer ao poço da perdição; homens de sangue e de traição não viverão metade dos seus dias; mas eu em ti confiarei.

22.11.14

Salmos 14

1 Diz o tolo em seu coração: "Deus não existe". Corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem.

2 O Senhor olha dos céus para os filhos dos homens, para ver se há alguém que tenha entendimento, alguém que busque a Deus.

3 Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer.

4 Será que nenhum dos malfeitores aprende? Eles devoram o meu povo como quem come pão, e não clamam pelo Senhor!

5 Olhem! Estão tomados de pavor! Pois Deus está presente no meio dos justos.

6 Vocês, malfeitores, frustram os planos dos pobres, mas o refúgio deles é o Senhor.

7 Ah, se de Sião viesse a salvação para Israel! Quando o Senhor restaurar o seu povo, Jacó exultará! Israel se regozijará!